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domingo, 22 de maio de 2011

Afinal a maioria não quer jogar ao(s) monopólio(s)…

Cerca de 70% dos consumidores particulares de energia discorda da construção de uma central nuclear em Portugal, considerando que existem riscos para a saúde pública e segurança, segundo um estudo intitulado "A Energia em Portugal".
O estudo da Associação Portuguesa de Energia mostra que os 30% de consumidores particulares que concordam com a construção de uma central nuclear em Portugal apontam como principal vantagem a produção de energia mais barata.
O estudo é divulgado 2 meses depois do desastre nuclear na central de Fukushima, no Japão.
Em Espanha, a pouco mais de 100 quilómetros da fronteira com Portugal, está localizada a central nuclear espanhola de Almaraz.
No âmbito da mobilidade elétrica, cerca de 31% dos consumidores particulares estão dispostos a pagar mais para a aquisição de um veículo elétrico, sendo que destes cerca de 60% aceitariam pagar até 5% a mais. A maioria dos consumidores considera também a possibilidade de adquirir um veículo elétrico nos próximos 2 a 3 anos.
Sobre a possibilidade de fazer uma mudança de fornecedor de eletricidade ou gás, cerca de 60% dos consumidores particulares mostraram-se recetivos, ou muito recetivos.
Nas empresas, cerca de 44% já mudaram de fornecedor de energia elétrica, maioritariamente da indústria, e cerca de 14% trocaram de fornecedor de gás.
Caramba! Ainda há 30% portugueses, de consumidores de energia, particulares, que concordam com a construção de uma CENTRAL NUCLEAR em Portugal, só por ser(?) mais barata? Então não se contabilizam os prejuízos, economicamente falando, de que temos as contas do Japão?
Sem fazer qualquer tipo de julgamento, quando se diz que o estudo é divulgado 2 meses depois do desastre nuclear na central de Fukushima, no Japão, quer-se dizer que se não houvesse o desastre, as percentagens seriam eventualmente ao contrário? Teremos que ser tão cínicos a ponto de ter que dizer: ainda bem? E será que esses 30% sabem que em Espanha, a pouco mais de 100 quilómetros da fronteira com Portugal, está localizada a central nuclear espanhola de Almaraz, sem que a nossa eletridade seja mais barata por isso e correndo os riscos inerentes?
Terá que se alterar o slogan por: “Nuclear sim! Se de graça!”
Por outro lado, há 31% que até compravam um carro elétrico (não devem ser os 30% nucleares), e 18% (do total) até não se importavam de pagar até mais 5% pelo carro (isso não deviam ter dito!).
Quanto à eletricidade (EDP), que até pensa que faz um grande trabalho e presta um serviço social, 60% dos consumidores particulares mostraram-se recetivos, ou muito recetivos à mudança de fornecedor e nas empresas, cerca de 44% até já mudaram. Porque será? A EDP não estará a passar a mensagem, como é costume dizer-se, ou é mesmo uma posição anti-monopólio (já sei que há uma concorrente espanhola)?
Mas… Privatizando-se é que vai ser o bom e o bonito! Portanto, vote nas privatizações…

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