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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

“Analistas” e Especuladores, de fora e de dentro

António Vitorino defende a convergência das forças políticas numa plataforma comum. Em entrevista ao "Diário Económico" defendeu que o PS e o PSD deveriam entender-se. E não deixou de criticar a actuação do Governo de José Sócrates, acusando-o de acordar tarde para o problema da dívida soberana.
Não foi este Vitorino que fez os 2 últimos Programas Eleitorais deste PS?
Não é o mesmo que, sempre rejeitou cargos políticos, sendo-o, para ganhar o pão-dele-de-cada-dia?
Não é o mesmo que à 2ª feira, na RTP1, fazia análises de acordo com o Programa deste PS e sabia como se resolvia tudo, quer ao nível das aldeias, quer a nível mundial?
Não é o mesmo que, mantinha uma relação privilegiada com o PM?
Então foi o PM que não acordou, ou o Advogado e Administrador de Empresas que não acordou o chefe?
Está na hora do lava-mãos…
As taxas de juro da dívida portuguesa continuavam esta manhã acima dos 6,6 por cento, quase alinhadas com o valor de fecho de sexta-feira, e a margem (spread) face às suas equivalentes alemãs, estava a descer.
Nem a aprovação do OE, nem a confiança de Hu Jintao em Portugal fazem efeito…
O presidente do IGCP, Alberto Soares, diz que está a fazer-se um esforço no sentido de diversificar a origem dos investidores em dívida portuguesa e 93% das necessidades de financiamento para este ano já estão conseguidas.
As declarações surgem depois da visita do Presidente chinês Hu Jintao a Portugal. O responsável manifestou-se “disposto a apoiar, através de medidas concretas, os esforços portugueses para enfrentar os impactos causados pela crise financeira internacional e alargar a nossa cooperação económica e comercial”.
Não foi anunciado, no entanto, um acordo concreto com vista à compra de dívida soberana portuguesa por parte da China. Mais de 75% da dívida emitida por Portugal está, neste momento, nas mãos de investidores estrangeiros, o que está a ser um factor desfavorável para a percepção de risco de Portugal.
Afinal Louçã tinha alguma razão ao dizer que havia portugueses a lamberem o prato da Dívida Soberana, que pelos vistos 25% são de cá.

Negócios Privados, mas que efeitos na Dívida Pública?

A imprensa chinesa estimou em 1.000.000.000 de dólares (718.000.000 €) o montante dos acordos e contratos empresariais assinados no Domingo em Lisboa, durante a visita do presidente chinês, Hu Jintao.
Até nem é muito dinheiro, antes pelo contrário, tanto que há muitas notícias que escrevem 718 mil milhões de euros, o que era melhor (para os accionistas das empresas).
Os analistas do BPI consideram que a possível entrada do ICBC no BCP é positiva para o banco português e classifica também de "positivo" para a EDP o anúncio da entrada do grupo China Power Internacional (CPI).
Pois! Eles terão muito a ganhar e até já ganham muito, mas pagam poucos impostos, para ajudar o País.
O vice-Presidente do Bank of China, Chen Siqing, disse que o acordo assinado com o BPI vai permitir aumentar os negócios das empresas chinesas em Angola. «O Banco BPI tem uma presença forte em Angola, através Banco Fomento de Angola, e nós queremos com esta cooperação desenvolver negócios em Angola», disse numa conferência de imprensa conjunta.
Já o presidente do BPI, Fernando Ulrich, lembrou que já desde 2006 há um acordo entre o BPI e a delegação de Macau do Bank of China, mas sublinhou que o acordo assinado agora vem alargar essa cooperação.
Pelos vistos, nada de novo, a não ser mais “uma lança em África”, com tradutor incluído, mas para o País, quase nada, porque pagam poucos impostos, para ajudar o País.
O reforço da parceria entre as duas empresas foi feito hoje, no âmbito da visita oficial do Presidente da República Popular da China a Portugal, Hu Jintao, e prevê o fornecimento e desenvolvimento de soluções de fibra e de novas tecnologias na rede móvel.
E fica resolvido o problema do Desemprego, com 150 postos de trabalho, que qualquer média empresa consegue, se tiver ajuda
Tudo como dantes…

DESCONCERTO

Quem não mente é mentiroso
Quem não rouba é ladrão
E os que roubam e mentem
Não se vêem na prisão.
Tudo mudou de tal forma
E com tal insanidade
Que não mentir é tolice
E fazer bem é maldade.
Mintamos todos então
Com real desfaçatez
E sejamos todos maus
E não um de cada vez.
Assim fica o mundo justo
E numa imensa ovação
Toda a gente é gente toda
Na mesma conspurcação.

Poema de Ibel, do blogue Frutos de Mim e Mar

Fábula... dos tempos que correm!

A TESE DO COELHO
Era um dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca com o notebook e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali uma raposa e viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar.
No entanto, ficou intrigada com a actividade do coelho e aproximou-se, curiosa:
- Coelhinho, o que é que você está a fazer aí, tão concentrado?
- Estou a redigir a minha tese de doutorado - disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.
- Hummmm... e qual é o tema da sua tese?
- Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.
A raposa ficou indignada:
- Ora!!! Isso é ridículo!!! Nós é que somos os predadores dos coelhos!
- Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu faço-lhe a prova experimental.
O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouvem-se alguns ruídos indecifráveis, poucos grunhidos e depois silêncio.
De seguida, o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos da sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho, tão distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido.
No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho a trabalhar com aquela concentração toda. O lobo resolve então saber do que se trata, antes de devorar o coelhinho:
- Olá, jovem coelhinho! O que te faz trabalhar tão arduamente?
- A minha tese de doutorado, sr. lobo. É uma teoria que venho a desenvolver há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.
O lobo não se conteve e farfalha de risos com a petulância do coelho.
- Ah, ah, ah, ah!!! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa...
- Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca?
O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte.
Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois ouvem-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e... silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível, e volta ao trabalho de redacção da sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensanguentados e peles de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos.
Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme leão, satisfeito, bem alimentado, a palitar os dentes.
Moral da história:
1. Não importa quão absurdo é o tema da sua tese;
2. Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;
3. Não importa se as suas experiências nunca chegam a provar a sua teoria;
4. Não importa sequer se as suas ideias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos...
5. O que importa é QUEM É O SEU PADRINHO!
Recebida por mail

Provérbio chinês no Ano do Tigre

Quando uma pessoa, aproveitando-se do poder alheio, trata os outros com arrogância ou os ofende, é censurada por meio do provérbio Raposa com prestígio de tigre.
O provérbio vem de um conto.
Uma vez, uma raposa caiu nas garras de um tigre; mas, espertíssima como era, disse-lhe com toda a tranquilidade:
- O senhor Tigre deve certamente estar ciente de que Deus acaba de me nomear rainha desta floresta, com a missão de governar todos os animais... E quer o senhor comer-me?! Que ousadia! Quer desrespeitar o Todo-Poderoso?
O tigre não acreditou na conversa. Como é que um animalzinho tão fraco e tão magro como a raposa, poderia ser a rainha da floresta?
Percebendo a hesitação do tigre, disse então a raposa:
- Não acredita? Mas a ignorância não é crime, por isso não vou puni-lo. Esta sua rainha sempre se fez respeitar pela sua generosidade. Vamos fazer o seguinte: vou passar revista aos meus súbditos, e o senhor vai seguir-me e observar como eles me temem.
O tigre aceitou a proposta, e lá foram os dois – a raposa à frente, toda arrogante, e o tigre atrás.
Vendo o tigre, os outros animais puseram-se em fuga, foi um “salve-se quem puder”.
Mas o tigre acreditou no poder da raposa, pensando que todos fugiam com medo da “rainha”.
Dessa maneira, conseguiu a raposa salvar-se da morte às garras do tigre.

Outra perspectiva sobre os PLOP

“Passou, praticamente, em branco, o primeiro de Novembro. Para além de “Dia de todos os Santos” (feriado nacional em alguns países membros da CPLP) e dia em que foi descoberta, em 1501, a “Baía de Todos os Santos” no actual Estado da Bahia (Brasil) – local, mais tarde, escolhido por D. João III para sede da administração colonial – é também, o dia da fundação do IILP.
Em 1 de Novembro de 1989, os Chefes de Estado dos sete países de língua oficial portuguesa – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e S. Tomé e Príncipe (à época Timor Leste não era ainda um país independente) – reuniram-se no Palácio dos Leões, em São Luís do Maranhão, na primeira Cimeira dos Chefes de Estado dos Países de Língua Oficial Portuguesa e fundaram o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), instituição, hoje, sedeada na cidade da Praia, em Cabo Verde, responsável pela promoção e difusão deste idioma.
A importância dada à língua portuguesa e que, no fundo, constituiu o mote para a institucionalização, a 16 de Julho de 1996, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), se justifica pelas seguintes razões: por um lado, pelo facto deste idioma ser, para todos os Estados membros, língua oficial, de escolaridade, de cultura, consequentemente, de acesso ao conhecimento científico-tecnológico e de promoção económica e empresarial; por outro, pela necessidade de um esforço prospectivo a ser levado a cabo por todos, tendo em vista uma maior internacionalização da língua portuguesa e a sua efectiva utilização nas organizações internacionais e no sistema das Nações Unidas. No entanto, tal como a visibilidade do próprio IILP – actualmente, dependente do Secretariado Executivo da CPLP – também o momento histórico que levou à sua institucionalização passou em branco. Que “lusofonia” para os tempos de hoje e futuros?
Tanto quanto se fala, a ideia inicial de se criar uma Comunidade dos Países de Língua Portuguesa que privilegiasse a cooperação multilateral e pluridisciplinar, surge durante uma visita oficial a Cabo Verde, em 1983, do então ministro dos Negócios Estrangeiros português Jaime Gama. Seis anos mais tarde, o ministro da Cultura do Brasil, José Aparecido de Oliveira, retomou aquela ideia e iniciou todo um processo que levou ao estabelecimento da Cimeira do Maranhão e à criação oficial do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), em 1 de Novembro de 1989.
Hoje, já dez Cimeiras ordinárias dos Chefes de Estado e de Governo se realizaram sob o manto da CPLP, sem que, ao nível dos cidadãos, sobressaia o espírito da chamada “lusofonia”, tão apregoada ao nível do discurso político em alguns Estados membros da CPLP. Mas será que apenas porque falamos português, se justifica que, na realidade, haja ao nível conceptual uma verdadeira “lusofonia”? Será que todos tenhamos que nos considerar “lusófonos”, numa Comunidade onde a circulação de pessoas e bens é praticamente exígua? Uma Comunidade onde, até o livro que promove e divulga a própria língua portuguesa no seio da Comunidade, é, se calhar, capaz de pagar tanto de impostos aduaneiros como os perfumes franceses?
Lamentavelmente, vinte e um anos após a criação do IILP e a caminho de quinze anos após a institucionalização da CPLP, o espírito da chamada “lusofonia” poderá ser visto, nos aeroportos, à chegada aos postos fronteiriços. Das duas vezes que, ultimamente, passei por Lisboa em missão de serviço, nunca fui melhor ou pior tratado ao passar pelo guiché exclusivamente reservado aos cidadãos da CPLP. Está lá o guiché com as bandeiras dos países membros a passarem num placard, mas o funcionário, coincidentemente, sempre que lá passo, deverá ter de ir ao banheiro e, provavelmente, só regressa quando as enormes filas de passageiros terminam.
No Brasil, no aeroporto de Fortaleza, só há guiché especial para os cidadãos do Mercosul. Quer em Lisboa, quer em Fortaleza, a primeira demonstração de hospitalidade para com os cidadãos africanos da CPLP – uma Comunidade “ligada por laços de história, cultura e afectos” – é ilustrada por um olhar desconfiado e pouco cortês e uma primeira pergunta: “O senhor quanto tempo vai ficar?”, ao mesmo tempo que são feitas repetidas revisões ao passaporte (mesmo de serviço) de trás para a frente e da frente para trás.

Será que nós, angolanos, nesta fase histórica do nosso desenvolvimento, também tratamos desta “forma diferenciada” os cidadãos dos países de língua oficial portuguesa, que se pressupõe serem cidadãos de uma mesma Comunidade? Se assim é ou não, já não é apenas o princípio da reciprocidade que está por detrás desta minha curiosidade, mas tão simplesmente, o conceito de “lusofonia” e de países “lusófonos”, que, no domínio ideológico e dos interesses de ocasião, cabe inteiramente. Mas, na apregoada cultura dos afectos, nem com calçadeira.”
Por Wa-Zani
Só para dizer, que quando fui a Luanda, não fui melhor tratado do que o articulista aqui em Portugal, ou no Brasil (nem acrescento, antes pelo contrário). Realmente, quem está fora do jogo vê muito melhor.
Mas viva a lusofonia, que tem que ser com açúcar e com afecto…

domingo, 7 de novembro de 2010

A Igreja da Sagrada Família e Antoni Gaudí

Antoni Placid Gaudí i Cornet (Reus ou Riudoms, 25 de Junho de 1852 — Barcelona, 10 de Junho de 1926) foi um arquitecto catalão, um dos símbolos da cidade de Barcelona, onde se educou e passou grande parte da vida. Aparece como um arquitecto de novas concepções plásticas ligado ao modernismo catalão (variante local da art nouveau).
A influência de Antoni Gaudí em Barcelona é muito forte com obras em vários bairros da cidade, podendo visitar algumas como o Parque Guell, a casa Batlló, a casa Milà, ou a Sagrada Família, que todavia está em construção segundo os planos de Gaudí. As obras de Gaudí combinaram o estilo de arquitectura da cidade e um movimento de modernismo da mesma. Os seus primeiros trabalhos possuem claras influências da arquitectura gótica (reflectindo o revivalismo do século XIX) e da arquitectura catalã tradicional. Nos primeiros anos de sua carreira, Gaudí foi fortemente influenciado pelo arquitecto francês Eugene Viollet-le-Duc, responsável no seu país por promover o retorno às formas góticas da arquitectura.
Com o tempo, entretanto, passou a adoptar uma linguagem escultórica bastante pessoal, projectando edifícios com formas fantásticas e estruturas complexas.
Algumas de suas obras-primas, mais notavelmente o Templo Expiatório da Sagrada Família possuem um poder quase alucinatório.


  






Atualizado em 25 de abril de 2014
Como será a Sagrada Família de Gaudí quando finalizada em 2026

Um conto chinês sobre a Sabedoria chinesa

Rio Yangtzé - Terraços
No século 3 a. C., a China encontrava-se no período de Três Reinos, nomeadamente o reino Wei no norte, o reino Shu no sudoeste e o reino Wu no sul. Uma vez, o reino Wei mobilizou as suas tropas para atacar o reino Wu aproveitando o rio Yangtsé e instalou as suas tropas à margem do rio esperando a oportunidade.
O general do reino Wu, Zhou Yu, decidiu defender o país com arcos e flechas depois de analisar a situação da guerra, mas, encontrou um quebra-cabeças: era preciso produzir 100.000 flechas necessárias para um curto espaço de tempo.
Nesse momento, o primeiro-ministro do reino Shu, Zhuge Liang, uma pessoa muito inteligente, veio visitar o reino Wu, e assumiu o compromisso de fornecer as 100.000 flechas em apenas 3 dias a Zhou Yu, dizendo que se não cumprisse a tarefa, poderia ser decapitado.
Zhuge Liang mandou Lu Su, ministro do reino Wu, preparar 20 barcos com montes de ervas e 30 soldados respectivamente e mandou encobrir as ervas com panos.
Passaram os primeiros 2 dias e Zhuge Liang não fazia nada e já no 3º dia, todo o mundo estava muito preocupado, porque ainda não tinha chegado nenhuma flecha. À meia-noite do 3º dia, Zhuge Liang convidou às escondidas Lu Su para um barco dizendo-lhe: “vamos buscar as flechas”. Muito desconfiado, Lu Su perguntou: “onde vamos buscar as flechas?” Zhuge Liang respondeu com um sorriso: “Vai saber na hora”. E mandou ligar todos os vinte barcos com uma corda grande e partir para o acampamento das tropas do Wei.
Estava uma noite de espesso nevoeiro. Ao aproximar-se do acampamento do reino Wei, Zhuge Liang mandou que todos os barcos se colocassem em linha enfrentando as tropas inimigas e os soldados nos barcos começassem a tocar os tambores e gritassem. Lu Su ficou assustado e disse a Zhuge Liang: “temos apenas 20 barcos pequenos e uns 300 soldados. Se as tropas do reino Wei nos atacarem, vamos morrer de certeza”. Mas Zhuge Liang disse: “tenho a certeza de que as tropas do Wei não nos vêem atacar neste nevoeiro. Vamos tomar vinho”.
Inteirado do ataque das tropas do reino Wu, o Comandante-em-chefe das tropas do reino Wei, Cao Cao, convocou uma reunião dos generais. Como não conhecia bem a situação das tropas dos Wu, escondidas por trás do nevoeiro, decidiu que as suas forças se limitariam a lançar flechas contra os barcos para impedir o desembarque dos inimigos. Cerca de 10.000 soldados foram mobilizados para a margem do rio e começaram a lançar flechas contra os barcos do reino Wu. E em pouco tempo, os montes de ervas que davam para o acampamento dos Wei ficaram cheios de flechas. Zhuge Liang ordenou que os barcos fizessem uma volta para que o outro lado dos barcos ficasse exposto às flechas. Assim, quando o céu começou a clarear, Zhuge Liang mandou a frota que estava cheia de flechas retirar-se. Só nesse momento, Cao Cao entendeu o que tinha acontecido e ficou muito aborrecido.
A frota dirigida por Zhuge Liang voltou ao acampamento das tropas dos Wu, e o Comandante-em-chefe Zhou Yu mandou 500 soldados transportarem as flechas e apurar o seu número.
Eram mais de 100.000 flechas.

Os “negócios da China” com a China

“A visita do Presidente é sinal de amizade e respeito da China para com Portugal. Ao mesmo tempo, com as boas notícias que o Presidente vai trazer, de comprar dívida portuguesa e assinar os contratos de investimento, isto é bom para Portugal”, sublinha Y Ping Chow, Presidente da Liga dos Chineses, mas as boas notícias não são só para os portugueses porque “possivelmente os chineses vão ser tratados de outra forma e vão ser respeitados”, acrescenta.
Não se pode dizer que os chineses sejam mal tratados em Portugal e se não há interacção social, é só por questões culturais, por parte dos povos orientais. E também não é por isso que esta "aproximação" se faz.
Além da dívida soberana, Portugal e a China vão aproveitar para assinar diversos acordos económicos, que deverão incluir a compra de produtos portugueses como vinho e azeite, para além do reforço da cooperação no sector do turismo.
Vieira da Silva vê com "bons olhos" a possibilidade do Presidente da China, Hu Jintao, comprar obrigações da dívida portuguesa. O ministro da Economia acredita que o negócio ajudaria a aliviar a pressão dos mercados internacionais sobre Portugal.
Esta dos “bons olhos” cheira a acto falhado, porque vamos a ver quem fica com eles esbugalhados.
"No campo das relações económicas, as duas delegações reconheceram as possibilidades de aumentar significativamente as trocas comerciais, com um contributo para reduzir o desequilíbrio que neste momento se verifica entre as exportações e as importações entre os dois países", acrescentou o Presidente de Portugal.
Nos primeiros 9 meses deste ano Portugal importou da China bens no valor de 1,85 mil milhões de dólares (1,31 mil milhões de euros) contra compras chinesas de 546,9 milhões de dólares (388 milhões de euros).
Ou seja, importamos 3 vezes mais da China do que exportamos, simplesmente porque ás coisas são muito mais baratas.
Será que os acordos vão fazer o milagre de inverter o custo dos produtos, ou a China vai ficar a perder?
A eleição de Portugal para membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, parece ter despertado o interesse da China, que está empenhada na reforma da ONU. Cavaco fala em nova oportunidade “de diálogo aprofundado entre os dois países, que ambos se comprometeram a aproveitar”. Hu Jintao disse que os dois países têm todo o interesse em contribuir para a recuperação do crescimento económico mundial e para reforma das Nações Unidas.
O presidente chinês advertiu que valoriza muito a “importante projecção que a parte portuguesa tem desempenhado nos assuntos internacionais e regionais” e foi categórico na utilização da palavra futuro: “Chegamos a um consenso. Os dois lados devem ter uma visão estratégica e uma direcção certeira para o futuro das nossas relações.”
Para a recuperação do crescimento económico mundial, a China pode contar connosco, para as reformas da ONU, é melhor contarmos com eles.
Sobre o desempenho dos portugueses nos assuntos internacionais e regionais, seria melhor dizer a Hu Jintao que os nossos artistas, quando governantes portugueses, ajudaram a deixar isto como está…
O presidente do AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo, Basílio Horta, admitiu que a compra da dívida pública portuguesa dá à China poder político e económico sobre Portugal.
"Temos por um lado a rentabilidade e, por outro lado, a influência económica e política. Mas não é só com Portugal, é igual com os outros países da Europa", disse no dia em que o presidente da República Popular da China visita o país.
Ora bolas! Depois (foi antes) das bonitas palavras e boas intenções explanadas pelos altos responsáveis, vem Basílio Horta contar o último capítulo da novela e dizer que é sempre igual, aqui ou nos outros países (pobres/empobrecidos) da Europa!
Com que então, a compra da Dívida Soberana (sempre com iniciais maiúsculas) portuguesa dá à China poder político e económico sobre Portugal, como se nós não soubéssemos… Seja o que Buda quiser!

O Direito à indignação é uma norma Moral

A informação da imagem é apenas simbólica
A palavra moral vem do vocábulo latino "mores" e significa costume. Foram as primeiras normas que os romanos conheceram, chamadas "mores maiorum" ou os costumes dos antepassados. Também distinguiram o ius (direito humano) do fas (direito divino), mas não estavam totalmente diferenciados, já que o fas outorgava o conteúdo ius.
Como vemos, todo o sistema normativo, tende a criar regras de conduta para que a sociedade funcione harmonicamente. É que as regras de conduta foram criadas para isso, para que o homem consiga atingir os seus objectivos particulares, tendo em conta o fim social dos seus actos, ou pelo menos sem prejudicar os outros.
Desde que a criança nasce vai-se-lhe ensinando certos comportamentos como bons ou maus, valiosas ou sem valor, e assim as vai interiorizando, comparando-as com o que observa. Se o seu pai é um trabalhador, responsável, sem por isso deixar de se preocupar com o seu filho, a criança vai aprender mais em vê-lo do que a ouvi-lo, que ser trabalhador e responsável é bom, e essa norma se incorporará na sua consciência moral. Se alguém lhe diz "hoje não vás à escola", seguramente a sua consciência se encarregará de lhe dizer: "Vai à escola, pois é errado não assistir às aulas. O teu pai vai sempre para o trabalho, e ensinou-te que é errado não cumprir os teus deveres."
Quem recebe uma educação  teórica e prática valiosa, aprenderá normas morais, que se instalarão na sua consciência, mesmo sem se aperceber, e vão dizer-lhe "não furtarás”, “não matarás," “não discriminarás”, etc, mas pode acontecer, que por influências estranhas ao núcleo familiar, ou por má formação ética dos seus próprios progenitores, ou por patologias individuais, o ser humano não consegue configurar uma adequada conduta moral e viola as normas que a maioria das pessoas consideram eticamente correctas. Em alguns casos, a sua consciência reprová-lo-á, pois pode discernir entre o bem e o mal, em outros casos, não.
A religião desempenha um papel semelhante na formação da consciência, pois a consciência religiosa interage com a moral. Se dizemos a uma pessoa que roubar é errado, mas se acrescentamos que se roubamos Deus nos castigará, adicionamos às normas morais um novo ingrediente, o medo ou a obediência a um Ser Supremo.
Mas, apesar de tudo, pode ocorrer que o homem não escute nem as chamadas da sua consciência, nem os da sua religião e viole essas normas, pondo em perigo a sociedade, e é aí onde intervém o direito, que evidentemente se nutre dessas normas morais e religiosas, pois o legislador que cria as normas jurídicas é um ser humano com consciência moral, e em alguns casos religiosa. Essas normas jurídicas que integram o direito são de aplicação obrigatória: não há escolha, temos que acatá-las, quer queiramos quer não, caso contrário, seremos multados, desqualificados ou iremos para a prisão.
Geralmente, moral e direito coincidem. Assim, a moral diz-nos que não devemos matar ou roubar, e o Código Penal, sanciona com pena de prisão que mata ou rouba. Por esse motivo, é comum que as pessoas não conheçam o Código Penal, e ainda assim não o violam, porque agem de acordo com sua consciência bem formada (geralmente não se mata, ou não se rouba, não por não ir para a cadeia, mas porque se sente que é errado, e são condutas eticamente reprováveis), mas em outros casos, como a moral não é única e pode variar de um indivíduo para outro, surgem dilemas. Os casos que apresentamos são indiscutíveis, ninguém pode acreditar que matar, ou roubar não deveriam ser condutas puníveis, mas outra coisa acontece se nos metemos a legislar sobre o aborto ou o consumo de drogas, ou o divórcio. Há consciências formadas por influência de estritas regras religiosas, que rejeitam a despenalização de tais figuras como delituosas.
A moral evolui, pois como o diz a sua etimologia, é composta por costumes. Por exemplo, a aceitação do divórcio, na maioria dos códigos actuais foi um processo lento de evolução moral, que esteve na mão do avanço do liberalismo.
Quando uma lei é injusta ou imoral, indiscutivelmente, surge a discussão sobre se deve ou não ser obedecida. A escola de Direito Positivo, argumenta que uma lei é lei, independentemente do seu conteúdo moral, enquanto não revogada, pois se criaria grande insegurança jurídica, se as pessoas pudessem questionar e não cumprir os mandatos do legislador. A escola de Direito Natural diz que uma lei injusta não é lei, e que este Direito Natural está inscrito no coração humano.
Em conclusão, defendemos que o direito não pode entrar em conflito com a moral, mas adaptar-se a ela, e que uma norma imoral deve ser questionada e lutar-se pela sua revogação, mas, entretanto, cumprir-se, sempre e quando não agrave princípios éticos fundamentais, como o direito à vida, à dignidade, ou à liberdade. Nestes casos, impõe-se o dever moral sobre o dever jurídico. Por exemplo, se nos obrigam a ir para o trabalho com fato e gravata, mesmo nos dias de calor sufocante, podemos pedir ou mesmo exigir, a alteração do regulamento correspondente, e entretanto, obedecer. Outra coisa acontece quando há valores transcendentes em jogo. Nas ditaduras militares ditaram-se normas que forçavam os militares subordinados a cumprir ordens totalmente imorais, como matar, sequestrar crianças, torturar. Essas normas não têm justificação alguma de obediência.
Hilda Fingermann, Advogada, Professora de Ciências Jurídicas e Sociais (Direito Romano, História, Geografia e Direitos Humanos).