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terça-feira, 7 de setembro de 2010

"Ao fim de alguns anos é que uma pessoa percebe quanto custa realmente educar um filho."

É tempo de regresso às aulas e de fazer contas:
Há as matrículas;
As mensalidades;
As propinas;
O material;
Os livros escolares;
A alimentação;
O alojamento e
As actividades extracurriculares.
Gastos sem fim que os pais vão pagando, uns com mais ginástica do que outros.
A Pública foi conhecer quatro famílias e respectivas despesas com a Educação e quem quiser conhecer a primeira das famílias retratadas, esta da classe média lisboeta e com 3 filhos, é só clicar Aqui, ou no título da notícia.
Em cada caso e já neste, vai ser fácil perceber e sentir no bolso, a diferença de gastos entre a Escola Pública e uma Privada, uma das diferenças, mesmo quando se tem o Direito à primeira, com qualidade, mas cada um sabe de si...

Nem são os primeiros, nem serão os últimos inocentes condenados à morte

Quatro americanos inocentes que por várias razões passaram vários anos no corredor da morte e que decidem fazer o Caminho de Santiago são os protagonistas do novo local de Aquário.
O anúncio, criado pela agência espanhola Sra. Rushmore, conta como estes quatro inocentes, Ron, Derrick, Ray e Shujaa, empreendem uma viagem desde a sua cidade natal até Santiago, depois de terem passado entre 5 e 20 anos no corredor da morte, nos EUA e terem sido posteriormente libertados.
A nova campanha publicitária foi filmado durante todo o mês de Junho, nos 180 quilómetros entre Ponferrada e Santiago de Compostela. Para os quatro protagonistas foi a primeira vez que visitaram a Espanha, que faziam o caminho e para alguns também era a primeira vez que saíam do seu país.
O anúncio, dentro da linha de comunicação que leva a cabo a “Aquiarius”, transmite “o espírito de superação do ser humano" e "como, apesar das adversidades da vida, o ser humano é capaz de perdoar, voltar a confiar nele e nos seus semelhantes."
Para Felix Muñoz, director de Comunicação da Coca-Cola, a "Aquarius é uma marca com um perfil muito especial, construída na base de histórias maravilhosas, de gente que é capaz de fazer coisas surpreendentes". "Quando planeamos esta nova campanha queríamos transmitir toda a essência espiritual e de valores, que significam o Caminho de Santiago, contando-a através destas quatro pessoas que viveram uma situação limite na sua vida", assinalou o responsável da marca.
Sem comentários, embora seja um tema actual noutros cantos do mundo, exactamente por isso…
Condenar à morte, é condenar à morte, morrer, é morrer, matar, é matar, independentemente das coordenadas geográficas, das culturas ou civilizações! 
E que passe a publicidade...
Charles Fain
A 25 de Agosto de 2001, um americano, condenado à morte, que se encontrava há 18 anos no “corredor da morte” foi inocentado depois de testes de ADN e libertado de uma cadeia do Idaho.
Charles Fain tinha sido condenado à morte em 1982 pela violação e morte de uma menina de 9 anos. Na época, o FBI tinha feito valer que cabelos encontrados sobre a vítima eram dele. Mas os testes de ADN demonstraram que os cabelos não eram seus. Foi imediatamente libertado porque a principal prova contra Fain era a semelhança dos seus cabelos com os que foram encontrados sobre a vítima.


Não será contradição, ou contrafacção técnica?

Vieira da Silva disse que a economia paralela tem a vantagem de ‘dar emprego às pessoas’, mas sublinhou a fragilidade dessa situação, considerando normal que esta prática aumente em tempos de crise, mas não crê que tenha havido um crescimento muito significativo neste período."
Qualquer cidadão pensa, que a criação de emprego passa por aquilo que chamam de “economia real”, empreendorismo, investimento, planificação, macroeconomia… e outros chavões. Afinal a economia paralela também ajuda.
No entanto, parece que há fragilidades, que como não são identificadas, pensamos que tenha a ver com a falta dos “descontos” e direitos inerentes, o que prejudica as pessoas quando chega a idade da reforma. Mas… como a idade da reforma vai aumentando, o período dos “benefícios” cada vez é mais curto e a maioria dos homens nem vai gozar essa “mordomia”, que diferença lhes faz, se fizerem um PPR com os descontos?
Economia paralela vale 33,56 mil milhões de euros
O valor da economia paralela em Portugal atinge os 33,56 mil milhões de euros, mais do dobro do défice orçamental do ano passado, que, nos 15,5 mil milhões de euros, foi o mais alto registado no País.
Actualizado às 8h45

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O retrato da pobreza em Portugal (em inglês) - HOJE

O Relatório Conjunto sobre Protecção Social e Inclusão Social 2010 abrange uma série de áreas incluindo a política de inclusão social, habitação, cuidados de saúde, o impacto da crise económica sobre os regimes de pensões e de Governo.
O estudo analisa a situação social na UE27, antes e durante a crise económica e financeira e olha para as respostas iniciais dos Estados-Membros e as medidas tomadas para a recuperação. O relatório inclui também os perfis dos países em relação aos sem-abrigo e à exclusão habitacional de cada Estado-Membro.
Esta publicação está disponível no site da Comissão Europeia - Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades, em formato pdf e apenas em Inglês - AQUI
Para não perder a oportunidade, não houve tempo para fazer a tradução.
Se quiser ler apenas o que respeita a Portugal (em inglês)
PORTUGAL

Cultura biológica caseira, relaxamento e quem sabe, sustenta-habilidade

Modificar os Planos Directores Municipais - PDMs - oferecendo pequenos terrenos para se cultivar e promover hortas urbanas são outras formas de se desenvolver a agricultura e simultaneamente tendo-se uma ajuda com as contas de casa, uma actividade relaxante, uma melhor gestão dos solos e mais biodiversidade.
Na América Latina, ter uma pequena horta em casa é uma forma de evitar a pobreza extrema, com esta fonte de rendimento alimentar, com uma horta para plantar, uma galinha, um porco, de que podem aproveitar carne ou ovos.
Em Portugal, as iniciativas relacionadas com as hortas urbanas têm adesão, havendo casos em que as câmaras municipais avançaram com hortas urbanas e ficaram com os espaços reservados rapidamente, até houve lista de espera.
Além destes pedaços de "campo" na cidade, a presidente da Quercus recomenda a classificação de terrenos como zonas agrícolas, uma vez que não se sabe o que o futuro nos pode trazer: "Temos de preservar a capacidade agrícola, mesmo que agora não pareça importante", afirma.
Esta ideia nunca deixou de ser prática tradicional, pelo menos no Norte do país, não só pelas necessidades económicas, mas pela garantia da qualidade biológica do que se consome.
Mas não chega! As grandes áreas agrícolas, como tal classificadas. É que deveriam ser cultivadas, mesmo contrariando as directrizes, cotas e quejandos da EU, para que as importações reduzissem e o emprego e as exportações aumentassem.
Lembro-me que, logo que Barak Obama chegou à Casa Branca, poucos dias depois, Michele Obama criou, ela própria uma horta e aconselhou todos os americanos a fazerem o mesmo, não vá o diabo tecê-las.
Com o futuro que nos pintam, pelo menos para a sopinha dará, nem que seja de pedra…

A “mercantilização” do carácter no contexto familiar

Colocando o “seu olhar” no âmbito das relações familiares, a presente nota investiga a relação existente entre a nova forma de se organizar o tempo no actual capitalismo e a formação do carácter humano, assim como, o reflexo das contradições da filosofia neoliberal no pensar e no agir deste homem.
O individualismo, a noção de propriedade privada e o liberalismo económico são princípios que “sustentam” o mercado competitivo do sistema capitalista desde o século XV (ARAÚJO, 1998). Contudo, o século XX é marcado por um “novo” liberalismo. HAYECK (1987), economista inglês e pioneiro das ideias neoliberais, reitera o individualismo e a competição como a forma mais viável de organização social. Repele qualquer forma de intervenção estatal na economia e na vida política, instituindo que o progresso somente será alcançado através da total “liberdade” individual. Concebe, assim, as bases do que hoje se denomina de “neoliberalismo”.
Apesar da predominância dessa visão personalista, há outra lente que podemos usar para analisar o pensar e o agir do homem. Para isso, partimos do pressuposto de que o homem possui uma natureza sócio–histórica, constituindo-se através das relações sociais que estabelece no convívio em sociedade (MARX, 1980). Assim, as relações familiares também são concebidas a partir das condições materiais produzidas na sociedade. No capitalismo, as regras mercantis são factores relevantes, que condicionam a forma como essas relações serão instituídas. Há uma lógica mercantil (de trocas comerciais, lucros, estabelecimento de contratos e preservação da propriedade privada) regendo a sua estruturação, na medida em que “... a família é o produto do sistema social e reflectirá o estado de cultura deste sistema” (Morgan apud ENGELS, 1974: 91). De acordo com ENGELS (1976), esse facto pode ser constatado, por exemplo, na instituição da monogamia como uma forma de preservação da propriedade privada e de concentração de riquezas.
Nessa perspectiva, reconhece-se que as relações familiares são permeadas pelas contradições sociais que emergem do modo de produção capitalista. Os indivíduos tornam-se mais livres e competitivos, contudo, experimentam mais de perto a solidão e a falta de autonomia, pois o individualismo exacerbado gera a necessidade da companhia do “outro” para se (re)afirmar numa posição social de poder, disseminando assim a competição e o conflito de interesses. O impacto dessas contradições neoliberais no âmbito familiar revela-se, entre outros modos, na dificuldade de se estabelecerem metas a longo prazo. A disputa pelo poder, a infidelidade e a maneira superficial dos membros de uma família se relacionarem exprimem sempre a urgência com que os interesses individuais devem ser satisfeitos, geralmente em detrimento dos interesses grupais.
Segundo SENNETT (1999), é nesse contexto familiar que se encontra uma das principais condições sociais que inviabilizam a estruturação do carácter na actualidade. Para o autor, os indivíduos envolvidos reproduzem uma “forma neoliberal” de relacionamento humano, marcado pelo individualismo, competitividade e por um novo elemento do actual capitalismo, a flexibilidade, que atribui um carácter de “curto prazo” a todas as formas de relacionamento.
O autor define o carácter como uma experiência emocional, que cria referências duradouras passíveis de serem compartilhadas entre os homens, caracterizado pela durabilidade, pela confiança e pela lealdade, adquiridas a “longo prazo”. No entanto, o actual sistema capitalista é marcado pela volatilização do tempo, devido, em parte, aos intensos impulsos consumistas e a sua consequente necessidade do descartável / renovável, como também, pelas transformações tecnológicas e científicas impulsionadas pela “guerra competitiva” do mercado capitalista. Dessa forma, o imediatismo, a flexibilidade e a necessidade de constantes mudanças impostas pelo sistema capitalista inviabilizam a construção do carácter.
Ainda de acordo com SENNETT (1999), a inviabilidade da estruturação do carácter parece decorrer da nova forma de se organizar o tempo. No período pós-guerra, berço do neoliberalismo como visto acima, os sindicatos e a intervenção estatal ampararam o trabalhador. Havia a possibilidade de se calcular o quanto de dinheiro seria possível acumular durante determinado período. Porém, numa forma posterior do capitalismo as organizações flexíveis são facilmente decompostas e redefinidas, o incremento tecnológico e a organização em redes inauguram uma nova forma do homem se organizar no tempo e de estabelecer as suas relações familiares. Cria-se um contexto social cujas condições materiais não dão lugar (nem tempo) para o carácter se estruturar.
Assim, respaldados nas teorias anteriormente apresentadas, podemos analisar que os princípios individualistas e “separativistas”, voltados para a competição e desagregadores de laços afectivos duradouros, tanto familiares quanto sociais, inviabilizam e/ou dificultam a formação do carácter humano impondo exigências paradoxais na acção e no pensar humano.
Tatiana Colturato Festi - Graduanda do curso de Psicologia da Universidade Estadual de Maringá e hoje graduada em Psicologia e Trabalho com Terapia Floral e Reiki.
Nota – Quando saquei o texto da net, este estava devidamente endereçado, mas ao tentar referenciá-lo de novo, a página já não existia, razão porque apenas localizei a respectiva (eventual) autora.

Definições, mas… Haverá inter-relação ou incompatibilidade nesta mastaba?

Família, Empresa e Sociedade?
FAMÍLIA: A família representa um grupo social primário que influencia e é influenciado por outras pessoas e instituições. É um grupo de pessoas, ou um número de grupos domésticos ligados por descendência (demonstrada ou estipulada) a partir de um ancestral comum, matrimónio ou adopção. Nesse sentido o termo confunde-se com clã. Dentro de uma família existe sempre algum grau de parentesco. Membros de uma família costumam compartilhar do mesmo sobrenome, herdado dos ascendentes directos. A família é unida por múltiplos laços capazes de manter os membros moralmente, materialmente e reciprocamente durante uma vida e durante as gerações.
Podemos então, definir família como um conjunto invisível de exigências funcionais que organiza a interacção dos membros da mesma, considerando-a, igualmente, como um sistema, que opera através de padrões transaccionais. Assim, no interior da família, os indivíduos podem constituir subsistemas, podendo estes ser formados pela geração, sexo, interesse e/ ou função, havendo diferentes níveis de poder, e onde os comportamentos de um membro afectam e influenciam os outros membros. A família como unidade social, enfrenta uma série de tarefas de desenvolvimento, diferindo a nível dos parâmetros culturais, mas possuindo as mesmas raízes universais (Minuchin,1990).
EMPRESA: É um conjunto organizado de meios com vista a exercer uma actividade particular, pública, ou de economia mista, que produz e oferece bens e/ou serviços, com o objectivo de atender a alguma necessidade humana. O lucro, na visão moderna das empresas privadas, é consequência do processo produtivo e o retorno esperado pelos investidores. As empresas de titularidade do Poder Público têm a finalidade de obter rentabilidade social. As empresas podem ser individuais ou colectivas, dependendo do número de sócios que as compõem.
SOCIEDADE: Em Sociologia, uma sociedade é o conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade. A sociedade é objecto de estudo comum entre as ciências sociais, especialmente a Sociologia, a História, a Antropologia e a Geografia.
Apenas se tragam aqui definições de camadas da estrutura social em que, ainda, vivemos, fazemo-lo para melhor entendimento da publicação seguinte.
Há uma nota que devo fazer e que é confessar que se trata da republicação deste post e do seguinte (noutro blogue), que pela consulta constante e anormal que tem tido e por terem sido publicados por mim, acho-me no direito de os resgatar.

domingo, 5 de setembro de 2010

O Desporto é o processo mais democrático de convivência e interacção para a LUSOFONIA: "A união é mais forte que a vitória"

Vicente Moura mostrou-se convencido em como os II Jogos da Lusofonia, de 11 a 19 deste mês em Lisboa, será superior em qualidade desportiva, comparativamente a Macau 2006, "Podemos esperar uns jogos, em termos de qualidade, tanto no atletismo, onde teremos campeões olímpicos de Portugal e Brasil, bem como no futebol e no basquetebol, com selecções bastante fortes como Angola e Brasil", disse.
Todavia o Presidente do COP disse que gostaria que "todos os países e regiões participantes, 12, obtivessem medalhas, porque isso seria bastante bom para incentivar à participação e ao envolvimento, alargando a participação a outros Estados", ressalvando, todavia, que "os Jogos da Lusofonia destinam-se a unir e não exactamente a acrescentar problemas internacionais aos que já existem e são uma oportunidade transversal para a aproximação entre os povos, sem discriminações raciais, políticas e sociais".
A partir desta segunda edição, os Jogos da Lusofonia passam a decorrer de 4 em 4 anos, sempre no ano seguinte ao da realização dos jogos olímpicos de Verão (2013).


Conheci Vicente Moura, enquanto Presidente da Federação Portuguesa de Natação, quando eu era Árbitro da modalidade. Tendo sido militar, a afabilidade, a memória visual que lhe permitia conhecer todos os agentes desportivos e a autonomia que reconhecia e praticava em relação a todos os órgãos federativos, granjeou-lhe a estatura que o fez Presidente do COP, apesar das últimas “cabalas”. Diria que é o homem certo, para o lugar certo.
Das suas palavras se inferem objectivos alargados, que vão para além do desporto e que irão contribuir, de forma consistente, para a sedimentação de uma cultura, em que a língua é, realmente, a nossa pátria, mas em que o companheirismo, sem intelectuais, renderá mais do que as palavras bonitas, que nos empolgam, mas não nos (re)ligam.
Sorte para os melhores e sucesso para os menos bons!.

A roleta (russa), a especulação (futuros) e as energias alternativas (com alimentos)

A FAO – Organização para a Alimentação e a Agricultura da ONU convocou uma reunião de emergência para discutir as implicações dos aumentos de preços internacionais dos alimentos. A decisão surgiu logo após o PM russo, ter anunciado a extensão da suspensão de exportações de cereais pela Rússia, medida que deverá aumentar ainda mais os preços e podem ter implicações na segurança de países pobres.
Este foi o caso de Moçambique com a revolta popular, também por causa do pão (para que se entenda);
Há 2 anos, registaram-se motins alimentares em vários países, incluindo Moçambique e Egipto.
Dado o nível da pobreza, em muitos países em desenvolvimento (um verdadeiro eufemismo), mesmo um pequeno aumento dos preços pode provocar agitação social.
Segundo a FAO, o índice da de preços globais de alimentos, que abarca 55 produtos, atingiu em Agosto o seu nível mais elevado dos últimos dois anos, subindo 5%, a subida mais abrupta desde Novembro de 2009.
A concorrência dos biocombustíveis é outro factor a afectar os preços mundiais.
A notícia começa a ser cíclica, tendo começado há 2 anos, com a 1ª especulação bolsista (e com os “futuros”) sobre o preço dos alimentos;
A ONU, Organização das Nações Unidas, não projecta nos países que a geraram e que dela fazem parte, a consciência social a que estão obrigados, por protocolos/programas assinados livremente, de boa vontade e de “boa-fé”;
A FAO não diz tudo sobre a Agricultura e os Alimentos, porque desde o seu Presidente a altos funcionários, já denunciaram que, mundialmente, se produz mais do que se consome para as necessidades mundiais;
A substituição dos combustíveis fósseis (que não se podem comer) por biocombostíveis (que derivam de alimentos básicos imprescindíveis em muitos países), já deram provas de que não é a melhor solução, mas faz aumentar umas centésimas de lucro na bolsa, só para os especuladores;
Já há alternativas viáveis e em curso, para substituir os combustíveis fósseis e os bio;
Enquanto não houver regulamentação, neste, como em todos os sectores, para uma globalização benéfica para todos, andamos a brincar aos jogos de casino e a “coisificar” a dignidade humana.
Com a FOME (dos outros) não se brinca, ou melhor, não se pode brincar, por ser a “espoleta” que pode rebentar na mão de quem a manipula (memórias de quem foi artilheiro)…
E é assim que se quer atingir os ODM em 2015?

Educação Básica de qualidade para todos? – 2º Objectivo de Desenvolvimento do Milénio

Os apoios sociais às famílias e o que podem perder com os novos limites às deduções com despesas de educação no IRS, face ao próximo Orçamento do Estado nesta área, são as principais preocupações dos pais e das Confederações que os representam.
A Confederação Nacional das Associações de Pais - CONFAP - deseja que não se perca “nenhuma das conquistas” dos últimos anos em termos de política educativa.
A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação – CNIPE - considera que a educação está a ser “hipotecada”, num país “já hipotecado por natureza”.
As confederações de pais e encarregados de educação estão a receber queixas relativas à compra de manuais escolares por haver livrarias a impor a venda simultânea de fichas e CD que podem ser adquiridos separadamente por quem o desejar.
A CONFAP alerta que os encarregados de educação podem recusar-se a adquirir qualquer material sem saber junto das escolas se é efectivamente necessário.
Contactada pela agência Lusa, também a CNIPE afirmou estar a receber “muitas queixas” pelo mesmo motivo.
  1. Erradicar a pobreza extrema e a fome
  2. Alcançar a educação primária universal (Meta - Garantir que, até 2015, todas as crianças, de ambos os sexos, tenham a oportunidade de completar um plano de estudo de escolaridade primária completo.)
  3. Promover a igualdade do género e capacitar as mulheres
  4. Reduzir a mortalidade infantil
  5. Melhorar a saúde materna
  6. Combater o HIV/SIDA, a malária e outras doenças
  7. Assegurar a sustentabilidade ambiental
  8. Desenvolver uma parceria global para o desenvolvimento
 a)     A publicidade na formação (educação) para o desenvolvimento pessoal e nacional, contradiz-se nas medidas governamentais, desresponsabilizando o Estado nesse seu objectivo e passando a bola para os pais. A isto chama-se incoerência prática e inconsistência ideológica;
b)     A falta de regulação e a aposentação da ASAE, só pode gerar o abuso e a impunidade e “quem se lixa é o mexilhão”;
c)     Compromissos internacionais, promessas, promessas, promessas...
d)      E ainda por cima, há na mesa, ou agenda (é mais chique) uma ameaça de proposta de retirar da Constituição Portuguesa, este compromisso, esta promessa, este DIREITO básico de igualdade e cidadania.
"Vade retro…"