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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A iliteracia intencional dos Jorna(l)is(tas)

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), que cita o Eurostat, em 2006, o país gastou 9,4% do PIB em despesa corrente em saúde.
De 2000 a 2008, os gastos com saúde aumentaram 4,9% por ano, revela ainda a Conta Satélite da Saúde divulgada pelo INE. No último ano em análise, a despesa total nesta área atingiu os 17,2 mil milhões de euros. Este valor correspondeu a uma despesa per capita de 1.627,4 €. Os menores crescimentos verificaram-se em 2006 e 2008.
Com o crescimento da despesa do Estado a abrandar e os gastos dos cidadãos a subirem, de acordo com a Conta Satélite da Saúde, divulgada hoje pelo INE - Instituto Nacional de Estatística.
O Ministério da Saúde reconheceu hoje que, entre 2006 e 2008, houve um abrandamento significativo do crescimento da despesa em saúde, mas salienta que essa contenção "foi acompanhada pelo aumento da actividade do Serviço Nacional de Saúde".
A despesa total em saúde aumentou, em termos nominais, 4,9% por ano entre os anos 2000 e 2008, de acordo com a informação compilada no âmbito da Conta Satélite da Saúde divulgada Instituto Nacional de Estatística (INE).
Este ritmo de crescimento compara com um crescimento médio anual do PIB em valor de 3,9%, nota o organismo público.
Este comportamento foi basicamente determinado pela despesa corrente em saúde que aumentou em média anual, no mesmo período, 5,2%.
A despesa corrente das famílias portuguesas nos hospitais privados praticamente duplicou entre 2000 e 2008, passando de 353.139 milhões de euros para 684.073, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no âmbito do relatório Conta Satélite da Saúde.
A despesa total do sector ascendeu a mais de 17 mil milhões, o que representa 10% do PIB. No entanto, olhando para a despesa per capita, esta ficou-se pelos 1.627,4 € – muito abaixo da maioria dos países, o que denota o fraco crescimento da economia.
Como se vê nestes 5 jornais (e podia apresentar mais) os títulos sobre o mesmo tema (SNS) chegam a ser contraditórios e a leitura de um mesmo Relatório também.
Ou os jornalistas, ou os jornais, percebem tanto da matéria como eu, ou estão enfeudados, que até me sinto com autoridade para falar do assunto.
1 – Os dados param em 2008. E em 2009 e 2010? Subiu, desceu…
2 – Somos os 5ºs a contar de cima, ou de baixo?
3 – A despesa per capita foi de 1.627,4 €, só faltou dizer (em quase todos os jornais) que foi muito abaixo da maioria dos países…
4 – Mas afinal, o Estado gastou menos e o Contribuinte pagou mais!!! E o Ministério da Saúde reconhece-o.
5 – Os números não são sempre coincidentes e aparece sempre o PIB, para confundir o (e)leitor…
6 – Felizmente que a despesa corrente das famílias portuguesas nos Hospitais Privados duplicou entre 2000 e 2008, o que quer dizer que o OBJECTIVO está a ser atingido, paulatinamente…
ALERTA: Estas notícias e o Relatório, vêm dizer-nos que vem bronca por aí, no Serviço Nacional de Saúde. Ou este, ou o próximo Governo, vão continuar a cortar no DIREITO À SAÚDE, a torto!
Quem nos avisa, nosso amigo é?

2 comentários:

  1. Assino por baixo os teus comentários e acrescento só este: há pouco liguei a TV para ver o que os canais generalistas diziam sobre a aderência à greve. vou só refererir-me a um : TVI. dizia, então, o "jornalista" que o sindicalista Caravalho da Silva tinha furado a greve pois fez uma directa... e que desde ontem, às 8h da noite, esteve nos diferentes pontos chaves da greve...
    terei eu não percebido o que o sr jornalista quis dizer?

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  2. Ema
    Percebeste perfeitamente.
    Nem me meto nos números da greve, porque não tenho capacidades intelectuais para entender o Poder, muito menos a Ministra do Trabalho, que a fazer contas como faz, estamos perdidos, ou melhor, já estamos.

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