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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Processados devem ser os POLÍTICOS e não os países!

Luc Frieden, disparando contra os países devedores
O ministro das Finanças luxemburguês, Luc Frieden, admitiu que os países que desrespeitam os limites da dívida possam ser processados pela justiça europeia, à semelhança das empresas que desrespeitam as regras da concorrência.
"As empresas que não respeitam o direito concorrencial são penalizadas pela Comissão Europeia e processadas no Tribunal Europeu de Justiça. É para isso que devemos tender no seio da união monetária", disse o ministro, no final da reunião de ministros das Finanças em Wroclaw, na Polónia. "Devemos dotar-nos de melhores instituições que garantam o respeito pelas regras" dentro da zona euro, afirmou, respondendo a uma questão sobre o agravamento da crise da dívida.
Hoje em dia não bicho careta que se preze, sendo ministro das Finanças, ou não, a mandar uns “bitaites” sobre a solução da crise, nem que seja através de normas, ou leis, que é o mesmo que dizer, no papel.
E lá vem mais um palpite, de um país rico (à custa do trabalho dos emigrantes), com um território 2,8% do nosso e mais ou menos a população de Lisboa (505.500), com mais uma proposta, descontextualizada de qualquer visão holística do problema, o que me leva a dizer-lhe:
“Sr. Luc Frieden, ao admitir que os países que desrespeitem os limites da dívida possam ser processados pela justiça europeia, à semelhança das empresas que desrespeitam as regras da concorrência, está a falhar em 3 coisas:
1º - As dívidas não tem todas a mesma causa, nem as mesmas premissas, o que permite avaliá-las (e procurar as soluções específicas), mas não permite julgá-las, muito menos tratando-se de “parceiros”;
2º - A levar a ideia avante, quem deverá ser julgado, não são os países, mas os seus governantes, nos quais se tem que incluir, com todas as consequências de um julgamento em tribunal, porque não são os cidadãos dos países (quase sempre enganados pelos políticos) que desenham os Orçamentos, implementam as medidas e conseguem (ou não) os resultados esperados, muitas vezes por razões imprevistas e exógenas;
3º - Finalmente, os Estados não são empresas, exatamente porque os acionistas dos Estado não tem poder de decisão, muito menos repartem lucros, como acontece nas empresas quando desrespeitam as regras da concorrência, nem se percebe por que há-de haver concorrência entre Estados “parceiros” em vez de colaboração. E quando diz que devemos dotar-nos de melhores instituições que garantam o respeito pelas regras, está-se a esquecer de um pormenor, que é a DEMOCRACIA, talvez toldado pela sua ideia de Estado/empresa.
Mas se assim fosse, Sr. Luc Frieden, a sua proposta devia ir mais longe, dentro da tal visão holística, porque teria que propor o julgamento dos causadores da “BOLHA” americana e das consequentes “bolhas” europeias, de quem nos impingiu o euro para os produtos, mas não para os salários, das empresas 
aldrabonas de rating, dos bancos e dos banqueiros colaboracionistas, dos assediadores do consumo, dos especuladores anti sociais do mercado financeiro, dos governantes que não regulam, nem taxam as atividades especulativas e bolsistas, de permitirem a existência dos offshores, dos ditadores, dos fazedores de guerras, dos reconstrutores dos territórios destruídos e de tanto malandro que está na origem das tais dívidas, de que não são os países (territórios com população), que diretamente as geram…
Ainda a 12 de Julho deste ano, à entrada para o conselho de ministros das Finanças o Sr. dizia: “Nenhum país estará em risco se a zona euro e a União Europeia estiverem unidas”. Portanto, são vocês, OS POLÍTICOS, os únicos responsáveis pela crise e são vocês que tem de ser julgados e condenados, ou louvados pelo vosso desempenho técnico e político, enquanto nossos representantes, mas sem “carta branca”!
Passe bem e dê graças por ter mais de 10% de portugueses a contribuir para o vosso sucesso e esperamos que os tratem com o respeito que merecem, pelo mérito que tem e já vos demonstraram.”

Ecos da blogosfera – 18 Set.

domingo, 18 de setembro de 2011

Um retrato “a la minute” INOCENTE(?) …

100% de acordo, mesmo correndo o risco de também ser considerado um “dodó”…
Ouça e leia, depois tire as suas conclusões e pense em agir em consequência, se estiver para aí virado.


O que é... A INOCÊNCIA? - É desejar o impossível: não machucar ninguém, apesar das pressões do mundo corporativo.
O Dodó
No ano de 1598, navegando pelo oceano Índico em direção ao sudoeste da África, as caravelas portuguesas chegaram às praias de umas ilhas de origem vulcânica com pouco mais de 1.800 quilómetros quadrados de área. Essas ilhas, hoje chamada Maurícias, ficava no meio do nada, a 1.000 quilómetros do pedaço de terra mais próximo, a ilha de Madagáscar. Entre outras novidades, os portugueses depararam com um tipo de ave desconhecida que, como se verá a seguir, parecia ser completamente pirada. Por isso, deram ao pássaro o apelido de "doido" - ou, em português arcaico, "doudo". O tempo e a fonética se encarregariam de eliminar o "u", e a ave entraria nos compêndios de ornitologia como "dodó".
Mas, naquele 1598, a primeira coisa que surpreendeu os marinheiros foi o facto de que o dodó, ao contrário de qualquer outro animal selvagem, não fugia quando os humanos se aproximavam. Apesar de ser uma ave, não sabia voar, nem correr, só andava, e extremamente devagar. Também não subia às árvores, e fazia o seu ninho a céu aberto, sem nenhuma preocupação com possíveis predadores. A explicação para isso era simples: não havia predadores nas ilhas Maurícias. Assim como não há cobras em Fernando de Noronha, porque elas nunca conseguiram chegar ao arquipélago, também as ilhas Maurícias ficaram tanto tempo isoladas do resto do mundo que o dodó acabou por se transformar numa criatura absolutamente incapaz de perceber o perigo. E, mesmo que percebesse, não saberia como reagir, nem como se defender. Simplesmente ficava ali parado, sem sentir nenhum receio, a olhar e à espera.
Os portugueses trouxeram cães e porcos para a ilha. Dos porões das caravelas desembarcaram ratazanas. E todos esses bichos descobriram logo o banquete: comida não apenas farta, mas a aguardar que fosse devorada, sem resistir. É claro que não faltou a colaboração do maior dos predadores, o homem. O resultado foi óbvio: em 1681, os dodós já não existiam. Foi, provavelmente, o único animal da história que desapareceu por ser totalmente INOCENTE. Perto do dodó, até uma borboleta pareceria feroz.
Se a gente imaginar que no começo dos tempos havia um “Plano Estratégico para a Criação”, é bem provável que o dodó teria sido escolhido como o paradigma para o relacionamento entre os seres vivos: num futuro perfeito, todos seríamos como ele, bons, sem medos, sem precisar atacar ninguém, ou fugir de alguém. Só que o “Plano Operacional Prático”, que é o que vale, mudou tudo: somos constantemente instados a ser mais agressivos, mais técnicos, mais pragmáticos, mesmo que para isso tenhamos de tomar decisões que possam ferir os sentimentos dos nossos semelhantes. Além disso, somos sempre alertados para ficarmos atentos o tempo todo, caso contrário seremos presa fácil para os predadores corporativos. Daí, ou nos adaptamos às regras da selva, por mais que as achemos injustas, ou seremos devorados pelo sistema. É uma pena, mas nas corporações, assim como aconteceu na natureza, os predadores levam vantagem. E que fim levou a inocência? Bom, a palavra vem do verbo latino nocere, "machucar". O "inocente" é o que "não machuca" ninguém, não importa a pressão ou a situação.
O último a acreditar que a inocência podia ser a forma mais elevada de convivência foi o dodó. E, por agir segundo as suas convicções, acabou extinto.
Artigo escrito por Max Gehringer publicado na Revista VOCE SA.

Contramarés sem contrapé… 18 Set.

A Associação dos Administradores Hospitalares admitiu que possa vir a ser suspenso o fornecimento de medicamentos aos hospitais públicos, à semelhança do que está a acontecer na Grécia, e atribuiu ao governo as culpas pelo endividamento, por não saldar as dívidas estatais aos hospitais públicos.
A farmacêutica Roche suspendeu a entrega de alguns medicamentos, incluindo para tratamento de cancro, aos hospitais públicos gregos e avisou que a medida pode vir a ser aplicada em Portugal, Espanha e Itália, pelas mesmas razões.

Um longo-circuito em leilão! Quem oferece menos?

Era para fazer uns comentários, mas quase todos estão referidos na notícia abaixo e por isso me escuso a fazê-lo, por agora:
O filme já foi visto noutros anos. Primeiro fala-se num valor muito alto, depois diz-se que se vai conter esse muito. Resultado: um aumento alto, mas não tanto quanto inicialmente publicitado.
Depois de Passos Coelho ter avançado no parlamento que poderia ser preciso aumentar 32% o custo da electricidade, multiplicaram-se os recados sobre a tentativa de conter essa subida. "Desde o primeiro dia após a tomada de posse foi muito importante para nós que trabalhássemos para que isso não acontecesse", disse Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia.
Já a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), responsável pela proposta de aumento e que é composta por operadores eléctricos e representantes dos consumidores, garantiu que ainda não está fechada a proposta para a variação das tarifas.
"Ainda não sabemos neste momento a taxa de variação das tarifas que vai acontecer em 2012. Recebemos os dados das empresas, estamos a analisar a informação e a 15 de Outubro estaremos em condições de fazer de forma objectiva e fundamentada a nossa proposta. Neste momento isso não é possível", sublinhou. A ERSE, disse ainda Vítor Santos, "está muito longe de ter valores", sublinhando que qualquer número "é meramente especulativo".
Custos e mais custos
Dentro de duas semanas, o IVA sobre a electricidade vai disparar de 6% para 23% - uma factura de 21,2 euros passa a custar 24,6 euros. Se agora imaginarmos um aumento hipotético de 15% nas tarifas no próximo ano, as contas assustam. A mesma factura que este mês vai sair por 21,2 euros passará a custar 28,3 euros em Janeiro - revisão do IVA somado ao aumento de tarifas em 15%. São 85 euros por ano. Imaginando agora que o aumento se fica pelos 7,5%, então o aumento de Setembro para Janeiro será de 20%: a mesma factura que custa este mês 21,2 euros sairá por 26,5 euros. Se considerarmos os 30% ontem noticiados, então a factura mensal dispara de 21,2 para 32 euros.
Em reacção às notícias, a DECO aproveitou para lembrar que quase metade do que é pago pelos consumidores na factura da luz não é para pagar a luz que consumiram: serve para pagar os chamados custos de interesse geral, como os investimentos da EDP em energias renováveis. Ou seja, e ainda na mesma factura-tipo, dos 21,2 euros em causa perto de 10 são para os "custos de interesse económico geral que decorrem de medidas de política energética", como se lê na factura da EDP.
A DECO foi quem se pronunciou de forma mais veemente contra a hipótese de mais aumentos na luz, tendo classificado os 30% como "despropositados". Jorge Morgado, secretário-geral, avançou que há formas de minimizar eventuais aumentos: "Há aqui uma margem [corte dos custos de interesse geral] para diminuir o impacto do aumento da factura e do IVA."
Pressão
A divulgação dos 30% pode, no entanto, ter sido uma manobra de pressão do governo sobre os privados. O Memorando da troika impõe que as compensações pagas aos produtores - renováveis, cogeração e subsídios à EDP para barragens e centrais a carvão e fuel - sejam renegociadas durante este trimestre e a EDP e o governo encontram-se já a renegociar as compensações que a empresa recebe. A extensão do prazo das mesmas, como forma de diluir os incentivos por mais anos, é uma das opções em discussão.
Mesmo que o aumento fique pelos 7,5%, a factura cresce 20% com a subida do IVA.
Do que se depreende da informação da DECO (que já sabíamos), quase metade do que pagamos na fatura da eletricidade é para pagar os investimentos da EDP em energias renováveis, que engrossam o capital da EDP Renováveis (em que o Estado tem apenas 20%) que paga até 600.000 €/ano aos seus administradores… E ainda a tal taxa de audiovisuais (para a RTP).
O que não dá para entender é tudo isto acontecer antes da prevista privatização do cota do Estado, que terá, forçosamente, de dispensar os cidadãos de continuarem a pagar um cêntimo a uma empresa privada, que já dá “lucros” enormes, convencendo-nos que o sucesso vem de uma gestão excecional. E levando mais longe os interesses dos portugueses, os preços deverão ser regulados pelo poder político, para se mostrar quem manda neste país (soberano).
A não ser assim, haverá um curto circuito, que se espera que seja longo. Como dizia há dias alguém numa “Opinião Pública”, não pagamos e que parem as empresas, as escolas e tudo que precise de um clique!
Tem que haver limites para a exploração e a irracionalidade. Se eu fosse governo, nem Mexia…

Ecos da blogosfera – 18 Set.

sábado, 17 de setembro de 2011

"Ces Danois, ils sont fous!"

Após 10 anos de sucessivos governos de centro-direita, a oposição de esquerda chegou ao poder na Dinamarca. A social-democrata Helle Thorning-Schmidt, de 44 anos, torna-se a primeira mulher a governar o país.
Segundo os resultados oficiais, a oposição de esquerda - formada por uma aliança de 4 partidos (os sociais-democratas mais os sociais-liberais, socialistas e Lista Unida, extrema esquerda) - obteve 89 dos 179 assentos parlamentares, contra 86 do bloco de direita. As eleições tiveram uma participação de 87,7% - o resultado mais elevado dos últimos anos.
Os sociais-democratas já fizeram saber que vão adoptar uma política fiscal mais rigorosa neste contexto internacional de crise. Paralelamente, os sociais-democratas aspiram a combater a crise com investimentos públicos e reformas no mercado de trabalho.
No discurso de vitória, Helle Thorning-Schmidt agradeceu a vitória e prometeu um novo rumo para a Dinamarca e disse ir liderar um governo de centro-esquerda, mas prometeu ser acima de tudo a primeira-ministra de todos os dinamarqueses.
Transbordando de auto-confiança, a primeira-ministra eleita avisou que a Dinamarca tem pela frente enormes desafios, em especial o combate ao desemprego, que foi o tema principal da campanha eleitoral do SPD trabalhista.
Thorning-Schmidt disse também que o próximo executivo de centro-esquerda vai criar políticas mais generosas para os desfavorecidos, deficientes e refugiados, insistindo que as políticas de direita dos últimos 10 anos resultaram numa Dinamarca mais desigual, mais egoísta e mais oportunista.
Os nossos media nem anunciaram as eleições (na imprensa brasileira as notícias choveram antes, durante e depois) e só agora, poucos, noticiaram os resultados. Esquisito!
Mas, olhando agora para os ingredientes e para o produto, detetamos algumas curiosidades, que podem justificar este esbatimento e reparem:
1 – Durante 10 anos sucessivos, a Dinamarca foi governada pelo centro-direita, o que volta a acontecer em Portugal;
2 – Pelo que diz a vencedora, as políticas de direita resultaram numa Dinamarca mais desigual, mais egoísta e mais oportunista, e não convinha fazer eco destas blasfémias, agora que vamos percorrer os mesmos caminhos;
3 - Thorning-Schmidt, social democrata, para ganhar e mudar de políticas formou uma aliança com mais 3 partidos (sociais-liberais, socialistas e Lista Unida, da extrema esquerda), coisa que cá na terrinha ninguém teve a mesma coragem, nem PS, nem PCP, nem BE, nem será aconselhável que no futuro se pense em tal pecado mortal;
4 – A nova PM dinamarquesa promete uma política fiscal mais rigorosa, mais investimentos públicos, reformas no mercado de trabalho e combate ao desemprego, para combater a crisezinha, quando comparada com a dos países da Zona Euro, quase tudo ao contrário da receita que nos estão a aplicar;
5 – E promete que o próximo executivo de centro-esquerda vai criar políticas mais generosas para os desfavorecidos, deficientes e refugiados, ao contrário do nosso centro-direita, que faz caridade com os “mais desfavorecidos” para ganhar o reino dos céus e protege os banqueiros e capitalistas para ganhar o reino da terra.
Mas ainda há um qui pro quo, se chama Poul Thomsen, representante do FMI e chefe da troika que nos governa e perguntarão por quê. E eu respondo, porque é dinamarquês…
Sendo dinamarquês, foi naturalmente indigitado pelo governo agora derrotado pelo seu povo, pelas políticas erradas que gerou… Se os dinamarqueses rejeitaram essas políticas, por que havemos nós de as aceitar como corretas? Já não bastava que a troika não tivesse legitimidade democrática para cercear a nossa soberania, impondo-nos políticas que nos conduzirão a mais pobreza, para agora o seu chefe ter perdido legitimidade democrática, no seu próprio país, e ter o desplante de continuar a impor-nos as mesmas medidas, que não pode aplicar aos seus concidadãos.
E ao contrário do que se diz, que os partidos socialistas/sociais democratas estão a ser depostos do poder, pelas “virtudes” da direita, eis que a realidade supera a vontade dos agoirentos e beneficiários do sistema, só porque o povo e os seus dirigentes partidários tem a “coragem” de não ter medo do papão, provavelmente porque não vêem muita televisão.
Só a informação e a transparência nos podem elevar a outros estádios da democracia.
Esperemos que a partir de Janeiro, quando a Dinamarca assumir a presidência da União Europeia, algo mude, para melhor e a social democrata mostre à Europa e ao mundo o que é a social democracia...

Contramarés sem contrapé… 16 Set.

Manuela Ferreira Leite é a madrinha e primeira convidada das Mulheres Sociais-Democratas de Matosinhos, uma estrutura que renasce a partir de 29 de setembro numa conferência com a ex-líder do PSD. "Será um fórum de debates, uma plataforma para ter um olhar feminino sobre os problemas gerais", explicou Pedro da Vinha Costa, líder da concelhia do PSD/Matosinhos, que contou que esta estrutura "já existiu em tempos", mas acabou por "esmorecer".

Então há “negligências” e não há consequências?

O líder da oposição britânica, Ed Miliband, defendeu que os banqueiros que falhem devem ser excluídos da profissão, na véspera da apresentação de uma ambiciosa reforma para o setor.
"Os banqueiros dizem que o tempo para sentir remorsos é longo, mas não é suficiente. Eu acho que nada muda. Ninguém paga o que aconteceu e isso faz com que as pessoas se sintam revoltadas", afirmou o líder dos Trabalhistas.
Ed Miliband sugeriu a exclusão da profissão dos banqueiros que assumem riscos inaceitáveis ou que vendem indevidamente certos produtos aos seus clientes, da mesma forma que um médico pode ser suprimido da profissão médica caso cometa uma falha grave.
Claro que num tempo em que o surrealismo retórico superou a lógica, apoiada, obviamente, no “poder democrático”, poder esse que é ganho, absurdamente, à custa de promessas mentirosas, até parece que a sugestão (ainda não é, nem será decisão) apesar de lógica não tem pés para andar.
Presume-se pela notícia, que a Grã Bretanha está a mexer nas regras do setor bancário, esperemos que para defender “os mais desfavorecidos”, já que os grandes credores estão sempre defendidos pela grandeza das dívidas…
É novidade para mim saber que os banqueiros sentem remorsos e durante muito tempo, mas mesmo que fosse verdade não paga os prejuízos e tem que pagar, não porque as pessoas se sintam revoltadas (e põe em perigo a segurança da “realeza”), mas por mera questão de justiça, básica!
Não deve haver nenhuma profissão em que a NEGLIGÊNCIA no exercício da mesma não seja penalizada, quer pela própria associação profissional, quer pela entidade patronal respetiva, com processos e consequências. E neste aspeto a sugestão de Ed Miliband de excluir da profissão os banqueiros negligentes, só e notícia pela impunidade de que gozam, no meio de todas as vigarices que emergem em todo o mundo e também em Portugal, que em regra tem levado, não à exclusão, mas até à promoção desses “negligentes”. E como nas outras profissões, para além das consequências profissionais, ainda sobra a responsabilidade civil, que deve levar a um processo jurídico, condenatório e indemnizatório, da mesma forma que acontece a um médico, arquiteto, engenheiro, etc.! Pois claro!
Já sabemos que terão direito a uma cadeia de luxo, a uma pulseira eletrónica de marca, ou a companhias mais agradáveis do que a dos guardas prisionais, mas seria melhor que nada… Não sabemos é se haverá dinheiro para essas mordomias, por serem tantos e tamanhos os erros “por negligência” cometidos por esses profissionais. Outra alternativa seria obrigá-los a frequentar as Novas Oportunidades, mesmo as Novíssimas, que devem vir por aí, que ainda devem ser mais acessíveis…
Todo o crime merece castigo!

Ecos da blogosfera – 17 Set.