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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Não precisa ser expert, nem bruxo para prever o futuro

O padre Lino Maia acredita que a pobreza «tenderá a agravar-se» em 2011, porque «os apoios aos carenciados vão diminuir» e «o desemprego vai aumentar».
«Essas medidas têm de ser acompanhadas por um olhar sério para aqueles que vêm contrariando a pobreza, não tanto com mais apoios para as instituições, mas com maior compreensão e diálogo com elas», defendeu.
Orçamento de Estado? «Não sei o que será melhor...»
«Apesar dos muitos apelos à responsabilidade, não sei o que será melhor. Vamos andando de anúncios em anúncios de austeridade, mas sem um horizonte, um rumo definido», disse.
O padre Lino Maia apelou ao Governo para realizar reformas «a pensar não apenas na diminuição da dívida, mas para criar novas perspectivas aos portugueses».
O padre Lino, não deve ser formado em economia, mas é bem formado e informado como cidadão e só quer reclamar direitos para os outros, que nos estão e são próximo.

Felizes os que têm uma Igreja a exigir direitos políticos

Jesus expulsa os vendilhões do Templo, à pancada 
“Quando o Governo apresentou o pacote de austeridade, Sócrates não apresentou o cenário macroeconómico que estava por na sua base e quando lhe foi perguntado directamente no Parlamento, qual era a consequência para o crescimento económico destas medidas, nomeadamente do aumento de impostos que nós sabemos que tem efeitos recessivos na economia, nada foi respondido”, lamenta Assunção Cristas.
Entre as medidas de austeridade que terão de ser aprovadas no Parlamento destacam-se o corte dos salários públicos, o aumento do IVA para 23% e o congelamento das pensões, entre outras.
Assunção Cristas, só se preocupa com os Impostos (porque também atinge os menos pobres)? Então o corte nos salários do Funcionários Públicos, apenas nestes, não preocupa a Deputada, pelas mesmas razões do aumento dos impostos? A igualdade de Direitos, não implica igualdade de deveres? E num Estado de direito e democrático, não são proporcionais as contribuições para o Estado, relativamente aos vencimentos?
Quando a Igreja portuguesa e europeia, intervém mais (politicamente) sobre os direitos políticos dos cidadãos, o partido político, com base na doutrina social da Igreja não diz mais do que Ela? Estamos a falar de caridade, solidariedade, ou de justiça?
Ainda bem que se lembra que estas medidas terão de quer aprovadas no Parlamento e então vamos ver a coerência entre os princípios defendidos por cada Partido e o respectivo VOTO.
Esperemos, sentados, porque o “pragmatismo” da salvação das Finanças vai vingar, contra o pragmatismo de uma realidade de mão estendida e exploradora dos pobres, que Cristo defendeu, contra todos os Fariseus. E uma vez foi mesmo à porrada…

“…os que fabricaram o sistema…” Então há sistema?

Jerôme Kerviel foi condenado a cinco anos de prisão dos quais três em prisão efectiva e a reembolsar 4,9 mil milhões de euros à Société Générale.
O tribunal reconheceu o trader culpado de abuso de confiança e deu como provado que ele actuou em conhecimento de causa para além do seu mandato de corretor, recorrendo a métodos fraudulentos.
Para o advogado da Société Générale, “é o reconhecimento de que o banco não dava cobertura ao sistema de fraude utilizado por Jérôme Kerviel e que a Société Générale era completamente alheia às mentiras, aos sistemas de documentos falsos e tudo o que fez com que Jérôme Kerviel tivesse enganado a sua hierarquia”.
Para a defesa, a sentença “não é razoável” e é mesmo “implausível”. O advogado de Jerôme Kerviel, já anunciou que vai recorrer. À saída do tribunal afirmou: “Tenho o sentimento que Jérôme Kerviel está a pagar sozinho por todo um sistema. Está revoltado porque os que fabricaram o sistema são totalmente exonerados de responsabilidade”.
Segundo o tribunal, o corretor ultrapassou o quadro das suas funções, desenvolvendo operações especulativas sem conhecimento do banco, em proporções gigantescas, recorrendo a falsificações, utilização de documentos falsos e introdução fraudulenta de dados no sistema informático.
Bem dizia Dias da Cunha, que o mal estava no sistema. Parece que é um vírus que vai desformatando a “vida dura”, dando origem a uma “vida ainda mais dura”.
Eu bem digo que nunca vi ninguém queimar dinheiro. Ele anda todo por aí e em boas mãos.

Todos de acordo. Quem está deficitária é a Banca! As medidas tomadas não resultam!

Banco de Portugal também admite impacto na economia em 2011.
Desemprego pode chegar a recorde de 12%, segundo contas do FMI
Além da S&P e do FMI - que se juntam ao Barclays, à Ernst & Young e à The Economist Intelligence Unit -, também o Governador do Banco de Portugal admitiu ontem que haverá uma "desaceleração desejável" da procura interna. "A insuficiência da poupança interna para fazer face ao investimento constitui uma característica estrutural e uma vulnerabilidade da economia portuguesa", explicou Carlos Costa. Portugal "tem de apostar fortemente na procura externa como motor do desenvolvimento e isso significa apostar nos bens transaccionáveis", juntou.
Tal como a S&P, Carlos Costa defende que uma das chaves para aumentar a competitividade está na atracção de investimento directo estrangeiro. A agência aponta mesmo que este passo daria folga para não esmagar os salários do sector privado, medida que "não é óptima" se tomada de forma isolada.
“Mesmo se o défice baixar para 3% em 2012, tal como o planeado, Portugal muda de um país com um nível médio de dívida à entrada na crise, para um país com uma dívida elevada”, disse o analista da Moody’s, Anthony Thomas.
Num relatório de Julho, a Moody’s antecipava que a dívida pública em Portugal ia subir para 90% do PIB. Também ontem a Standard & Poor’s perspectivou um aumento da dívida pública para 90% do PIB em 2013.
Numa nota hoje divulgada, a agência de notação financeira diz que é "muito provável" que o "rating" actual da Irlanda sofra um corte, depois de o país ter sido obrigado a salvar a banca.
Entre as propostas, o FMI apela aos reguladores que assegurem a recapitalização das instituições financeiras quando for caso disso, o reforço das contas públicas dos países e prossigam com a reforma regulatória do sector.
O FMI nota que a recente crise na divida soberana na Europa deixou “alguns países vulneráveis a pressões de financiamento”, que se estenderam ao sector financeiro, “aumentando a probabilidade de um corte no crédito, abrandamento económico e balanços mais fracos”.
Apesar de reconhecer que nos países europeus em dificuldades foram anunciados “planos orçamentais ambiciosos”, o FMI nota que o risco soberano na Europa permanece “elevado”.
A Alemanha deverá crescer 3,3 % este ano e 2 % em 2011, prevê a Allianz.
O estudo reconhece o bom comportamento da economia mundial nos últimos trimestres, mas remete para o efeito dos pacotes de estímulo económico que os governos estão agora a retirar gradualmente. A necessidade da consolidação das finanças públicas deverá levar a um abrandamento no próximo ano, sobretudo na Europa.
Todos os especialistas de fora, cada vez mais estão de acordo e agora o Banco de Portugal.
a) Em Portugal, a recessão vai chegar/continuar, em 2011 e por mais tempo, e nos países da UE…O que prova que as medidas previstas não vão resolver o problema. E alternativas?
b) O desemprego vai subir e bater o recorde…Porque a economia vai diminuir, vai aumentar o desemprego. Boa solução!
c) Se não houver investimento estrangeiro, a seguir pagam os Funcionários do Privado…Para que ninguém se fique a rir, para o ano também pagam os trabalhadores do privado. Isto é Igualdade.
d) Mesmo que a economia portuguesa melhore, não melhora a dívida…Preso por ter cão e preso por não ter. Com que fim se impõe então a austeridade?
e) A Irlanda foi obrigada a salvar a Banca…Lá como em todos os países onde chegou a Crise da Banca, todos foram obrigados a fazer o mesmo, meter dinheiro do Estado. Quem os obrigou?
f) O FMI confirma que a CRISE nasceu do problema financeiro e insiste que é preciso recapitalizar e regular o sector…Se a Crise da Banca continuar, os Estados têm que voltar a meter dinheiro do contribuinte.
g) O FMI chama de “planos orçamentais ambiciosos” às medidas de extorsão aos Funcionários Públicos…Os PECs são ambiciosos, por darem demais e os resultados são negativos? Expliquem-nos.
h) A Alemanha cresce este ano, reduz no próximo ano, por estar a retirar pacotes de estímulo económico.Havendo medidas de estímulo à economia, esta cresce, se não houver desce, logo corte-se nos incentivos. Genial!
Nota – Na Alemanha, o Ministro das Finanças está hospitalizado há meses e a coisa corre.
Colados os cacos de cada notícia, cada vez mais é claro que o ranking dos poderes, neste momento, é o seguinte:
1º (ex-aequo) - Finanças/ Comunicação Social;
2º (ex-aequo) - Comunicação Social/Economia;
3º - Político…

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Lusofonia: Comércio/Política/Cultura e muito mais

Para Wu Zhiliang, é claro e indiscutível que “o maior valor da existência e sobrevivência da região é o factor cultural, o seu legado histórico e cultural”, que, assim, “tem a responsabilidade de promover o intercâmbio luso-chinês”.
A lusofonia é um dos quatro ou cinco espaços linguístico-culturais em expansão e ascensão no mundo (de parelhas com a projecção político-económica), a República Popular da China tem uma parceria estratégica com Portugal e tem na geopolítica global uma relação de complementaridade estratégica com o Brasil. Aspirando a transformar-se na maior potência mundial, a China sabe que as relações internacionais de protagonismo têm que ir escorar-se na cultura, porque o Comércio é uma guerra latente, a Política é o universo dos acidentes, a Cultura o universo das essências.
Macau tem agora a oportunidade histórica de promover a recuperação do tempo perdido, porque reúne as condições históricas para se erigir como um centro de sinologia para a lusofonia. Um projecto destes teria aliás eficácia redobrada, com facilitada extensão para o universo da latinidade, dada a semelhança linguística e o aproveitamento dos trabalhos de base (estudos, interpretação, tradução, enquadramentos, etc.) e a realização de encontros e seminários de formação. Macau, de novo, reencontrar-se-ia com o seu destino de protagonista da globalização, reeditando em novos moldes o seu papel do Século XVI, quando também foi base das comunicações da China e do extremo oriente para a América do Sul.
Excerto de um texto rico de Luis Sá Cunha
Sem comentários e o conselho de lerem o texto integral.

Cereais e Circo, para nos lembrarmos que há pobres

Cirque du Soleil
A luta contra a pobreza estará nas ruas dos estados-membros da UE entre hoje e domingo em diversas iniciativas, como animações, marchas e música, promovidas por organizações não governamentais, no âmbito do Ano Europeu contra a Pobreza e a Exclusão Social.
Perante a austeridade que estão a impor em todos os Estados-membros da EU, é cinismo quase sádico, virem os “responsáveis” políticos, que inventaram o “Ano Europeu contra a Pobreza e a Exclusão Social” e que se transformaram nos responsáveis, de facto, pelo aumento da Pobreza e da Exclusão Social, lembrar aos pobres, que há Pobreza, quando bastava que eles (Governos) não se esquecessem das promessas e das obrigações com os cidadãos que os elegeram (os que foram eleitos).
Programa: Animações; Marchas; Música; Cereais; Manteiga e Leite em pó.
Vivam as Repúblicas!

De caixão à cova e com coveiros que bastem

“Enterro” de Portinari (1959), óleo sobre madeira
A Standard & Poor's (S&P) considera que a economia portuguesa deverá contrair 1,8% no próximo ano, penalizada pela queda do consumo que resultará do aumento dos impostos e das restrições no acesso ao crédito.
Num relatório divulgado esta tarde, a agência de notação financeira considera que as medidas de austeridade anunciadas recentemente pelo Governo são um "passo crítico" para estabilizar a dívida pública portuguesa.
A agência sustenta que um cenário de incumprimento da economia nacional "permanece extremamente baixo" e diz esperar que o Governo português continue a tomar medidas para consolidar as contas públicas, se necessárias.
A S&P revela que sem a contabilização da receita extraordinária gerada pela transferência do fundo de pensões da PT para o Estado (2.600 milhões de euros), o défice orçamental português em 2010 seria de 8,8 %, acima do limite de 7,3 % definido pelo Governo.
As exportações deverão dar o único contributo para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) português nos próximos dois anos, segundo a S&P. Mas a agência nota que a exposição a Espanha representa um risco acrescido para Portugal, particularmente se a economia espanhola se mantiver estagnada em 2011-2013, como esperado.
Mais uns a dizerem que assim é sempre para o fundo, mas…
Os especialistas esqueceram-se de acrescentar à prevista queda do consumo, o corte nos salários dos Funcionários Públicos e mesmo assim, espera que o Governo português continue a tomar medidas para consolidar as contas públicas, se necessárias, que é o mesmo que dizer cortar ainda mais nos salários.
E esqueceu-se de dizer algo mais sobre o fundo de pensões da PT e dos reflexos nos Orçamentos dos anos seguintes, para recuperar o 1,5 % “ganho” este ano.
Terá sido só esquecimento?

As árvores morrem de pé…

Henrique Neto tem 74 anos e é militante do PS há cerca de 20, mas é também um empresário da Marinha Grande.
Em entrevista ao PÚBLICO, voltou a não poupar críticas às políticas económicas deste Governo. Diz que só os estadistas sabem ouvir os "críticos" e acrescenta que o chefe de governo utilizou um optimismo "bacoco e inconsciente" para esconder os problemas.
Como avalia as linhas gerais propostas pelo Governo para reduzir o défice do Estado em 2011?
Pelo que se ficou a saber, certo é apenas que os portugueses pagarão, em 2011 e nos anos seguintes, os erros, a imprevidência e a demagogia acumulada em cinco anos de mau Governo. É por isso que, nestas circunstâncias, falar da coragem do primeiro-ministro e do ministro das Finanças, como alguns têm feito, é um insulto de mau gosto a todos os portugueses que trabalham, pagam os seus impostos e vêem defraudadas as suas expectativas de uma vida melhor. As medidas propostas, sendo inevitáveis, dada a dimensão da dívida e a desconfiança criada pelo Governo junto dos credores internacionais, não tocam no essencial da gordura do aparelho do Estado e nos interesses da oligarquia dirigente. Mas o pior é que estas medidas, pela sua própria natureza, não são sustentáveis no futuro e não é expectável que, com este Governo, se consiga o crescimento sustentado da economia.
Quais os efeitos das medidas anunciadas na economia real?
Os livros de Economia ensinam que estas medidas matam qualquer economia, e essa é uma razão adicional para as evitar em tempo útil, com bom senso e boa governação. Em qualquer caso, temos a vantagem de ser um pequeno país e acredito que as empresas têm condições para salvar a economia portuguesa. Mas, para isso, precisam de uma estratégia nacional clara e coerente, um Estado sério e competente que defenda o interesse geral e uma profunda reforma ao nível da exigência educativa. O objectivo principal terá de ser subir na cadeia de valor através da inovação e de recursos humanos mais qualificados.
A entrevista é extensa, clara (não usa o “economês”) e abrangente, podem e devem lê-la toda, para evitarem comentários meus, por desnecessários.
E continua:

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A Lusofonia é um espaço de união ou de separação?

Segundo Edma Satar, da Universidade de Lisboa, a Língua Portuguesa é uma realidade no dia-a-dia de Moçambique e “os moçambicanos consideram que não precisam do acordo ortográfico porque falam e escrevem como os portugueses”. Mas, para além da relutância “natural” em aceitar “pequenos ajustes”, próprios da evolução de uma língua, a especialista, natural de Moçambique, ressalta o peso que o passado colonialista ainda tem no presente do povo moçambicano. “O termo lusofonia não é bem aceite porque ainda há muita mágoa pelo passado colonialista”, apontou, à margem dos Colóquios de Lusofonia, que terminam hoje, em Bragança.
“Nós tivemos uma história muito difícil, traumática, mas também houve coisas positivas. Como peneirar toda essa experiência para que a nação possa ir além, incorporando todos os elementos presentes, é o grande desafio da África Lusófona”, considerou.
Edma Satar quis ainda alertar para a necessidade de valorizar a Literatura Africana, que tem a particularidade de ressaltar o que houve de negativo no passado das ex-colónias.
“Este abraço entre o Brasil, as ex-colónias e Portugal é muito necessário e Portugal tem um papel principal na difusão e na aceitação de toda a nossa cultura”, salientou.
O passo a dar no futuro é “deixar para trás” o passado colonialista que tem manchado o relacionamento com a Língua Portuguesa.
Sempre pensei que a Lusofonia era um objectivo de aculturação entre todos os países que falam português, para benefício de todos e nunca um espaço onde pudesse entrar o passado, para atrapalhar o futuro.
Não foi a manutenção do português falado e escrito, que manteve a resistência em Timor-Leste e lhes garantiu o direito à Independência?
Não é o melhor futebol dos países lusófonos, que entusiasma toda esta comunidade, com mais adeptos fora de Portugal, sobretudo, do que no país colonizador?
Não é em Angola, que qualquer estrangeiro que não saiba falar português tem que o aprender (e está correcto), se lá quiser sobreviver?
Não é a língua portuguesa, hoje, um instrumento para a economia global e uma mais-valia para as trocas comerciais?
Não é em Portugal, de facto, o sítio onde se encontram os escritores lusófonos e que tem dado nome a tanto escritor africano e brasileiro, por exemplo nas “Correntes d’Escritas”, anualmente, na Póvoa de Varzim?
Se não for para tudo isto e muito mais que a Lusofonia serve, então não serve para nada, apenas para encontros sobre o tema, o que não chega.
Se o termo “lusofonia” não agrada, venha a imaginação e encontre um melhor, para que não haja impedimentos. Infelizmente, a história não anda para trás, para ninguém, e o futuro não deve ser penhora do passado, porque todos os cidadãos de língua portuguesa foram atingidos, uns mais que outros, mas todos.
O Acordo Ortográfico é outra coisa, e há mais gente a opor-se a ele em Portugal do que no resto do mundo do português, não pelas mesmas razões, mas com razões.

Ao que chegamos! A uns, migalhas, a outros, cacau…

Portugal vai dispor de cerca 62.000 toneladas de cereais e 5.000 toneladas de leite em pó da União Europeia (UE) para distribuir, em 2011, no âmbito da ajuda alimentar aos mais necessitados.
No total, Portugal terá à disposição 61.906 toneladas de cereais, 458 de manteiga e 5.000 mil toneladas de leite em pó desnatado de existências públicas de intervenção para distribuir.
“O regime de ajuda aos necessitados é mais um sinal de que a Política Agrícola Comum não se destina apenas aos agricultores, mas a todos os cidadãos da UE. Calcula-se que, no ano passado, 13 milhões de pessoas beneficiaram dos diversos programas nacionais”, disse esta segunda-feira o Comissário Europeu para a Agricultura.
O orçamento total do regime é de 480 milhões de euros, cabendo a Portugal produtos avaliados em cerca de 20 milhões.
A participação dos Estados-membros no programa é voluntária e a ajuda destina-se normalmente a um vasto leque de pessoas em situação de pobreza, entre as quais famílias em dificuldades, idosos com poucos meios, pessoas sem-abrigo, pessoas com deficiência, crianças em risco, trabalhadores pobres, trabalhadores migrantes e requerentes de asilo, mediante a colaboração dos Estados-membros com associações caritativas e/ou serviços sociais locais.
Segundo recentes estimativas de Bruxelas, em média, 17% dos habitantes da UE vivem à beira ou abaixo do limiar de pobreza, enfrentando, pois, uma situação de pobreza alimentar que não lhes permite, por exemplo, tomar uma refeição equilibrada de dois em dois dias.
Isto nem merece qualquer tipo de comentário.
É a vergonha de um país e a sem-vergonha de quem está na origem e na manutenção deste Estado…
Só falta dizer à EU: “Obrigadinhos e seja pela alma de quem lá têm!”