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sábado, 11 de setembro de 2010

As estratégias e as técnicas dos Amos do Mundo para a manipulação da opinião pública e da sociedade...

1 – A estratégia da distracção
Elemento primordial do controle social, a estratégia da diversão consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mutações decididas pelas elites políticas e económicas, graças a um dilúvio contínuo de distracções e informações insignificantes.
A estratégia da diversão é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais, nos domínios da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.
“Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por assuntos sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar, voltado para a manjedoura com os outros animais” (extraído de “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).
2 – Criar problemas, depois oferecer soluções
Este método também é denominado “problema-reacção-solução”. Primeiro cria-se um problema, uma “situação” destinada a suscitar uma certa reacção do público, a fim de que seja ele próprio a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. Exemplo: deixar desenvolver-se a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público passe a reivindicar leis securitárias em detrimento da liberdade. Ou ainda: criar uma crise económica para fazer como um mal necessário o recuo dos direitos sociais e desmantelamento dos serviços públicos.
3 – A estratégia da degradação
Para fazer aceitar uma medida inaceitável, basta aplicá-la progressivamente, de forma gradual, ao longo de 10 anos. Foi deste modo que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante os anos 1980 e 1990. Desemprego maciço, precariedade, flexibilidade, deslocalizações, salários que já não asseguram um rendimento decente, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se houvessem sido aplicadas brutalmente.
4 – A estratégia do diferido
Outro modo de fazer aceitar uma decisão impopular é apresentá-la como “dolorosa mas necessária”, obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. É sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de repente. A seguir, porque o público tem sempre a tendência de esperar ingenuamente que “tudo irá melhor amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Finalmente, porque isto dá tempo ao público para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento.
Exemplo recente: a passagem ao Euro e a perda da soberania monetária e económica foram aceites pelos países europeus em 1994-95 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais do FTAA (Free Trade Agreement of the Americas) que os EUA impuseram em 2001 aos países do continente americano ainda reticentes, concedendo uma aplicação diferida para 2005.
5 – Dirigir-se ao público como se fossem crianças pequenas
A maior parte das publicidades destinadas ao grande público, utilizam um discurso, argumentos, personagens e um tom particularmente infantilizadores, muitas vezes próximos do debilitante, como se o espectador fosse uma criança pequena ou um débil mental. Exemplo típico: a campanha da TV francesa pela passagem ao Euro (“os dias euro”). Quanto mais se procura enganar o espectador, mais se adopta um tom infantilizante. Porquê?
“Se se dirige a uma pessoa como ela tivesse 12 anos de idade, então, devido à sugestibilidade, ela terá, com uma certa probabilidade, uma resposta ou uma reacção tão destituída de sentido crítico como aquela de uma pessoa de 12 anos”. (cf. “Armas silenciosas para guerra tranquilas” )
6 – Utilizar mais o aspecto emocional do que o da reflexão
Apelar ao emocional é uma técnica clássica para o curto-circuito na análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos. Além disso, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para ali implantar ideias, desejos, medos, pulsões ou comportamentos…
7 – Manter o público na ignorância e idiotice
Actuar de modo a que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão.
“A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser da espécie mais pobre, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores seja e permaneça incompreensível pelas classes inferiores”. (cf. “Armas silenciosas para guerra tranquilas” )
8 – Encorajar o público a comprazer-se na mediocridade
Encorajar o público a considerar “cool” o facto de ser idiota, vulgar e inculto…
9 – Substituir a revolta pela culpabilidade
Fazer crer ao indivíduo que ele é o único responsável pela sua infelicidade, devido à insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema económico, o indivíduo se auto-desvaloriza e auto-culpabiliza, o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibição da acção. E sem acção, não há revolução!…
10 – Conhecer os indivíduos melhor do que eles se conhecem a si próprios
No decurso dos últimos 50 anos, os progressos fulgurantes da ciência cavaram um fosso crescente entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dirigentes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” chegou a um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema chegou a conhecer melhor o indivíduo médio do que este se conhece a si próprio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema detém um maior controle e um maior poder sobre os indivíduos do que os próprios indivíduos.
por Sylvain Timsit
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A Mortalidade Infantil e a melhoria da Saúde das Gestantes são Metas do Milénio

O documento da cúpula foi finalmente acertado depois da discussão entre países ricos e em desenvolvimento (pobres) sobre como financiar a implementação das ambiciosas metas de desenvolvimento, estabelecidas em 2000.
Nove objectivos específicos, como a redução em dois terços da mortalidade infantil, o corte pela metade do número de pessoas vivendo na pobreza absoluta e a redução dos casos de HIV/Aids, estão para ser cumpridas e a necessidade de se dar prioridade à África subsaariana.
Um diplomata disse que o grupo de 77 países em desenvolvimento queria que o documento reforçasse que os países doadores fracassaram em cumprir os compromissos assumidos no ano 2000.
"O secretário-geral espera poder anunciar compromissos de 26 bilhões de dólares" para preencher esta lacuna, destinada a programas voltados para a saúde feminina e infantil, SIDA e fome, em 2011”, disse Lyndon Haviland, especialista em filantropia estratégica e comunicação de saúde pública, que aconselha altos funcionários da ONU e disse também que os Estados Unidos, provavelmente, não serão os maiores doadores.
A cifra de US$ 26 mil milhões necessários para aumentar a hipótese de se alcançarem as metas em 2015 foi calculada pelo Banco Mundial.
As questões sanitárias são o coração das Metas do Milénio. As metas de saúde chave, estabelecidas no ano 2000, incluem o corte de taxas de mortalidade infantil em 2/3, a redução da fome mundial para 50%, a diminuição das taxas de mortalidade materna em 3/4, o acesso universal das mulheres a serviços sanitários e a reversão da disseminação de HIV/SIDA.

Alguns ditados vistos ao espelho

Bom Conselho
Ouça um bom conselho, que eu lhe dou de graça: ”Inútil dormir que a dor não passa”.
”Espere sentado, ou você se cansa”.
”Está provado, quem espera nunca alcança”.
Ouça, meu amigo, deixe esse regaço: ”Brinque com meu fogo, venha se queimar”.
”Faça como eu digo, faça como eu faço”, ”Aja duas vezes antes de pensar”.
Corro atrás do tempo, vim de não sei onde: ”Devagar é que não se vai longe”.
”Eu semeio o vento na minha cidade, vou p’ra rua e bebo a tempestade.”

Chico Buarque

Peço desculpas ao Chico Buarque por ter transformado o seu poema em “prosa”, só para melhor se entender a mensagem, mas segue o vídeo “nos conformes”.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

SCUT é abreviatura de "Sem Custo para os Utilizadores"

"O Governo está completamente desesperado em relação às contas públicas e o que o ministro anunciou hoje é para tapar o buraco do dinheiro que Almerindo Marques (Presidente do Conselho de Administração da Estradas de Portugal - EP), lhe pediu", disse Carlos Barbosa, Presidente do Automóvel Club de Portugal - ACP.
"Discordo do calendário que foi fixado porque, na minha perspectiva, é uma violação clara dos princípios da igualdade e da simultaneidade. Esses princípios têm que ser observados, tal como defende também a Junta Metropolitana do Porto. Definir dois prazos diferentes para a introdução de portagens é tratar desigualmente os portugueses - consoante a sua localização geográfica - e revela um comportamento perfeitamente inacreditável por parte deste Governo" - António Pinto Moreira, presidente da Câmara Municipal de Espinho (PSD).
"Pelo princípio da igualdade, o Governo devia esperar mais algum tempo, porque todos somos cidadãos do mesmo país e vão ser os desta região os primeiros a suportar esse sacrifício. Creio que essa medida deveria avançar apenas quando houvesse condições em todas as SCUT" - Jorge Magalhães, Presidente da Câmara Municipal de Lousada (PS).
Comentários bastam os acima, para além de terem sido feitas com dinheiros da UE e do Estado português, com o dinheiro dos impostos dos portugueses. Ah! E já estão pagas.
Conservação pelas concessionárias? A A28, que já tem mais de 20 anos, nunca sofreu qualquer reparação. Há dias (por mera coincidência), andavam umas senhoras a tirar ervas das bermas, para português ver...

O Secretário-geral do Eixo Atlântico classificou hoje a introdução de portagens na A28 como "um ataque frontal" à economia do norte de Portugal e da Galiza e uma "barreira" à filosofia de proximidade entre as duas regiões.
Actualizado às 10:10 de 12 de Setembro

Para sobrevalorizar o SER sem subvalorizar o TER


A FecoPortugal – Associação de Cartoonistas e a Amnistia Internacional – Portugal são co-organizadoras de uma exposição internacional de cartoon, que tem por tema e título: DIGNIDADE.
Esta iniciativa pretende chamar a atenção da sociedade para a crise de valores a que vamos assistindo, com a crescente sobrevalorização do TER, à custa da subvalorização do SER.
Para mais informações acerca do tema, veja Campanha Exija Dignidade em www.amnistia-internacional.pt
Esta iniciativa não é um concurso, não havendo, portanto, prémios nem classificações.
Veja o Regulamento no blogue “FELIZARDO CARTOON” e mais alguma coisa, porque vale a pena.

Mais blá, blá, blá, mas os responsáveis mundiais têm é que fazer: “Já chega de papéis, estudos e relatórios!”

As metas da ONU para a redução da fome e da pobreza no mundo até 2015 são factíveis, apesar dos reveses causados pela crise financeira e económica global, segundo um documento preliminar sobre as chamadas Metas de Desenvolvimento do Milénio.
A declaração de 28 páginas deve ser formalmente adoptada numa cúpula nos dias 20 a 22 de Setembro na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, com a presença do presidente norte-americano, Barack Obama, e de outros líderes mundiais.
"As Metas de Desenvolvimento do Milénio podem ser alcançadas, inclusive nos países mais pobres, com um compromisso renovado, uma implementação efectiva, e uma acção colectiva intensificada por parte de todos os Estados membros (da ONU) e de outros interessados relevantes", diz o documento, ao qual a Reuters teve acesso na quinta-feira.
Ele diz que as crises económico-financeiras são um sério obstáculo ao cumprimento das metas, que foram definidas em 2000 e abrangem a redução da pobreza pela metade, o combate à fome, o aumento da igualdade de género e a melhoria do acesso universal a saúde e à educação.
"Estamos profundamente preocupados com o impacto da crise financeira e económica — a pior desde a Grande Depressão", diz o documento.
"Ela reverteu ganhos de desenvolvimento em muitas nações em desenvolvimento e ameaçou abalar seriamente o cumprimento das Metas de Desenvolvimento do Milénio até 2015."
Todos os 192 países da ONU, bem como blocos internacionais como a União Europeia e a União Africana e organizações como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), devem participar da cúpula deste mês.
Diplomatas dizem que o texto foi em grande parte aprovado na quarta-feira, mas que alguns termos ainda estão a ser discutidos. Houve discordâncias sobre as expressões que se referiam a países sob ocupação estrangeira, numa proposta de nações em desenvolvimento que enfrentava resistência dos EUA e da UE.
Um diplomata ocidental em Nova York disse que os negociadores estavam a discutir a declaração-base na tarde de quinta-feira, na esperança de chegar a um consenso.
O texto manifesta "profunda preocupação com as crises múltiplas e inter-relacionadas, inclusive a crise financeira e económica, os preços voláteis da energia e dos alimentos e as actuais preocupações com a segurança alimentar, e também os crescentes desafios impostos pela mudança climática e a perda de biodiversidade."
Só falta saber se vão fazer e impor regulamentação, se vão eliminar os off-shores, se vão continuar a pagar salários de 1 dólar/dia, se vão aumentar a idade de reforma (dos que trabalham) até à hora da morte, se vão reduzir os ganhos dos Administradores, que não produzem e até dão prejuízo (mesmo com monopólios) e aumentar, também para eles a idade de reforma, se vão reduzir os vencimentos dos Políticos e igualá-los na idade de reforma a todos os cidadãos, se vão acabar com os monopólios, se vão aplicar a tal taxa de 0,005% sobre as operações cambiais interbancárias, se os Estados vão fazer investimentos, se vão seguir as reformas propostas pelos economistas reconhecidos com o Nobel, ou vão continuar com os nossos economistas do banco de suplentes, SE VÃO QUERER MUDAR AS COISAS, para que tudo fique na mesma…
Só tenho fé no Obama, mas não sou um homem de fé.

Reduz a pobreza nos países mais pobres e AUMENTA nos países mais ricos…

Muitos países estão a avançar na consecução dos ODM, incluindo alguns dos mais pobres. Houve muitos êxitos na redução da pobreza em algumas partes do globo e muito poucos noutras. Um novo índice mostra que há mais pobres na Índia do que em África. Mas os compromissos que não foram honrados, os recursos insuficientes, a dispersão, a falta de responsabilização e um empenhamento insuficiente no desenvolvimento sustentável deram origem a lacunas em muitas áreas. Algumas dessas deficiências foram agravadas pelas crises alimentar, económica e financeira, a nível mundial. No final de Junho, os dirigentes do G8 (grupo das oito nações mais desenvolvidas) concluíram que a crise mundial havia «comprometido...

O Brasil que, nos últimos anos, registou uma queda nos indicadores de pobreza, conforme pesquisa divulgada, revela que a taxa na cidade aumentou de 9,61% em 1996 para 10,18% em 2008, na contramão do que aconteceu com o país. Um resultado puxado pelo empobrecimento da população do asfalto. Já nas favelas, ao contrário, houve uma ligeira queda da pobreza nestes 12 anos, de 18,58% para 15,07%, embora o economista Marcelo Neri observe que as diferenças entre asfalto e favela são grandes.  Apesar da taxa de pobreza na favela ter caído - a do asfalto subiu de 7,87% para 9,43% -, a renda domiciliar per capita no restante da cidade ainda é três vezes maior.
Quer no caso específico do Rio e de quase todas as cidades do mundo, quer no próprio planeta, enquanto a pobreza desceu, nas camadas mais pobres (o que não é difícil e é barato, como dizia há tempos o Lula), a classe média (ou do asfalto) perdeu poder de compra, empobrecendo.
É fácil perceber, como costumo dizer, que ninguém queima o dinheiro e ele anda todo por aí, funcionando dentro do princípio dos vasos comunicantes, quer ao nível dos pobres, quer ao nível dos ricos.
Eu sei que é cliché, mas todos sabemos que toda a desigualdade deriva da distribuição da riqueza criada e daqui não saímos.
O problema do capitalismo de hoje, eufemísticamente chamado de Neoliberalismo, aliado à Globalização/Mundialização, veio agravar os desníveis entre as classes económicas, que cada vez mais se adivinha que serão duas, os pobres e os muito ricos, como já vai sendo realidade.
Se os Estados, organizada e unanimemente não enveredarem pela regulação a nível mundial, o futuro não será “como Deus quiser”…  

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Um grupo de pesquisadores do Laboratório de Políticas da Pobreza (LEP), coordenados pelo economista Flávio Ataliba e vinculado ao curso de Pós-graduação em Economia da UFC (Caen) concluiu que:
Apesar do Estado ter ficado em 1º lugar no Nordeste e em 3º no Brasil no crescimento do rendimento familiar per capita, entre 2006 e 2009, com variação positiva de 21,89%, esse ganho não foi distribuído de forma equitativa, pelo contrário, o abismo da desigualdade entre os cearenses expandiu-se ainda mais.
Os menos favorecidos ficaram mais pobres e os mais favorecidos ampliaram as suas riquezas.
Actualizado às 11:55

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Um presente/homenagem ao Brasil e aos brasileiros

Mesmo com poucos recursos, a perfeição é incontestável neste filme de 1950, onde o Pato Donald é apresentado ao recém-criado (pelo genial W. Disney) Zé Carioca e às atracções do Rio de Janeiro, criado ainda na "munheca", sem recurso aos computadores. Para quem nunca viu, esta é uma obra-prima.
Dada a genialidade do vídeo, o site “Alma Carioca” disponibilizou-o no Youtube para nosso deleite.

Um projecto social do Brasil, contestado lá, mas exemplo no/para estrangeiro

Os aumentos foram congelados.
Depois de tentar reajustar (aumentar) preços de tarifas públicas (e de bens essenciais) por 2 vezes em 2 anos, nas últimas semanas, em 3 dias de conflitos, morreram 13 pessoas, o que levou a comunidade internacional a encorajar o Governo de Moçambique a tentar um novo caminho: implementar as chamadas "medidas de protecção social" em grande escala.
Os doadores estrangeiros - que respondem por quase metade do orçamento do país - defendem que criar ou manter subsídios para não aumentar preços pode sair "caro demais no futuro".
Um dos projectos já estudado é o “Bolsa Família”, do Brasil. "Vamos aproveitar as experiências que deram certo. Não é preciso inventar nada", disse o ministro moçambicano da Pesca, Victor Manuel Borges. "Já seguimos neste caminho como parte da nossa luta contra a pobreza, ao implementar o Papa [Plano de Acção para Produção de Alimentos]. Mas é preciso ir adiante", afirmou durante cerimónia de comemoração da independência do Brasil.
As maiores dificuldades, apontam os especialistas, são a logística e a fiscalização, consideradas complexas e caras.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial são a favor do fortalecimento dos programas sociais em Moçambique. Para o FMI, manter tarifas públicas subsidiadas significa retirar dinheiro de outros sectores prioritários num país saído há apenas 16 anos de uma guerra civil, como obras públicas e educação.
Em 2008, segundo o representante do FMI no país à época, Felix Fischer, “Moçambique está mais bem posicionado que muitos países africanos para suportar os efeitos da crise" graças às reservas internacionais equivalentes a oito meses de importações e à enxurrada de investimentos externos.
Por outro lado, hoje, Edward George, economista chefe do departamento de África da Economist Intelligence Unit, afirmou “A dependência dos doadores vai continuar durante vários anos, porque o governo basicamente não tem recursos ou especialidades necessárias para investir”.
Internamente, o governo intensificou o combate à pobreza extrema e iniciou o processo que chamou de “revolução verde”, para fortalecer a produção de alimentos. Desde que foi reeleito, no ano passado, o presidente Armando Guebuza reforça a luta contra a pobreza com fundos de iniciativas locais e com a convocação de jovens para auxiliar na tarefa, chamados de “geração da viragem”.
Do que já comentei em 2 posts anteriores sobre o assunto, retiro o bom senso, o reconhecimento dos limites da dignidade humana e a vontade de cumprir os ODM, no que respeita à comunidade internacional.
Três apontamentos mais:
1 – Um especialista da economia africana, diz que é preciso doar, para a sobrevivência dos moçambicanos;
2 – Em 2008 (na outra crise) um “especialista do FMI, dizia que as coisas iam correr bem e enganou-se;
3 - O FMI e o Banco Mundial, continuam a dar palpites, o que quer dizer que as coisas vão piorar (leiam de Stiglitz: ”A Globalização e seus Malefícios”. São Paulo: Futura Editora, 2002;
4 – O Presidente de Moçambique, tem procurado e quer continuar a procurar soluções;
5 – A “Bolsa Família” muito criticada no Brasil, permitiu que este país atingisse o 1º ODM já este ano, 5 anos antes da meta marcada.
Haja fé e toda a ajuda internacional, portugueses incluídos, mas Deus os livre do FMI e do BM…

A Lusofonia ganhou mais um membro, através do Desporto

A Basílica de Bom Jesus, na Velha Goa
A Assembleia-Geral da Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP), reunida em Lisboa, atribuiu hoje a Goa a responsabilidade de organizar a terceira edição dos Jogos da Lusofonia.
Os responsáveis da Associação Olímpica de Goa, na Índia, mostraram-se hoje orgulhosos por terem garantido a organização da edição dos III Jogos da Lusofonia, em 2013, mostrando vontade de reforçar as relações com Portugal, "Estamos muito satisfeitos por acolhermos os Jogos da Lusofonia em Goa", referiu o Presidente da AOG, Subhash Shirodkar, e já estamos preparados, porque em 2011 vamos receber os Jogos Nacionais da Índia, nos quais vamos ter cerca de 12 000 atletas", referiu.
Subhash Shirodkar lembrou que "Goa e Portugal não são países distantes, porque têm relações há mais de 500 anos", acrescentando "Sentimos que estamos em casa quando vimos a Portugal e penso que acontece o mesmo com os portugueses quando vão a Goa. Temos cerca de 2000 goeses em Portugal. É um grande prazer receber os Jogos da Lusofonia em 2013".
O Presidente do COP, Vicente Moura, referiu que tem "um sentimento muito especial" com esta atribuição da organização, relembrando que foi a partir de si e do Desporto que se reiniciaram os contactos com Goa.
"Na década de 60, Portugal abandonou Goa em conflito. Estivemos vários anos de costas voltadas. Fui há 4 anos a Goa e fui surpreendido pela forma como fui recebido, como um amigo, com emoção. Ao longo de 4 anos, construímos esta amizade desportiva, que deixa para trás 450 anos de permanência colonial. O desporto abriu as portas a um grande país", referiu.
Por unanimidade, Alex Vong Lek, vice-presidente da Associação Olímpica de Macau foi eleito Presidente da ACOLOP.
Ainda antes da do início dos II Jogos da Lusofonia, já estão marcados os 3ºs em Goa, sendo através do Desporto que se redime décadas de desconfiança da parte de Portugal em relação a Goa e a língua testemunha os laços culturais e afectivos, que Goa ainda tem com Portugal, dando um exemplo que tem que ser sublinhado, louvado e perseguido, até termos mais um membro nos PLOP.
Parabéns a quem elegeu Goa como sede dos Jogos da Lusofonia e elegeu um macaísta para Presidente da ACOLOP - Assembleia-Geral da Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa.
Fernando Pessoa tinha razão e era visionário.

Uma ajuda para quem quer ajudar

1. Todos podem ser voluntários
Não é só quem é especialista em alguma coisa que pode ser voluntário. Todas as pessoas com capacidades, habilidades e dons. O que cada um faz bem pode fazer bem a alguém.
2. Voluntariado é uma relação humana, rica e solidária
Não é uma actividade fria, racional e impessoal. É relação de pessoa a pessoa, oportunidade de se fazer amigos, viver novas experiências, conhecer outras realidades.
3. Trabalho voluntário é uma via de mão dupla
O voluntário doa a sua energia e criatividade, mas ganha em troca contacto humano, convivência com pessoas diferentes, oportunidade de aprender coisas novas, satisfação de se sentir útil.
4. Voluntariado é acção
Não é preciso pedir licença a ninguém antes de começar a agir. Quem quer, vai e faz.
5. Voluntariado é escolha
Não há hierarquia de prioridades. As formas de acção são tão variadas quanto as necessidades da comunidade e a criatividade do voluntário.
6. Cada um é voluntário à sua maneira
Não há fórmulas, nem modelos a serem seguidos. Alguns voluntários são capazes, por si mesmo, de olharem em volta, arregaçar as mangas e agir. Outros preferem actuar em grupo, juntando os vizinhos, amigos ou colegas de trabalho. Por vezes é uma instituição inteira que se mobiliza, seja ela um clube de serviços, uma igreja, uma entidade beneficente ou uma empresa.
7. Voluntariado é compromisso
Cada um contribui na medida das suas possibilidades, mas cada compromisso assumido é para ser cumprido. Uns têm mais tempo livre, outros só dispõem de algumas poucas horas por semana, alguns sabem exactamente onde ou com quem querem trabalhar, outros estão prontos a ajudar no que for preciso, onde a necessidade é mais urgente.
8. Voluntariado é uma acção duradoura e com qualidade
A sua função não é a de tapar buracos e compensar carências. A acção voluntária contribui para ajudar pessoas em dificuldade, resolver problemas, melhorar a qualidade de vida da comunidade.
9. Voluntariado é uma ferramenta de inclusão social
Todos têm o direito a serem voluntários. As energias, recursos e competências de crianças, jovens, pessoas portadoras de deficiência, idosos e aposentados podem e devem ser mobilizadas.
10. Voluntariado é um hábito do coração e uma virtude cívica
As formas de acção voluntária são tão variadas quanto a criatividade do voluntário e as necessidades da comunidade.
Veja como você pode participar e onde pode desenvolver as suas acções:
·       Nas igrejas
·       Nos bairros e nas comunidades populares (ajuda mútua)
·       Nos grupos de auto-ajuda
·       Nos clubes de serviços
·       Em programas promovidos por empresas
·       Nas comunidades de origem
·       Nas associações profissionais
·       Nos hospitais e outras instituições que trabalham na área da saúde
·       Nas instituições e programas de melhoria da educação
·       Nas instituições de ajuda a crianças
·       Nas instituições e programas voltados para as pessoas portadoras de necessidades especiais
·       Nas instituições e programas que trabalham com pessoas da terceira idade
·       Nos grupos e associações de jovens
·       Nos grupos e organizações de preservação do meio ambiente
·       Nos grupos e organizações de defesa de direitos
·       Nos grupos e movimentos de luta contra a violência
·       Nos clubes e associações desportivas
·       Nos grupos e associações culturais e de defesa do património
·       Nos movimentos de luta contra a pobreza
·       Em iniciativas de ajuda mútua e prestação de serviço através da internet
·       Em programas promovidos por órgãos governamentais ao nível federal, estadual, ou municipal

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O excerto e todo o texto, não se referem ao nosso país

Tempos de campanha eleitoral oferecem ocasião para fazermos reflexões críticas sobre o tipo de democracia que predomina entre nós.
É prova de democracia o facto de que mais de 100.000.000 tenham que ir às urnas para escolher os seus candidatos. Mas isso ainda não diz nada acerca da qualidade de nossa democracia. Ela é de uma pobreza espantosa ou, numa linguagem mais suave, é uma “democracia de baixa intensidade” na expressão do sociólogo português Boaventura de Souza Santos.
Por que é pobre? Valho-me das palavras de uma cabeça brilhante que, por sua vasta obra, mereceria ser mais ouvida, Pedro Demo, de Brasília. Na sua Introdução à sociologia (2002) diz enfaticamente: “A nossa democracia é encenação nacional de hipocrisia refinada, repleta de leis “bonitas”, mas feitas sempre, em última instância, pela elite dominante para que a ela sirva do começo até ao fim. Político é gente que se caracteriza por ganhar bem, trabalhar pouco, fazer negociatas, empregar parentes e apaniguados, enriquecer-se à custa dos cofres públicos e entrar no mercado por cima…
Se ligássemos democracia com justiça social, a nossa democracia seria a sua própria negação” (p.330.333).
Leonardo Boff - Teólogo, filósofo e escritor
Nota - Como se refere no título, o texto, os contextos e os conceitos, têm a ver com um país lusófono e qualquer coincidência com a realidade nacional, é pura coincidência…

O marketing solidário está na moda, como se fosse consciência social

António Guterres - foto de Radu Sigheti/Reuters
O Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), António Guterres, apelou, ontem, aos países ocidentais para acolher refugiados da Somália, depois de visitar o campo de Kakuma, no noroeste do Quénia, que acolhe 76.000 pessoas, acompanhado pelo presidente da EDP, António Mexia, para ver os resultados do projecto da empresa portuguesa de apoio aos refugiados.
A EDP irá produzir electricidade a partir da energia solar e eólica,"reduzindo assim o consumo de gasóleo e assegurando a iluminação exterior com energia solar, o que contribuirá para melhorar de forma significativa a eficiência energética do campo"
Segundo um comunicado da empresa, trata-se de "um projecto global inédito apresentado por ocasião da V Conferência anual da Iniciativa Global Clinton (IGC) realizada em Nova Iorque em Setembro de 2009,que visa desenvolver um conjunto de soluções normalizadas na área da energia e fomentar o empreendedorismo social em Kakuma".