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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ecos da blogosfera




O milagre do Aumento da nossa Produtividade: TRABALHAR MAIS, PELO MESMO DINHEIRO!

A crise foi mais branda em Portugal comparativamente a muitos outros países europeus porque o esforço dos trabalhadores foi maior, permitindo às empresas aumentar a facturação e, assim, contribuir mais para o crescimento da economia, conclui um estudo da Comissão Europeia.
Os economistas da Comissão mostram que Portugal foi dos poucos países que se ajustaram e pagaram a crise através de uma destruição de emprego em larga escala. Pior do que Portugal, só Espanha. O primeiro-ministro José Sócrates tem defendido que "a economia portuguesa foi a que melhor resistiu à crise, basta olhar para os números".
Quem manteve o emprego passou a trabalhar mais - o número médio de horas de trabalho por pessoa aumentou - e isso salvou a economia. A produtividade acompanhou, pois menos pessoas conseguiram criar mais riqueza.
Dados recentes do INE mostram que aquele aumento da produção não está a ser acompanhado a nível salarial. Os ordenados estão a caminho de uma estagnação, havendo profissões (as mais qualificadas, por exemplo), onde os cortes do salário líquido mensal nominal são já uma realidade.
Na semana passada, a OCDE projectou um prolongamento deste modelo de compressão sobre os trabalhadores por mais 5 anos, pelo menos. Segundo a instituição, o emprego tenderá a diminuir, mas quem se mantiver empregado deverá produzir sempre mais, ano após ano.
Ora cá está o grande milagre do aumento da produtividade em Portugal: trabalhou-se mais pelo mesmo dinheiro, ganhou o PAÍS e ganhou o PATRÃO, perdeu o TRABALHADOR e aumentou-se o DESEMPREGO.
Assim também eu! Não é preciso curso de Economia, basta ter uns media que ajudem a espalhara INSTABILIDADE e um corpo policial que mantenha a ESTABILIDADE.
É só merceeiros e açambarcadores de mão-de-obra, aqui e na EU, como na Ásia, com o CÓDIGO DE TRABALHO em vigor. Para que mudá-lo?

Diziam que a JUSTIÇA estava mal. E confirma-se!

João Correia aponta a coexistência de “duas culturas distintas dentro do Ministério da Justiça”: uma cultura é política, no sentido parlamentar do termo, e outra cultura judiciária, no sentido da vida dos tribunais, dos processos e do equipamento judiciário.
O secretário de Estado demissionário, que se inscreve nesta cultura judiciária, considera que a duplicidade originou “alguns mal-entendidos”, embora não tenham sido determinantes nem justificativos da sua saída.
“Essas duas culturas não são muitas vezes sobreponíveis”, em alusão aos desentendimentos com o também secretário de Estado José Magalhães.
Formalizada na segunda-feira, a sua demissão só foi hoje divulgada porque não quis “criar ruído” aquando da votação do Orçamento para o próximo ano, explicou o governante demissionário.
Sindicato dos Magistrados aponta domínio de vertente política
Em reacção à demissão do Secretário de Estado, o dirigente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, João Palma, diz: "É de lamentar a sua saída porque ela, de alguma forma, representa o soçobrar de uma vertente reformadora no Ministério da Justiça".
De acordo com o magistrado, verifica-se desde Outubro "uma sobreposição da vertente política à vertente reformadora, que era protagonizada por João Correia".
Sublinhando a "muita experiência e elevado conhecimento da prática judiciária" do demissionário, João Palma nota: "há muitas (reformas) que a justiça precisa e que estão por fazer", tanto a nível penal como civil e acrescenta que a reforma do mapa judiciário "está paralisada".
Ministro da Justiça assume pasta
Esta saída foi a primeira baixa no Executivo de Sócrates.
"A demissão do secretário de Estado da Justiça está aceite" e o ministro "assumirá as competências que lhe estavam delegadas", refere o Ministério da Justiça.
Dizia-se, diz-se e há-de continuar a dizer-se que, a Justiça…
Agora ninguém tem dúvidas de que há fumo e que há dois fogos, ou melhor, um fogo e um contra-fogo, que pelos vistos tem vencedores e vencidos.
E mais, ficou a saber-se que o vector político da Justiça ganhou, apesar de se negar a politização da Justiça e de se querer impedir a “justicialização” da Política.
Tretas…

Estão a fazer-nos a cama “à espanhola” e nós a vermos

O Governo irlandês e a missão de especialistas europeus e do FMI chegaram a acordo sobre as grandes linhas de um plano de ajuda de 85 mil milhões de euros a Dublin, destinado nomeadamente aos bancos.
Parte da ajuda, mais concretamente 35 mil milhões de euros, deverão ser investidos nos Bancos irlandeses, a braços com dívidas elevadas depois de ter rebentado uma bolha imobiliária, revelou fonte diplomática. A quantia restante deverá ser encaminhada para o Estado irlandês, que viu o seu défice aumentar para 32,1% do PIB.
35 mil milhões de euros, para a Banca irlandesa e 50 mil milhões para o Estado irlandês, o que soma 85 mil milhões, que os cidadãos irlandeses vão ter que pagar.
Em todo o lado, os contribuintes dão géneros aos “Bancos Alimentares” contra a fome dos mais pobres e dão dinheiro aos Bancos contra as dívidas dos mais ricos.
Alguma coisa não bate certo e nós vamos calando.
Os ministros das Finanças da Zona Euro felicitaram Portugal pela aprovação do OE 2011, mas pediram que Lisboa tome “medidas concretas” para alcançar as metas orçamentais definidas.
O responsável europeu explicou em seguida que Portugal “está a preparar uma agenda de crescimento que inclui reformas estruturais importantes no mercado de trabalho”. “Concordámos com isso e encorajámos Portugal a intensificar essas reformas, e estamos prontos para ajudar Portugal, em cooperação com as autoridades do país”, concluiu Rehn.
Uns senhores que não foram eleitos por ninguém e mostram um sadismo qb, felicitaram Portugal pelo venenoso OE 2011, mas pediram medidas concretas…
Então o OE não é um documento de medidas concretas? É, mas…
Portugal está a preparar uma agenda de crescimento, que inclui reformas estruturais importantes no mercado de trabalho e estamos prontos para ajudar, em cooperação com as autoridades do país.
Ou seja, vão tentar impor as propostas esclavagistas que circulam por aí, até ganharmos tanto como os trabalhadores asiáticos, com tantos direitos quantos ele têm.
O império dos porcos está em movimento, sem oposição… Se vão fazer-nos isso, em cooperação com as autoridades do nosso país, logo que possível, temos que escolher bem a quem vamos passar a PROCURAÇÃO.
O silêncio de Teixeira dos Santos, à saída da Reunião, quer dizer muito. Adivinhe-se…
O ministro da Economia alemão, Rainer Brüderle, assegura que os casos da Grécia e da Irlanda estão "no limite" para a Alemanha, que "não pode ajudar a salvar nenhum outro país em caso de emergência".
Brüderle clarificou que uma decisão rápida no caso da Irlanda "era necessária para evitar o perigo de contágio." E rejeita especulação sobre um possível efeito dominó sobre outros países da UE e estabelece expressamente que "a Espanha e Portugal, fazem todo o possível para controlar o seu orçamento".
Pronto! A Alemanha não gasta mais euros com fracos defuntos e se Portugal precisar de uns tostões, para reaver o que “investiu” no BPN, tem que vender o ouro numa dessas lojas “Compra-se Ouro” que proliferam por aí e foge assim ao pagamento dos juros que o BCE/FMI querem cobrar à Irlanda.
Também não se percebe, porque o BCE empresta dinheiro à Banca a 1% e a 6,5% aos países. Mas, que percebemos nós de finanças?

O “off-shore” dos remediados, para remediar…

Aproxima-se o prazo limite para recolher todas as facturas que poderá apresentar ao fisco para diminuir a sua factura com o IRS.
Aproveite porque este será o último ano em que poderá ter acesso a benefícios fiscais sem limites. Saiba quais as despesas que poderá deduzir.
1 – Saúde
Este tipo de despesas é uma das componentes mais importantes para a maioria das famílias. Este ano, os agregados poderão deduzir até 30% das facturas de saúde sem qualquer limite, desde que se tratem de despesas isentas de IVA ou com IVA de 5% (em vigor até ao final de Junho de 2010) e de 6% (taxa em vigor a partir de Julho de 2010). Já os medicamentos com IVA superior (20% até final de Junho e 21% a partir de Julho) também são dedutíveis desde que o contribuinte apresente receita médica e até ao limite de 65 euros.
2 – Educação
As despesas de educação estão também entre as mais importantes para as famílias portuguesas. Este ano, será possível deduzir até 30% das despesas relativas a educação até um limite de 760 euros. Para ter acesso à dedução máxima terá de apresentar despesas no valor de 2.533 euros. São aceites, entre outras, facturas relativas à compra de material escolar, mensalidades de jardins de infância ou escolas do ensino básico, secundário ou superior. No caso das famílias com mais de três dependentes, o limite é acrescido de 142,5 euros por cada dependente.
3 - Seguros de vida
Este é o último ano em que os portugueses poderão deduzir 25% dos prémios entregues nos seguros de saúde, até um limite de 65 euros (se for solteiro) ou 130 euros (no caso de um casal). A partir do próximo ano estas deduções serão eliminadas. Também a partir do próximo ano serão também eliminadas as deduções relativas a prémios de acidentes pessoais.
4 – Habitação
Este ano os contribuintes poderão deduzir até 30% das despesas relativas ao pagamento de juros e amortizações de empréstimos à habitação até um valor máximo de 591 euros. Para ter acesso a esta dedução máxima, as famílias terão de apresentar despesas no valor de 1.970 euros. Nos casos em que o rendimento colectável do agregado se situe até ao 2º escalão (até 7.250 euros), ou no 3º (mais de 7.250 euros até 17.979) e 4º (mais de 17.979 até 41.349 euros) escalões de IRS existe uma majoração no limite de dedução. Até ao 2º escalão o montante máximo dedutível é de 886,5 euros. No 3º e 4º escalões o limite passa para 709,2 euros e 650,1 euros.
5 – Rendas
Quem não tem casa própria e vive numa casa arrendada também poderá deduzir 30% das rendas pagas ao longo do ano, com o objectivo de baixar a factura de IRS. No total, o fisco aceita deduções até a um valor máximo de 591 euros. Para atingir esse montante terá de apresentar despesas no valor 1.970 euros.
6 – PPR
Os planos de poupança reforma (PPR) são das aplicações financeiras que mais benefícios fiscais têm dado às famílias. No entanto, esta situação vai alterar-se. Este ano os contribuintes poderão deduzir 20% das entregas feitas nos PPR até a um limite que varia entre os 300 e os 400 euros , consoante a idade do investidor. Ou seja, para ter acesso ao benefício máximo, os investidores terão de fazer entregas no PPR no valor de 2.000 euros. No próximo ano, e devido à imposição de limites nos benefícios fiscais, os portugueses poderão beneficiar de uma dedução de apenas 100 euros, no máximo.
7 - Seguros de saúde
Este ano, os contribuintes poderão deduzir até 30% dos prémios pagos em seguros de saúde até a um limite de 85 euros (solteiro) ou 170 euros (se tratar-se de um casal). A este valor deverá acrescentar ainda 43 euros por cada elemento dependente. No próximo ano, este tipo de despesas será considerado benefício fiscal.
8 - Energias Renováveis
Este ano poderá deduzir no IRS 30% das despesas feitas com a compra de equipamentos que funcionam com energias renováveis (como é o caso dos painéis solares até ao limite de 803 euros). Para ter acesso a esta dedução terá de apresentar despesas no valor de 2.677 euros. No próximo ano, estas despesas passam a ser consideradas como benefício fiscal. E como tal, o contribuinte poderá deduzir até a um valor máximo de 100 euros.
9 - Encargos com lares
Este ano, os contribuintes poderão deduzir no IRS também 25% das despesas feitas com lares e instituições de apoio à terceira idade até ao limite de 403,75 euros. Para conseguir obter esta dedução máxima terá de apresentar facturas no valor de 1.615 euros. São também aceites despesas com lares e residências autónomas para pessoas com deficiência, seus descendentes, ascendentes e colaterais até ao terceiro grau desde que os rendimentos não superem o ordenado mínimo nacional.
10 - Pensões de alimentos
As despesas que possam estar a cargo do contribuinte relativas ao pagamento de pensões de alimentos podem também ser dedutíveis no IRS. O fisco aceita 20% das despesas feitas com este objectivo, sem impor um limite máximo. No entanto a partir do próximo ano, o caso muda de figura. Segundo a proposta do Orçamento do Estado para 2011 a partir do próximo ano, as pensões de alimentos pagas pelos contribuintes continuam a ser deduzidas apenas em 20% do valor pago, mas passam a ter um limite mensal equivalente a 2,5 vezes o salário mínimo.
Alexandra Brito
Diário Económico de 22/11/2010 

domingo, 28 de novembro de 2010

1 dos 2 Mágicos tirará o FMI da cartola! Mas quando?

O líder do PSD confessa “estar preparado para tudo” inclusive estar “pronto” para governar com o FMI, se “isso ajudar Portugal”.
Diz ainda, que se Portugal vier a precisar da intervenção do FMI ou do fundo europeu “essa ajuda vai prologar-se por 4 a 6 anos, nunca menos”. Concluindo que “espero ser Primeiro-Ministro fora de um quadro desse tipo”. Todavia, Pedro Passos Coelho ainda acredita ser possível escapar a esse cenário já que, diz haver “condições de execução orçamental» e a banca portuguesa «estar saudável, ao contrário da irlandesa”.
Augusto Santos Silva reagiu à afirmação de Passos Coelho e diz que o PS não coloca a hipótese de governar com o FMI. O ministro considerou, que o facto de o líder do PSD aceitar governar nessa situação, revela alguma “imaturidade”.
O ministro PS afirma que essa possibilidade nem sequer é colocada pelo governo actual que "está a trabalhar para que esta hipótese não se verifique”, acrescentando: "temos os instrumentos necessários para resolver o problema. Vamos resolver".
O ministro reagiu com "surpresa, tristeza e alguma indignação", realçando que "as declarações dos responsáveis políticos têm efeitos políticos, nos mercados e nas instituições."
"O cenário de um governo com um acordo com o FMI, neste momento, em que o Parlamento acaba de aprovar o Orçamento de Estado para 2011, enfraquece o interesse nacional", sublinha.
Governar com o FMI, se isso ajudar Portugal? Então PPC também não sabe que o FMI só ajuda o poderio dos países onde intervém e à custa dos eleitores/contribuintes desses países? E se há condições para escapar a esse cenário, como vai ser PM? Não é o actual PM que também diz que não é preciso o FMI e que diz também que a nossa Banca está de saúde?
Será que vamos mudar e ter mais do mesmo? Pergunto, mas sei (sabemos) qual é a resposta
Já se começa a perceber que o que temos que ter é fé! Fé demais Para desenredar o que não tem destrinça.

Ecos da blogosfera



Educação, sim! Inserção social na Escola, não?

“Como tenho sublinhado, a educação deve ser um desígnio nacional assumido por todos. É uma causa nobre e uma pedra fundamental do nosso desenvolvimento e da nossa afirmação no espaço europeu”, afirmou Cavaco Silva.
Para o Presidente da República, o facto de o investimento em educação implicar “uma visão de longo prazo”, isso não dispensa “de agir já” e com “todos os meios ao alcance”.
“Precisamos de reduzir de modo sensível e duradouro o atraso de qualificação dos nossos jovens, em comparação com a maioria dos países da União Europeia. Temos de o fazer melhorando a qualidade do ensino e permitindo que os melhores desenvolvam as suas capacidades. Mas sem deixar para trás os que, por muitos motivos, não conseguem acompanhar o ritmo de aprendizagem”, declarou.
O Presidente da República discursava no início de um almoço da Associação EPIS – Empresários pela Inclusão Social, presidida por António Pires de Lima, cujo “exemplo cívico” no apoio a estudantes para combater o insucesso escolar elogiou.
Cavaco Silva felicitou os 10 municípios que permitiram o alargamento da rede nacional de mediadores e fez um forte apelo aos outros para que integrem a rede recentemente criada.
“Apelo aos municípios para que o façam, para que aproveitem esta iniciativa e lhe dêem o fôlego que merece. Os autarcas têm de ser aliados, inclusivamente no esforço que é preciso fazer para evitar que as crianças sejam duramente atingidas pela crise que neste momento está presente no nosso país”, afirmou Cavaco Silva.
Já todos estamos fartos de ouvir esta boa intenção, por vários responsáveis, o que nos leva a pensar da história da criança e do lobo…
A Educação é um dos Direitos Humanos!
Não foi o actual PR que esteve sempre ao lado da anterior Ministra da Educação?
Não foi Maria de Lurdes Rodrigues que deu cabo da Educação, desautorizando os professores, dando “poder” aos alunos, desresponsabilizando os Encarregados de Educação, criando um caos legislativo, manipulando estatísticas e gerando Novas Oportunidades, CEFs, PIEFs e tantas outras siglas, que mais não são do que programas de inserção social na Escola ”normal”?
Não me lembro de ver o mesmo apoio do PR nas medidas da actual ME, que na continuidade da mesma política ainda são piores que as anteriores e o caos cada vez mais crescente?
E continuar a dizer que (est)a qualificação académica tem reflexos na qualificação do país, só será paradigma, quando os nossos empresários tiverem Cursos e Acções de Formação específica nas áreas em que se instalam no tecido empresarial.
Um anterior Presidente da EPIS, não era um tal Rendeiro/BPP?
E é preciso que, as condições dos outros países, na área da Educação, sejam as mesmas proporcionadas aos agentes educativos em Portugal.
O resto é discurso de circunstância, como este(?)…

Dificuldade de governar - Bertolt Brecht

1
Todos os dias os ministros dizem ao povo 
Como é difícil governar. Sem os ministros 
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas 
Se o chanceler não fosse tão inteligente. Sem o ministro da Propaganda 
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida. Sem o ministro da Guerra 
Nunca mais haveria guerra. E atrever-se ia a nascer o sol 
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse 
Ele nasceria por certo fora do lugar.

2
E também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão 
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado 
Ele nunca chegaria ao campo sem 
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem, 
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que 
Seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.

3 
Se governar fosse fácil 
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer. 
Se o operário soubesse usar a sua máquina 
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas 
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida 
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.

4
Ou será que 
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira 
São coisas que custam a aprender?
Bertolt Brecht

Ninguém acredita na bondade dos seus Governantes

A resposta italiana
Dezenas de milhares de italianos manifestaram-se hoje em Roma contra a política económica do governo de Silvio Berlusconi e ameaçaram convocar mais uma Greve Geral, se as suas reivindicações forem ignoradas.
Convocados pela principal Central Sindical de Itália, a Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), vários milhares de manifestantes desfilaram por 2 percursos distintos, até se reunirem na praça de São João de Latrão.
Os números avançados são dos media, uma vez que a Central Sindical recusou entrar numa "guerra de números", limitando-se a informar que foram mobilizados 2.100 autocarros e 13 comboios especiais, meios que poderiam transportar 110 mil a 120 mil pessoas.
A manifestação irlandesa
O protesto foi organizado pelo Congresso Irlandês dos Sindicatos (ICTU).
Fintan O’Toole, crítico literário e comentador político, que de 1997 a 2001 também escreveu para o “New York Daily News”, dirigindo-se à multidão, disse que a Irlanda está a pagar milhares de milhões de euros para salvar os bancos e que o Governo de Brian Cowen “declarou guerra aos pobres”.
O’Toole, afirmou que o Governo que tem por base o partido Fianna Fáil está a entrar em acordos com pessoas que nunca foram eleitas.
Forte crítico da corrupção política no país onde nasceu há 52 anos, o colunista declarou que “os irlandeses não são súbditos, mas sim cidadãos, pretendendo que lhe devolvam a sua República”.
O Secretário-geral da ICTU, David Begg, comparou o actual Governo a um célebre assaltante de estrada que durante o século XVIII houve na Inglaterra, dizendo que “Dick Turpin, pelo menos, usava uma máscara quando roubava as pessoas”.
O mesmo dirigente considerou que estariam 100.000 pessoas na manifestação, mas a polícia não confirmou este número.
Outro orador forneceu o número de telefone do ministro do Ambiente, para que “lhe telefonassem o mais possível”.
A manifestação terminou sem que tivesse havido registo de incidentes, apesar de a polícia ter avisado para a possibilidade de alguns grupos poderem “explorar” a situação e causar distúrbios.
Os resultados (pré)visíveis das medidas de austeridade dos Governos europeus, no que respeita à instabilidade social, vai crescendo de país para país, até à compreensão do crime social, pelos verdadeiros responsáveis.
Grécia, França, Espanha, Portugal e agora Irlanda e Itália, são os actores dos protestos até hoje, mas não demorará muito para que se chegue aos 26 (a Alemanha não conta…).
A resposta dos representantes do povo, eleitos pelo povo, é a bastonada, ou a ameaça velada, uma forma original de lhes dizer que não voltem a votar neles, porque não sabem resolver os problemas que criaram.