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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

No Brasil cadeia! Em Portugal multa. Há diferença…

Armando Esteves foi multado pelo regulador do mercado nacional "pela violação do dever de não utilização de informação privilegiada", num processo que remonta a transacções realizadas em 2008.
O responsável exercia, em 2008, as funções de vogal do Conselho de Administração e vice-presidente da Comissão Executiva do Conselho de Administração da Finibanco Holding e terá usado “em Abril e Maio de 2008, e entre Agosto e Outubro de 2008, informação privilegiada que tinha, em virtude do exercício de funções no Conselho de Administração da Finibanco Holding”, revela o comunicado da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Como o uso de informação privilegiada “constitui contra-ordenação muito grave”, o regulador, liderado por Carlos Tavares, decidiu aplicar uma “coima única de 25.000 euros”.
Afinal, também em Portugal as falcatruas na Bolsa são “castigadas”, mas aqui a pena é mais leve e por isso se chama pena e (porque) não passa pela Justiça…
Mas vai servindo como exemplo, só faltando saber qual a diferença entre os ganhos e a multa, o chamado “spread”, para sabermos SE O CRIME COMPENSA

Para INOVAR, pode-se plagiar. Aqui vai um original

"Zaroio tem um fuzil AK-47 com um carregador de 80 balas. Em cada rajada ele gasta 13 balas. Quantas rajadas ele poderá disparar?"
A questão acima fazia parte de uma avaliação diagnóstica voltada para alunos de 14 anos de uma escola estadual de Santos (litoral de São Paulo), segundo pais e estudantes.
O professor queria testar os conhecimentos em matemática dos alunos do ensino médio no primeiro dia de aula.
Além da questão, eles deveriam responder a outros cinco problemas que versavam sobre a fabricação de cocaína e o lucro com a sua venda, o consumo de crack, a venda de heroína "batizada" e o dinheiro recebido por um assassinato encomendado.
A prova, que teria conteúdo quase idêntico ao de mensagem que circula pela internet satirizando o crime organizado no Rio, teria sido aplicada pelo menos em duas salas (uma de 3º ano e outra de 1º), com cerca de 80 alunos.
A Secretaria Estadual de Educação diz que o professor de matemática foi afastado e o caso será investigado.
A prova deveria ser respondida e entregue ao professor, mas uma das alunas, de 14 anos, sem entender os enunciados, levou para a casa e pediu ajuda aos pais.
"Fiquei chocada. Nas questões o crime só dá lucro", diz a mãe da menina que procurou a direção da escola e registou um boletim de ocorrência na polícia.
Segundo os estudantes, o professor dá aulas na escola há pelo menos cinco anos e já foi vice-diretor. Os estudantes dizem considerá-lo bom.
"A gente viu as questões e deu risada. Se fosse algo mais suave ninguém teria prestado atenção", diz estudante da sala do 3º ano que também fez a prova.
Uma aluna diz que em 2010 ele aplicou um exercício com conteúdo parecido. A questão pedia para os estudantes calcularem quantas rotas de fuga teria uma quadrilha que vai assaltar uma joalharia num shopping center.
A escola João Octávio dos Santos fica no Morro do São Bento, região com problemas de criminalidade. A Folha não localizou o professor, que pode ser indiciado por apologia ao crime.
Veja as questões que teriam inspirado o professor de matemática:
1) Zaroio tem um fuzil AK-47 com carregador de 80 balas. Em cada rajada ele gasta 13 balas. Quantas rajadas poderá disparar? ___________________________________________________________________
2) Biroska comprou 10 gramas de coca pura que misturou com bicarbonato na proporção de 4 partes de pó para 6 de bicarbonato. A seguir, vendeu 6 gramas desta mistura ao Cascudo por R$ 150 e 16 gramas ao Chinfra por R$ 40 a grama. Então: __________________________________________________
a) Quem é que comprou mais barato? Cascudo ou Chinfra? _____________________________________
b) Quantos gramas de mistura o Biroska preparou? _____________________________________________
c) Quanto de cocaína contém essa mistura? ___________________________________________________
3) Jamanta comprou 200 gramas de heroína que pretende revender com um lucro de 20% graças ao "batismo" com pó de giz. Qual é a quantidade de giz que ele terá que colocar? ___________________
4) Rojão é cafetão na Praça Mauá e tem 3 prostitutas que trabalham para ele. Cada uma cobra R$ 35, dos quais R$ 20 são entregues a Rojão. Quantos clientes terá que atender cada prostituta para poder comprar a sua dose diária de crack no valor de R$ 150? ________________________________________
5) Chaveta recebe R$ 500 por cada BMW roubado, R$ 125 por carro japonês e R$ 250 por 4X4. Como já puxou 2 BMW e 3 4X4, quantos carros japoneses terá que roubar para receber R$ 2.000? ___________
6) Pipoco está na prisão por assassinato pelo qual recebeu o equivalente a R$ 5.000. A mulher dele gasta R$ 50,00 por mês. Quanto dinheiro vai restar quando Pipoco sair da prisão daqui a 4 anos? ____
Tanto se pede para inovar nos métodos de aprendizagens, que os mais imaginativos “experimentam” tudo que não seja “tradicional” convencidos que a inovação, na educação é mesmo possível e depois cai-se nisto.
É claro que, esta situação se passa no Brasil, mas até lá deu direito a afastamento imediato e a um processo de investigação. Só por isso, talvez não seja bom plagiar o método, mesmo tratando-se de Matemática, que é a disciplina mais importante das nossas vidas, até para a dos marginais.
Por cá, noutras disciplinas, a motivação também passa por falar nas vivências marginais dos alunos de cursos “marginais”…
Não esquecer que estando, por enquanto a decorrer a ADD, para obter o Excelente não obriga a tanto, mas é sempre preciso pisar o risco da marginalidade para o merecer…

Nas Correntes, no autocarro para Torres Vedras…

A hesitação de Álvaro Laborinho Lúcio em aceitar o convite que José Carlos Vasconcelos fez em nome da organização do certame foi grande. O jornalista confidenciou que o “amigo” tinha dúvidas sobre o verdadeiro contributo que poderia dar ao Encontro de Escritores de Expressão Ibérica. Mas, José Carlos Vasconcelos insistiu, já que “era cativante mostrar um olhar diferente sobre as coisas. Laborinho Lúcio é um homem interessado na cultura e apaixonado pela literatura. Quase ninguém sabe, mas é também um óptimo bailarino”, brincou o jornalista na apresentação do conferencista.
“E agora, José?” Foi com este verso, de um poema de Drummond de Andrade, que Álvaro Laborinho Lúcio iniciou a Conferência de Abertura do Correntes d’Escritas. O Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, jubilado, confessou que tinha medo que a dúvida “Porque o convidaram?” assaltasse a plateia no final da conferência, e não no início. Informou que a sua exposição iria demorar 30 minutos e pediu “na audição, paciência, na avaliação, benevolência”.
“Prefácio”. Foi este o título escolhido por Laborinho Lúcio. “Não gosto de prefácios, fazem-me lembrar buracos de fechadura. E eu não gosto de espreitadelas, é retirar privacidade.” Mas, quanto a espreitar, o conferencista tem outra opinião: “É mais nobre. É querer pertencer. Como num livro, que é coisa privada. Não as palavras, mas aquele não escrito que nos transforma”, continuou. No entanto, Laborinho Lúcio expôs a sua “expectativa ingénua de também me tornar cúmplice nestas Correntes d’Escritas e não me ficar apenas por uma espreitadela”.
Ao longo da conferência, que no final afirmou ser “sobre nada”, o convidado reflectiu sobre todos os temas das mesas de debate, frases de poemas concorrentes ao Prémio Literário Casino da Póvoa: “Falta futuro a quem tem no presente ambições/ passadas”, “Eu começo depois da escrita”, “A minha arte é uma espécie de pacto”, “Nua de símbolos e alusões é a poesia”, “As palavras são apenas uma memória”, “Espalho sobre a página a tinta do passado”, “A obra que faço é minha”, “Não há palavras exactas”, “Nada no mundo deve ser subestimado” e “Para lá deste lugar, ninguém diz as palavras”. Mas, além destas frases, Laborinho Lúcio citou inúmeros escritores, tais como, Conceição Lima, Ana Luísa Amaral, Humberto Eco, Nuno Júdice e muitos outros.
Desculpando-se por “fugir à linha de raciocínio”, Laborinho Lúcio contou que todos os dias “sendo da Nazaré, apanhava o transporte para Alcobaça, conhecido como o autocarro de Torres Vedras. E, se a minha professora me mandasse fazer uma composição sobre utopia, eu escreveria: Torres Vedras! A utopia só existe porque saímos cedo demais. Hoje, pelo cheiro, pelos olhares, pelos passageiros, pelas cumplicidades, estou nas Correntes d’Escritas, no autocarro para Torres Vedras”.
Terminou, afirmando: “E pronto. Chega de tentar espreitar. Aqui fica o que deveria ter sido uma fala corrida, apenas para dar início ao Encontro, algo informal, coisa pouca, um prefácio.”

Ecos da blogosfera – 24 Fev.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Vencedores dos Prémios das Correntes d’Escritas

Prémio Literário Casino da Póvoa: O livro do sapateiro, de Pedro Tamen.
Prémio Literário Correntes d’Escritas/Papelaria Locus: Esquecimento, poema de Ana Filipa Cravina dos Reis.
Prémio Literário Conto Infantil Ilustrado Correntes d’Escritas/Porto Editora:
1º lugar - O Sonho da Violeta, da turma 15 da Escola EB1/JI de Medo, de Riba de Âncora, Vila Praia de Âncora;
2º lugar - Uma Aventura no Castelo de Lanhoso, da turma 40 do Centro Educativo do Cávado, de Monsul, Póvoa de Lanhoso;
3º lugar - Uns Peluches Especiais, da turma A da Escola EB1 de Cadilhe, Amorim, Póvoa de Varzim;
Menções honrosas - O Planeta Amarelo, do Colégio da Arrábida, de Azeitão, Setúbal (conto ilustrado) e O Verdadeiro Natal, da turma 9 da Escola EB1 de Nogueira, Braga (texto).
Prémio Fundação Dr. Luís Rainha: Sete estórias do vento salgado, de Ana Paula Braga Morais Mateus, Menções honrosas - Indícios para um cântico poveiro, de Pedro Manuel Martins Baptista, e Patrão Lagoa – o sonho de ser Cabo-do-Mar, de José António Ribeiro de Azevedo.

Um contraditório tão bem lúcido e bem dissecado

A chamada geração parva quer um milhão na avenida para demitir “toda a classe política”, o que é, realmente, uma parvoíce. Mas parece que o epíteto vai pegar, como há 18 anos pegou a geração rasca.
Bem tentou, a geração, dizer que mais que rasca, estava à rasca. E bem tenta, a outra geração, perguntar se mais que parva, não estará tramada.
Quando há 18 anos os universitários mostraram o cu ao aumento das propinas, levantou-se um charivári de opiniões sobre os meninos malcriados. Seriam rascas, clamavam editoriais e comentaristas, passando a discussão a ficar centrada nas nádegas. E as propinas aumentaram.
Como uma reposição de um filme da série B de baixo orçamento, os mesmos comentaristas ou outros semelhantes, ‘pegam’ no verso de uma cantiga e helás!, aqui temos a geração parva.
A coitada da geração é chorada com copiosas lágrimas de crocodilo, que não conseguem estágios, que não conseguem empregos, que estão a ser sugados pela geração que não prescinde dos seus direitos, por acaso conquistados a pulso e à custa de muita luta.
Nem uma destas carpideiras de serviço, com lugar cativo há muitos e bons anos, prescinde obviamente dos seus direitos pessoais e de outras mordomias, algumas delas obscenas. Evidentemente.
Seriam os outros, quem deveria agora deixar de ter reforma, férias, assistência na doença, condições de trabalho dignas, porque são eles, os que já não são ‘competitivos’, os que já deram tudo o que tinham a dar é que estão a exigir demais, a contrair dívidas que eles, os outros, a geração parva, irá pagar.
Assobiando para o ar e como quem não quer a coisa, o último verso da cantiga é convenientemente ignorado: “sou da geração do já-não-posso-mais / que esta situação dura há tempo demais”.
Acontece que da geração do já-não-posso-mais, são muitos mais dos que os que têm curso e não conseguem estágios e empregos a não ser precários. E se sentem escravos, porque são apenas um número, duma longínqua estatística, atropelados por leis, exigências, aumentos, penhoras.
São também aqueles que não têm curso porque os seus pais são precários, há 10, 15, 20 anos, ou ainda muitos outros para quem a escola é uma miragem, a partir do nono ano, a não ser que passem fome.
Da geração do já-não-posso-mais, são os que se sentem a sufocar num sistema que substituiu trabalho por emprego, que rasgou o contrato social colocando em risco o cimento das comunidades, que se esquece de produzir para se concentrar em terciarizar.
São ainda aqueles que não conseguem perceber como uma democracia está transformada numa ditamole ou numa democradura, onde as ambições voam baixinho, e cada um trata da sua vidinha, cheio de medo do chefe, do diretor, do ministro, das leis da união europeia. Onde se retira o abono de família a quem ganha 1.500 euros e se mantém o salário dos que ganham 150 mil euros. Coisa que os que se estão a preparar para vir a seguir tencionam manter. Obviamente.
Da geração do já-não-posso-mais são os velhos que morrem sozinhos, os que se acotovelam em cidades, fugindo do agonizar de metade do país, porque se fecham as escolas, os centros de saúde, os serviços do Estado, lá onde deixou de apitar o comboio, já não passa a carreira, o campo não se cultiva e as fábricas fecharam as portas.
Todas estas “geração do já-não-posso-mais” precisam que a geração dita parva não embarque nas parvoíces e sonhe alto, não prescinda de construir um país que não seja mal frequentado e seja capaz de, como a geração mais preparada que alguma vez existiu, ousar e exigir soluções para “esta situação que dura há tempo demais”.                                
Conceição Branco, jornalista

Para um ambiente citadino menos mau

“Este tipo de projeto assim como a manutenção da nossa atividade industrial só tem sido possível fruto da flexibilidade e cooperação dos nossos colaboradores”, afirmou hoje o presidente da CaetanoBus na apresentação do primeiro autocarro elétrico português e adiantou que “presentemente com o aumento das encomendas, sobretudo no estrangeiro, e consequentemente aumento da produção, vamos trabalhar cerca de 10 horas por dia compensadas pelo banco de horas”.
A atividade industrial só foi possível fruto da flexibilidade e cooperação dos colaboradores.
Será uma crítica à falta de apoio do governo ou da Banca?
Será um hino à flexibilidade? 
Será o reconhecimento do papel dos trabalhadores?
A CaetanoBus vai aumentar em 10% o número de funcionários, com a contratação de 50 pessoas, para assegurar a produção do autocarro eléctrico e responder ao aumento das encomendas de autocarros turísticos e de aeroporto.
"Já estamos a contratar pessoas", revelou o presidente da CaetanoBus, acrescentando que a empresa fabricante de autocarros, que hoje apresentou o primeiro autocarro eléctrico português, deverá fechar 2011 com mais 40 a 50 funcionários do que em Dezembro 2010, altura em que empregava 479 pessoas.
O projecto do autocarro 100% eléctrico, um investimento de 4 milhões de euros, pretende produzir 10 a 20 autocarros eléctricos e em 2012 aumentar para 50 viaturas, com um aumento das encomendas de autocarros turísticos para Inglaterra, autocarros de aeroporto (COBUS), prevendo para 2011 um volume de negócios expectável de 57 milhões de euros, em que cada viatura vai custar cerca de 500 mil euros com as baterias incluídas.
50 empregos a mais não é muito, porque tudo que seja alta tecnologia não precisa de muita mão de obra, mas tenhamos em conta a redução da poluição ambiental, química e sonora, a que se deverá acrescentar o aumento dos tais “bens transacionáveis”.
E boa viagem, para a empresa, para o país e para os colaboradores.

É mesmo uma festa e uma fartote de cultura(s)

Revista Correntes d’Escritas nº 10
Póvoa de Varzim, 23.02.2011 - São hoje conhecidos os vencedores dos prémios literários atribuídos no âmbito do 12º Correntes d’Escritas. O anúncio acontece na Sessão Oficial de Abertura do Encontro de Escritores de Expressão Ibérica que decorre no Casino da Póvoa.
O livro do sapateiro, de Pedro Tamen, é o vencedor do Prémio Literário Casino da Póvoa. O anúncio foi feito há momentos, na Sessão Oficial de Abertura do Encontro Correntes d’Escritas.
São eles: o Prémio Literário Casino da Póvoa, no valor de 20 mil euros, para um livro de poesia; o Prémio Literário Correntes d’Escritas/ Papelaria Locus, para jovens entre os 15 e os 18 anos, no valor de mil euros, também para trabalhos em poesia; o Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes d’Escritas/ Porto Editora, para alunos do 4º ano do Ensino Básico, conto e ilustração, no valor de mil euros; e, por último, o Prémio Fundação Dr. Luís Rainha, atribuído pela primeira vez este ano, que distingue trabalhos de poveiros ou dedicados à Póvoa de Varzim, no valor de mil euros.
Ainda na Sessão de Abertura, destaque para o lançamento da Revista Correntes d’Escritas nº 10, dedicada a Luísa Dacosta. A escritora participou em várias edições do Correntes d’Escritas e, em 2004, foi distinguida com a Medalha de Mérito pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.
À tarde, pelas 15h30, no Auditório Municipal, Laborinho Lúcio, Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, Jubilado, faz a Conferência de Abertura do Encontro, à qual se segue a primeira mesa de debate.
Aida Gomes, Almeida Faria, Eduardo Lourenço, Fernando Pinto do Amaral, Maria Teresa Horta e Ricardo Menéndez Salmón são os primeiros a assumir o desafio e debater perante o público o tema que a organização lhes propôs: “Falta futuro a quem tem no presente as ambições/ passadas”. O verso é de Armando Silva Carvalho, autor de uma das obras finalistas do Prémio Literário Casino da Póvoa, e serve de ponto de partida para a mesa moderada por José Carlos de Vasconcelos.
A vertente pedagógica do evento está uma vez mais presente e o Correntes d’Escritas realiza sessões com escritores para o público infanto-juvenil. Durante a tarde, Cristina Norton, Ana Luísa Amaral e Inês Pedrosa vão estar no Diana Bar, para conversarem com alunos de Santa Maria da Feira.
O primeiro dia do evento também é marcado pela inauguração de duas exposições. Às 19h00, na Biblioteca Municipal, é inaugurada a Exposição “Poesia Experimental Portuguesa” da Colecção da Fundação de Serralves, e às 19h30, o Museu Municipal abre a Exposição “Rostos e Pessoas” – obras do escultor Hélder J. T. Carvalho.
À noite, o Axis Vermar acolhe mais uma sessão de lançamento de livros seguida de poesia e música com poetas convidados. Como o ar que respiras, de Maria João Martins, Do Longe e do Perto Quase-diário, de Yvette K. Centeno, O Filho de Campo de Ourique e Outras Histórias, de António Figueira, O Verão de todos os Silêncios, de Maria Manuel Viana, Os Demónios de Berlim, de Ignacio del Valle, e O Dois Amigos, de Kirmen Uribe, são as seis obras apresentadas.
O Correntes d’Escritas é organizado pela Câmara Municipal, com o apoio do Turismo de Portugal. É patrocinado pelo Casino da Póvoa, pela Norprint, pela BMCar e pelo Axis Vermar. Conta ainda com o apoio da Porto Editora, da Papelaria Locus, do Instituto Cervantes, da Embaixada do México, do Ministério da Cultura da Argentina, e tem como parceiros privilegiados o Booktailors - Consultores Editorais, a revista LER, o Jornal de Letras, a Universidade do Porto, o Cineclube Octopus e o Varazim Teatro.
Acompanhe o Correntes d’Escritas clicando na miniaplicação ao lado, onde encontra o programa completo do evento bem como as notícias e imagens diárias do mesmo.
PROGRAMA

"quinhentoseuristas" e "outros mal remunerados"...

Mais de 20 mil pessoas já confirmaram a sua participação, através do Facebook, no protesto de dia 12 de março, em vários pontos do país, pela "geração à rasca". O movimento "apartidário, laico e pacífico" reivindica o direito ao emprego e à educação e o fim da precariedade.
"Foi um movimento espontâneo e cívico em que ambicionávamos criar um grupo de debate, uma certa concertação social que envolvesse políticos, empregadores, jovens, pessoas de mais idade, que neste momento se encontram em situação precária", explicou Paula Gil, membro da organização do evento.
A iniciativa, que se dirige aos desempregados, "quinhentoseuristas" e "outros mal remunerados", foi agendada para a Avenida da Liberdade, em Lisboa, e a Praça da Batalha, no Porto, mas a organização tem sido contactada "por muitas pessoas que pretendem desenvolver o protesto" noutras zonas do país.
Assim irá acontecer em Ponta Delgada, nos Açores, onde um grupo de cidadãos está a convocar uma "Manifestação da Geração à Rasca" para o mesmo dia, nas Portas da Cidade.
Para "desencadear a mudança", diz Paula Gil, pede-se aos manifestantes que levem uma folha A4 com "o motivo da [sua] presença e uma solução", para depois ser entregue na Assembleia da República.
Os promotores do Protesto da Geração À Rasca reafirmam a total independência do movimento relativamente a qualquer estrutura ou movimento de cariz partidário, político ou ideológico. Queremos reforçar a democracia participativa e nunca o contrário!
Portanto:
1 – Não existe nenhuma relação entre este protesto e qualquer outra acção que se venha a realizar na Avenida da Liberdade em Lisboa.
2 – Nunca foi enviada qualquer lista de reivindicações. O manifesto é o único documento associado ao protesto.
Este é um movimento: Apartidário, aberto a todos os partidos democráticos e a quem não tem preferência partidária; Laico, aberto a todas as religiões e a quem não tenha religião; e Pacífico!

Ecos da blogosfera – 23 Fev.