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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Violadores de denúncias correm perigo. Prendam-nos!

Julian Assange, o fundador do site de denúncias WikiLeaks que se encontra preso no Reino Unido, está a receber o apoio de vários países.
A Austrália culpou os Estados Unidos pela divulgação das suas comunicações diplomáticas, afirmando que Assange não deve ser responsabilizado pelo facto. "O Sr. Assange não é ele próprio responsável pela fuga não-autorizada de 250.000 documentos da rede de comunicações diplomáticas norte-americana. Os americanos é que são responsáveis por isso", afirmou o ministro australiano dos Negócios Estrangeiros Kevin Rudd, ele próprio descrito por um dos comunicados divulgados como sendo um "maníaco do controlo".
A Rússia também veio em socorro do líder da WikiLeaks, tendo fontes do Kremlin afirmado que ele "deveria ser nomeado para o próximo Prémio Nobel da Paz" pelas suas acções.
Para o advogado de Assange, cujo pedido de libertação sob fiança foi rejeitado pelos tribunais britânicos enquanto é estudada a sua deportação para a Suécia, país onde é acusado de duas tentativas de violação, as acusações contra o seu cliente "não têm nada a ver com a WikiLeaks nem com a CIA".
Embaraço britânico
Os documentos que continuam a ser publicados na Internet pela WikiLeaks geraram ontem mais polémica internacional, ao revelaram que o líder líbio Muammar Khaddafi ameaçou o Reino Unido com um corte das relações comerciais bilaterais e "repercussões enormes" caso Abdel Basset al-Megrahi, o autor do atentado que destruiu o voo 103 da Pan Am sobre a cidade escocesa de Lockerbie acabasse por morrer na prisão. Em resposta, tanto o líder do governo regional escocês, Alex Salmond, como o antigo ministro da Justiça Jack Straw negaram que a decisão de libertar Megrahi tenha sido tomada devido às ameaças vindas da Líbia."De uma perspectiva escocesa, nós não estávamos interessados em ameaças, mas sim na aplicação da Justiça escocesa", afirmou Salmond, enquanto Straw precisou que "tanto Salmond como o governo britânico repetiram várias vezes a verdade, de que esta foi uma decisão tomada pelo governo escocês".
Até hoje, não trouxe aqui o tema das denúncias, nem as li, para não distrair ninguém da realidade, inclusive eu, porque isto tem o efeito das telenovelas. Até violações houve, por mera coincidência e por coincidência nada tem a ver com nada.
Na verdade, do que tenho ouvido, só vem confirmar o que todos nós pensamos e dizemos à boca fechada, embora a confirmação de tudo nos empurre para um estado de espírito próximo da apatia, por chegarmos à conclusão de que o mundo se rege por estratégias de adolescentes e vem tirar-nos a hipótese de pensarmos em "teorias da conspiração".
De salientar a atitude da Austrália vir defender um cidadão australiano.
E como hoje é o “Dia Internacional de Combate contra a Corrupção”, amanhã voltamos ao mesmo. Voltamos, NÃO, voltam os mesmos.
Eram precisos 365 dias por ano e 366 nos anos bissextos, mas a maioria não ia aceitar e é pena!

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