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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

À saúde pela Lusofonia e à saúde para os lusófonos

Instituição fica sediada na cidade da Praia e resulta do "forte compromisso político dos ministros da Saúde" da organização.
"O centro é um passo decisivo" na redução da mortalidade infantil e materna e "no combate às doenças transmissíveis no espaço da CPLP", disse ao DN o ministro da Saúde angolano, José Van Dunem, falando na cidade da Praia, após a inauguração do Centro de Formação Médica Especializada (CFME). "Primeiro projecto prático específico na área da saúde", o CFME materializa uma "ideia essencial para a melhoria dos indicadores de saúde da CPLP", podendo, a prazo, "ter uma componente assistencial ou de utilização de unidades de referência em cada país", defendeu o ministro enquanto representante do país na presidência da organização.
A cerimónia contou ainda com a presença do ministro da Saúde de Cabo Verde, Basílio Mosso Ramos, do secretário executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, e dos bastonários das ordens médicas dos países de língua portuguesa.
O CFME resulta do "forte compromisso político dos ministros da Saúde da CPLP", notou o Director de Cooperação, Manuel Lapão, e permitirá "a actualização e melhor preparação do pessoal médico de países em que estes aspectos não são fáceis de alcançar".
A escolha da capital cabo-verdiana "resultou do posicionamento geostratégico do arquipélago e do envolvimento do Governo do país, que sempre se mostrou interessado em acolhê-lo e patrocinar a sua actividade", notou Manuel Lapão. Para este responsável da CPLP, a ideia, surgida em 2007 a partir de uma iniciativa das ordens médicas dos países membros, "tem impacto imediato na vida das populações". Nesta fase, vão ser ministrados cursos sobre saúde materno-infantil, infecciologia, hipertensão, cuidados paliativos e uma pós-graduação em Saúde Pública, com duração de 18 meses.
Os cursos, preparados para acolher 25 formandos por acção, vão ter a aprovação das ordens médicas, dispondo o CFME de um Conselho Científico que define os conteúdos curriculares.
O CFME concretiza um "passo importantíssimo" de uma estratégia mais vasta, que abarca a criação de uma rede de manutenção de equipamentos hospitalares, a sua uniformização e a aquisição conjunta de medicamentos, salientou ainda o ministro angolano.
Isto é Lusofonia! Cooperação, solidariedade, factos!
Esperemos que o nosso Governo e a Ordem dos Médicos tenham estado presentes e que nunca se abstenham pela ausência e que haja ONGs disponíveis para engrossar o apoio.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Mais formação = a mais riqueza = a mais igualdade?

Segundo a UNESCO, no documento Sumário Global da Educação, 2 em cada 3 países deparam-se com disparidades de género no acesso ao ensino básico e secundário e cerca de 50% não vai atingir o objectivo da igualdade de género em educação até 2015.
Segundo o relatório, menos de 40% dos países garantem igual acesso à educação, tanto a rapazes, como a raparigas. Em 2015, isso será conseguido apenas em 85 países, ao nível do ensino básico e secundário. Por oposição, 72 países não vão conseguir atingir aquele objectivo, se as tendências actuais se mantiverem, alerta a UNESCO.
Globalmente, as raparigas têm menos probabilidade de acederem ao 1º ciclo do ensino básico do que os rapazes. No sul e ocidente da Ásia, apenas 87 raparigas entram para este nível de ensino por cada 100 rapazes.
Só pretendia desconstruir o paradigma do paralelismo, ou causalidade) que se quer estabelecer entre “mais formação, mais riqueza”. Afinal, sem deixar de chamar a atenção para a continuação e eventual agravamento do objectivo de eliminar as disparidades de género, como se explica que no sul e ocidente da Ásia, em que pelos vistos a formação (educação) é das mais baixas, a produtividade e enriquecimento dos respectivos países acontece?
Resposta (plausível) – Salários baixíssimos, ausência de direitos, impossibilidade de reivindicação. Ou haverá outra?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mais blá, blá, blá, mas os responsáveis mundiais têm é que fazer: “Já chega de papéis, estudos e relatórios!”

As metas da ONU para a redução da fome e da pobreza no mundo até 2015 são factíveis, apesar dos reveses causados pela crise financeira e económica global, segundo um documento preliminar sobre as chamadas Metas de Desenvolvimento do Milénio.
A declaração de 28 páginas deve ser formalmente adoptada numa cúpula nos dias 20 a 22 de Setembro na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, com a presença do presidente norte-americano, Barack Obama, e de outros líderes mundiais.
"As Metas de Desenvolvimento do Milénio podem ser alcançadas, inclusive nos países mais pobres, com um compromisso renovado, uma implementação efectiva, e uma acção colectiva intensificada por parte de todos os Estados membros (da ONU) e de outros interessados relevantes", diz o documento, ao qual a Reuters teve acesso na quinta-feira.
Ele diz que as crises económico-financeiras são um sério obstáculo ao cumprimento das metas, que foram definidas em 2000 e abrangem a redução da pobreza pela metade, o combate à fome, o aumento da igualdade de género e a melhoria do acesso universal a saúde e à educação.
"Estamos profundamente preocupados com o impacto da crise financeira e económica — a pior desde a Grande Depressão", diz o documento.
"Ela reverteu ganhos de desenvolvimento em muitas nações em desenvolvimento e ameaçou abalar seriamente o cumprimento das Metas de Desenvolvimento do Milénio até 2015."
Todos os 192 países da ONU, bem como blocos internacionais como a União Europeia e a União Africana e organizações como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), devem participar da cúpula deste mês.
Diplomatas dizem que o texto foi em grande parte aprovado na quarta-feira, mas que alguns termos ainda estão a ser discutidos. Houve discordâncias sobre as expressões que se referiam a países sob ocupação estrangeira, numa proposta de nações em desenvolvimento que enfrentava resistência dos EUA e da UE.
Um diplomata ocidental em Nova York disse que os negociadores estavam a discutir a declaração-base na tarde de quinta-feira, na esperança de chegar a um consenso.
O texto manifesta "profunda preocupação com as crises múltiplas e inter-relacionadas, inclusive a crise financeira e económica, os preços voláteis da energia e dos alimentos e as actuais preocupações com a segurança alimentar, e também os crescentes desafios impostos pela mudança climática e a perda de biodiversidade."
Só falta saber se vão fazer e impor regulamentação, se vão eliminar os off-shores, se vão continuar a pagar salários de 1 dólar/dia, se vão aumentar a idade de reforma (dos que trabalham) até à hora da morte, se vão reduzir os ganhos dos Administradores, que não produzem e até dão prejuízo (mesmo com monopólios) e aumentar, também para eles a idade de reforma, se vão reduzir os vencimentos dos Políticos e igualá-los na idade de reforma a todos os cidadãos, se vão acabar com os monopólios, se vão aplicar a tal taxa de 0,005% sobre as operações cambiais interbancárias, se os Estados vão fazer investimentos, se vão seguir as reformas propostas pelos economistas reconhecidos com o Nobel, ou vão continuar com os nossos economistas do banco de suplentes, SE VÃO QUERER MUDAR AS COISAS, para que tudo fique na mesma…
Só tenho fé no Obama, mas não sou um homem de fé.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Um projecto social do Brasil, contestado lá, mas exemplo no/para estrangeiro

Os aumentos foram congelados.
Depois de tentar reajustar (aumentar) preços de tarifas públicas (e de bens essenciais) por 2 vezes em 2 anos, nas últimas semanas, em 3 dias de conflitos, morreram 13 pessoas, o que levou a comunidade internacional a encorajar o Governo de Moçambique a tentar um novo caminho: implementar as chamadas "medidas de protecção social" em grande escala.
Os doadores estrangeiros - que respondem por quase metade do orçamento do país - defendem que criar ou manter subsídios para não aumentar preços pode sair "caro demais no futuro".
Um dos projectos já estudado é o “Bolsa Família”, do Brasil. "Vamos aproveitar as experiências que deram certo. Não é preciso inventar nada", disse o ministro moçambicano da Pesca, Victor Manuel Borges. "Já seguimos neste caminho como parte da nossa luta contra a pobreza, ao implementar o Papa [Plano de Acção para Produção de Alimentos]. Mas é preciso ir adiante", afirmou durante cerimónia de comemoração da independência do Brasil.
As maiores dificuldades, apontam os especialistas, são a logística e a fiscalização, consideradas complexas e caras.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial são a favor do fortalecimento dos programas sociais em Moçambique. Para o FMI, manter tarifas públicas subsidiadas significa retirar dinheiro de outros sectores prioritários num país saído há apenas 16 anos de uma guerra civil, como obras públicas e educação.
Em 2008, segundo o representante do FMI no país à época, Felix Fischer, “Moçambique está mais bem posicionado que muitos países africanos para suportar os efeitos da crise" graças às reservas internacionais equivalentes a oito meses de importações e à enxurrada de investimentos externos.
Por outro lado, hoje, Edward George, economista chefe do departamento de África da Economist Intelligence Unit, afirmou “A dependência dos doadores vai continuar durante vários anos, porque o governo basicamente não tem recursos ou especialidades necessárias para investir”.
Internamente, o governo intensificou o combate à pobreza extrema e iniciou o processo que chamou de “revolução verde”, para fortalecer a produção de alimentos. Desde que foi reeleito, no ano passado, o presidente Armando Guebuza reforça a luta contra a pobreza com fundos de iniciativas locais e com a convocação de jovens para auxiliar na tarefa, chamados de “geração da viragem”.
Do que já comentei em 2 posts anteriores sobre o assunto, retiro o bom senso, o reconhecimento dos limites da dignidade humana e a vontade de cumprir os ODM, no que respeita à comunidade internacional.
Três apontamentos mais:
1 – Um especialista da economia africana, diz que é preciso doar, para a sobrevivência dos moçambicanos;
2 – Em 2008 (na outra crise) um “especialista do FMI, dizia que as coisas iam correr bem e enganou-se;
3 - O FMI e o Banco Mundial, continuam a dar palpites, o que quer dizer que as coisas vão piorar (leiam de Stiglitz: ”A Globalização e seus Malefícios”. São Paulo: Futura Editora, 2002;
4 – O Presidente de Moçambique, tem procurado e quer continuar a procurar soluções;
5 – A “Bolsa Família” muito criticada no Brasil, permitiu que este país atingisse o 1º ODM já este ano, 5 anos antes da meta marcada.
Haja fé e toda a ajuda internacional, portugueses incluídos, mas Deus os livre do FMI e do BM…

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O marketing solidário está na moda, como se fosse consciência social

António Guterres - foto de Radu Sigheti/Reuters
O Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), António Guterres, apelou, ontem, aos países ocidentais para acolher refugiados da Somália, depois de visitar o campo de Kakuma, no noroeste do Quénia, que acolhe 76.000 pessoas, acompanhado pelo presidente da EDP, António Mexia, para ver os resultados do projecto da empresa portuguesa de apoio aos refugiados.
A EDP irá produzir electricidade a partir da energia solar e eólica,"reduzindo assim o consumo de gasóleo e assegurando a iluminação exterior com energia solar, o que contribuirá para melhorar de forma significativa a eficiência energética do campo"
Segundo um comunicado da empresa, trata-se de "um projecto global inédito apresentado por ocasião da V Conferência anual da Iniciativa Global Clinton (IGC) realizada em Nova Iorque em Setembro de 2009,que visa desenvolver um conjunto de soluções normalizadas na área da energia e fomentar o empreendedorismo social em Kakuma".

domingo, 5 de setembro de 2010

Educação Básica de qualidade para todos? – 2º Objectivo de Desenvolvimento do Milénio

Os apoios sociais às famílias e o que podem perder com os novos limites às deduções com despesas de educação no IRS, face ao próximo Orçamento do Estado nesta área, são as principais preocupações dos pais e das Confederações que os representam.
A Confederação Nacional das Associações de Pais - CONFAP - deseja que não se perca “nenhuma das conquistas” dos últimos anos em termos de política educativa.
A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação – CNIPE - considera que a educação está a ser “hipotecada”, num país “já hipotecado por natureza”.
As confederações de pais e encarregados de educação estão a receber queixas relativas à compra de manuais escolares por haver livrarias a impor a venda simultânea de fichas e CD que podem ser adquiridos separadamente por quem o desejar.
A CONFAP alerta que os encarregados de educação podem recusar-se a adquirir qualquer material sem saber junto das escolas se é efectivamente necessário.
Contactada pela agência Lusa, também a CNIPE afirmou estar a receber “muitas queixas” pelo mesmo motivo.
  1. Erradicar a pobreza extrema e a fome
  2. Alcançar a educação primária universal (Meta - Garantir que, até 2015, todas as crianças, de ambos os sexos, tenham a oportunidade de completar um plano de estudo de escolaridade primária completo.)
  3. Promover a igualdade do género e capacitar as mulheres
  4. Reduzir a mortalidade infantil
  5. Melhorar a saúde materna
  6. Combater o HIV/SIDA, a malária e outras doenças
  7. Assegurar a sustentabilidade ambiental
  8. Desenvolver uma parceria global para o desenvolvimento
 a)     A publicidade na formação (educação) para o desenvolvimento pessoal e nacional, contradiz-se nas medidas governamentais, desresponsabilizando o Estado nesse seu objectivo e passando a bola para os pais. A isto chama-se incoerência prática e inconsistência ideológica;
b)     A falta de regulação e a aposentação da ASAE, só pode gerar o abuso e a impunidade e “quem se lixa é o mexilhão”;
c)     Compromissos internacionais, promessas, promessas, promessas...
d)      E ainda por cima, há na mesa, ou agenda (é mais chique) uma ameaça de proposta de retirar da Constituição Portuguesa, este compromisso, esta promessa, este DIREITO básico de igualdade e cidadania.
"Vade retro…"

sábado, 4 de setembro de 2010

Um remédio eficaz para reduzir o número de pobres :(

Um estudo recente, liderada por Laurens Nien na Erasmus University, Rotterdam, indica que milhões de pessoas de baixo e médio rendimento, na maior parte do globo, iriam ficar abaixo da linha de pobreza ao comprarem medicamentos caros, embora essenciais.
O estudo revela que os milhões das pessoas seriam empurradas para baixo do nível de rendimento de 1,25 ou 2 dólares por dia (indicador de pobreza do Banco Mundial) ao comprarem 4 medicamentos importantes e amplamente utilizados.
As descobertas mostraram que há uma maior necessidade de produzir remédios genéricos mais baratos em países pobres, sugerindo por isso "taxas de empobrecimento" para esses medicamentos em 16 países de baixo e médio rendimento.
Os medicamentos que estão no topo da lista das necessidades são: “Salbutamol” inalante, utilizado para asma; “Glibenclamida” para diabetes; “Atenolol” para pressão alta e o antibiótico “Amoxilina”.
Haverá quem pense que é possível sobreviver com 1,25 ou 2 dólares/dia, mesmo saudável?
Mas até estes valores têm sofrido alterações (neste momento variam entre 0,6 e 1 dólar/dia), o que tem feito reduzir, estatisticamente, a percentagem da pobreza extrema, na consecução dos ODM.
As estatísticas e os malabaristas…

Relatório salvador(?) com Ementa para aumentar peso

Soluções para problemas difíceis
Um Relatório do Instituto da ONU de Pesquisa para o Desenvolvimento Social, Unrisd, afirma que políticas simplistas adoptadas por muitos países ignoram as raízes profundas do flagelo.
O estudo sublinha que as transformações económicas, sociais e políticas para a redução da pobreza só terão impacto se estiverem interligadas, tendo em conta o crescimento económico e o desenvolvimento, que resulta em desigualdade na redistribuição da riqueza.
O documento "Combater a Pobreza e Desigualdade: Mudanças Estruturais, Políticas e Sociais", explora as causas, dinâmica e persistência do fenómeno e avalia práticas e políticas que tiveram sucesso ou fracassaram, oferecendo um leque de políticas e medidas institucionais que os países podem adoptar.
O estudo é o resultado de investigações feitas por mais de 130 peritos e baseia-se em experiências realizadas em vários países, incluindo o Brasil, África do Sul, Senegal e Singapura.
Falta ler o Relatório e fazia falta a ementa, que parece que há, para preencher as falhas nas soluções propostas e que as boas intenções dos governantes agradeceriam…
Ficamos ansiosamente à espera.

Há mais do que um modelo de PEC para estabilizar e crescer? Parece!

Barack Obama está a discutir com os seus conselheiros medidas de apoio à economia a implementar, que deverão passar por apoios à contratação e aos pequenos e médios negócios.
Entre as medidas consideradas, estarão reduções do peso fiscal de proceder a contratações e maiores reduções de impostos para as pequenas e médias empresas.
Um benefício fiscal permanente à investigação e desenvolvimento também está entre as hipóteses que os especialistas para a área de economia da administração estão a considerar.
Segundo o porta-voz Robert Gibbs “Não está para sair um grande plano de estímulos e não antecipo nada que rivalize com as medidas extraordinários que o presidente já tomou”.
A administração Obama está a trabalhar em medidas de estímulo à economia, no dia que se espera que seja divulgado pelo Departamento do Trabalho um agravamento da taxa de desemprego.
Não sendo Economista (graças aos Deuses), mas procurando entendê-los, quer nas teorias e soluções, quer nos resultados que conseguem e que se vêem à vista desarmada, vou lendo umas coisinhas, também para não ser levado pelo “economês”.
A primeira vez que li um livro de Joseph Stiglitz, Prémio Nobel da Economia 2001, percebi claramente, que havia variados conceitos de Economia, vários caminhos para se atingir os mesmos objectivos e outros tantos planos, com consequências diferentes no tecido social. Antes e depois dele, outros Prémios Nobel da Economia defenderam opções diversas das que os economistas e políticos do nosso quotidiano nos presenteiam e que defendem nos ecrãs das nossas TVs, sem vergonha, nem contraditório, quase todos ex-Ministros da Economia, Administradores de empresas de serviços, fazedores de opinião, que nunca trabalharam com a “mão na massa”, etc.
Se compararmos as medidas acima noticiadas, que estão a ser pensadas, verificamos que pouco têm a ver com o nosso PEC(ado).
Os Economistas poderão explicar-nos, em linguagem de merceeiro, as diferentes consequências entre as americanas (não sou pró) e as portuguesinhas? 
Nota – Não deixa de ser curioso, que o título do artigo seja omisso às medidas mais favoráveis ao desemprego e às pequenas e médias empresas…

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

“Queremos que os nossos mares sejam sãos e produtivos”, diz o Comissário Europeu para o Ambiente

A Comissão Europeia adoptou hoje um documento que define os critérios para avaliar a qualidade das águas marinhas, o que permite aos Estados membros criarem estratégias marinhas coordenadas e coerentes.
A definição destes critérios tem como meta uma boa qualidade ambiental até 2020, sendo “uma nova etapa no desenvolvimento da estratégia da UE em matéria de biodiversidade pós-2010”.
Os critérios de avaliação da qualidade ambiental das águas marinhas, baseados em pareceres científicos e técnicos de peritos independentes, dizem respeito à diversidade biológica, populações de peixes, eutrofização (excesso de nutrientes nas águas), contaminantes, lixos e ruído.
Bruxelas defende que os Estados-membros devem desenvolver planos de acção e cooperarem a nível regional.
Nem todos os países da EU têm mar, razão que nos permite pensar que este problema nunca tinha sido prioritário para a Comissão Europeia, que já de si não representa, democraticamente, os cidadãos europeus. Tal quer dizer que já vem tarde, ou melhor, muito tarde.
Também é verdade, que alguns países europeus com fronteiras marítimas, pouco ou nada retiram do mar, a não ser uns banhos no verão, por razões que se prendem com o turismo, como é o caso de Portugal.
Toda a gente sabe, que os peixes que comemos são pescados no mar (e no rio e da piscicultura), dão emprego e riqueza a quem o pesca e quanto mais pescarem, mais ganham, embora mais ganhe quem o distribui e o comercializa.
Num país como o nosso, em que o mar está à vista (não a terra, que ninguém a cultiva, por políticas de outras Comissões Europeias), não se vislumbra quem seja capaz de incentivar a indústria pesqueira, modernizada, que aumente o emprego, a riqueza das famílias e por arrasto, a riqueza do país.
Até quando?
Mas é preciso que as águas tenham a tal qualidade, que a Comissão Europeia define, mas não impõe aos Estados, apenas aconselha, como se fosse só um dever. 

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Finanças/Economia/Impostos/Salários ou Salários Impostos pela Economia e Finanças

Krugman antes de conhecer o PIB dos EUA
O vencedor do Nobel da economia em 2008, acusa o governo dos EUA de estar a "embelezar" a situação económica do país e clama por novas medidas de estímulo.
Na sua coluna no "New York Times", no passado dia 27, Paul Krugman defendeu:
"Precisamos de um crescimento de 2,5%, só para impedir que o desemprego aumente, e de um crescimento muito maior para que efectivamente desça", advertiu.
Ainda segundo Krugman, Obama deveria renovar o apoio às famílias e subir o nível das críticas às políticas monetárias da China: "Já vimos as consequências de jogar pelo seguro, e esperar que a recuperação aconteça por si. Resultou naquilo que, cada vez mais, aparenta ser um estado de estagnação e de subida de desemprego", concluiu.
O presidente dos Estados Unidos afirmou hoje que, após a missão no Iraque, a tarefa mais urgente do seu Governo é restaurar a economia e criar empregos: “A nossa tarefa mais urgente é restaurar a nossa economia e pôr para trabalhar os milhões de americanos que perderam os seus empregos” e reiterou o seu compromisso com a criação de empregos, quando a taxa de desemprego nos EUA está em 9,5%.
Segundo o presidente, é preciso assegurar que todas as crianças tenham a educação que merecem e que os trabalhadores americanos tenham as competências necessárias para competir na economia global.
A economia norte-americana precisa de outro programa de estímulos da mesma dimensão que o pacote levado a cabo pelo presidente Obama ao Congresso em Fevereiro de 2009, defendeu o economista Paul Krugman.
Estímulos adicionais poderiam vir de cortes de impostos, mas não junto dos mais ricos ou das empresas, uma vez que estes não deverão gastar muito desse valor para fazer a diferença, realçou.
Para o Nobel da Economia, um corte de impostos nos salários seria a melhor solução, pois daria mais capital às pessoas, que poderiam aumentar o consumo.
Abriu a época das negociações salariais para o próximo ano e com ela o rol de aumentos reivindicados pelos sindicatos e as expressões de desagrado dos representantes das empresas.
Os Sindicatos (Confederações) defendem:
  • A CGTP reclama aumentos gerais de 3,5%;
  • O SQTE, afecto à UGT, pretende aumentos de 2% na função pública;
  • Os economistas defendem tolerância zero para os aumentos salariais.
Para os sindicatos, a ideia é repor a perda de poder de compra, com o argumento de que fortalece o mercado interno e, assim, o crescimento económico.
Os empresários e economistas lembram que a maior parte do consumo nacional recorre às importações e que, por isso, a economia só crescerá por via das exportações. Além disso, num momento de austeridade, aumentos salariais iriam obrigar a esforços ainda maiores e seriam vistos internacionalmente como uma brincadeira de mau gosto.
Os especialistas reconhecidos e os poderosos opinam:
Krugman (Nobel 2008) defende o emprego, o apoio às famílias e críticas às políticas monetárias da China.
Obama (Presidente dos EUA), justifica a retirada(?) do Iraque para restaurar a economia e criar empregos.
Krugman (Nobel 2008) defende que novos programa de estímulos à economia, não devem ser para os mais ricos ou empresas, mas em cortes nos impostos dos salários (de quem trabalha).
Em Portugal:
As Confederações Sindicais, afinam pelo Paul Krugman e Barak Obama,
Os nossos economistas (com várias reformas, prémios de desempenho, mesmo com medidas desastrosas acumuladas), defendem aumentos de salários ZERO, para os que trabalham e produzem mais-valia, a ver se sobra alguma coisinha para aumentos da corporação…
Os nossos empresários, defensores do Mercado, abrigam-se à sombra do Governo e estão de acordo com os nossos economistas.
Afinal, porque terão laureado Krugman (para não referir outros) com o prémio Nobel da Economia? Provavelmente porque nenhum economista português concorreu…

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A pobreza aumentou para as mulheres! Um n.º razoável enriqueceu. À custa das cotas?

Neste Ano Europeu da Pobreza e Exclusão, torna-se necessário questionar os fundamentos, isto é, os conceitos, os pressupostos, as hipóteses e as intenções dos estudos sobre a feminização da pobreza.
O processo de “feminização da pobreza” teve início quando a mulher, sozinha, teve que prover o seu sustento e o de seus filhos.
O conceito ‘feminização da pobreza’ representa a ideia de que as mulheres se vêm tornando, ao longo do tempo, mais pobres do que os homens.
Sublinhe-se:
1º - A pobreza tem escolhido cegamente homens e mulheres;
2º - A diferença entre sexos, tem a ver com as diferenças salariais, onde contabilizam as circunstâncias de a mulher ser mãe e educadora e ter outros direitos, que os homens não têm (a gravidez e o período/”regalias” pós-parto);
3º - Penso que se está a confundir pobreza com desemprego, em que pelas razões acima, escolhem o elo mais fraco;
4º - As lutas, justificadas no tempo, das reivindicações feministas, feitas por intelectuais e aspirantes aos cargos administrativos, não evoluíram para a realidade da mulher-tipo, trabalhadora e mãe, enquanto as outras feministas foram subindo, subindo, até deixarem de ver o mundo da mulher;
5º - Isto talvez tenha sido o primeiro passo para a violência doméstica sobre a mulher, que emergiu com o beneplácito das feministas-militantes da burguesia dos anos 70…
Depois foi o que se vê e o que não se vê, porque a violência doméstica é mais do que se publicita e mais abrangente no conceito, do que a visão minimalista de “o homem dar porrada na mulher”!
Um dia abordarei o tema, para polemizar, mas informando, sem querer ser juiz em causa própria…

domingo, 29 de agosto de 2010

A paisagem regional é mesmo muito diferente e a demográfica também

A nível nacional, Junho fechou com perto de 1.500.000 precários, entre contratados a prazo e trabalhadores independentes isolados, sendo que uma parte substancial destas pessoas será um "falso recibo verde", verificando-se que:
No Centro e em Lisboa a quantidade de precários manteve-se estável;
Nos Açores, Alentejo e Algarve desceu;
Na Madeira e no Norte disparou.
"Temos assistido a menos e pior emprego", diz Cristina Andrade, do FERVE.
"A sustentabilidade dos mercados é aleatória, é natural que as empresas não queiram comprometer-se com contratos de duração ilimitada", justifica Gregório Rocha Novo, da CIP.
A propósito:
Já se diz (e insistir-se-á neste paradigma até se aceitar como dogma) que "Mais vale um mau emprego do que emprego nenhum", como diria La Palisse;
E descobre-se que afinal o Mercado não está nas preocupações dos Deuses e que até é natural que as Empresas não corram riscos, como diria Maquiavel.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

"Crise... Que crise?"

“Conciliar políticas de austeridade com estímulos à economia”
César das Neves desmistificou alguns lugares comuns sobre o emprego e o desemprego, dizendo que dos 150.000 novos desempregados, apenas 4% é que são licenciados e apenas 1% não têm sequer o ensino primário. Por outro lado, 70% dos que perderam o emprego têm o secundário ou menos. São pessoas com uma formação média, ou seja,"os mais afectados são os da classe média baixa que estavam a sair da pobreza e na qual muitos voltaram a cair".
Ou seja:
1.500 não têm o primário + 6.000 licenciados + 105.000 com o secundário ou menos = 112.500. Faltam 37.500.
Serão Administradores ou Economistas?
“Adopção de Moeda única mundial”
José Seguro defendeu sempre o primado da política sobre os mercados pois, sem regulação, estes acabam por pedir a intervenção dos Estados e  defendeu também, como medidas para a saída da crise, um crescimento económico justo, um único mercado e um sistema financeiro mundial. Acha que irá acontecer a curto prazo a discussão de uma moeda única a nível mundial, ideia que é defendida há vários anos por economistas de renome.
Por tradição, as teorias dos Prémios Nobel da Economia não são adoptadas e os laureados são quase sempre ostracizados.
Coincidência, ou evidência de que os mercados têm o primado sobre a política?