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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Vencedores dos Prémios das Correntes d’Escritas

Prémio Literário Casino da Póvoa: O livro do sapateiro, de Pedro Tamen.
Prémio Literário Correntes d’Escritas/Papelaria Locus: Esquecimento, poema de Ana Filipa Cravina dos Reis.
Prémio Literário Conto Infantil Ilustrado Correntes d’Escritas/Porto Editora:
1º lugar - O Sonho da Violeta, da turma 15 da Escola EB1/JI de Medo, de Riba de Âncora, Vila Praia de Âncora;
2º lugar - Uma Aventura no Castelo de Lanhoso, da turma 40 do Centro Educativo do Cávado, de Monsul, Póvoa de Lanhoso;
3º lugar - Uns Peluches Especiais, da turma A da Escola EB1 de Cadilhe, Amorim, Póvoa de Varzim;
Menções honrosas - O Planeta Amarelo, do Colégio da Arrábida, de Azeitão, Setúbal (conto ilustrado) e O Verdadeiro Natal, da turma 9 da Escola EB1 de Nogueira, Braga (texto).
Prémio Fundação Dr. Luís Rainha: Sete estórias do vento salgado, de Ana Paula Braga Morais Mateus, Menções honrosas - Indícios para um cântico poveiro, de Pedro Manuel Martins Baptista, e Patrão Lagoa – o sonho de ser Cabo-do-Mar, de José António Ribeiro de Azevedo.

Um contraditório tão bem lúcido e bem dissecado

A chamada geração parva quer um milhão na avenida para demitir “toda a classe política”, o que é, realmente, uma parvoíce. Mas parece que o epíteto vai pegar, como há 18 anos pegou a geração rasca.
Bem tentou, a geração, dizer que mais que rasca, estava à rasca. E bem tenta, a outra geração, perguntar se mais que parva, não estará tramada.
Quando há 18 anos os universitários mostraram o cu ao aumento das propinas, levantou-se um charivári de opiniões sobre os meninos malcriados. Seriam rascas, clamavam editoriais e comentaristas, passando a discussão a ficar centrada nas nádegas. E as propinas aumentaram.
Como uma reposição de um filme da série B de baixo orçamento, os mesmos comentaristas ou outros semelhantes, ‘pegam’ no verso de uma cantiga e helás!, aqui temos a geração parva.
A coitada da geração é chorada com copiosas lágrimas de crocodilo, que não conseguem estágios, que não conseguem empregos, que estão a ser sugados pela geração que não prescinde dos seus direitos, por acaso conquistados a pulso e à custa de muita luta.
Nem uma destas carpideiras de serviço, com lugar cativo há muitos e bons anos, prescinde obviamente dos seus direitos pessoais e de outras mordomias, algumas delas obscenas. Evidentemente.
Seriam os outros, quem deveria agora deixar de ter reforma, férias, assistência na doença, condições de trabalho dignas, porque são eles, os que já não são ‘competitivos’, os que já deram tudo o que tinham a dar é que estão a exigir demais, a contrair dívidas que eles, os outros, a geração parva, irá pagar.
Assobiando para o ar e como quem não quer a coisa, o último verso da cantiga é convenientemente ignorado: “sou da geração do já-não-posso-mais / que esta situação dura há tempo demais”.
Acontece que da geração do já-não-posso-mais, são muitos mais dos que os que têm curso e não conseguem estágios e empregos a não ser precários. E se sentem escravos, porque são apenas um número, duma longínqua estatística, atropelados por leis, exigências, aumentos, penhoras.
São também aqueles que não têm curso porque os seus pais são precários, há 10, 15, 20 anos, ou ainda muitos outros para quem a escola é uma miragem, a partir do nono ano, a não ser que passem fome.
Da geração do já-não-posso-mais, são os que se sentem a sufocar num sistema que substituiu trabalho por emprego, que rasgou o contrato social colocando em risco o cimento das comunidades, que se esquece de produzir para se concentrar em terciarizar.
São ainda aqueles que não conseguem perceber como uma democracia está transformada numa ditamole ou numa democradura, onde as ambições voam baixinho, e cada um trata da sua vidinha, cheio de medo do chefe, do diretor, do ministro, das leis da união europeia. Onde se retira o abono de família a quem ganha 1.500 euros e se mantém o salário dos que ganham 150 mil euros. Coisa que os que se estão a preparar para vir a seguir tencionam manter. Obviamente.
Da geração do já-não-posso-mais são os velhos que morrem sozinhos, os que se acotovelam em cidades, fugindo do agonizar de metade do país, porque se fecham as escolas, os centros de saúde, os serviços do Estado, lá onde deixou de apitar o comboio, já não passa a carreira, o campo não se cultiva e as fábricas fecharam as portas.
Todas estas “geração do já-não-posso-mais” precisam que a geração dita parva não embarque nas parvoíces e sonhe alto, não prescinda de construir um país que não seja mal frequentado e seja capaz de, como a geração mais preparada que alguma vez existiu, ousar e exigir soluções para “esta situação que dura há tempo demais”.                                
Conceição Branco, jornalista

Para um ambiente citadino menos mau

“Este tipo de projeto assim como a manutenção da nossa atividade industrial só tem sido possível fruto da flexibilidade e cooperação dos nossos colaboradores”, afirmou hoje o presidente da CaetanoBus na apresentação do primeiro autocarro elétrico português e adiantou que “presentemente com o aumento das encomendas, sobretudo no estrangeiro, e consequentemente aumento da produção, vamos trabalhar cerca de 10 horas por dia compensadas pelo banco de horas”.
A atividade industrial só foi possível fruto da flexibilidade e cooperação dos colaboradores.
Será uma crítica à falta de apoio do governo ou da Banca?
Será um hino à flexibilidade? 
Será o reconhecimento do papel dos trabalhadores?
A CaetanoBus vai aumentar em 10% o número de funcionários, com a contratação de 50 pessoas, para assegurar a produção do autocarro eléctrico e responder ao aumento das encomendas de autocarros turísticos e de aeroporto.
"Já estamos a contratar pessoas", revelou o presidente da CaetanoBus, acrescentando que a empresa fabricante de autocarros, que hoje apresentou o primeiro autocarro eléctrico português, deverá fechar 2011 com mais 40 a 50 funcionários do que em Dezembro 2010, altura em que empregava 479 pessoas.
O projecto do autocarro 100% eléctrico, um investimento de 4 milhões de euros, pretende produzir 10 a 20 autocarros eléctricos e em 2012 aumentar para 50 viaturas, com um aumento das encomendas de autocarros turísticos para Inglaterra, autocarros de aeroporto (COBUS), prevendo para 2011 um volume de negócios expectável de 57 milhões de euros, em que cada viatura vai custar cerca de 500 mil euros com as baterias incluídas.
50 empregos a mais não é muito, porque tudo que seja alta tecnologia não precisa de muita mão de obra, mas tenhamos em conta a redução da poluição ambiental, química e sonora, a que se deverá acrescentar o aumento dos tais “bens transacionáveis”.
E boa viagem, para a empresa, para o país e para os colaboradores.

É mesmo uma festa e uma fartote de cultura(s)

Revista Correntes d’Escritas nº 10
Póvoa de Varzim, 23.02.2011 - São hoje conhecidos os vencedores dos prémios literários atribuídos no âmbito do 12º Correntes d’Escritas. O anúncio acontece na Sessão Oficial de Abertura do Encontro de Escritores de Expressão Ibérica que decorre no Casino da Póvoa.
O livro do sapateiro, de Pedro Tamen, é o vencedor do Prémio Literário Casino da Póvoa. O anúncio foi feito há momentos, na Sessão Oficial de Abertura do Encontro Correntes d’Escritas.
São eles: o Prémio Literário Casino da Póvoa, no valor de 20 mil euros, para um livro de poesia; o Prémio Literário Correntes d’Escritas/ Papelaria Locus, para jovens entre os 15 e os 18 anos, no valor de mil euros, também para trabalhos em poesia; o Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes d’Escritas/ Porto Editora, para alunos do 4º ano do Ensino Básico, conto e ilustração, no valor de mil euros; e, por último, o Prémio Fundação Dr. Luís Rainha, atribuído pela primeira vez este ano, que distingue trabalhos de poveiros ou dedicados à Póvoa de Varzim, no valor de mil euros.
Ainda na Sessão de Abertura, destaque para o lançamento da Revista Correntes d’Escritas nº 10, dedicada a Luísa Dacosta. A escritora participou em várias edições do Correntes d’Escritas e, em 2004, foi distinguida com a Medalha de Mérito pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.
À tarde, pelas 15h30, no Auditório Municipal, Laborinho Lúcio, Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, Jubilado, faz a Conferência de Abertura do Encontro, à qual se segue a primeira mesa de debate.
Aida Gomes, Almeida Faria, Eduardo Lourenço, Fernando Pinto do Amaral, Maria Teresa Horta e Ricardo Menéndez Salmón são os primeiros a assumir o desafio e debater perante o público o tema que a organização lhes propôs: “Falta futuro a quem tem no presente as ambições/ passadas”. O verso é de Armando Silva Carvalho, autor de uma das obras finalistas do Prémio Literário Casino da Póvoa, e serve de ponto de partida para a mesa moderada por José Carlos de Vasconcelos.
A vertente pedagógica do evento está uma vez mais presente e o Correntes d’Escritas realiza sessões com escritores para o público infanto-juvenil. Durante a tarde, Cristina Norton, Ana Luísa Amaral e Inês Pedrosa vão estar no Diana Bar, para conversarem com alunos de Santa Maria da Feira.
O primeiro dia do evento também é marcado pela inauguração de duas exposições. Às 19h00, na Biblioteca Municipal, é inaugurada a Exposição “Poesia Experimental Portuguesa” da Colecção da Fundação de Serralves, e às 19h30, o Museu Municipal abre a Exposição “Rostos e Pessoas” – obras do escultor Hélder J. T. Carvalho.
À noite, o Axis Vermar acolhe mais uma sessão de lançamento de livros seguida de poesia e música com poetas convidados. Como o ar que respiras, de Maria João Martins, Do Longe e do Perto Quase-diário, de Yvette K. Centeno, O Filho de Campo de Ourique e Outras Histórias, de António Figueira, O Verão de todos os Silêncios, de Maria Manuel Viana, Os Demónios de Berlim, de Ignacio del Valle, e O Dois Amigos, de Kirmen Uribe, são as seis obras apresentadas.
O Correntes d’Escritas é organizado pela Câmara Municipal, com o apoio do Turismo de Portugal. É patrocinado pelo Casino da Póvoa, pela Norprint, pela BMCar e pelo Axis Vermar. Conta ainda com o apoio da Porto Editora, da Papelaria Locus, do Instituto Cervantes, da Embaixada do México, do Ministério da Cultura da Argentina, e tem como parceiros privilegiados o Booktailors - Consultores Editorais, a revista LER, o Jornal de Letras, a Universidade do Porto, o Cineclube Octopus e o Varazim Teatro.
Acompanhe o Correntes d’Escritas clicando na miniaplicação ao lado, onde encontra o programa completo do evento bem como as notícias e imagens diárias do mesmo.
PROGRAMA

"quinhentoseuristas" e "outros mal remunerados"...

Mais de 20 mil pessoas já confirmaram a sua participação, através do Facebook, no protesto de dia 12 de março, em vários pontos do país, pela "geração à rasca". O movimento "apartidário, laico e pacífico" reivindica o direito ao emprego e à educação e o fim da precariedade.
"Foi um movimento espontâneo e cívico em que ambicionávamos criar um grupo de debate, uma certa concertação social que envolvesse políticos, empregadores, jovens, pessoas de mais idade, que neste momento se encontram em situação precária", explicou Paula Gil, membro da organização do evento.
A iniciativa, que se dirige aos desempregados, "quinhentoseuristas" e "outros mal remunerados", foi agendada para a Avenida da Liberdade, em Lisboa, e a Praça da Batalha, no Porto, mas a organização tem sido contactada "por muitas pessoas que pretendem desenvolver o protesto" noutras zonas do país.
Assim irá acontecer em Ponta Delgada, nos Açores, onde um grupo de cidadãos está a convocar uma "Manifestação da Geração à Rasca" para o mesmo dia, nas Portas da Cidade.
Para "desencadear a mudança", diz Paula Gil, pede-se aos manifestantes que levem uma folha A4 com "o motivo da [sua] presença e uma solução", para depois ser entregue na Assembleia da República.
Os promotores do Protesto da Geração À Rasca reafirmam a total independência do movimento relativamente a qualquer estrutura ou movimento de cariz partidário, político ou ideológico. Queremos reforçar a democracia participativa e nunca o contrário!
Portanto:
1 – Não existe nenhuma relação entre este protesto e qualquer outra acção que se venha a realizar na Avenida da Liberdade em Lisboa.
2 – Nunca foi enviada qualquer lista de reivindicações. O manifesto é o único documento associado ao protesto.
Este é um movimento: Apartidário, aberto a todos os partidos democráticos e a quem não tem preferência partidária; Laico, aberto a todas as religiões e a quem não tenha religião; e Pacífico!

Ecos da blogosfera – 23 Fev.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Regionalização já! Para acabar com a usurpação!

Quanto mais não fosse, por isto:

E por isto:
E mais por isto:
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e o Conselho Regional do Norte promoveram hoje, no Porto, o seminário "Regionalização & Revisão Constitucional: Que perspetivas?".
Todos regionalistas, mas com perspetivas diferentes sobre a necessidade do REFERENDO, a viabilidade das regiões-piloto e o prazo da reforma, deputados do PS, PSD, CDS-PP, BE e PCP debateram no Porto, os problemas e urgência da regionalização.
No painel "A visão do Parlamento" participaram deputados das cinco bancadas parlamentares, que fazem parte da atual comissão de revisão constitucional.
Uma unicidade surpreendente, com muito caminho pela frente, para, entretanto, criar entroncamentos, cruzamentos e quem sabe, rotundas…
O “sim” à regionalização é uma medida de “extrema” importância para o país segundo os participantes no debate “Regionalizar para quê?” entre figuras do Norte do Partido Socialista (PS), em que explicaram o porquê a regionalização, Guilherme Pinto, presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, José Luís Carneiro, presidente da Câmara Municipal de Baião e o professor universitário Rio Fernandes.
Dois pontos reuniram o consenso de todos: o “sim” à regionalização e a necessidade de combater “a ideia de que a regionalização irá criar mais 'tachos'”.
Se a Regionalização deve ser defendida, é exatamente na Região Norte, pelos furtos a que tem sido vítima, em favor de outras “Regiões”, concretamente Lisboa.
O eurodeputado socialista Capoulas Santos defendeu hoje que a regionalização “é, não só possível, como necessária” e considerou que para isso acontecer é indispensável haver um “amplo consenso político”, no mínimo entre PS e PSD.
O consenso não é político, muito menos entre o PS e o PSd, mas sim entre a população portuguesa, através de um Referendo em que o peso de cada “Região” tenha um factor correctivo em relação à população de cada uma delas, para que Lisboa, mais populosa, não vença à partida e em que os debates sejam igualmente compostos por gente de cada “Região”, para não sermos bombardeados pelos residentes na marginal Lisboa-Cascais…
Uma economia que está "de gatas", uma dívida pública monstruosa e um sistema social injusto. O retrato negro da situação do país foi feito pelo presidente da Câmara do Porto durante um debate sobre regionalização e revisão constitucional, em que defendeu que a regionalização tem um papel a desempenhar nas rupturas que são precisas para o país.
Provavelmente, as questões levantadas não sejam as causas das desigualdades regionais, mas a regionalização talvez possa impor menos desigualdades nestes setores, desde que haja paralelamente descentralização, que não é o mesmo que regionalização, com que se enganou o povo no primeiro Referendo….
Sobre a questão da regionalização, o presidente social-democrata da Câmara de Faro disse que com o actual Governo "os sinais deste centralismo foram muitos ao longo destes anos".
"Depois, em vários ministérios, foram absorvidas competências para Lisboa. Fecharam maternidades, centros de saúde, serviços periféricos do Estado central em várias zonas e o Estado central em Lisboa absorveu competências na vigência deste Governo", acrescentou.
Pois, e ao contrário da alternativa à Regionalização que o Referendo rejeitou, que era a descentralização, resultou no oposto, não por opção dos governos que se seguiram, mas pela tribo lisboeta, que vai vivendo à custa das desigualdades regionais…
“A regionalização é o assunto mais importante que o país tem de resolver, urgentemente, para sair da crise e enfrentar os desafios do futuro”, disse Daniel Campelo.
A Regionalização talvez não seja o remédio, mas será uma terapia para que a crise seja repartida proporcionalmente e os proventos, bem distribuídos, resultarão na diminuição das desigualdades, que a cada ano vão crescendo, em todas as áreas administrativas e sociais.
Só falta saber a opinião do BE e do PCP. Porquê?

Mais uma praxis alternativa às tradicionais praxes!

A média de idade dos dadores de sangue é de 50 anos e a “praxe” motivaria a doação de sangue nas camadas mais jovens.
O novo presidente do Instituto Português do Sangue (IPS) quer instituir a praxe de doação de sangue nas universidades.
Álvaro Beleza disse que vai propor às universidades do país a criação de uma “praxe de iniciação” de doação de sangue para motivar as camadas jovens a doar, porque os dadores estão a envelhecer.
O médico lamenta que a idade média dos dadores de sangue ronde os 50 anos e dá como bom exemplo a Associação de Dadores de Arraiolos, no Alentejo, onde 10% da população doa sangue anualmente e onde aos 18 anos os jovens o fazem como uma espécie de ritual de iniciação à idade adulta.
De acordo com o que o médico declarou, o IPS colhe todos os anos cerca de 250 mil unidades de sangue (60%) e os hospitais portugueses cerca de 150 mil unidades, mas o presidente quer que o instituto processe 80% do sangue colhido.
Embora as reservas de sangue nacionais estejam consideradas satisfatórias, o consumo de sangue tem vindo a crescer. Álvaro Beleza relembra ainda que a dádiva de sangue funciona para o dador como uma espécie de “check up” anual.
O sistema de sangue português é um dos mais auditados no sector da saúde e também um dos dez melhores do mundo, refere o médico, sublinhando que existem vários protocolos de investigação com grandes laboratórios mundiais.
As praxes académicas são das coisas mais absurdas, no que respeita ao objetivo que as “justifica”, ou seja a integração dos novos estudantes, no universo universitário. Isto porque são degradantes da dignidade de um indivíduo, que sendo discriminado negativamente, não pode criar laços relacionais.
Daí que esta proposta se enquadra noutras já implementadas e com sucesso crescente, que garantem a integração, não na universidade, mas na sociedade, que no futuro, cada novo estudante vai servir no desempenho da sua profissão, se entretanto arranjar emprego.
Dar sangue novo a um país a envelhecer, é uma boa receita para ser aviada pelos praxistas modernos…

Foi no Brasil, mas é pena que cá a justiça não atue!

Pela primeira vez, investidores foram condenados criminalmente por uso de informação privilegiada. A sentença é de até um ano e nove meses e multa de mais de R$ 300.000 para cada um dos dois ex-executivos da empresa Sadia.
De acordo com informações do Ministério Público Federal em São Paulo, os dois envolvidos poderão recorrer em liberdade.
Em 2006, eles negociaram, nos EUA, ações da Perdigão, sabendo que a Sadia faria oferta de compra. Os papéis valorizaram-se, dando aos dois um lucro de R$ 327.000.   
Os dois ex-executivos foram condenados pelo juiz federal substituto, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
Um deles foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 349.711,53 e a pena de 1 ano e 9 meses de prisão, convertida na prestação de serviços comunitários e na proibição de exercer função de administrador ou conselheiro de companhia aberta pelo mesmo prazo de cumprimento da pena, de acordo com o Ministério Público Federal em São Paulo.
O outro recebeu multa de R$ 374.940,52 e foi condenado a pena de 1 ano, 5 meses e 15 dias de prisão, convertidos também em prestação de serviços e proibição de exercício de função semelhante por igual período ao da pena.
Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que atuou com o MPF, essa sentença judicial "aumenta a confiança na ação do estado brasileiro em defesa da integridade do seu mercado de capitais e é mais uma evidência da importância do amplo e produtivo trabalho de prevenção e combate a ilícitos que vem sendo desenvolvido pela autarquia em conjunto com o MPF".
Pois, eles é que são corruptos, mas criminalizam o que obviamente deve ser crime!
Nós cá é que somos todos muito sérios, principalmente os que dizem que enriquece(ra)m à custa da Bolsa, saiba-se lá como, mas os métodos não devem divergir muito, lá, cá e em todo o mundo bolsista.
Que sirva de exemplo, não só para o Brasil como para todos os “especuladores”, não o truque, mas a criminalização!