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terça-feira, 29 de março de 2011

Honra para a arquitectura PORTOguesa

A Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP) não esconde o orgulho: com a atribuição do Prémio Pritzker a Eduardo Souto de Moura, são já 2 os antigos estudantes e professores da FAUP a vencer o mais importante galardão da arquitectura (o outro é Siza Vieira, distinguido em 1992).
Souto de Moura já foi professor da FAUP e iniciou funções este ano lectivo como professor catedrático convidado. “É uma enorme honra ter o professor Souto Moura integrado no corpo docente”, diz João Pedro Xavier, vice-director da FAUP. “Estamos felizes por ele. Tem uma obra que justifica plenamente”.
A notícia surgiu primeiro num site espanhol especializado em arquitectura e a certeza chegou ao final da tarde com o anúncio oficial.
“Isto é a confirmação daquilo que é o ensino da escola de arquitectura do Porto, refere o professor, que lembra que Fernando Távora foi mestre de Siza, que, por sua vez, se tornou mestre de Souto Moura. “Há uma linha de continuidade que vem confirmar a qualidade da arquitectura que se faz aqui”, conclui.
Em ano de celebração do seu centenário, a Universidade do Porto torna-se assim a primeira instituição de ensino superior a contar entre os seus quadros de professores e antigos estudantes com 2 premiados por um dos mais importantes galardões internacionais”, diz a UP em comunicado.
 “A atribuição deste prémio, cujo estatuto se assemelha, no âmbito da arquitectura, ao Nobel, é, em primeiro lugar, o justo reconhecimento de um trabalho que vem a desenvolver há anos com enorme coerência, determinação e sensibilidade. É também uma honra para a arquitectura portuguesa que, depois do mesmo prémio atribuído ao arquitecto Álvaro Siza em 1992, um arquitecto português volte a integrar a lista que nos últimos 30 anos reúne os mais notáveis arquitectos mundiais”, diz José Fernando Gonçalves, presidente da Ordem dos Arquitectos – Secção Regional do Norte (OASRN) em comunicado.
A notícia basta para me sentir triplamente satisfeito: português, arquiteto, esbap.

Ecos da blogosfera – 29 Mar.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Os germanos não a querem e quer ela mandar em nós!

Verdes ganham Governo de um estado federado pela primeira vez
O partido de Angela Merkel sofreu mesmo a bofetada eleitoral que temia: a perda do estado federado de Baden-Württemberg, que a CDU governava há 58 anos. Foi o culminar de uma série de gafes e posições do Governo difíceis de explicar aos cidadãos, como a abstenção da Alemanha na ONU sobre a Líbia e a decisão de Merkel de suspender a actividade de 7 centrais nucleares - algo que o próprio Helmut Kohl veio classificar como "uma demasiado apressada e solitária saída alemã da energia nuclear".
Em Baden-Württemberg, a vitória coube aos Verdes, parceiros maiores numa coligação com os sociais-democratas do SPD. Juntos, obtêm 47,3%, enquanto os cristãos-democratas da CDU de Merkel, aliados aos liberais democratas (FDP) que são seus parceiros também no Governo nacional, se ficam, juntos, por 44,3%.
É a primeira vez que os Verdes obtêm o governo de um estado federado, mas em Baden-Württemberg os sentimentos antinucleares são fortes. É lá que fica uma das centrais mandadas encerrar abruptamente por Angela Merkel, poucos dias após o acidente nuclear de Fukushima 1, no Japão - a ideia é avaliar, até Junho, a segurança das mais velhas centrais, mas Merkel sugeriu que podem nem voltar a abrir.
Este gesto foi interpretado como uma prepotência pelos alemães - e, mais, como um aproveitamento político da tragédia do Japão. Pois se, ainda no ano passado, Merkel tinha aprovado o prolongamento do envolvimento da Alemanha com a energia nuclear, abandonando o decidido pelo anterior Governo de SPD/Verdes, de desligar de vez as centrais em 2020.
Outras crises, no entanto, ajudaram a estragar a imagem do Governo:
O facto de a Alemanha se ter abstido na ONU quando se decidia as medidas a tomar para impor uma zona de exclusão aérea na Líbia.
A saída do Governo da sua estrela política, o ministro da Defesa, acusado de plágio.
O projecto de uma linha férrea gigante, chamado Estugarda 21, que mobilizou um protesto liderado pelos Verdes - e que lhes pode bem ter valido a vitória em Baden-Württemberg.
"Isto é um desastre para a CDU e haverá grandes discussões dentro do partido", comentou Thorsten Faas, professor de Política na Universidade de Mannheim, no estado de Baden-Württemberg. Mas a liderança de Merkel não está em risco, pelo menos no imediato, pela falta de candidatos para lhe disputar o lugar.
Embora a demissão de Sócrates tenha agradado à grande maioria dos portugueses, estas derrotas da Sra. Merkel, do seu partido, do partido com que faz maioria, mas sobretudo das práticas políticas, deu um gozo especial, porque se nem os seus compatriotas a querem, por que havemos nós de a aguentar?
Mas há muitas ilações que se podem tirar, que não são exatamente, ou apenas as que a notícia reporta, já que dizem respeito a questões regionais/nacionais, embora algumas com reflexo da política internacional
O nuclear, certamente que foi um dos pontos fortes para a derrota, não só porque os alemães, há muitos anos que contestam esta opção energética, constantemente, não se deixaram ir na “conversão” repentina da Sra. Merkel, quando mandou encerrar as 7 centrais…
A questão da Líbia não deve ter tido muita influência, já que os alemães não são lá muito solidários com os outros e olham muito para o seu umbigo (mais bonito que os nossos)…
Faltou na notícia qualquer apontamento sobre a crise, que deve ter tido grande peso no voto, ainda pela falta de solidariedade com “aqueles países periféricos do sul”, que nos deve deixar de pé atrás, lá para 2013, aquando das eleições nacionais.
Mas, há algo de promissor com a vitória dos Verdes, que não devem ser de direita (e que já formaram coligação com a Sra. Merkel), que por isso nos permite abrir uma janela de esperança, quanto à solução da crise, que tem que ter um quadro mais humanista, que a CDU e a FDP não tem demonstrado. Infelizmente, parece que a Sra. Merkel não tem opositores, daí que, provavelmente a vamos ter como protagonista, num drama mais comprido e mais doloroso para a UE…
Nota curiosa, é ter ganho um partido de esquerda (que já foi pequeno e mal amado), quando aqui os nossos comentaristas, mesmo MRS, excluem à partida o BE e o PCP de fazerem parte de qualquer solução governativa, numa discriminação política e até pragmática (como eles gostam, quando lhes convém) e só vêem soluções com os partidos de direita (este PS incluído), que nos tem governado desde sempre, com os resultados brilhantes que temos e pelos quais sofremos…

A reatividade dos radioativistas…

A radioactividade detectada numa amostra de água que saiu do reactor n.º 2 da central nuclear de Fukushima é 10 milhões de vezes mais elevado do que o nível normal num reactor em bom estado.
Os níveis obrigaram à interrupção dos trabalhos de reparação do reactor e ao adiamento das operações de bombagem de água.
O Japão desmente que tenha sido registada uma radioactividade muito forte no reactor nº 2 da central de Fukushima.
A informação inicial apontava para níveis 10 milhões de vezes acima do normal, mas o vice-presidente da eléctrica japonesa já desmentiu, pedindo desculpa pelo erro, que causou grande apreensão dentro e fora do país e garante que tudo vai fazer para que um erro como o de hoje não se repita.
Não é por ter a mania de que nestas coisas não se pode errar, como parece ser o caso, mas por tanto?
Assim percebe-se que o rigor que os defensores do nuclear propagandeiam é só bluff!
Quem nos garante que as medições nas outras Centrais espalhadas pelo mundo são corretas, se estão sujeitas a estes mesmos erros? Por isso o silêncio é a alma deste negócio…
Mas, em termos de informação, o que faz espécie é desmentirem que os níveis de radioatividade fossem 10 milhões de vezes acima do normal, sem dizerem qual era o nível exato. E pode? Mesmo no Japão, que é mesmo rigoroso no que planeia e faz?
O que acontecerá nos outros países mais pragmáticos?
E por causa do nuclear, a Sra. Merkel acaba de perder mais umas eleições regionais, em Baden-Wurttembergna, onde detinha o poder há 58 anos, ganha pelos Verdes, mesmo depois de mandar encerrar 7 centrais para inspeção, mas não foi a tempo…
Medo dos efeitos do vazamento de material radioativo já chegou à Europa

Estão a por toda a “nossa” União Europeia à rasca!

Manifestação de 26 de março, em Londres
Milhares de pessoas participaram, este sábado, em Londres, numa manifestação contra os cortes de gastos e as medidas de austeridade promovidas pelo governo de coligação britânico. A "Marcha para a Alternativa" já foi considerada a maior da última década.
As centrais sindicais estimaram uma adesão de cerca de 500.000 pessoas. Mais de 800 autocarros e 10 comboios foram colocados à disposição para levar pessoas de outras cidades até Londres. O protesto decorreu sob vigilância de 4.500 polícias que, apesar disso, não conseguiram evitar confrontos.
A marcha foi convocada pelos principais sindicatos britânicos em Outubro para coincidir com a semana da apresentação do orçamento (apresentado há 3 dias) e também com a altura em que muitos cortes orçamentais começaram a surtir efeito. O desfile começou na estação de Victoria Embankment e foi até ao Hyde Park, local escolhido para o comício.
O líder da oposição trabalhista, Ed Miliband, acusou o governo de fomentar "políticas de divisão" que relembram os anos 80 de Margaret Thatcher.
O secretário-geral do Trades Union Congress, plataforma que reúne 58 dos principais sindicatos do país, congratulou-se pela resposta ao apelo. "Estamos aqui para enviar uma mensagem ao governo: somos fortes e unidos", afirmou, prometendo continuar a lutar contra os "cortes selvagens" e para proteger "os serviços, empregos e vidas das pessoas".
O secretário-geral do Unite, o maior sindicato envolvido no protesto, defende que o governo tem de ser corajoso. "A nossa alternativa é focar as medidas no crescimento económico através da justiça tributária. Se o governo fosse suficientemente corajoso, acabaria com a evasão fiscal (28,5 mil milhões € por ano)."
Se um país “pobre” como o nosso protesta pelas medidas do nosso governo “socialista”, como se compreende que um país “rico” proteste contra as mesmas medidas de um governo “conservador”? Ou o Socialismo luso não se diferencia do Conservadorismo inglês, ou tem em comum o chamado pragmatismo (a 3ª via inventada pelo Blair dos copos), ou é o POVO que está todo enganado. E como não se pode mudar o povo, tenta-se mudar de governo. Mas como não há diferenças nas medidas, conforme as diferenças ideológicas dos proponentes, o povo, mesmo unido, há de ser sempre vencido. Sempre?
Apesar de esta notícia contar 500.000 participantes, outras notícias variam o número, desde os 200.000. Outras notícias acentuam como “mais importante” algumas escaramuças, tão graves como as das eleições do Sporting. Critérios, que nós por cá também constatamos…
Afinal, lá como cá, como em todos os outros periféricos, a recessão planeada, a evasão fiscal dos que mais tem e o povo a pagar a crise.
Não há dúvidas de que a COISA é mesmo orquestrada…  

Ecos da blogosfera – 28 Mar.

domingo, 27 de março de 2011

A trama de notícias de hoje, que nos tramará amanhã!

Como se começa a perceber, “Este 'timing' é o pior para Passos e o PSD”, mas pelo que se vai vendo e sobretudo ouvindo, este, ou outro não tornaria as coisas melhores para os portugueses, eventualmente para o partido.
Depois do pedido de demissão de Sócrates e de os media terem culpado os partidos políticos da desvalorização de tudo que é português, Passos: a crise política "não justifica" baixa do rating. Claro que não, porque as curvas eram todas descendentes, porque o Mercado assim impunha, o mesmo Mercado que ilumina PPC.
No entanto, parece que Passos Coelho queria um PEC ainda mais duro, seguramente proposto pelo atual governo, para não ser responsabilizado por isso. Como não foi proposto e dadas as circunstâncias, Passos Coelho admite “empréstimo temporário”, não se sabe se ao FEED, se ao FMI e à cautela Passos faz “leitura benigna” do FMI, de que "Portugal faz parte do FMI" e até diz que este governo de gestão o pode fazer.
Convenhamos que não foi feliz com A primeira má notícia que deu Passos Coelho e ainda por cima porque Passos compromete-se com impostos em Bruxelas. Deputados do PSD contra, mas não todos e muito menos os Barões do costume e outros mais recentes.
Para começar, Passos Coelho prepara subida do IVA e sem se perceber como, Passos promete estratégia de médio prazo "com mais justiça" e Passos promete distribuir "sacrifícios com mais equidade", embora a equidade nos sacrifícios signifique desigualdade, porque não ganhamos todos o mesmo.
Ao mesmo tempo que Passos admite aumentar impostos e pede maioria absoluta, se tiver essa maioria absoluta, para que será necessário, como se diz, que Passos Coelho, deve fazer Governo a três?, se a seguir vem dizer que o PSD inclui PS numa solução pós-eleitoral, mas sem Sócrates, quando Sócrates foi reeleito secretário geral do PS com 93,3%?
Se Sócrates e Merkel querem que PSD se comprometa com mais austeridade e se PPC está de acordo, daí não virá problema para ele e o seu partido, mas virá para os portugueses, já que Passos Coelho espera que Portugal não recorra a ajuda externa, pelo que se conclui que somos mesmo nós que teremos que pagar os submarinos à Sra. Merkel, razão porque Merkel pede a Passos para esclarecer como reduzirá défice, só por curiosidade, porque a Sra. está-se nas tintas, desde que lhe paguemos, não os submarinos que foram comprados com pré-pagamento.
Nota - Pelo que se vai ouvindo dia a dia, quase hora a hora, seria de todo conveniente que PPC não falasse mais, até ter daqui a um mês as soluções "definitivas”, para não parecer que também é dos que navega à costa e não nos deixar perplexos com tanta criatividade e tanta contradição, que só pode significar imaturidade e não deixar que os Barões comecem a falar, para não se criar a confusão geral…
O texto foi escrito com base em vários títulos de vários jornais de hoje, permitindo-me fazer uma trama “lógica”, que qualquer outra pessoa podia reconstruir, com outra “lógica”.
Fica aqui o desafio.

Para estes lados, a leitura vem de carrinha.

Nuno Marçal, de 36 anos, é um dos nomeados ao prémio sueco Astrid Lindgren Memorial (ALMA) de 2011, que distingue escritores, organizações e personalidades de todo o mundo que promovam a leitura e a literatura infantis. O vencedor é anunciado na terça-feira, no decorrer da Feira do Livro de Bolonha, em Itália.
O português é o responsável pela criação de uma pequena biblioteca ambulante, instalada na carrinha que diariamente conduz pelo concelho de Proença-a-Nova. Os livros, jornais e DVDs que ali transporta são requisitados sobretudo por pessoas mais velhas, algumas de aldeias mais remotas.
"É o que eu gosto de chamar os medicamentos e as aspirinas contra a solidão e o isolamento", declarou o bibliotecário à agência Lusa. "Há três aldeias onde só vou por causa de uma pessoa", revelou.
Nuno Marçal está convicto que não vai vencer o prémio, por ter concorrentes de peso e porque o seu trabalho não está diretamente ligado à promoção de leitura para os mais novos: "É um orgulho enorme estar naquela lista de finalistas, mas não acredito muito que ganhe. É um estímulo para continuar a fazer o meu trabalho aqui na promoção da leitura".
Licenciado em Sociologia e com uma pós-graduação em Ciência Documentais, Nuno Marçal já foi premiado em Espanha pela Associação de Profissionais de Bibliotecas Móveis.
Em agosto estará em Turku, Finlândia, Capital Europeia da Cultura, para falar do assunto a convite de um festival que celebra os 50 anos da existência de bibliomóveis no país.
É de sublinhar a ideia do município, mas sobretudo a dedicação do protagonista, que sem peneiras, com esforço e dedicação leva a leitura a quem dela (não) precisa e lhe faz falta. Ler+ nunca fez mal a ninguém e no caso pode abrir mais os horizontes a quem os vê ao longe.
Se vai ganhar o prémio? Provavelmente, porque nestas coisas, em regra o minimalismo dos instrumentos e processos contam mais do que a sofisticação dos meios disponíveis.
Fazemos votos para que sim, porque o conteúdo é de todos nós…

Nuno Marçal tem um blogue: o papalagui

Quentinhas, curtas e de muito mau gosto!

O secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho, afirmou hoje que as energias renováveis não são uma questão de caridade, mas de competitividade e que será mais competitivo quem tiver mais renováveis.
O governante comentou desta forma a ideia defendida pelo empresário e promotor da energia nuclear Pedro Sampaio Nunes, segundo o qual faria sentido instalar em Portugal uma central nuclear e criar uma taxa especial para que esta forma de energia financiasse as eólicas.
Para Carlos Zorrinho, a energia nuclear e outras “energias maduras” devem fundamentalmente financiar a sua própria evolução tecnológica.
Esta até tem graça, mas não merece comentário! Mesmo em cima da hora do desastre de Fukushima?
Por isso há quem defenda o contrataque, mas nem no futebol resulta sempre.
40 crianças que trabalhavam numa fábrica de componentes eletrónicas na cidade chinesas de Shenzhen – centro da indústria tecnológica do país – foram resgatadas pelas autoridades.
Os menores, com idades entre os 12 e os 14 anos, eram todos de uma localidade a sudoeste da China (Mianning) e trabalhavam há três meses para a empresa Megatrend Electronics durante 13 horas por dia a troco de cinco yuan (0,54 €) por hora.
Os responsáveis da fábrica, que produz adaptadores para “bluetooth” e chaves eletrónicas, argumentaram que os menores, contratados através de uma agência, tinham documentos falsos que lhes atribuíam 16 anos (idade legal para se trabalhar na China).
Responsáveis do Governo local informaram que as crianças serão enviadas para casa, mas não anunciaram possíveis sanções para a empresa que os contratou.
Segundo ativistas contra a exploração infantil, o uso de menores em fábricas no sul da China é uma prática normal há vários anos, especialmente em setores como o têxtil, e as autoridades fazem “ouvidos moucos” às denúncias.
E até não ganhavam mal, 7,02 € por dia!
E são estes os exemplos de economias emergentes, que submergem as nossas economias e nos querem impor como os novos paradigmas do mundo laboral…
Já percorremos estes caminhos e por este andar, quem sabe se voltarão a ser percorridos…
O primeiro-ministro da Papua-Nova Guiné, Michael Somare, foi suspenso de funções por 2 semanas, depois de ter sido considerado culpado de irregularidades numa declaração de bens financeiros, anunciou a porta-voz que é também sua filha.
Um tribunal especial composto por três juízes considerou que Somare preencheu de forma incompleta e tardia, documentos financeiros anuais. Dois dos juízes pronunciaram-se por uma suspensão durante 14 dias, enquanto o terceiro queria a demissão do chefe do Governo.
"É a maioria que ganha e foi por isso a opinião dos dois juízes que prevaleceu", disse Betha Somare, porta-voz e filha do primeiro-ministro. A suspensão decorrerá já na primeira quinzena de abril.
E foi na Papua! Por cá já tem acontecido o mesmo, resmas de vezes, mas é sempre tida em consideração a declaração de amnésia temporária. Caso contrário, muitos lugares de políticos ficariam vagos e em alguns casos não haveria quórum…
Actualizado à 12H25 de 27/03/11
Faltava ainda esta, talvez a mais sensaborona:
A assembleia geral de 18 de Abril vai eleger novos órgãos sociais. Mais ex-ministros do PS e do PSD entram no conselho geral de supervisão.
Mais ex-ministros do PS e do PSD entram no conselho geral de supervisão. Ah! Ah! Ah!

Ecos da blogosfera – 27 Mar.

Raul De Leoni (poeta brasileiro)