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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Se não houve sementeira, só por geração espontânea!

Com uma superfície agrícola cultivada acima da média europeia, a agricultura biológica em Portugal está em grande crescimento como demonstram os números oficiais: volume de faturação de 22 milhões de euros por ano e uma evolução de 20% por ano. O SISAB Green, que vai ter lugar em 2012, assume-se como uma excecional montra do que melhor se faz na produção agrícola sustentável em Portugal.
O volume de negócios da agricultura biológica em Portugal atinge mais de 22 milhões de euros e cresce 20% anualmente, sendo que a área cultivada apresentou um aumento de 60% em 2011, de acordo com o ministério da Agricultura. Os valores foram conhecidos na Biofach, que decorreu em Nuremberga, evento no qual o ministério revelou os números ligados à agricultura biológica em Portugal.
Existem no país 5.847 produtores agrícolas biológicos que cultivam uma superfície total de 210.981 hectares, o que representa cerca de 5,5% da superfície agrícola utilizada, ligeiramente acima da média comunitária. Os produtores nacionais mostram que estão atentos às vantagens que a agricultura biológica proporciona: produtos com melhor qualidade quanto ao teor de vitaminas, minerais, hidratos de carbono e proteínas e com o seu verdadeiro aroma e sabor.
A título de exemplo, calcula-se que o mercado dos produtos biológicos na Alemanha valha cerca de 5,9 mil milhões de euros por ano, sendo que a capacidade de produção deste país, apenas cobre metade das suas necessidades de consumo. Assim, a Alemanha é um mercado ao qual os produtores de agricultura biológica devem estar atentos pelo seu enorme potencial como destino de exportação dos produtos biológicos portugueses.
Madeira: 500 hectares em 2015
O Governo Regional da Madeira assume como objetivo alcançar os 500 hectares de produção biológica em 2015, como referiu recentemente, Bernardo Melvill Araújo, diretor regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural. Em 2011 e já em 2012 foram elaborados cerca de 70 projetos para novas explorações de agricultura biológica na região autónoma, sendo que, neste momento, este tipo de produção agrícola ocupa já cerca de 200 hectares de cerca de 90 produtores. No caso dos 70 projetos avançarem, serão ocupados mais cerca de 140 hectares.
SISAB Green: sustentabilidade
Com a mesma filosofia do SISAB Portugal, que há 17 anos traz ao país decisores internacionais da indústria alimentar - e convida-os a descobrir os saberes e sabores de Portugal - o SISAB Green pretende promover os melhores produtos portugueses da agricultura sustentável aos compradores ligados a grandes cadeias alimentares internacionais. Portugal dispõe de condições únicas para o desenvolvimento de produtos biológicos, aos quais se juntam o saber secular de sabores que se reflete na nossa gastronomia. O SISAB Green vai dar a visibilidade que este sector merece há muito tempo e conferir uma dinâmica de exportação que as empresas presentes no SISAB Portugal há muito conhecem.
Porquê consumir produtos biológicos?
Valor nutritivo: produtos com melhor qualidade quanto ao teor em vitaminas, hidratos de carbono e proteínas;
Biodiversidade: a agricultura biológica perpetua a diversidade das sementes e das variedades locais;
Sabor: o verdadeiro aroma, as cores autênticas e o sabor original. Uma oportunidade para redescobrir o verdadeiro gosto dos alimentos;
Harmonia: ecossistema mais saudável fruto de um maior equilíbrio entre a agricultura, a floresta e as rotações das culturas;
Saúde: estudos toxicológicos reconhecem relações existentes entre os pesticidas e certas patologias, como o cancro, alergias e asma;
Água pura: a ausência de produtos perigosos nem grandes quantidades de azoto na agricultura biológica, garante a não contaminação de lençóis de água potável;
Certificação: os produtores agro-biológicos seguem um caderno de normas rigoroso, controlado por organismos de certificação segundo regras internacionais.
Apesar dos dados e das análises do CDS-PP (pré governo) sobre o estado da agricultura e das pescas em Portugal e das intenções de implementação de medidas para a revitalização dos dois setores, como ajuda para a redução das importações, redução do desemprego e prevenção da pobreza e da fome, assistimos a uma inoperância igual à de sempre, não se pode atribuir os louros à respetiva “super” ministra, concluindo que os avanços noticiados (pelo ministério) só podem ter origem na geração espontânea, ou no esforço da iniciativa privada, dos que se sentem privados das promessas que lhes fizeram…
A amnésia é uma maleita que tem tratamento!  

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