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terça-feira, 10 de junho de 2014

70 anos depois, os vencedores e a vencedora, 70 anos depois…

Sei lá! Faz-me uma certa impressão saber que na foto estão os vencedores de há 70 anos e no meio, sem se distinguir, os vencedores passados 70 anos… Se não, por que se juntariam às celebrações da “derrota”, mesmo de preto?
Para não esquecer:
Em 8 de junho de 1935, o Ministério do Interior do Reich divulgava a 4.ª lista com nomes de pessoas que perdiam a cidadania alemã, incluindo nomes famosos como Bertolt Brecht e Erika Mann.
A 4.ª lista de desnacionalizados pelo regime nazi foi divulgada em 8 de junho de 1935. Nela constam os nomes de 41 pessoas, entre elas, personalidades como os escritores Erika Mann e Bertolt Brecht e o jornalista Karl Höltermann. Todas foram declaradas indignas de manter a cidadania alemã. Por outras palavras: desde aquele 8 de junho não eram mais cidadãos alemães.
A base para a retirada da cidadania de pessoas contrárias ao regime tinha sido estabelecida já meio ano após a ascensão dos nazis ao poder, com a Lei sobre a revogação da naturalização e a privação da nacionalidade. A lei retirava todos os direitos políticos dos atingidos, e a pessoa que perdia a cidadania alemã não era mais protegida pelo Estado.
Entre as primeiras vítimas da desnacionalização promovida pelos nazis estavam os escritores Heinrich Mann e Kurt Tucholsky (que se matou no exílio, na Suécia), Erich Weinert e muitos outros. Todos foram condenados ao expatriamento. A justificação para a lei era que as pessoas por ela atingidas tinham faltado ao "dever de fidelidade ao Reich e ao povo."
Na prática, a cidadania era cassada mesmo sem justificações concretas. No caso de políticos e escritores, bastava estar no esttangeiro. O património dos cassados era, naturalmente, confiscado – uma boa oportunidade para o enriquecimento dos seguidores de Hitler.
Até 1938, os nazis divulgaram mais de 80 listas, contendo 5.000 nomes de expatriados. No total, a expatriação atingiu 40.000 pessoas – um número que não inclui, entretanto, os judeus deportados pelos nazis. Todas puderam voltar a requerer a cidadania alemã depois da II Guerra Mundial. Atualmente, o artigo 16 da Lei Fundamental Alemã proíbe a cassação da cidadania.
O Analfabeto Político
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguer, dos sapatos e dos remédios, dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e enche o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, desonesto, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
Bertolt Brecht

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