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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Declare-se a Insolvência e dê-se-lhes uma Penitência!

Governo injecta 500 milhões no BPN e retira CGD da gestão
Caixa Geral de Depósitos vai abandonar a administração do BPN, onde está desde que a instituição foi nacionalizada, e o Governo prepara-se para anunciar a injecção de Fundos Públicos, de 500.000.000 de euros, através de um aumento de capital do banco.
Depois de falhada a privatização do BPN, ao Estado restam 2 soluções, qualquer delas com custos para o erário público: ou recapitaliza a instituição, ou pede a sua liquidação.
O Banco de Portugal tem vindo a alertar as autoridades para o facto de o BPN estar a operar no mercado em condições irregulares, pois a sua situação líquida é negativa, de 2.000.000.000 de euros, e não cumpre os rácios prudenciais.
O Ministério das Finanças disse, hoje, que ainda não tomou decisão sobre uma recapitalização do BPN e o afastamento da CGD da administração do banco, como é hoje avançado pelo "Público".
A administração do BPN pediu na passada semana um aumento de capital com o máximo de 500 milhões de euros, mas não há ainda decisões sobre as verbas ou momento da operação, disse hoje o ministério das Finanças.
Os contribuintes não devem ser chamados de novo a pagar as crises da banca. Deve ser o regulador a precaver essa situação. A opinião é de Horta Osório, presidente indigitado do Lloyds Bank.
Fazendo de conta que não aconteceu nada de anormal na vida deste banco e que neste momento ele é do Estado, porque se pensa em continuar a meter dinheiro dos contribuintes numa empresa falida?
Não há nenhum Economista, de direita ou de esquerda, que não tenha outra sentença para as empresas que geram défices, que não seja: FECHE-SE! Decreta FALÊNCIA!
Um banco, no conceito dos Economistas não é uma empresa que vende dinheiro? Há uma que dá prejuízo? FECHE-SE! Decreta FALÊNCIA!
A coisa é tão lógica, que até fiquei surpreendido com o conselho de Horta Osório, posição que eu (um nabo nestas coisas) já tinha dito e redito há tempos. Só porque é óbvio!
Até se fica com dúvidas, se o Governo quer reaver o dinheiro (nunca mais), se quer ganhar algum com a “privatização” (mas ninguém é tolo), se quer salvar o emprego dos 1.800 funcionários (que não deve tirar o sono aos governantes), ou se quer manter os lugares e os ordenados dos Administradores (isso talvez os preocupe).
Alguém no seu perfeito juízo mantém o dinheiro no BPN, ou faz depósitos, ou pede empréstimos? Então que perspectivas se abrem para a regeneração? E apesar das justificações para a sua nacionalização (destruição dos sistema bancário) aconteceu?
FALÊNCIA JÁ! Vendam os imóveis e inaugurem o tal Fundo de indemnizações para os despedidos, já que dizem que é BOM!
Não nos vão mais aos bolsos, please!

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O Presente que nos dão: Mau Natal e Ano Novo pior!

As medidas de austeridade, tomadas para combater a crise económica, têm levado os europeus, afectados directamente no bolso e preocupados com o emprego, a assumir prudência na hora de comprar os seus presentes de Natal.
Este efeito é particularmente espectacular em países como Grécia, Irlanda e Portugal, os mais susceptíveis à pressão pelos mercados inquietos pelo nível das suas dívidas. Mas a austeridade afecta a maior parte da União Europeia, da Espanha ao Reino Unido, passando pela França.
A redução de salários, os cortes nos serviços sociais e as perdas de emprego estão corroendo o poder aquisitivo dos consumidores.
"Sentimos, de facto, uma certa insegurança por parte dos consumidores. São mais prudentes nas suas compras. As pessoas esperam, em geral, ter um pagamento extra (na época de Natal) para fazer as suas compras", constata o Presidente da Associação de Comerciantes do Porto (Portugal).
Na Grécia, a Confederação Nacional de Comerciantes (ESEE) destaca o risco de "uma queda brutal do volume de negócios durante as festas de Natal", que representa na maioria entre 20% e 25% das vendas anuais. "Para estas festas, só tenho um extra de 400 euros no meu salário contra os 1.800 euros que recebi no ano passado", explicou um funcionário de uma empresa pública.
Na Irlanda, a confederação patronal IBEC espera também "uma baixa das vendas de Natal". Neste país, com grande tradição natalícia, "as pessoas estão preparadas, gastarão um pouco menos, mas conservarão o essencial", disse o Presidente da Organização Patronal "Retail Ireland". "É também uma ocasião para esquecer um pouco as preocupações", acrescentou. Os irlandeses continuarão "a comprar bombons para o Natal, porém mais baratos".
Na Espanha, que tem o índice de desemprego mais elevado da zona do euro (20%), as despesas no Natal cairão 7,4%, segundo estudo da Federação de Usuários-Consumidores Independentes (FUCI). "Durante os três últimos anos, o consumo caiu 24%. Isto mostra o estrago que a crise provoca em muitas famílias que têm que reduzir ainda mais as suas despesas durante as festas para chegarem ao fim do mês", disse a presidente da FUCI. A austeridade afecta também a tradicional lotaria de Natal, cujas vendas de cautelas caíram 9%.
Os italianos também se mostram prudentes, marcados pela incerteza económica e pelo medo de perder o trabalho, segundo uma pesquisa publicada pela associação patronal Confesercenti. No Natal, os italianos vão gastar 5,84 mil milhões de euros, procedentes de pagamentos extras, ou seja, 373 milhões a menos do que no ano passado.
Na França, as despesas com as festas diminuirão 4%, segundo as previsões do gabinete Deloitte.
Alguns países europeus vivem, no entanto, uma certa melhoria: na Alemanha, estima-se que os gastos natalícios vão aumentar 2,5% segundo a federação do comércio HDE.
Na Grã-Bretanha, a temporada anuncia-se melhor este ano, segundo 2/3 dos comerciantes entrevistados pela confederação patronal CBI. As medidas de austeridade paradoxalmente favorecem as compras, antes da alta do IVA no começo de Janeiro.
O Pai Natal não se esqueceu de quase ninguém, só que em vez de presentes, vais trazer ausentes.
E dizem que com menos dinheiro se gasta menos (claro), gastando-se menos reduz-se a necessidade de produtos (óbvio), produzindo menos as empresas vão à falência e aumenta o desemprego (linear) e aumentando o desemprego, com redução das indemnizações, ainda haverá menos dinheiro (matemático), mas… dizem que percorrendo este roteiro conseguiremos pagar a Dívida! Vamos é aumentá-la!
Estão a gozar com a nossa cara?
Milhares de trabalhadores enfrentaram o tempo gélido neste sábado em várias cidades da Espanha para protestar nas ruas contra as medidas de austeridade e os planos do governo de ampliar a idade para aposentadoria. As manifestações foram convocadas pelos sindicatos mais importantes do país: a União Geral de Trabalhadores e a Confederação Sindical de Comissões Obreiras.
O PM, Zapatero, afirmou na sexta-feira que o Governo está decidido a aumentar a idade para aposentadoria de 65 para 67 anos a partir de Janeiro, apesar da resistência dos Partidos da Oposição e dos Sindicatos, que também ameaçam realizar uma greve geral.
O Banco Central da Espanha e outras instituições financeiras vêm pedindo que o Governo faça essas mudanças como parte das reformas estruturais destinadas a sanar a economia do país. A Espanha está a tentar sair de uma recessão de 2 anos, mas ainda tem a taxa de desemprego mais alta da Europa, de 20%.
O problema dos espanhóis, é o mesmo que o nosso e de todos os cidadãos da União Europeia.
As medidas são “prejudiciais ao funcionamento das instituições”, geram “desmotivação” entre os profissionais das diversas forças de segurança e isso irá reflectir-se “negativamente no trabalho a ser prestado”, declarou Paulo Rodrigues, da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), que considera que, sem dinheiro, "será mais difícil para as instituições conseguirem continuar com a qualidade que é preciso", principalmente numa época em que "a grande criminalidade está em alta" e "a pequena criminalidade tem tendência a crescer".
O problema dos portugueses é o mesmo que o dos espanhóis e de todos os cidadãos da União Europeia.
Mas para o abismo é que é o caminho…

Será 2011 o 1º ano de guerras sociais na UE?

Os jovens gregos encheram os bairros boémios da capital durante o fim-de-semana. "Falamos da crise na segunda-feira, nas manifestações, ok?", propõe um deles.
"Apertar o cinto? Já ninguém o pode apertar mais!", diz Yannis, 21 anos, enquanto bebe mais um cálice de raki, uma aguardente produzida na região dos Balcãs, macia mas forte, vendida pelo preço de um euro nos bares do bairro boémio de Monastiraki-Miaouli.
Mas, ontem à noite, os jovens de Atenas não queriam falar da crise nem da nova semana de greves gerais que começa amanhã, segunda-feira, dia 20.
A noite não estava muito fria, as esplanadas estavam aquecidas e as ruas repletas de jovens divertidos. "A greve? Falamos disso na segunda-feira na manifestação em frente ao Parlamento", acrescenta Yannis, estudante de direito.
Depois de uma semana de greves, manifestações e violência, os atenienses gozaram um fim-de-semana bastante relaxado. Nos dois bairros boémios, as noitadas de sexta e sábado fluíram alegres até de madrugada.
O novo plano de austeridade imposto pela UE e o FMI, que prevê fortes cortes de 10% a 25% nos salários da classe média e alta, subida de taxas dos produtos de base (alimentação) e mais facilidades para os despedimentos, levou os sindicatos a apelarem a novas greves gerais durante esta semana. Até no dia 24, véspera de Natal, os gregos farão greve parcial entre as 12h e as 16h!
A recessão (o PIB de 2010 é negativo - 4%) deverá prolongar-se no próximo ano e os gregos já tiveram de facto de apertar bem o cinto. Mas tanto os jovens como os sindicatos dizem que já não aguentam mais. A Grécia, sobretudo a capital, estará paralisada durante toda a semana que agora começa.
Nos hotéis, os poucos turistas que ainda se encontram em Atenas enfileiram-se para ler os avisos que diariamente são colados aos vidros, nas portas e dentro dos elevadores - "Atenção, devido a uma greve geral, dia 20, 21, 22... tome precauções porque não circularão transportes públicos!"
A Grécia é o 1º exemplo da falha da política de AUSTERIDADE, ou melhor, do sucesso dessa política, mas para o FMI e a UE. E também tem sido um exemplo de resistência de um povo soberano, maltratado pelos usurários da Dívida Soberana.
Como era previsível, a violência de rua tem sido a resposta dos gregos, mas que deverá redundar em instabilidade social e marginalidade, quando as carências começarem a aumentar e as soluções a resultarem no avesso das promessas.
E o que lá se passa e passará, vai repetir-se na Irlanda, em Espanha e (talvez) em Portugal. Na Itália, Berlusconi vai apanhando, mas aguentando…
Estaremos no princípio de uma política suicida, que leve a Europa para uma guerra social?
Semeando ventos… a resposta em vídeo.

No teatro da Vida, os actores são fantoches!

De Gaulle tinha exacta noção de que ao político, como ao artista, é necessário o dom, moldado pelo ofício. Cercava-se de cuidados com a expressão, ensinando: "Os maiores medem cuidadosamente as suas intervenções. Fazem delas uma arte." Tempos grandiosos aqueles em que as plateias se encantavam com a arte dos grandes mestres da palavra. As sentenças continham boas lições e o poder de mobilizar e atrair a atenção das massas. "Não tenho nada a oferecer-vos senão sangue, sacrifício, suor e lágrimas", declamava Churchill a ingleses inebriados com o fervor que o Primeiro-Ministro imprimia à convocação de guerra. "Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer por seu país", proclamava o presidente John Kennedy no seu discurso de posse, elevando o orgulho norte-americano. Pouco a pouco, a névoa do tempo tornou esquecidas as mais belas páginas da História. A cortina desceu sobre os palcos do esplendor e a era dos tribunos foi fechando portas, sob o eco da locução de Nietzsche no cume do penhasco nos Alpes de Engadine: "Vejo subir a preia-mar do niilismo." A política apequenou-se. Os actores despiram-se dos mantos litúrgicos que os cobriam de reverência. E, assim, os mais altos ideais, torpedeados pelas emboscadas da modernidade política, foram suplantados por interesses mercantilistas.
A esfera do discurso é apenas uma das frestas que deixa transparecer o rebaixamento dos padrões da política. A degradação tem sido devastadora, destruindo mitos, corrompendo administrações, sujando reputações, maltratando doutrinas e até invadindo os espaços da privacidade. A baixeza expande-se. Governantes de nações do Primeiro Mundo vêem a sua imagem embalada em escândalos e, pasmem, sob acusações de envolvimento em casos sexuais com menores e garotas de programa. É o que se diz do PM Berlusconi, da Itália. Correspondências devassadas pelo WikiLeaks mostram como as potências consideram os parceiros e os adversários. A uma lista de preconceitos somam-se digressões sobre o carácter (criticado) de figuras públicas. Por aqui, a corrosão também é intensa. O nosso sistema político, no fluxo da crise que fere a democracia representativa em todo o mundo, é balizado por um conjunto de elementos negativos: fragmentação partidária, desmotivação das bases, pasteurização ideológica, perda de força das Casas Congressuais e super-valorização dos Executivos. Também entre nós, o campo da expressão é mostra do esburacado estado da arte política.
A cada dia a galeria de gafes ganha uma nova peça. Na semana passada foi a vez do governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, que, puxando do argumento de que o dever conclama todos a pisarem na realidade, disse assim: "Quem aqui não teve uma namoradinha que teve que abortar?" Ao defender a absurda hipótese sob forte convicção - "vamos encarar a vida como ela é" -, talvez lhe tenha escapado a conclusão de que, levando ao pé da letra a peroração para cerca de 400 empresários, tirando as excepções da praxe, a conta dos abortos ultrapassaria a casa dos 300. A maneira improvisada como se usam dados (quase sempre inventados) para arrematar pontos de vista, também faz parte do mau trato que se dá à política. Quando o comandante Cabral conclama a plateia a encarar a realidade, certamente fá-lo com a intenção de expurgar a camada de hipocrisia que reveste partes do corpo político, o que, convenhamos, seria positivo. Por que, então, é alvo de críticas? Ora, porque a sua indagação é uma aleivosia, uma falseta, um exagero; além do mais, defender a legalização do aborto sob o argumento de que a sua prática é generalizada é usar um sofisma.
Por último, a questão da hipocrisia: se há real interesse em extirpar a falsidade que cerca a vida quotidiana, o orador deve incluir outros factores que não apenas aqueles que realçam um discurso para agradar a plateias.
Certos homens públicos esquecem que portam o dever de compartilhar um ideário, rotinas e acções com a colectividade. O seu mandato não lhes pertence. É do povo. Portanto, o que pensam e o que dizem devem integrar as necessidades da parte da sociedade que os elegeu. O chiste, a piada pronta, a improvisação, o jeito brincalhão de animar audiências têm que ser devidamente controlados e ajustados aos momentos, sem firulas, sob pena de se transformarem em bumerangues contra os porta-vozes. Foi assim com o próprio Lula, que, em momento de descontracção, cometeu algumas apelações. Com Maluf, que nunca se livrou do indefectível "viola, mas não mata". Com Marta Suplicy, que, Ministra do Turismo, não se conteve e, diante do caos aéreo, saiu-se com o "relaxa e goza". Ou o incontrolável Ciro Gomes, recordista de frases de péssimo gosto. Exemplo: "Fortaleza é um prostíbulo a céu aberto" (criticando a administração petista em 2008). Aliás, a dúvida persiste: ministro do governo Dilma, terá controlo para dobrar a língua?
É sabido que entre a arte (dramática ou política) e o artifício existem relações. Os políticos, como os actores teatrais, exercem papéis. Explica-se, assim, como a teatralização da vida pública gera simulação, mentiras ou falsas versões. Sob o abrigo da representação, os actores políticos desempenham também roteiros. Alguns tentam fazê-lo de maneira decente, inspirando-se no ideário original da política, que é o de bem servir a comunidade; outros exageram na interpretação do papel, fazendo uma figuração artificial e distante das expectativas das suas bases. E, por fim, existem os figurantes que, a pretexto de defender a verdade, a sinceridade, a expressão do coração, acabam por cometer tolices. A política incorpora uma liturgia própria, com ritos, costumes, semântica e estética. Os seus integrantes precisam seguir à risca ditames, valores e princípios que a inspiram. Sem fazer dela um teatro de ilusão. Ou palco para representação da sua ópera-bufa.
Gaudêncio Torquato, Jornalista, Professor Titular da USP, Consultor Político e de Comunicação 
Passem as referências ao Brasil, a ideia-mestra do texto não deixa de ser aplicável a todas as latitudes, discordando apenas da afirmação de que o tempo dos bons oradores correspondeu “às mais belas páginas da História” (santo Deus, com guerras, holocausto e mortandade).
Destaco a crítica ao “PRAGMATISMO” com que fazem as análise e nos enchem a cabeça, como se a “realidade” fosse fruto do fado e não resultado de decisões erradas de quem se propõe administrar-nos a vida, para melhor.
Grandes actores, pequenos políticos!

Ecos da blogosfera – 20 Dez.

Papai Noel versus Menino Jesus, por Ari Riboldi

Do Filosofar é preciso!!!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Fala quem sabe e por isso diz o que diz!

Maria José Morgado está preocupada com a nova lei de financiamento dos partidos, promulgada no dia 13 por Cavaco Silva. "É um passo atrás em relação às exigências de transparência e de rastreio do financiamento dos partidos", disse ontem a magistrada, no âmbito da conferência ‘Justiça e Política’, promovida pela Universidade Lusófona do Porto.
"É uma matéria muito apetecível para os partidos políticos, porque com a lei transformada num ‘complicómetro’, é praticamente impossível monitorizar o cumprimento das regras sobre a origem dos dinheiros", salientou a magistrada do Ministério Público, que considera mesmo que a nova lei pode levar às más práticas de corrupção e ilegalidade. Morgado recusou, contudo, comentar a promulgação do Presidente da República.
Durante a conferência, Maria José Morgado criticou o sistema judicial de luta contra a corrupção. "É uma demência legislativa que permite toda a série de dúvidas, permite ser um alçapão para os infractores e uma dificuldade para os juízes", sublinhou, justificando assim os elevados números de absolvições. Reconhece algumas melhorias, mas denuncia falta de meios informáticos adequados para controlar, analisar e tratar a documentação. "Continuamos mergulhados em montanhas de papel." A magistrada criticou ainda a falta de controlo da riqueza dos titulares de cargos políticos. "Não há acesso directo à base de dados do Banco de Portugal."
Mercedes e fruteiras
Sem dizer o nome do processo, Maria José Morgado fez várias referências ao caso ‘Face Oculta’, nomeadamente quando falou na oferta de Mercedes e fruteiras de prata. "Como é que se pode continuar a ser isento, se necessitar de fazer um deferimento?", questionou. "Cria um comprometimento", respondeu. Refira-se que, segundo a acusação do ‘Face Oculta’, o sucateiro Manuel Godinho ofereceu um Mercedes SL 500 ao administrador da EDP, Paiva Nunes. No mesmo processo, há também ofertas de peças de prata e de cristal, nomeadamente fruteiras, destinadas a outros gestores de empresas públicas, entre eles, José Penedos, da REN. A magistrada do MP ironizou ainda sobre o tipo de relações que os gestores de empresas públicas mantêm com empresários. "Não há almoços grátis", disse.
Não vale a pena gastar palavras, nem fazer grandes conjecturas.
Está tudo dito!

Saiam uns testes PISA para os nossos dirigentes!

As medidas aprovadas anteontem pelo Governo “são um contributo importante” para levar a economia a produzir mais e melhor. A apreciação foi feita esta tarde pelo Governador do BdP, Carlos Costa, à margem de uma conferência para discutir saídas para a crise com dimensão social.
Até este eminente técnico já disse que para o ano será pior e se não dissesse seria o único, ou então seria político (que são os únicos capazes de tal descaramento).
Era bom que quem faz estas afirmações explicasse, em português e com base na matemática mais básica, como é que a economia vai produzir mais e melhor com estas medidas e o que é que tem isso a ver com a vida das PESSOAS.
Já dizia Stiglitz, que se a Economia não é para servir as PESSOAS, não é ECONOMIA.
O ministro da Economia afirmou que a taxa social única não vai aumentar com a criação do fundo para financiar despedimentos, contra as dúvidas lançadas pelo líder do CDS-PP.
"Não há aumento da taxa social única", garantiu Vieira da Silva. O ministro da Economia disse que o fundo "é um mecanismo que se destina a tornar a economia mais eficaz e a protecção dos trabalhadores mais garantida".
Mais uma afirmação absurda, porque se o tal Fundo (para que os empresários já começaram a resistir), sai do OE, tem que sair de outro sector e sai seguramente do bolso dos contribuintes, para penalizar muitos cidadãos, que dizem que saem beneficiados com o esquema.
Mas este é político e tem cor partidária.
O líder do Bloco de Esquerda disse hoje que as medidas anunciadas pelo Governo em matéria de reforma laboral, nomeadamente "o fundo para facilitar os despedimentos", vão "destruir a economia nacional".
"A redução dos salários dos trabalhadores é que vai pagar hoje a indemnização do seu despedimento de amanhã e isso é destruidor da economia nacional", afirmou Francisco Louçã.
Para o líder do BE, "quando o primeiro-ministro anuncia que pode ainda vir a tomar medidas suplementares percebe-se que a solução da economia do medo, do abismo e do desemprego é uma destruição da resposta que o país precisa".
Este também é Economista e político e com cor partidária e diz o contrário do que dizem os outros dois acima, mas não preciso de mais justificações para lhe dar razão, porque a matemática é básica e o português entendível.
Estes VIPs da sociedade actual deviam ser todos obrigados a fazer os testes do PISA, apesar de sabermos antecipadamente que ficaríamos muito mal colocados (Português, Ciências e Matemática)…

Plataforma lusófona, sem Ensino de Português?

Para Ng Kuok Cheong, do Novo Macau Democrático, “este primeiro ano de mandato de Chui Sai On não foi satisfatório”, e lembra que até é “criticado (o deputado) por algumas pessoas, para as quais devia estar contente por este Governo ser mais fraco”.
Chui Sai On tem ainda muito a aprender”, defendeu Ng, sublinhando que o problema do líder do Governo é “não ser capaz de controlar ainda os níveis médio e elevado da Administração, enquanto Edmund Ho tinha mão sobre o seu executivo e conseguia levar os secretários a implementarem as medidas que queria”.
O mesmo deputado acrescentou que o primeiro mandato de Chui Sai On “não trouxe surpresas” e teve como “maior problema o facto de o chefe do executivo não ter passado tempo suficiente em Macau, enquanto os secretários foram atrasando os trabalhos”. “Perdeu um ano de oportunidades para alavancar os trabalhos, especialmente quanto à habitação pública e democratização”, observou.
Vong Hin Fai, deputado mandatário de Chui Sai On na corrida à liderança do executivo, descreveu o primeiro ano do mandato como “uma máquina governativa que serve o povo”, mas alertou que “tem havido alguma falta de calendarização” das medidas. “Esperamos que o Governo tenha no próximo ano a coragem de avançar com as medidas, porque o plano já foi fixado e carece agora de uma calendarização para ser bem concretizado”, disse.
Para a deputada Melinda Chan, eleita por sufrágio directo, os conceitos de “governo transparente” baseado em “decisões científicas” são “muito bons”, mas é ainda “preciso esperar mais um ano para ver se se concretizam ou não passam de slogans”. A deputada criticou a “lentidão do executivo em avançar com a construção de habitação pública” e defendeu uma aposta na “promoção do ensino do português nas escolas primárias e secundárias do território para alavancar o papel de Macau como plataforma entre a China e a lusofonia”. “O Governo tem de trabalhar todo para o mesmo lado”, alertou.
Fernando Chui Sai On tomou posse como chefe do executivo de Macau a 20 de Dezembro de 2009 e no ano que decorreu deslocou-se 2 vezes ao hemiciclo para apresentar 2 pacotes de políticas com a tónica na melhoria da qualidade de vida da população.
Independentemente da legitimidade e da operacionalidade de Macau como plataforma da Lusofonia há quem critique a lentidão do executivo em avançar na aposta na promoção do ensino do português nas escolas primárias e secundárias do território para alavancar o papel desta Região Administrativa Especial como plataforma entre a China e a lusofonia.
Das intenções e notícias à realidade, parece que nem tudo corre sobre carris. Querer impor-se como Região lusófona, sem ensinar português, é ilusionismo, ou criação de ilusões, para português ver…
Curiosamente, o Dicionário é de edição brasileira, 

“Dialectos” específicos para contrariar a Dialéctica

A linguagem dos tempos actuais resume-se ao economês, ou seja, à prevalência de tudo o que é argumento da economia ou das finanças.
O que se ouve e defende é apenas que é preciso aumentar os impostos, reduzir os vencimentos, liberalizar os despedimentos, ou minimizar a indemnização por despedimento ilegal, que vai dar ao mesmo resultado.
Os direitos sociais são comprimidos e os individuais são atropelados.
Aquilo que eram, até há pouco tempo, direitos adquiridos, hoje são completamente ignorados pelo discurso do economês, o qual serve de "ponto" ao discurso oficial do político.
Ninguém se pergunta sobre o fundamento desta linguagem. A verdade é que os resultados, do passado recente, não dão qualquer legitimidade ao discurso do economês. Só chegámos à realidade actual fruto da especulação, da ganância e da falta de regras, que levaram ao descontrole do sistema financeiro.
Onde nos vai levar esta prática, fruto deste discurso? A bom lugar, não.
A revolta dos gregos nas ruas, esta semana, devia levar-nos a reflectir.
Nestes momentos, decisivos, mais se exige aos Tribunais e aos Juízes a assumpção, em pleno, da realização da Justiça e do Direito, dando a cada um o que é seu.
António Martins, Presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses
Sem contestar o que é dito, a verdade é que cada área “científica”, cada vez mais tem o seu “dialecto” próprio, para delimitar a discussão a um número reduzido de intervenientes e escudarem-se no “rigor científico” das suas práticas.
A génese do economês, não é muito diferente da do “eduquês”, ou da do “jurisduquês”, mas é diferente a argumentação para as medidas em cada uma dessas áreas, que pretendem justificar o injustificável, baseadas no respectivo “dialecto”, que nada têm a ver com a dialéctica, pelo contrário, contrariam-na.
Juízes apresentam queixa contra o Governo

Ecos da blogosfera – 19 Dez.

 

Do AD DUO