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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Uma no cravo, outra na ferradura

A Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) lançou ontem um fundo de 2.500.000 de euros para apoiar desempregados com mais de 40 anos a avançarem com projectos empresariais próprios.
Através do portal www.bemcomum.pt, as pessoas podem propor a sua ideia de negócio para que seja apoiada e financiada pelo fundo.
O factor da inovação será um dos pontos a ter em conta na escolha dos projectos financiados e podem também concorrer pré-reformados com mais de 40 anos. A ACEGE salienta que se trata de um grupo que sente grandes dificuldades em regressar ao mercado de trabalho mas que ainda pode contribuir.
Quando os direitos não o são, a solidariedade é diminuta, valha-nos a CARIDADE cristã.
Claro que é de louvar a atitude da ACESE, mas é estonteante ouvir-se dizer que, gente com 40 anos tem dificuldades de regressar ao trabalho, quando é a idade em que se está no máximo rendimento profissional, mas sobretudo porque ouvimos muitos espertos (não experts) a proporem o aumento da idade de reforma para os 67 anos (e já vai em 65).
Se aos 40 anos já não têm competências, como as terão aos 65/67 anos? Com o aumento da esperança de vida? Haja decoro intelectual!
Além de estarem a cobrar mais aos clientes para lhes conceder um empréstimo à habitação, os bancos estão, igualmente, a reduzir a avaliação que fazem aos imóveis. Lisboa e Porto foram as zonas onde os preços mais caíram. A redução da avaliação dita a atribuição de um menor empréstimo.
Ora cá está uma notícia do “3 em 1”.
A Banca: Cobra mais; Reduz a avaliação dos prédios e Empresta menos.
Estas é que são medidas inteligentes! Só não dá para entender como tendo mais lucros, têm dificuldades de financiamento.
A Economia é mesmo difícil, porque fazem-nos entender que é diferente da economia doméstica…

Uma regressão fantasmagórica

Hitler reage ao aumento de impostos em Portugal

Falemos de Riqueza, que de Pobreza já é seca

1 em cada 10 bilionários do mundo vive na Suíça. Também 201.700 habitantes do país dos Alpes têm fortunas ou bens avaliados em mais de 1.0000.000.000 de dólares.
Esses e outros dados foram avaliados e revelados por uma equipe de sociólogos da Universidade da Basileia através de um estudo intitulado "Como os ricos pensam e dirigem" na Suíça.
Quem se pode considerar rico na Suíça? Segundo Ueli Mäder, professor de sociologia da Universidade da Basileia, e os seus assistentes, Sarah Schilliger e Ganga Jey Aratnam, essa pessoa precisa ter pelo menos 30 milhões de francos (US$ 30,36 milhões) em bens e fortuna. A partir de 100 milhões (US$ 101 milhões) já passa a pertencer ao clube dos super-ricos.
Com o seu estudo intitulado "Como ricos pensam e dirigem", os pesquisadores olharam por trás dos bastidores dos afortunados na Suíça. O país é considerado mundialmente como um dos mais ricos e indica, depois de Singapura e Hong-kong, a terceira maior concentração de milionários do mundo.
Onde e como vivem os ricos e super-ricos? Quem são eles? Como vêem as desigualdades sociais? Ao responder a estas questões e iluminando o desenvolvimento histórico, assim como a importância social e económica da riqueza, os académicos apresentam um interessante livro sobre o fenómeno da riqueza na Suíça.
Os autores conduziram entrevistas com ricos, visitaram-nos nas suas moradias, observaram como eles vivem, para que escolas enviam as suas crianças e como aproveitam o lazer. Várias pessoas também no círculo pessoal dos ricos foram entrevistadas, assim como funcionários e especialistas. Além disso, foram avaliados dados científicos e artigos publicados nos media.
Riqueza e poder
Riqueza e poder são vistos por muitas pessoas como gémeos idênticos. Essa impressão é confirmada pelo estudo? Sara Schilliger explica: "Claramente. A posse de capital significa ter poder. Porém na Suíça os ricos não estão necessariamente nas posições de maior poder. Agora, com o novo ministro Johann Schneider Ammann, os super-ricos passaram a estar representados no Conselho Federal (n.r.: o corpo de sete ministros que governa a Suíça)." e acrescenta que o poder também é exercido através de redes de influência e diferentes organizações. Ueli Mäder complementa: "Falei com diferentes presidentes de bancos e concluí, dessa forma, que existem estratégias pontuais e elaboradas de forma bastante inteligente com o objectivo de 'bem' informar os políticos, para que eles próprios possam beneficiar dos frutos. Assim, eu tive a impressão de que o poder é percebido de forma selectiva. Este exemplo pode ser apenas a ponta do iceberg. É uma presunção, mas que está bem próxima da realidade."
Riqueza protegida
Na Suíça, 3% da população possui a mesma fortuna em dinheiro e bens do que os restantes 97%. Essa pequena minoria aproveita-se desproporcionalmente das actuais leis que regulamentam o direito de herança e também dos baixos impostos sobre a fortuna. Como foi possível o eleitor aprovar essas regras nas urnas? Uma interessante questão para Ueli Mäder: "Houve ricos que me perguntaram porque é que a maioria da população é a favor da abolição do imposto sobre a herança, que no final poderia beneficiar 80% da população". O professor responde com uma explicação: existe uma esperança geral de que se os ricos vão bem, algumas migalhas podem sobrar para o resto da população. Sarah Schilliger interpreta esse fenómeno de uma forma semelhante: "Existe uma visão geral de vivermos num país onde ainda é possível para alguém que não tenha nada, tornar-se um dia milionário". Isso legitima fortemente a situação de ser rico na Suíça nessa sociedade. Porém também leva ao reconhecimento da desigualdade social, o que é para nós, sociólogos, algo incompreensível", diz a assistente.
Porque é que a Suíça é tão rica?
Apesar de a Suíça não possuir recursos naturais importantes, é um país rico. Isso seria fruto do carácter pontual, trabalhador e poupador dos suíços? Sarah Schilliger não compartilha dessa ideia: "Do ponto de vista histórico, a Suíça tornou-se rica através do colonialismo, apesar de nunca ter sido uma potência colonizadora", esclarece, lembrando que muitas famílias suíças ter-se-iam beneficiado do aproveitamento dos recursos dos países do hemisfério sul. Além disso, o país praticamente não foi atingido por guerras e conflitos armados desde a sua criação. "Pelo facto de a Suíça, quase sempre, ter conseguido distanciar-se dos conflitos, as fortunas aqui têm uma maior continuidade do que, por exemplo, as da Alemanha."
Outro factor para explicar a riqueza do país é o facto de este abrigar inúmeros conglomerados internacionais como a Nestlé ou a Novartis. "Os seus funcionários no estrangeiro contribuem bastante para o acumular de riqueza na Suíça. Desta forma podemos dizer que o país é um dos grandes aproveitadores da globalização."
Nem todos aproveitam
A globalização não traz frutos para todos os suíços. Desde meados dos anos 70, a desigualdade na distribuição de riqueza aumentou no país, apesar dos gastos no sistema social terem crescido também.
Ueli Mäder contrapõe: "Isso ocorre apenas em números absolutos. Quando colocamos esses gastos em relação ao PIB, que corresponde a um valor muito maior, descobrimos infelizmente que a parte de gastos no sector social decaiu desde 2004."
Estes gastos são relativamente baixos, apesar de o país dispor de um sistema de assistência social considerado bom em comparação internacional. "Mas é um sistema que não acompanha o desenvolvimento dos problemas sociais. Ele orienta-se pelas exigências das famílias clássicas, ou seja, ocupação integral ou, quem já teve trabalho sempre o terá. Essas são exigências que correspondem cada vez menos à realidade actual, o que leva crescentemente pessoas a situações de dificuldade."
Perspectivas
O estudo sugere medidas que poderiam travar essa evolução negativa da sociedade helvética. "Formulamos que o ideal seria ter uma taxação crescente das fortunas e, sobretudo, imposto sobre as heranças. Além disso, recomendamos outras formas de equiparação social como salários mais elevados para as pessoas de baixa renda", ressalta Sara Schilliger.
Ueli Mäder: "Precisamos fazer mais pela igualdade social. O cisma social aumentou mais do que eu achava ser possível." Para uma sociedade isso pode ser bastante problemático.
"Quanta riqueza pode tolerar uma sociedade, se essa apropriação unilateral continuar a seguir curso?"
Etienne Strebel, swissinfo.ch

O seu a seu dono! A campanha “END POLIO NOW” é de Rotary International

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou hoje uma campanha de vacinação em massa contra a poliomielite em África, no dia em que dirigentes ugandeses da área da saúde anunciaram um surto desta doença altamente infecciosa.
Dirigentes da OMS anunciaram hoje, em Genebra, que a campanha incluirá 15 países e começará na próxima semana em Angola e no Congo, Estados vizinhos que, juntos, têm mais de 50 casos de poliomielite.
O essencial da campanha, cujos colaboradores estarão em regime do voluntariado, é focado na África Ocidental, onde a Nigéria, a nação mais populosa da África subsariana, nunca conseguiu erradicar a doença.
Porque sou rotário e sei, a campanha mundial para Erradicação da Poliomielite no Mundo é da iniciativa de Rotary International, que a custeou e continua a angariar os fundos necessários para atingir o objectivo de a erradicar (até ao dia 28 de Maio de 2010, havia apenas cerca de 50 casos endémicos de polio, em todo o mundo), tendo feito para tal, algumas parcerias, conforme artigo abaixo.
Muitos dos vacinadores voluntários nestas campanhas de vacinação através do continente serão os membros do Rotary Internacional, que têm apoiado com quase um bilhão de dólares norte-americanos para o programa de erradicação da poliomielite desde 1985.
Por isso, o seu a seu dono, para que ninguém tire os louros a quem os tem!
Polio
A poliomielite, doença deformadora e por vezes fatal, ainda ameaça crianças em partes da África, Ásia e Médio Oriente. O vírus da pólio invade o sistema nervoso e pode causar paralisia em questão de horas, em qualquer pessoa, mas principalmente em crianças menores de cinco anos.
Programa Polio Plus
Em 1985, o Rotary International lançou o Polio Plus, um programa que visa imunizar todas as crianças do mundo contra a poliomielite. A organização já contribuiu com mais de US$900 milhões para a campanha e inúmeras horas de trabalho voluntário para imunizar mais de dois mil milhões de crianças em 122 países. Actualmente, o Rotary tem-se dedicado a angariar US$200 milhões com o intuito de equiparar parte de uma doação de US$355 milhões feita pela Fundação Bill e Melinda Gates. As verbas têm sido usadas para cobrir custos com a vacina antipolio, assistência operacional, recrutamento de pessoal da área de saúde, equipamentos de laboratório e materiais educativos para agentes de saúde e o público. Além disso, o Rotary desempenhou papel significativo ao influenciar governos doadores a contribuir com mais de US$4 mil milhões para a campanha.
A poliomielite hoje
O vírus selvagem da pólio ainda é endémico em quatro países (Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão) e menos de 2.000 casos foram registados em 2008. Embora se tenha afeito imenso progresso, ainda há muito trabalho pela frente. A qualidade das campanhas de imunização deve ser aprimorada e há também uma necessidade crítica de obter mais fundos. Governos, doadores e agências internacionais endossaram um plano, com passos bem definidos, criado para livrar o mundo da pólio.
Iniciativa global de Erradicação da Polio
A rede de voluntários do Rotary faz parte da campanha global para eliminação da pólio em todo o mundo. Desde o seu lançamento em 1988, a Iniciativa Global de Erradicação da Polio — formada pela Organização Mundial da Saúde, Rotary International, Centro Norte-Americano de Controlo e Prevenção de Doenças e Unicef — conseguiu reduzir a incidência da doença em 99%. Na época, mais de 125 países eram endémicos e mais de 350.000 crianças contraíam poliomielite paralítica anualmente.
Rotários em acção
Além de captar recursos, mais de um milhão de rotários doaram tempo e recursos pessoais para vacinar quase 2.000.000.000 de crianças durante “Dias Nacionais de Imunização” em todo o mundo. Os rotários preparam e distribuem diferentes instrumentos de comunicação em massa para atingir pessoas isoladas em decorrência de conflito civil, situação geográfica ou condição social. Eles também recrutam voluntários, ajudam a transportar e aplicar a vacina, e fornecem o apoio logístico necessário.
Legado eterno
Estima-se que a erradicação da pólio trará benefícios da ordem de US$1,5 mi milhões ao ano, quantia que poderá ser usada para solucionar outros problemas de saúde pública. A eliminação do sofrimento humano, porém, é um benefício incomensurável.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Desfrute o momento que é mau, amanhã será pior!

"Nós" de Isabel Lhano
O presidente da Confederação das IPSS alertou para o perigo do OE de 2011 poder levar ao encerramento de várias organizações sociais.
Para o padre Lino Maia, "é uma falta de senso" a proposta de orçamento apresentada pelo Governo prever que estas instituições deixem de poder deduzir o IVA relativo à construção de equipamentos sociais, lembrando que muitas instituições avançaram com "obras necessárias", comparticipadas por fundos da UE, no pressuposto de poderem, como até agora, deduzir a totalidade do IVA pago às empresas de construção.
"De um momento para o outro passar de 0% para 23% é uma falta clara de senso. Não há orçamento que resista e não perspectiva nenhuma solução. Por isso, estas instituições, claramente na sua maioria, vão abandonar os edifícios que começaram a erguer", previu o responsável.
Lino Maia recorda que para instituições que "vivem permanentemente no fio da navalha não há hipóteses nenhumas de sobrevivência". "Portanto, fechamos as portas", acentuou, lembrando o impacto negativo que essa situação terá na economia e no desemprego.
Lino Maia disse que alertou todos os partidos e o Governo para esta situação, apelando à "sensatez e moderação". Referiu, no entanto, não estar optimista, apesar de prometer lutar para que "prevaleça o bom senso".
"Às vezes vou dizendo desfrute do momento que é mau, porque o dia de amanhã vai ser pior", afirmou.
"Durante vários anos, embalados pela entrada na União Europeia, fomo-nos convencendo que éramos ricos, mas continuamos a ser pobres, a ganhar como pobres e a gastar como ricos", acrescentou.
Há medidas como esta, que deveriam envergonhar quem as toma.
A insensibilidade raia o sadismo, o bom senso deu origem à cegueira e até a solidariedade já é castigada.
E se se fizerem as contas, será uma ninharia, comparada com a ninharia do TGV, mas a vertigem é supersónica.
Só faltou ao Padre Lino Maia dizer, que se gastamos (quem gastou) como ricos, foi por incentivo e facilidades da Banca, com a complacência e às vezes com o apoio do Poder Político…

O OE é MAU, os políticos NÃO PRESTAM. APROVE-SE!

Terminou em rotura a tentativa de entendimento entre o Governo e o PSD quanto ao OE 2011.
Eduardo Catroga acusa o Governo de "intransigência".
Após quatro rondas de negociação, PS e PSD terminaram a reunião desta quarta-feira sem acordo.
Eduardo Catroga detalhou as razões da quebra das negociações, defendendo que o Governo "deixou engordar a despesa pública em 2010" e que o OE proposto pelo PS "é mau".
A intransigência do Governo em aceitar compensações pelo aumento da taxa do IVA para os 23%, "um ponto de divergência em termos da competitividade e do emprego" e o sacrifício imposto às famílias em sede de IRS foram algumas das razões enunciadas e disse que o Governo apresentou uma contraproposta como sendo "definitiva", não deixando margem para "continuar o processo de conversações".
As “negociações” romperam-se, com o se esperava, pelas palavras de Teixeira dos Santos antes das ditas.
Eduardo Catroga vem afirmar que este OE é mau, depois de ter examinado as miudezas e distanciou-se de compromissos técnicos.
Mário Soares vem dizer que o OE é mau, mas deve ser aprovado, mesmo afirmando que os políticos não prestem.
Um Sr. da Banca (mais próximo do PSD do que do PS e saiba-se lá porquê) já vem dizer que não vem nenhum mal ao mundo, porque sabe que vindo o FMI ou outra entidade internacional qualquer, nunca serão prejudicados.
A Comissão Política do PSD vai reunir para decidir se chumba ou se abstém, um OE que é mau para o seu negociador, para Mário Soares e avisado de que não há perigo na costa.
Todos (comunicação social, empresários, banqueiros, economistas do sistema, etc.) vêm lembrar que o PSD ainda se pode abster, viabilizando este OE que consideram mau e por isso só podará fazer mal (aos pequeninos).
Curiosamente, em nenhuma notícia sobre as negociações se fala nos cortes dos Funcionários Públicos, o que quer dizer que nesse ponto estão todos de acordo.
Aqui há clonagem de Partidos e não se sabe qual é o original, que é o mistério desta telenovela.
Aceitam-se apostas e eu alvitro que o PSD se vai abster e que se lixe o povo e mais o rigor.

Um mar que nos liga e polític(os)a que nos condena(m)

“Cinco viúvas num supermercado” – Pablo Mañé, 1989
O economista José Poças Esteves, sócio-gerente da SaeR (Sociedade de Avaliação Estratégica e Risco, Lda.), tem dúvidas de que entendimento entre Governo e PSD solucione principal problema da economia: o crescimento.
A médio e longo prazo, o economista é apologista da aposta nos «activos» ligados ao mar, destacando o papel dinamizador que tem desempenhado o Presidente da República neste assunto, assim como na reorientação de Portugal para os parceiros da lusofonia.
“Ir aos Estados Unidos, à Venezuela, ao Brasil, a Marrocos sem uma estratégia não faz sentido. Portugal tem um espaço económico fabuloso, em grande crescimento e onde tem vantagens competitivas, que é a lusofonia.”
O relatório trimestral da SaeR afirma ainda que a solução para a crise que o país atravessa virá «em larga medida do exterior» e «não de dentro» porque o país está dependente das exportações.
O discurso já cansa, mas não se cansem!
Mais um especialista, que vem garantir que com este OE não vamos a lado nenhum, ou melhor, que vamos piorar. Já só falta saber quantos economistas acham que isto vai melhorar (só os do sistema, saiba-se lá porquê).
Este vem apontar o mar e o espaço lusófono como vantagens competitivas e dá a entender que com o que vendemos cá dentro, mesmo com os supermercados abertos ao Domingo à tarde, o país fica na mesma e de certeza que os empresários/distribuidores/vendedores é que vão melhorar.
Fica a certeza de que ao Domingo à tarde, os portugueses vão ter onde se abrigar da chuva e do frio, mas vão ser obrigados a olhar para as batatas e couves e passar ao lado dos chocolates e dos bifes.
Triste sina, dócil gente.

Lusofonia e Globalização, globalmente falando

O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, defendeu hoje a criação de um dicionário comum aos oito países lusófonos e alertou para a necessidade de se apostar na coordenação dos vários institutos de língua portuguesa.
“Não existe um dicionário ou uma gramática em língua portuguesa cientificamente adaptada das comunidades linguísticas da CPLP. Um vocabulário científico e técnico também não existe e são essenciais para a sedimentação de um espaço da comunidade portuguesa”, afirmou.
O presidente do Parlamento falava na sessão de abertura do encontro internacional «Língua Portuguesa e Culturas Lusófonas num Universo Globalizado», que decorreu segunda e terça-feira na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Na conferência, Carrilho disse que esse reencontro e cosmopolitismo "em boa parte está por fazer" e "não deve ser adiado", sendo necessário agir em função de "uma visão da lusofonia à altura dos desafios actuais".
Quanto aos meios para concretizar a ambição política da CPLP, Carrilho lamenta que não tenha ainda sido problematizada a base cultural que deve alicerçar uma política linguística internacional. "Tem-se valorizado, e bem, o chamado valor económico da língua, que em Portugal se aponta para 17 por cento do PIB, bem como o valor da língua nas relações com o exterior, mas em matéria de língua não há valor económico sem uma robusta base cultural". A alavanca da estratégia de qualquer promoção da língua está na verdade fora dela: está na literatura, no cinema, no teatro, na música, no audiovisual, na produção dos conteúdos. Mas também está nos contactos, nas itinerâncias, nas parcerias que nestas áreas têm que ser "estruturais e exemplares".
No colóquio participaram ainda Jaime Gama, Presidente da Assembleia da República; António Braga, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Carlos Vasconcelos, director do "Jornal de Letras" e José Luis Dicenta, secretário-geral da União Latina.
Ainda durante a manhã foi abordado o tema "A língua portuguesa no mundo", com moderação de Ivo Castro, com a participação de Francisco Pinto Balsemão, Ana Paula Laborinho, Adriano Moreira, Graça Mira Gomes e o sociólogo guineense Carlos Lopes, sub-secretário geral das Nações Unidas.
Decorreu ainda o painel "Diáspora e imigração", com a participação de Eduardo Lourenço, Onésimo Teotónio de Almeida, Francisco Seixas da Costa, Hélder Macedo e de Corsino Tolentino.
Continuando com a Lusofonia, por militância.

Meio cheio, ou meio vazio? Os efeitos colaterais…

Portugal melhorou relativamente a 2009, passando de 35.º lugar para 32.º, mas permanece um dos países da Europa Ocidental em pior posição. Em 2000 ocupava a 25.ª posição, tendo vindo sempre a decair.
Em 2009, Portugal ocupou a 35ª posição, com 5,8 valores.
Este relatório enfatiza o facto de todos os países necessitarem de melhorar os seus mecanismos de boa governança. A avaliação da TI a 36 países industrializados que integram a Convenção Anti-Suborno da OCDE, entre os quais Portugal, revelou que mais de 20 países apresentam níveis mínimos ou nulos de implementação das regras, transmitindo uma mensagem errónea acerca do seu compromisso com a luta contra as práticas corruptas. Os fluxos internacionais de corrupção são ainda consideráveis e a corrupção continua a assolar os estados recentemente criados, frustrando os seus esforços para construir e fortalecer as suas instituições, proteger os direitos humanos e melhorar os meios de subsistência.
A mensagem é clara: por todo o mundo, a transparência e a prestação de contas são condições cruciais para restabelecer a confiança e inverter o flagelo da corrupção. A sua ausência diminui o impacto das políticas públicas na busca por soluções para os diversos problemas nacionais.
Nos últimos dez anos, Portugal foi descendo paulatinamente na classificação da TI. No início da década, a percepção da corrupção em Portugal era de 6,4, o que valia o 23º lugar na tabela. Desde então, o País nunca igualou tal classificação, apesar de ter melhorado o “score” de percepção da corrupção em alguns anos.
Os países onde a percepção da corrupção é mais baixa são a Dinamarca, Nova Zelândia e Singapura, que registam 9,3. Logo atrás estão a Finlândia e a Suécia, com 9,2. No extremo oposto estão o Afeganistão e Myanmar (1,4) e a Somália (1,1).
A corrupção que grassa na grande maioria dos países do mundo atrapalha a luta contra a instabilidade financeira, o combate à pobreza e os esforços para reverter as mudanças climáticas, afirma o relatório anual da ONG Transparência Internacional, publicado nesta terça-feira.
Mais de 20 países apresentam níveis mínimos ou nulos de implementação das regras, transmitindo uma mensagem errónea acerca do seu compromisso com a luta contra as práticas corruptas, nós incluídos.
Nos últimos dez anos, Portugal foi descendo paulatinamente na classificação da TI.
Por todo o mundo, a transparência e a prestação de contas são condições cruciais para restabelecer a confiança e inverter o flagelo da corrupção. A sua ausência diminui o impacto das políticas públicas na busca de soluções para os diversos problemas nacionais.
Por isso, o direito à dignidade e o combate à pobreza deviam ser um problema de JUSTIÇA.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Pois claro! Direito aos Direitos

A pobreza devia ser vista em Portugal como uma violação dos direitos humanos, para que os cidadãos tivessem a possibilidade de reclamar os seus direitos nos tribunais, defende o sociólogo Alfredo Bruto da Costa.
“Antes do mais, o problema da pobreza é um problema político”, sublinhou Alfredo Bruto da Costa, que hoje apresenta o livro «O Direito Internacional da Pobreza - Um discurso emergente», uma obra que reúne um conjunto de estudos do «Center For Research on Poverty», da ONU.
O ex-presidente do Conselho Económico e Social lembrou que é preciso que alguns direitos estejam consagrados na lei, de forma a que as pessoas possam recorrer à Justiça.
Ninguém tem dúvidas de que a pobreza é um problema/fruto das políticas.
Ninguém tem dúvidas de que a incompetência governativa também pode ser a origem.
Ninguém tem dúvidas que a igualdade, no direito à dignidade humana, deve ser reclamada.
Toda a gente se esquece que há uma Carta dos Direitos do Homem, subscrita voluntariamente pela maioria dos países e de que a ONU é a entidade fiscalizadora.
Porque não recorrer aos tribunais, para exigir esses direitos?