O Brasil impôs tarifas anti-duping a empresas chinesas. A Stratfor avança que “O Conselho de Comércio Exterior do Brasil, em 26 de julho impôs uma tarifa anti-dumping de 5 anos a 51 empresas chinesas que exportam ácido cítrico e ácido cítrico à base de sais, disse em comunicado o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A tarifa é de aproximadamente 677,8 euros por tonelada. Quatro empresas que exportam a preços mínimos foram poupadas da tarifa”.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
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8/01/2012 07:30:00 a.m.
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terça-feira, 31 de julho de 2012
Quando os ratos começam a abandonar o barco…
Draghi, Merkel, Hollande e Juncker bem podem ostentar unidade para salvar o euro, mas a moeda única já não faz sentido, considera o jornal "Welt am Sonntag". Porque os países membros são demasiado diferentes para a moeda comum poder continuar a funcionar.
Logo a partir da terceira frase da declaração, tornou-se claro que os países membros da zona euro, Alemanha e França incluídas, já não partilhavam a mesma abordagem relativamente à crise. Os Estados, "cada um segundo as suas prerrogativas, devem cumprir as suas obrigações para esse fim". O que pode também ser interpretado como uma capitulação: cada um que resolva as coisas como puder.
A ascensão das forças centrífugas
Eis portanto alguns dos últimos sobressaltos da diplomacia comum na zona euro. O consenso não passa de uma fachada. Sob a superfície, estão em ação, e adquirem amplitude, forças centrífugas poderosas. Num dia, o patrão do Banco Central Europeu, Mario Draghi, dá a entender que vai haver novas ajudas em favor dos Estados em falência; no dia seguinte, é desmentido pelo ministro das Finanças [alemão], Wolfgang Schäuble. A Grécia pede mais tempo, apesar de, dia após dia, nos chegarem novas informações sobre transgressões do Governo de Atenas e de os responsáveis políticos alemães exigirem abertamente a expulsão do país da zona euro.
Em vez de falar dos problemas do seu país, o ministro dos Assuntos Europeus espanhol prefere apelar ao reforço das ajudas provenientes da Alemanha. Quanto às soluções a pôr em prática –compra direta ou indireta de obrigações, resgate dos bancos, programas de austeridade –ninguém está de acordo.
O euro morre a Sul
Além disso, o Governo alemão só está em posição minoritária no Conselho do BCE. Se incluirmos os Estados-Membros de Leste, a situação torna-se muito diferente. O Norte e o Sul estão separados por um fosso profundo. Mais cedo ou mais tarde, seremos obrigados a olhar-nos nos olhos e a confessar que as coisas já não estão bem.
Longe de se aproximarem, as zonas económicas do Norte e do Sul da Europa afastaram-se, nos 11 anos de existência do euro. Nestas condições, a moeda única não faz sentido.
Visto de varsóvia - “Cenário mais negro torna-se realidade”
“É mesmo o fim da zona euro?” é a pergunta veemente do Rzeczpospolita depois de o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, ter rejeitado a ideia de um financiamento adicional de 300 mil milhões de euros à Espanha, por Berlim. O diário conservador de Varsóvia nota que “a zona euro não tem dinheiro para resgatar Espanha” e é provável que o custo desta operação ultrapasse os 300 mil milhões de euros e fique entre os 450 e os 650 mil milhões, segundo as previsões dos especialistas do Open Europe, um grupo de reflexão londrino.
Num editorial, o Rzeczpospolita observa que “a UE não tem dinheiro para resgatar Espanha. Ao contrário da Grécia, de Portugal, ou da Irlanda, Espanha é demasiado grande”. Assim, espera-se que
os 300 mil milhões de euros do plano de financiamento apresentado por Madrid sejam apenas uma base de negociação e que os espanhóis se contentem com 100 mil milhões [montante já aprovado para o financiamento dos bancos em dificuldades]. Mas se se chegar à conclusão de que a situação é realmente muito má, a existência da zona euro fica seriamente comprometida.
O jornal acredita que a crise atual revela “a verdadeira utopia de uma confederação de estados com uma moeda comum e um sistema político, social e económico diferente” e augura “o início do fim do atual modelo de união monetária”. A questão do financiamento de Espanha talvez possa ser resolvida com
a impressão de dinheiro sem valor pelo Banco Central Europeu. Mas isto não será suficiente para acabar com a farsa… [...] Não tardará a que um qualquer [país] colapse e a pirâmide de empréstimos mútuos desabe. Por isso, a menos que a zona euro mude, não adianta gastar dinheiro a adiar a execução.
O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, entende que a Alemanha está por detrás do agravamento da crise e acusou o governo liderado por Angela Merkel de tratar a Zona Euro como uma “filial” e lamentou ainda que tenham vindo à tona antigos ressentimentos nacionais.
Juncker criticou o facto de a Alemanha permitir que se faça política interna em torno da moeda única e, sem referir em nomes, considerou que há “políticos alemães” que começaram a falar numa eventual saída da Grécia do euro. Juncker lembrou que a Alemanha diz que é preciso esperar pelo relatório da troika, mas explica o que deve constar nesse relatório.
O também primeiro-ministro luxemburguês defende que é preciso ter mais cuidado com o que se diz e lembra que uma saída da Grécia da moeda única não resolve a atual crise, mas afeta a reputação dos países da Zona Euro em todo o mundo.
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7/31/2012 10:00:00 p.m.
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Ecos da blogosfera - 31 jul.
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7/31/2012 08:00:00 p.m.
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Uma TESE mal defendida poderá ser a sua ANTÍTESE?
EUROMITOS (7/10)
Diz-se que 80% das nossas leis têm origem na legislação europeia, percentagem referida tanto por eurocéticos como por europeístas. Na sua série sobre os euromitos, a revista "De Groene Amsterdammer" conclui que esta percentagem não dá conta certa.
Todos os anos, a União Europeia publica centenas de diplomas, que variam entre as diretivas de caráter abrangente e as decisões sobre casos específicos. Desde 1980, o número de diplomas registou um fortíssimo aumento, porque Bruxelas foi assumindo cada vez mais tarefas: não só a abertura do mercado interno, mas todo o tipo de outras áreas de legislação transfronteiras, que vão da legislação ambiental e da agricultura aos transportes e à proteção dos consumidores.
Em 2007, o think-tank Open Europe calculou que, se enfileirássemos toda a legislação europeia em vigor, a fila seria mais comprida do que a distância de uma maratona. Uma "pessoa comum" teria que correr durante 4 horas para ultrapassar a fileira da legislação. O que significa isto? Não fazemos ideia. Mas a mensagem subjacente é clara: todas estas leis têm que ser aplicadas a nível nacional.
Que espaço resta para a política nacional própria de cada país? 20%, se acreditarmos em muitos jornalistas, think-tanks e, em especial, políticos. Toda a gente repete o que toda a gente diz e afirma que o resto vem de Bruxelas.
"É curioso o facto de tanto proponentes como oponentes terem interesse em fazer parecer muito grande a influência de Bruxelas", diz Sebastiaan Princen, professor de Administração Pública da Universidade de Utreque. "Para os proponentes, é um sinal de que não vale a pena protestar, pois não temos alternativa que não seja alinhar com a Europa. Para os críticos, é uma prova clara de que está a ser criado um novo superestado, no qual deixámos de ter lugar." Mas o número não se baseia em nada. É um mito.
Foi Jacques Delors quem começou
Há alguns anos, houve um aceso debate académico sobre a influência da Europa sobre a legislação nacional. Juristas e especialistas em Administração Pública analisaram as leis diretamente associadas a normas europeias. Os resultados de vários estudos foram semelhantes, inclusive noutros países europeus: aproximadamente 1 em cada 5 leis era influenciada pela Europa.
Embora o método não seja infalível, é um disparate colossal dizer que a percentagem de 80% se aproxima da realidade. Além disso, os estudos mostraram enormes diferenças por área de Direito. O Asser Instituut calculou que 2/3 da legislação ambiental eram influenciados pela Europa, enquanto apenas 6% da legislação relativa à educação registava essa influência.
Sendo assim, de onde vieram os 80%? Quem está na origem deste mito? Em 1988, Jacques Delors, então presidente da Comissão Europeia, previu que, 10 anos depois, 80% da legislação na área económica, e talvez também na área dos impostos e da segurança social, teria origem na Europa. Depois disso, este número adquiriu vida própria.
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7/31/2012 05:00:00 p.m.
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Tudo que se refere à energia nuclear é antidemocrático
Cerca de 10.000 manifestantes reuniram-se em marcha contra a política nuclear; os protestos intensificaram-se após a decisão do governo de reativar 2 reatores.
Milhares de japoneses formaram uma corrente humana à volta do Parlamento, neste domingo em Tóquio, contra a política nuclear do governo. Usando máscaras antigás e roupas de proteção como as dos trabalhadores que descontaminam a central acidentada, os manifestantes cercaram o prédio no início da noite, numa nova demonstração de descontentamento popular após a recente decisão de reativar os reatores nucleares.
Esta manifestação, que reúne cerca de 10.000 participantes, segundo estimativas, é a mais recente de uma série de protestos para exigir que o país abandone a energia nuclear, com uma população ainda traumatizada pela catástrofe da central de Fukushima, em março de 2011.
"Depois do desastre de Fukushima, estou firmemente convencido de que é arrogante acreditar que podemos controlar a energia nuclear com a nossa tecnologia", declarou Hiroshi Sakurai, um pintor de 65 anos.
Durante toda a marcha, que avançou lentamente para o Parlamento, era possível ler nos cartazes: "Devolvam Fukushima!", "Parem com a energia nuclear!", "Protejam nossos filhos!".
"O acidente provou que não se pode controlar a energia nuclear. Além disso, não se sabe como desfazer-se dos resíduos, não funciona reforçar a vigilância da descarga da privada. Tudo o que se refere à energia nuclear é sempre antidemocrático", protesta Naoki Fujita, um arquiteto de 50 anos.
O movimento contra a energia nuclear ganhou força depois da decisão do governo de reativar dois reatores nucleares de um total de 50 no país, anunciada em junho pelo primeiro-ministro Yoshihiko Noda.
Noda justificou a decisão com o risco de cortes de energia elétrica no país, no qual um terço da energia consumida procedia até então do setor nuclear.
Há meses os manifestantes reúnem-se em frente ao gabinete do primeiro-ministro. Há 10 dias, entre 75.000 e 170.000 protestaram num grande parque da capital. Na semana passada, até o ex-primeiro-ministro Yukio Hatoyama aderiu à manifestação.
Este novo protesto acontece poucos dias depois da divulgação de um relatório oficial polémico que questiona seriamente o governo e a empresa Tepco, proprietária da central acidentada em Fukushima.
"O problema principal vem do facto de as empresas de energia, entre elas a Tepco, e o governo não tinham noção do perigo, acreditando no mito da segurança nuclear de nosso país", ressaltaram os membros da comissão de investigação.
Sinal de que a mobilização contra a energia nuclear não perde força, no sábado, foi lançado um novo movimento político, o Greens Japan (Japão Verdes), que pretende apresentar-se nas próximas eleições legislativas.
Quem sofreu na pele não pode esquecer a dor de tantas almas!
E sendo a democracia a vontade soberana do povo, se o povo não quer mais e lhe é imposto, só por isso é antidemocrático! E há alternativas…
Quando o Verão chegar, o Japão terá todos os seus 54 reatores nucleares parados, uma consequência da catástrofe de Fukushima. Para evitar a falta de eletricidade, um consórcio de empresas nipónicas anunciou que vai construir a maior central solar do país.
O grupo Kyocera vai fornecer os painéis fotovoltaicos para esta instalação de 70 megawatts, que começa a ser construída em Julho na província de Kagoshima, no Sudoeste. O projeto conta com a ajuda da empresa de indústrias pesadas IHI e do Banco Mizuho.
A superfície da central solar (1,27 milhões de metros quadrados) equivale à de 27 campos de futebol e terá um custo estimado em 235 milhões de euros e será suficiente para alimentar cerca de 22.000 fogos.
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7/31/2012 10:30:00 a.m.
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Contramaré… 31 jul.
A carne, peixe, leite, ovos e mel que atualmente estão há venda em Portugal não passam por qualquer sistema de fiscalização, é a própria Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) que o garante, tudo porque, alegadamente, a Direção-geral de Alimentação e Veterinária “deixou de solicitar a recolha de amostras”.
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7/31/2012 07:30:00 a.m.
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segunda-feira, 30 de julho de 2012
Imposto para os pobres: uma verdadeira usurpação!
“Poderão os ricos salvar a Europa?”, titula o Handelsblatt que constata que no seio da União Europeia “se iniciou uma corrida às ideias mais criativas sobre o imposto para ricos e super-ricos”.
O Presidente francês François Hollande quer impor um imposto de 75% aos rendimentos superiores a um milhão de euros. O espanhol Mariano Rajoy, conservador, elevou a taxa de tributação de 45 para 52% para os rendimentos anuais que ultrapassarem os 175 mil euros. Na Itália, existe um 'contributo de solidariedade' para os que têm salários elevados, introduzido pelo multimilionário Berlusconi, desde 2011.
E neste momento, a Alemanha questiona-se – nomeadamente, o chefe da federação sindical DGB, Michael Sommer – se será necessário obrigar os cidadãos cujo rendimento ultrapasse os 250 mil euros a comprar obrigações de Estado, para abastecer os cofres públicos. Para os especialistas este imposto poderá render 230 mil milhões de euros.
No entanto, o diário económico de Düsseldorf realça que, embora poucas pessoas sejam afetadas por tal medida, esta abrange igualmente os operários proprietários de casas e os 4,8 milhões de proprietários de PME alemãs que veriam a base económica das suas empresas colapsar com tal imposto. Para o Handelsblatt, estas ideias podem satisfazer o sentimento de justiça […] mas servem sobretudo de símbolo. Os rendimentos gerados por estes impostos não ultrapassarão os 4% do produto nacional bruto na Europa. […] Porém, não é algo que impede necessariamente a criação de um imposto para os ricos. Mas contradiz a tese de que a crise da dívida poderia ser resolvida desta forma.
Este é o novo paradigma, que podíamos chamar de “Miguel Beleza”, de tanto defender (nas TVs) a tese de que não há ricos suficientes (sobretudo cá) para “pagarem a crise”.
Todos sabemos, incluindo o nomeado, que os impostos devem ser proporcionais aos rendimentos, de forma que funcionem como contrabalanço social nas despesas do Estado (para todos), que é o mesmo que dizer, “dos que mais tem para os que mais precisam”…
Tendo em conta que a globalização, aliada a políticas neoliberais e outras “coisas” que tais tem dado origem a uma concentração da riqueza em muito poucos, se libertar esses poucos com muito (fruto do capital e das mais valias do trabalho) da obrigação de pagarem os impostos “justos”, quem sobra?
Tendo em conta que os salários dos que trabalham e criam as mais valias já não chega para a subsistência e os coloca no limiar da pobreza, quando não abaixo, será moral exigir-se-lhes ainda impostos, para além dos confiscos de ordenados?
Embora sabendo-se que há países que premeiam os seus ricos com isenção de impostos ou taxas muito reduzidas, por os considerarem promotores de emprego e de riqueza para o país, começa a haver gente (que não é rica e não se inclui na benesse) a defender esta ideia, como acontece neste artigo, que convém dissecar, embora que ligeiramente, esta falácia.
Soubemos recentemente, que Mais ricos colocam 26 biliões em paraísos fiscais para evitar pagar impostos, o que nos mostra claramente que os ricos que uns querem isentar de impostos e outros pretendem agravá-los já tem esquemas consentidos de se auto excluírem, deixando de contribuir para o equilíbrio de receitas dos respetivos países, comportamento que deveria ser criminalizado, como o é quando os mais pobres não pagam impostos, por “falta de liquidez”…
Se os offshores fossem erradicados, os países não passariam pelo que estão a passar, arrastando os seus concidadãos para o empobrecimento. É só uma questão MORAL e PENAL!
Se para vilão, vilão e meio, nada mais linear do que os Estados aumentarem substancialmente a riqueza a descoberto desses artistas da fuga, aliviando os bolsos e os estômagos dos que não ganham para a bucha…
E mesmo que fosse pouco, que é muito, a sua contribuição dar-lhes-ia o direito de se considerarem parte de uma nação, caso contrário não passarão de párias ricos, sem qualquer assumo de responsabilidade social. E por isso, o Estado tem a obrigação de impor o aumento de impostos sobre estes figurantes de repúblicas das bananas…
O total das 25 maiores fortunas equivale a 8,4% do PIB do País em 2011.
Se nos centrarmos no que se passa no nosso país e tivermos em conta a notícia acima, que porfia convencer-nos do mesmo “paradigma”, chegamos facilmente a conclusões diferentes do articulista, usando apenas os números (14.400 milhões de euros) e a percentagem do PIB, sabendo que os 2.000 milhões de euros extorquidos aos Funcionários Públicos e Aposentados, correspondem apenas a 1,17% do PIB mostra, claramente, que esse montante (2.000 milhões de euros) se fossem pagos por aumento de impostos aos 25+, eles ficariam tão ricos quanto são e os milhares de concidadãos não teriam que passar por privações, com consequências na economia, porque os ricos não gastam o dinheiro todo e não o colocam na economia e no consumo interno…
Para além das questões de justiça social e tributária apontadas é líquido que a análise abaixo mostra que são os “merceeiros” que acumulam riqueza e mesmo criando postos de trabalho, pouco ou nada produzem e por isso não merecem qualquer “bónus”, muito menos os que acumulam à sombra desses lucros ou os que contraem dívidas, por empréstimos à banca para aquisição de certas posições em certas empresas…
Uma rede complicada de desfazer, mas que não deve isentar os ricos dos impostos, antes os obriga a estarem à frente das bichas das finanças, porque é por isso se chamam IMPOSTOS…
“Os pobres não podem pagar a crise!”, até porque a crise foi gerada pelos ricos e é só deles…
A revista Exame revelou esta semana o ranking das 25 maiores fortunas do País em 2012, que também encolheram, e muito à conta da crise. Mas o exercício, difícil e com fortes limitações de informação, tem um mérito maior do que a identificação dos bilionários, é um retrato cru do País e das nossas dificuldades.
Em primeiro lugar, ressalta que os líderes dos negócios não transaccionáveis lideram a lista dos mais ricos. Alexandre Soares dos Santos e Belmiro de Azevedo são, respectivamente o 1º e 3º bilionários. É melhor ser ‘merceeiro' do que banqueiro.
Em segundo lugar, na lista dos 25 mais ricos saltam à vista fortunas de famílias, decorrentes de participações, particularmente na Jerónimo Martins.
Depois, a indústria perde representação (e dinheiro) relativamente a anos anteriores.
Finalmente, há neste ranking, muita dívida escondida, muito activo que já está nas mãos da banca, como garantia de empréstimos que suportam posições accionistas.
Se os impostos para os RICOS é uma FALSA SOLUÇÃO, lançar imposto sobre os POBRES é uma VERDADEIRA USURPAÇÃO!
E como estamos num Estado de Direito, façamos direito um Estado justo!
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7/30/2012 10:00:00 p.m.
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Euromitos (6/10)
A UE é efetivamente uma burocracia complicada e dispendiosa, com um grande número de funcionários, produzindo quantidades infinitas de regras? A revista semanal "De Groene Amsterdammer" decidiu dar resposta a esta questão, na sua série de euromitos.
Segundo números da própria Comissão Europeia, o seu sistema administrativo é composto por cerca de 50.000 funcionários, que criam legislação para cerca de 500.000.000 de europeus. E Bruxelas não se poupa a divulgar essa relação de 1 funcionário para 10.000 cidadãos.
Os eurocéticos, como os do grupo de reflexão londrino Open Europe e os holandes do Partido Socialista da Holanda (SP), continuam a afirmar que os números são muito maiores. Neles incluem também os funcionários públicos nacionais que estão envolvidos nas políticas da UE, o que baixa a relação a nível de Bruxelas para 1/3.
No entanto, segundo Nico Groenendijk, professor de Governação Económica Europeia, esta comparação não é rigorosa: "Afinal, também não incluímos na nossa proporção os funcionários municipais que estão envolvidos na atividade comunitária para a Holanda."
Administração – 6% do orçamento comunitário
Persiste, no entanto, a questão de saber se são realmente demasiados. Infelizmente, a maioria das comparações não é fidedigna. Num esforço para enfatizar a afirmação de que o sistema administrativo de Bruxelas é pequeno e eficiente, é frequentemente apontado que emprega tantos funcionários como uma cidade do tamanho de... Berlim, por exemplo.
Berlim tem um departamento de saneamento e, no entanto, a UE emprega, para o mesmo efeito, pessoal altamente qualificado e bem remunerado na elaboração de regulamentação. Também a comparação com os Estados Unidos (que é 40 vezes maior) não tem interesse nenhum: no seu caso, a Defesa é uma questão federal, o que não acontece na Europa.
Talvez os funcionários públicos não sejam, afinal, demasiados, dada a vasta área política a seu cargo. Então e quanto aos custos? Toda aquela documentação a ter de ser traduzida para 23 línguas (mais de 1.000 milhões de euros por ano). A Função Pública comunitária há já muitos anos que vem consumindo quase 6% do orçamento europeu.
E apesar de ser uma percentagem consideravelmente menor do que a do governo central holandês (quase 30%), a europeia não inclui autoridades fiscais nem gabinetes de auditoria. Não são dados comparáveis.
“Burocracia é controlo”
Independentemente da forma como se encara a questão, afirma Rinus van Schendelen, professor de Ciências Políticas, o nível de burocracia de Bruxelas é pequeno. "O governo de Haia – não incluindo instituições como as Forças Armadas, a polícia e a educação – tem 1 funcionário por cada 133 habitantes. A Comissão tem 1 para 20.800 cidadãos comunitários. Não é possível argumentar contra estatísticas!"
E, apesar de quase todos os especialistas partilharem esta opinião, pode Bruxelas continuar a ser altamente burocrática? O politólogo Ben Crum insiste que assim é, embora sublinhe que a burocracia, do ponto de vista de Max Weber, não é negativa: "Burocracia é controlo".
E é precisamente essa a justificação subjacente a todos aqueles formulários que nos obrigam a preencher. "Se se pretende atribuir subsídios a 27 países, a burocracia é o único meio de verificar que o processo é feito em termos corretos. Muitas das pessoas que mais se queixam da burocracia são as primeiras a opor-se a subsídios concedidos para desativação de olivais. Não se pode ter tudo. Nas presentes circunstâncias, não acho que a Europa seja realmente excessivamente burocrática."
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7/30/2012 03:30:00 p.m.
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O jogo do empurra ou melhor, da “delação”…
Em tempo de crise, é importante chamar as coisas pelos seus nomes. E para tal, podemos contar com os políticos, ironiza o jornal "Süddeutsche Zeitung", que preparou uma antologia de citações desde o início da crise do euro.
“A França não é a Grécia.” (Christine Lagarde, diretora do FMI, maio de 2010).
“Portugal não é a Grécia e a Espanha não é a Grécia.” (Jean-Claude Trichet, presidente do BCE, maio de 2010).
“A Espanha não é a Grécia. Mas se a Grécia chegou onde está, foi por causa de uma política semelhante à de Zapatero em Espanha.” (Mariano Rajoy, dirigente da oposição espanhola, maio de 2010).
“Hungria não está na mesma situação da Grécia.” (Olli Rehn, comissário europeu para os Assuntos Económicos e Monetários, junho de 2010).
“A Hungria não é, obviamente, a Grécia.” (György Matolcsy, ministro húngaro da Economia, junho de 2010).
“A Espanha não é nem a Irlanda nem Portugal.” (Elena Salgado, ministra espanhola das Finanças, novembro de 2010).
“Nem a Espanha nem Portugal são a Irlanda.” (Angel Gurria, secretário-geral da OCDE, novembro de 2010).
“A Irlanda não é a Grécia.” (Angela Merkel, chanceler da Alemanha, novembro de 2010).
“A Grécia não é a Irlanda.” (Giorgos Papakonstantinou, ministro grego das Finanças, novembro de 2010).
“A Irlanda não faz parte do território grego.” (Brian Lenihan, ministro irlandês das Finanças, novembro de 2010).
“A Irlanda não é a Grécia.” (Michael Noonan, ministro irlandês das Finanças, junho de 2011).
“A França não é a Grécia e também não é a Itália.” (Barry Eichengreen, professor americano de Economia, agosto de 2011).
“A Itália não é a Grécia.” (Rainer Brüderle, presidente do FDP no Bundestag, agosto de 2011).
“A Itália não é a Grécia.” (Silvio Berlusconi, primeiro-ministro italiano, outubro de 2011).
“A Áustria não é a Grécia.” (Karlheinz Kopf, presidente do grupo parlamentar do Partido Popular Austríaco, novembro de 2011).
“A Itália não é a Grécia.” (Christian Lindner, secretário-geral do FDP, novembro de 2011).
“Portugal não é nem será a Grécia.” (António Saraiva, presidente da CIP, fevereiro de 2012).
“A Espanha não é a Grécia.” (Richard Youngs, presidente do grupo de reflexão madrileno FRIDE, maio de 2012).
“Portugal não é a Grécia.” (Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro português, junho de 2012).
“A Itália não é a Espanha.” (Ed Parker, diretor da agência de notação Fitch, junho de 2012).
“A Grécia não é a Argentina.” (Yiannis Stournaras, ministro grego das Finanças, julho de 2012).
“A Alemanha não é o Zimbabué.” (Paul Casson, gestor de fundos da Henderson Global Investors, junho de 2012).
“A Espanha não é o Uganda.” (Mariano Rajoy, primeiro-ministro de Espanha, junho de 2012).
“O Uganda não tem vontade nenhuma de ser a Espanha.” (Asuman Kiyingi, ministro ugandês dos Negócios Estrangeiros, junho de 2012).
O título desta recolha de citações remete para o poema publicado por Günter Grass, em abril, no mesmo jornal. Muito crítico em relação a Israel, deu origem a acesa polémica.
Leia o poema em castelhano, aqui:
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7/30/2012 10:30:00 a.m.
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