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terça-feira, 26 de julho de 2011

“Ações douradas” brilham ainda em 9 países da UE!

As golden shares da PT, Galp e EDP
O abandono de direitos especiais na PT, Galp e EDP foi hoje publicado em Diário da República e entra em vigor já amanhã para respeitar o compromisso assumido com a troika.
Apesar de admitir que os privilégios especiais, que conferem poder de veto a decisões estratégias e limitação de direitos de voto dos accionistas, assumiram “importância” nos processos de reprivatização das 3 empresas, o Executivo acrescenta que “justifica-se, no momento presente, proceder à sua revogação”.
Direitos especiais em modo de extinção
Apesar de Portugal ter sido forçado a eliminar estes privilégios, ainda há, pelo menos, 9 Estados-membros com poderes especiais em grandes companhias, sem consequências.
É o caso da Alemanha, do Reino Unido, da Grécia, da Irlanda, da França, da Polónia e da Finlândia. Na Bélgica, houve mesmo uma autorização formal da Comissão Europeia e na Itália, ainda proliferam nos sectores da PT, EDP e Galp.
Já começa a ser difícil fazer comentários ao conteúdo de certas notícias, por fugirem das regras mais básicas da lógica e por nem se apresentarem argumentos para se poder contra-argumentar.
Os máximos governantes da nação (os mais competentes, técnica e politicamente), mesmo reconhecendo a importância das golden shares das 3 empresas, justificam a sua revogação, sem qualquer outra justificação (deve vir no preâmbulo do D-L) que não seja a de respeitar o compromisso assumido com a troika. Aceitemos, mesmo que de graça…
Mas então, quando assinaram o memorando, não sabiam que, enquanto Portugal estava a ser forçado a eliminar esses “privilégios” (defesa de setores estratégicos e importantes para o que nos resta de soberania), ainda havia e há, pelo menos, 9 Estados-membros com poderes especiais em grandes companhias, sem qualquer consequência? E são os jornalistas que trazem a público o resultado do trabalho de investigação, que nenhum “Gabinete de Estudos” de nenhum Partido fez para informar os “abaixo assinados”? Foram todos comidos por lorpas, ou assinaram de cruz?
Perante estes pormaiores, o que resta ao cidadão comum, a que não tenham formatado a cabeça senão chamar-lhes muitos nomes muito feios e desconfiar da sua competência técnico-política e confiar apenas na sua maleabilidade para a obediência perante os grandes (beneficiários) e parceiros do clube?
Depois, sabemos nós de experiência feita e a psicologia explica, que quando se apanha dos grandes bate-se nos pequenos… Mas com muita CORAGEM e DETERMINAÇÃO, a que se chama EFICIÊNCIA!

Ecos da blogosfera – 26 Jul.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Contramarés sem contrapé... 25 Jul.

De acordo com o jornal Expresso, Jorge Silva Carvalho saiu da chefia dos serviços de informação para a empresa "Ongoing" e trabalha, actualmente, com mais 2 antigos espiões. É um caso que envolve o antigo director do SIED, Nuno Vasconcelos, o patrão da Ongoing, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e Bernardo Bairrão, o ex-administrador da TVI, que era para fazer parte do governo mas que acabou por não ir.

A Saúde Pública é manipulada em laboratórios…

A Agência Europeia do Medicamento concluiu que há uma associação entre a toma da vacina contra a gripe A e os casos de narcolepsia em crianças e adolescentes, pelo que aconselha que não se administre o medicamento a pessoas com menos de 20 anos.
Esta revisão foi realizada devido a um aumento do número de casos de narcolepsia em crianças e adolescentes na Finlândia e na Suécia, durante a campanha de vacinação com a Pandemrix que decorreu no final de 2009 e início de 2010. Os resultados indicaram um risco 6 a 13 vezes superior em crianças/adolescentes vacinados, sem se terem verificado consequências em maiores de 20 anos.
Entretanto a DGS reagiu à notícia afirmando não haver razão para preocupações e adiantando que no próximo Inverno a Pandemrix não deverá ser administrada, porque não há recomendações para o seu uso e por as doses em Portugal estarem perto do fim da validade.
A vacina escolhida não é considerada segura por todos os organismos. Segundo o Infarmed, foi "estabelecida a relação benefício-risco e o benefício foi considerado superior ao risco" pela Agência Europeia do Medicamento.
Ou seja, desde o início que “desconfiavam” de efeitos secundários de risco, desconfiança que vinha de entidades “responsáveis”, mas apesar de tudo, foi aplicada a dita vacina.
Agora vem as mesmas entidades desaconselhar, em vez de proibir, a utilização de uma vacina, com nome.
Só três perguntas:
A competência dos “técnicos” não passa pela limpidez moral e ética?
Há interesses económicos defendidos por entidades com responsabilidades na Saúde Pública?
Não acontece nada a estes senhores?
Resumindo, há mesmo Teorias da Conspiração, que cada vez mais e descaradamente são postas em prática, IMPUNEMENTE!
E os do contra somos nós?
Narcolepsia é uma condição neurológica caracterizada por episódios irresistíveis de sono e em geral distúrbio do sono. É um tipo de dissonia.

É preciso lata para se defender a natureza…

O presidente da Associação de Latas de Bebidas explicou que "é muito mais fácil reciclar" latas do que vidro ou PET (plástico), outras formas de acondicionar bebidas, além de "precisar de um consumo menor de energia". Por outro lado, "o resíduo de metal tem sempre valor, pode ser sempre reciclado", disse, realçando a importância de reciclar e reutilizar, evitando recorrer a materiais virgens de modo a proteger os recursos naturais.
Atualmente, Portugal e Espanha, já apresenta níveis de reciclagem de metal acima da meta apontada para 2012 pela UE, de 65%. Do total de latas usadas na Península Ibérica, 75% têm como destino a reciclagem e o seu material é reutilizado.
Para o presidente da associação, seria importante aumentar o número de "pontos verdes", locais de recolha de embalagens, numa altura em que "a consciência ambiental está a crescer muito, principalmente nas gerações mais novas". No entanto, "devido à situação económica, a quantidade de lixo está a baixar, as pessoas estão a consumir menos", acrescentou.
Dados da associação apontam para um total de retoma de embalagens de metal de 46.243 toneladas em 2010, dividido em 44.776 toneladas de aço e 1.467 toneladas de alumínio.
A Associação de Latas de Bebidas integra fabricantes de latas de bebidas presentes em Espanha e Portugal, fornecedores de matéria prima e indústrias relacionadas com esta embalagem.
Não gosto muito de expor publicamente comentários sobre o Ambiente e sobre as indústrias que giram à volta do tema, por ser contra muitos paradigmas que não entendo e sobretudo quando se fala em RECICLAR, mas aceito a REDUÇÃO e a REUTILIZAÇÃO, exatamente porque só as últimas podem respeitar o Ambiente. E dentro das limitações que me imponho, só vou dizer o que não ofenda a consciência ecológica de ninguém, que parece que está a crescer muito, principalmente nas gerações mais novas, na razão direta dos negócios relacionados.
Em relação à notícia, convém chamar a atenção que as declarações são feitas por uma associação de fabricantes de latas de bebidas, fornecedores de matéria prima e indústrias relacionadas com esta embalagem e dai faz todo o sentido que digam o que dizem. Se fosse uma associação de vidreiros, ou de plástico, as mensagens seriam diferentes, porque as associações defendem os seus associados, por muito nobre que seja a sua MISSÃO…
Quando se diz que é muito mais fácil reciclar latas (de aço, ou de alumínio) do que vidro ou plástico, até talvez seja, mas sem estudos… E nem falaram do Tetra Pack…
Quando se diz que o resíduo de metal tem sempre valor (o que não interessa aos ecologistas), pode ser sempre reciclado (o que interessa aos ambientalistas), evitando recorrer a materiais virgens de modo a proteger os recursos naturais, começamos a ter dúvidas, pelas perdas (25%) e pelo aumento do consumo (apesar da crise), o que obriga também a recorrer à natureza, mas adiante…
E como solução para os homens da lata, aumentar o número de locais de recolha de embalagens (pontos verdes) seria o ideal, mesmo que esses pontos verdes, como todos, sejam os maiores focos de porcaria, mau cheiro e bicharada…
E contra a consciência ambiental tão elogiada, vem o representante da associação por o pé na poça, ao lamentar que a quantidade de lixo esteja a baixar, por estar a baixar o consumo, devido à crise. Que bom! Se acabasse o lixo é que poderíamos falar com propriedade de defesa do ambiente…
E para contrariar os argumentos a favor elencados, vem-nos dizer que na Península Ibérica só 75% das latas usadas é que são recicladas, o que quer dizer que 25% andam por aí. Fazendo contas, se em 2010 foram retomadas 46.243 toneladas de embalagens de metal, quer dizer que 15.414 toneladas, só de um ano, andam por aí…
Tendo em conta os anos necessários à biodegradação destes materiais (não vou referi-los, nem falar de outras variantes que deveriam pesar nas opções), ecologicamente não foi bom negócio…
Mas o meu problema em relação a esta matéria, que não me entra na cabeça, é dizerem-nos que uma garrafa de vidro, que antes era recuperada, lavada e reutilizada, tenha que ser partida e refeita e que tal processo antiquado é mais caro do que fazer novas embalagens, sejam de vidro, de lata, de plástico, ou Tetra Pack. Entende-se?
E faz-me impressão, quando entro num supermercado, olhar aquelas prateleiras e pensar nas toneladas de lixo que pagamos com as compras e que voltaremos a pagar de cada vez que repitamos o gesto…
Por isso, REDUZIR o lixo o mais que pudermos e REUTILIZAR as mesmas embalagens com regulamentação adequada seria a solução coerente com uma real defesa do ambiente. Tudo o mais…

Ecos da blogosfera – 25 Jul.

domingo, 24 de julho de 2011

Contramarés sem contrapé… 24 Jul.

O social-democrata e professor universitário António Nogueira Leite vai ser o novo vice-presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos.

A teoria de Darwin acelerada com o “Efeito Google”?

Estudo revela que esquecemos mais facilmente as informações que sabemos estarem disponíveis na rede.
A internet está a afectar o modo como o ser humano se lembra das coisas, revela um estudo publicado na revista "Science". O lado positivo é que, ao mesmo tempo, foram desenvolvidas mais capacidades na procura de informação na rede. Segundo Betsy Sparrow, psicóloga da Universidade de Columbia e líder da equipa que estudou o "efeito Google" na memória humana, "embora já houvesse alertas para o facto de o homem estar cada vez mais dependente das informações online, até agora eram poucos os estudos a confirmá-lo". A equipa de investigadores concluiu que a internet é como um prolongamento externo da memória e testou os seus efeitos em mais de 100 estudantes de Harvard.
Os voluntários que sabiam que a informação sobre a qual eram questionados poderia estar disponível online não se lembravam tão bem da resposta como quando sabiam que a mesma não estaria disponível. Quando foi dito a metade dos estudantes que guardassem a resposta num ficheiro no computador e aos restantes foi dito que o ficheiro seria apagado, os que sabiam que não teriam a informação disponível tiveram melhor desempenho nos testes.
Outra das conclusões a que a equipa chegou foi que as pessoas podem não se recordar de como obtiveram determinada informação, mas têm tendência para se lembrar de como encontrar os dados que precisam para chegar à resposta certa. Sparrow afirma que as pessoas deixaram de memorizar a informação por acreditarem que podem alcançá-la devido às suas capacidades de busca.
Sabermos que a internet está a afectar o processo de memorização do ser humano não deixa de ser uma “descoberta” interessante, mas não parece que tenha grande interesse, se o estudo não for acompanhado com a confirmação por neurologistas creditados.
E se assim for, até nisso estaremos atrasados na evolução humana, para o bem e para o mal, só porque o uso da internet em Portugal, como em tudo, nos chegou uns anos mais tarde.
O chamado "efeito Google" na memória humana, transformaria a internet no prolongamento da nossa memória e teria o efeito de um disco externo, onde poderíamos encontrar os nossos esquecimentos. Mas as capacidades de procura de informação na rede, não estarão sujeitas também ao esquecimento e de não nos lembramos como encontrar os dados que precisamos?
E como ficará a evolução (involução) da memória individual conforme a idade?
E que interferência haverá nas doenças associadas ao cérebro, sobretudo a de Alzheimer?
E dará origem a duas espécies, uma que usa a internet e a outra que não?
…
No fundo, o processo parece em tudo idêntico ao da tradicional investigação feita nas bibliotecas, ou ao das provas com consulta, só com mais celeridade.
Para quem tem dúvidas sobre a Teoria de Darwin, a velocidade desta “evolução” é tão vertiginosa, que nos leva a ser muito céticos, apesar de sermos praticantes e sentirmos algo que identificamos…

72% dos eleitores rejeitaram portagens nas SCUT…

Francisco Almeida, porta-voz da Comissão de Utentes, alegou que a introdução de portagens na A25, A24 e A23 "vai provocar o abrandamento da actividade económica e levar ao consequente encerramento de algumas empresas". Com isto, "o Estado vai arrecadar menos impostos e muita gente vai ser empurrada para o desemprego, aumentando assim a despesa na segurança social", alegou.
E já há vários dados sobre as consequências da introdução das portagens nas vias Sem Custo para os Utilizadores, que confirmam o que é dito: Tráfego nas ex-SCUT caiu mais de 40%.
E ainda se pode e deve acrescentar o que disse Carlos Moreno, ex-juiz do Tribunal de Contas Europeu e Português: Enquanto não houve portagens, o Estado pagava uma renda variável aos Privados concessionários das SCUT, em função do volume de tráfego. Se houvesse pouco tráfego, o risco e o prejuízo eram do Privado. Mas o Governo, para introduzir as portagens, renegociou os contratos. A renda a pagar aos Privados subiu e passou a ser fixa. Assim, o Estado fica com a receita das portagens, mas esse dinheiro não chega para cobrir a nova despesa, já que quem passa e paga nas SCUT, «não paga a totalidade, longe disso - 30 a 40%, da renda que a Estradas de Portugal (EP) vai pagar às concessionárias», disse o mesmo especialista.
E a ser verdade (já devia haver relatórios feitos e publicados sobre o assunto), parece que se está a aumentar a despesa do Estado, com custos para o utilizador e a salvaguardar apenas o mealheiro das concessionárias.
Não se está a dar continuidade a uma prática que foi rejeitada por cerca de 72% dos eleitores?
OU ESTE ARGUMENTO SÓ SERVE PARA A RATIFICAÇÃO DO MEMORANDO DA TROIKA?

Nicolas “andas” a vender submarinos com a sócia?