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domingo, 2 de dezembro de 2012

Tente encaixar os nossos governantes e opositores…

Os líderes tóxicos são vistos como uma das grandes pragas que minam as organizações. Convém, no entanto, não perder de vista os venenosos, capazes de acabarem com uma equipa de trabalho e perverter o funcionamento laboral, sem aviso prévio. A sua identificação em tempo útil é fundamental para salvar as empresas. O jornal Expansion elencou-os.
A segurança, a confiança e a auto-estima que fazem de alguns chefes imunes a qualquer tipo de problema. É a melhor couraça para autênticos líderes, capazes de levarem os profissionais sob o seu comando pelo caminho mais adequado e atingir os objectivos do negócio. Mas cuidado! Este escudo pode, muitas vezes, ser uma máscara para executivos mais venenosos. Saiba as diferentes categorias e veja se identifica o seu chefe em algum.
1. O ausente. Aparece no escritório em poucas ocasiões e sempre nos momentos mais inoportunos. Pobre do empregado que confiar nele. Estes chefes podem ser bons e maus. Os primeiros são os que, apesar de invisíveis, estão a trabalhar e exigem que os seus subordinados façam o mesmo. São responsáveis e exigem responsabilidade, dando autonomia à equipa. Já os nocivos, não só não aparecem, como são especialmente hábeis a atirar as culpas para cima dos outros pelos erros que a sua ausência acarreta.
2. O paternalista. Se bem que a sua presença possa parecer uma bênção para os trabalhadores, o seu espírito de proteção é contraproducente porque impede que a equipa seja autónoma. A amabilidade, carinho e preocupação em tornar agradável a vida de todos impede-o de ser objectivo. Os bons chefes tratam os empregados como pessoas, não como filhos.
3. O protagonista. Se o protagonismo do executivo excede a relevância da marca que comercializa, isso pode ser benéfico. No entanto, estes chefes podem ser o veneno mais letal para qualquer organização se cometem algum erro, seja de carácter pessoal ou profissional.
4. O Relações Públicas. É um excelente conversador, amável e extrovertido, ou seja, o colega que todos os trabalhadores desejam. Convém é não esquecer que muito embora esta seja uma boa atitude para criar um clima favorável no escritório, um chefe é um chefe e, quando menos se espera, pode exercer as suas funções mais detestáveis: despedir, baixar salários ou mudar alguém de posto. Não se esqueça disto.
5. O tolerante. Se um chefe tolera qualquer atitude, o mesmo é dizer que não premeia as boas ações dos seus empregados, nem penaliza as más. Isto pode levar uma empresa à ruína. Não baixe a guarda se perante uma falha o seu chefe lhe diz para não se preocupar. É que provavelmente virá a ter isso em conta mais tarde.
6. O superocupado. Está em mil sítios e em nenhum. Com essa hiperatividade cava a sua própria sepultura, porque tende a desaparecer quando faz mais falta. Este tipo de profissional consegue injetar boas doses de confiança a todos que o rodeiam, uma vez que, aparentemente, está tudo controlado. Nada mais longe da verdade. Se não for capaz de fazer uma boa delegação de competências, acabará preso na própria armadilha. O mais recomendável é estar alerta e conhecer de forma profunda o carácter destes líderes.
7. O relaxado. Nunca tem pressa e parece avesso ao stress. Passa boa parte do tempo ao telefone, a navegar pela internet e nada o acelera. A sua atitude pode contagiar a equipa, o que dá lugar a ambientes de trabalho muito pouco ágeis. Se surge algum problema inesperado ou é preciso tomar uma decisão, o relaxado não tem outro remédio senão meter mãos à obra. Mas sem dar cabo dos nervos. Nesse momento, delega na equipa, a quem exigirá o nervo e a decisão que ele não tem. Queima os colaboradores sem necessidade.
8. O submisso. Sempre disposto a cumprir ordens, atitude que acredita ser a melhor para manter os seus superiores satisfeitos e a equipa a funcionar. Conformista por natureza, nunca levanta a voz… até explodir! E aí muito cuidado. Pode transformar-se num déspota. Nunca confie naqueles que não fazem ruído, já que quando o fazem podem ser letais.
9. O fofoqueiro. Ganha a confiança dos seus empregados porque os faz acreditar que participam em tudo o que acontece na empresa, mas não no que é realmente importante. Fofoqueiros por natureza, fazem dos boatos dos corredores e das máquinas de café a sua melhor ferramenta. São especialmente hábeis a utilizarem veneno em proveito próprio.
10. O omnipresente. A empresa é a sua vida. É o primeiro a chegar e o último a sair. Quer controlar absolutamente tudo e não delega em ninguém. Estes líderes confiam muito pouco nos seus colaboradores, porque os considera rivais. Como são muito inseguros, querem estar a par de tudo. Pedem sempre opiniões, mas é a sua que acaba por se impor.

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