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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

“S. Pedro negou 3 vezes” e “A multiplicação dos pães”

O primeiro-ministro, José Sócrates, disse que “o grande projecto” para Portugal é a aposta na educação, “porque é o investimento mais importante na afirmação de um país”.
Segundo Isabel Alçada, aquele que é “o maior investimento de sempre em construção escolar, concretiza uma caminhada do conhecimento, da cidadania, da formação técnica, profissional”.
Para o PM, a aposta na EDUCAÇÃO é o seu grande projecto, porque é o investimento mais importante na afirmação de um país! Nada mais verdadeiro!
Para a ME, os edifícios remodelados concretizam uma caminhada do conhecimento, da cidadania, da formação técnica e profissional! Nada menos verdadeiro, mas não era de esperar melhor!
No próximo ano lectivo o custo por aluno na escola pública terá uma quebra de 12%.
O custo será de cerca de 3.300 €/ano, enquanto este ano é de 3.735 €/ano, anunciou Isabel Alçada, ministra da Educação, na Comissão Parlamentar.
Esta quebra deve-se aos cortes previstos no sector, com os custos por turma a baixar dos actuais 85.513 €/turma para 75.457 €/turma, enquanto o mesmo Ministério propõe que os contratos de associação com os colégios privados se situe nos 80.000 €/turma, mais 5.000 € do que o previsto para a escola pública.
Dentro da lógica da Mestra e ME, para melhorar os resultados na EDUCAÇÂO, nada melhor do que cortar nos gastos e para igualar as oportunidades entre o Ensino Público e o Privado (onde aquele não existe) nada melhor do que reduzir ao Público e dar mais ao Privado.
Não sabemos, e podiam ser facultados os estudos que justificam estas “aparentes” contradições paradoxais.
Mas, atenção que, as:
O Governo admitiu hoje que as alterações curriculares a introduzir no ensino básico e secundário também visam uma "contenção orçamental" e garantiu que os professores de Educação Visual e Tecnológica não serão transformados em "elementos descartáveis".
"As alterações beneficiam o currículo. Têm em conta o interesse dos alunos, mas permitem contenção orçamental", afirmou Isabel Alçada.
Para além Do que disse a ME (porta voz do governo) vem o governo confessar que as alterações curriculares, afinal têm a ver com CONTENÇÃO ORÇAMENTAL (que não tem nada a ver com a melhoria da EDUCAÇÂO e muito menos com o Investimento no GRANDE PROJETO).
No entanto, a ME (não viu, nem ouviu a justificação governamental) insiste em que as alterações beneficiam o currículo, têm em conta o interesse dos alunos, permitindo a contenção orçamental. Deve ser o mesmo que o Processo de Borgonha ara o Ensino Obrigatório…
Para nos deixar a pensar, vem o SE dizer que os professores de EVT não serão transformados em elementos descartáveis (o Sr. até tem preocupações sociais), mas fazendo contas simples, reduzir de 2 para 1 professor, dispensa metade! O que vão fazer os outros? Ou os outros são os Contratados, que não são considerados professores? E se os do quadro ficarem sem horário? Mobilidade, ou morbilidade?
Não sabemos, e podiam ser facultados os estudos que justificam estas “aparentes” contradições paradoxais.
A quadratura do círculo, talvez tese de Mestrado!
Se esta Ministra incomoda muita gente, este governo incomoda muito mais…

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