terça-feira, 30 de abril de 2013
Ecos da blogosfera – 30 abr.
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4/30/2013 05:00:00 p.m.
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Se ainda for a tempo do Conselho de Ministros…
Pode pensar que sabe qual é a imagem que os outros têm de si - um comunicador talentoso, uma incisiva mente numérica ou um gestor que consegue extrair sempre o melhor da sua equipa. Porém, talvez tenha algumas surpresas.
Dorie Clark
Um executivo modesto, com tendência para se menosprezar, ficou impressionado ao descobrir, depois de participar num coach para executivos onde foram examinadas as suas relações profissionais, que o seu hábito de interromper os outros levava os colegas a vê-lo como arrogante e altivo - praticamente, o oposto da verdade. Em especial para os executivos de topo, pode ser difícil reconhecer como são, efectivamente, vistos pelos outros. Por um lado, os empregados que não querem pôr em risco a sua posição, tendem a ocultar quaisquer perceções negativas e a fazer-lhe boa cara; por outro, tem-se revelado que o poder é capaz de distorcer seriamente a consciência que os líderes têm de si mesmos.
“Estudos realizados sobre o efeito do poder no seu detentor têm revelado consistentemente que o poder produz excesso de confiança e predisposição para correr riscos, insensibilidade aos outros, estereotipização e uma tendência para ver os outros como um meio para a gratificação de quem detém o poder” escreve o professor da faculdade de gestão de Stanford, Jeffrey Pfeffer, no seu livro, “Power: Why Some People Have It and Others Don't” (Poder: porque alguns têm e outros não). Contudo, quando se trata da sua marca pessoal — a sua reputação profissional — a questão não é como se vê a si mesmo. O que importa é a maneira como o mundo o vê.
“Se 3 pessoas lhe disserem que é um cavalo, compre uma sela”, diz Judy Robinett, investidora independente. Por outras palavras, ouça o que o mundo exterior lhe diz, porque eles, provavelmente, têm razão. Assim sendo, como é que os profissionais podem obter um feedback honesto, especialmente se não tiverem acesso a um coach para executivos? Procure padrões nos registos escritos. Se tiver acesso a cópias de avaliações de desempenho antigas ou cartas de recomendação que outros tenham escrito, pode examiná-las e encontrar padrões.
Claro que toda a gente terá uma abordagem ligeiramente diferente. Porém, se encontrar várias menções a um conjunto de capacidades particular (“Lisa é uma oradora brilhante”) ou a falhas (“Martin tem dificuldade em aceitar feedback”), deve levá-las em consideração. Examine a sua presença online. Faça uma pesquisa sobre si. O que surge primeiro? Era isso que esperava? Era o que pretendia transmitir ao mundo? Que pensaria uma pessoa que não o conhecesse? Se houver links que o possam prejudicar ou sejam erróneos, é melhor descobrir já (para poder tomar medidas), em vez de ser um empregado ou um potencial cliente a descobri-los.
Conduza as suas próprias “360 entrevistas”. Este é o primeiro passo que a maior parte dos coaches de executivos daria, mas, se não tiver um, pode fazê-lo sozinho. Convide colegas em quem confie, o seu chefe e os seus empregados para um café, diga-lhes que está a trabalhar para aumentar a sua fasquia profissional e peça-lhes um feedback honesto: O que faz bem? Onde pode crescer? Que três palavras usariam para o descrever? As perspetivas deles podem ser reveladoras.
Mantenha o seu próprio grupo de discussão. No meu livro “Reinventing You: Define Your Brand, Imagine Your Future” (Reinvente-se: defina a sua marca, imagine o seu futuro), apresento o perfil de uma mulher chamada Mary Skelton Roberts que — em busca de mais clareza na sua vida profissional — criou um grupo de discussão com amigos e colegas. Mary sentou-se a ouvir durante várias horas enquanto os participantes partilhavam as ideias que tinham acerca das suas forças, capacidades e áreas que gostariam de a ver explorar (a sessão foi moderada por um amigo e Mary não podia responder — apenas pedir esclarecimentos). As outras pessoas “têm quase sempre uma vista de um ângulo superior e podem ver a sua vida de maneiras que você talvez não seja capaz, porque está envolvido nas questões do dia a dia”, explicou-me. O grupo de discussão “conduziu-me ao nível seguinte em termos do meu desenvolvimento profissional”.
A verdade é que sabemos demasiado acerca de nós mesmos; não conseguimos separar suficientemente o sinal do ruído para percebermos como o mundo exterior, de facto, nos vê. Porém, reexaminando os registos escritos que foram feitos acerca de nós e pedindo aos nossos colegas as suas opiniões honestas, temos muito a aprender. E, se o que descobrirmos não corresponder à forma como gostaríamos de ser vistos — como o executivo cujo hábito de interromper os outros estava a prejudicar a sua carreira — é possível tomar medidas para o corrigir.
à(s)
4/30/2013 10:30:00 a.m.
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Contramaré… 29 abr.
O presidente chinês, Xi Jinping, qualificou os sindicatos como "um importante pilar do regime socialista", disse a imprensa oficial hoje, primeiro de 3 dias de folga proporcionados pelas celebrações do 1.º de maio. "Os sindicatos devem ouvir os trabalhadores e proteger os seus legítimos direitos e interesses, incluindo os dos trabalhadores oriundos das aldeias", disse Xi Jinping, numa cerimónia comemorativa do Dia Internacional do Trabalhador realizada no domingo na sede da Federação dos Sindicatos Chineses, em Pequim.
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4/30/2013 07:00:00 a.m.
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segunda-feira, 29 de abril de 2013
Evidément, par ce chemin: “Ça ne va pas”
Depois de Durão Barroso reconhecer que a actual política de austeridade na Europa “atingiu os limites”, foi a vez de o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, criticar a resposta dos governos à crise por irem “longe demais” na estratégia da austeridade.
As fissuras abertas pela crise das dívidas são profundas e é preciso lutar por uma União Europeia mais transparente, socialmente mais justa e próxima dos cidadãos. É este o retrato – e a projecção – que o social-democrata alemão faz da Europa a um ano das eleições para o Parlamento Europeu.
Numa entrevista ao jornal belga L’Echo, Martin Schulz não esconde o desencantamento em relação a uma Europa que diz ser incompreendida pelos cidadãos. E que está hoje, segundo diz, “num estado lamentável”.
Com o debate europeu entre austeridade e crescimento económico a intensificar-se na Europa, Schulz diz que é preciso desconstruir argumentos. “Estamos a ir longe demais na política de austeridade”. E “o argumento que consiste em dizer que, com a redução dos orçamentos públicos, a confiança dos investidores regressa é manifestamente falso”, nenhuma economia se equilibra “sem relançamento económico com investimentos estratégicos”.
As pessoas, disse, estão desiludidas e cabe à UE procurar os cidadãos onde eles se encontram. “E eles encontram-se actualmente numa situação de cepticismo compreensível: há uma ineficácia da União Europeia, a falta de transparência das decisões, uma troika que impõe medidas aos países...”. Um tema que retomou no XIX Congresso do PS, onde defendeu ser preciso recuperar os valores fundadores da UE: a paz, a justiça e a solidariedade. E lutar por oferecer oportunidades aos mais jovens e uma melhor distribuição da riqueza.
Questões que lança para a mesa na entrevista ao jornal L’Echo: “O Banco Central Europeu, qual é a sua responsabilidade democrática? O FMI, qual é a sua responsabilidade democrática? É preciso admitir que as pessoas não compreendem o funcionamento da UE”.
Agora, Schulz vem apelar à necessidade de os governos se concertarem relativamente a um pacote para o crescimento, uma vontade que reconhece ao Presidente francês, François Hollande, mas que diz não ter dado frutos. “Onde estão as medidas?”, questiona.
O Presidente do Parlamento Europeu rejeita, no entanto, colocar a toda a responsabilidade das políticas de rigor orçamental nas mãos da chanceler alemã, Angela Merkel, que tem sido o alvo das acusações de intransigência por parte de vários socialistas franceses. “Não se pode acusar Angela Merkel de decidir sozinha, já que há 26 outros dirigentes em volta da mesa” no Conselho Europeu, contrapôs.
Questionado sobre se será o candidato dos socialistas à presidência da Comissão Europeia, Schulz disse ser “demasiado cedo para responder à pergunta”, mas não fecha a porta a esse cenário: “Tomo nota que o meu nome é por vezes mencionado, tal como o de Barroso [que termina mandato em Outubro de 2014]”.
Por mais do que uma vez Martin Schulz citou a sua condição de alemão para dar ainda mais ênfase a um discurso de defesa de mudança da política europeia. A ideia "fascinante" de Europa, disse o presidente do Parlamento Europeu, "está em mau estado". É preciso "mais justiça, mais emprego, mais democracia". É preciso "reganhar a ideia de solidariedade entre nações e gerações".
"A Europa não deve impor a austeridade aos que menos podem. Deve, sim, lutar contra a evasão fiscal e contra os paraísos fiscais, na Europa e no mundo", acrescentou, lembrando que estas propostas foram recentemente aprovadas, por "largo consenso", no Parlamento Europeu.
Assumindo-se contra uma Europa "dividida entre norte e sul" - "Ça ne va pas", disse -, recusou a leitura de que a crise pertence aos países do sul: "Não sabia que a Irlanda era no Mediterrâneo, pensava que era no Mar do Norte. E os irlandeses não são nem piores nem melhores que os portugueses, os espanhóis ou os italianos".
A Europa, disse ainda, "não és só uma comunidade económica. Depois de Auschwitz, o momento mais baixo da civilização, a Europa foi uma oportunidade de reentrada da Alemanha na comunidade democrática". E garantindo que os alemães continuam europeus e fiéis à ideia de Europa, citou o Nobel alemão da literatura Thomas Mann: "queremos uma Alemanha europeia e não uma Europa alemã".
Sinopse das críticas (comentadas) de um social-democrata:
A resposta dos vários governos à crise foram longe demais na austeridade (impostas por quem?);
É preciso lutar por uma União Europeia, que se encontra num estado lamentável, para que seja mais transparente, socialmente mais justa, mais próxima e mais compreendida pelos cidadãos (trabalho político que depende de todos órgãos comunitários);
O argumento de que defende que com a redução dos orçamentos públicos, apenas, regressa a confiança dos investidores, é manifestamente falso, porque nenhuma economia se equilibra sem relançamento económico com investimentos estratégicos (3 anos para se chegar a esta conclusão é, no mínimo, inocência e omitir os responsáveis);
Há uma ineficácia da UE, falta transparência nas decisões e uma troika que impõe medidas a países soberanos (sem referir a falta de autoridade democrática dos decisores, que dão ordens aos funcionários da troika);
Qual é a responsabilidade democrática do BCE e do FMI? ( e a da Comissão Europeia?);
É preciso recuperar os valores fundadores da UE: a paz, a justiça e a solidariedade e lutar por oferecer oportunidades aos mais jovens e uma melhor distribuição da riqueza (sem apontar o dedo a quem continua a ameaçar a paz, quem impôs a injustiça social como arma e quem se alheou da solidariedade, em proveito próprio, permitindo a acumulação da riqueza em muito poucos);
A Europa não pode ser dividida entre norte e sul (referindo-se à Irlanda, que não é do sul, mas esquecendo a Alemanha e os “outros” países do norte);
Não se pode acusar Angela Merkel de decidir sozinha, já que há mais 26 dirigentes em volta da mesa (como alemão, esquece-se de que quase todos os 26 estão dependentes da “patroa rica”, omite as decisões unilaterais do ministro das Finanças, Shaüble, na Ecofin e as declarações públicas e frequentes de ambos, com interferência, não democrática, na soberania dos resgatados entre os outros 26);
Depois de Auschwitz, o momento mais baixo da civilização, a Europa foi uma oportunidade de reentrada da Alemanha na comunidade democrática (fica-lhe bem o reconhecimento à Europa pela inclusão do seu país, mas fica-lhe mal não referir o perdão da dívida que receberam então de quem agora castigam, bem como da ajuda europeia à reunificação alemã);
Queremos uma Alemanha europeia e não uma Europa alemã (sem apresentar provas de tal vontade).
Como se diz por aqui, ideias bonitas, mas não concretizadas, mas que foram ditas e ficam registadas, à espera de confirmação e consistência num futuro próximo…
A questão de sempre, a teoria e a praxis, na oposição e no poder…
à(s)
4/29/2013 08:30:00 p.m.
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4/29/2013 05:00:00 p.m.
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O Omega e o Alfa da austeridade e da crise?
Os sinais de que a paciência com a política de austeridade acabou na Europa vieram em massa ao longo da semana passada, quando o bloco viveu uma enxurrada de más notícias. Na Espanha e na Grécia, o desemprego ultrapassou os 27%, o nível mais elevado entre todos os países industrializados do planeta. Na França e em Portugal, o número de trabalhadores fora do mercado também é recorde, contribuindo para um cenário desolador: 19.000.000 de desempregados na zona do euro - ou 12% da população ativa -, um total de 5.600.000 a mais em comparação com 2007. Ao mesmo tempo, o poder aquisitivo das famílias cai abruptamente nos países periféricos, com perdas de 20% na Irlanda e na Grécia.
O dado que provoca mais críticas, entretanto, é o facto de que mesmo com todo o esforço de rigor económico, o défice fiscal ainda é superior a 3% em 9 dos 17 países da zona do euro - e na maioria, as dívidas públicas continuam a subir.
Isto é o presente, envenenado, que se quer prolongar, pelo menos, até se saber se Saüble/Merkel continuarão a mandar (cruz, credo!) onde não tem jurisdição, com o único argumento de que são ricos, bonitos e bons…
No entanto, é tão grande já (só agora), e crescente, o número de personalidades de renome mundial a concluírem o que o mais analfabeto dos cidadãos previu, que estas medidas dariam no que deram, com vantagens evidentes para alguém, que só podemos concordar com o vaticínio que já em 22/06/2012 alguém fazia:
“A Crise europeia começou com um gigantesco resgate da Alemanha pelo BCE”, diz Richard Koo Nomura, economista Taiwanês e norte-americano, residente no Japão, especializado em balanços de recessões. O economista-chefe do Nomura Research Institute, braço de pesquisa da Nomura Securities, em Tóquio, olha de um outro modo para o chamado “problema de competitividade” dos países do sul da Europa nesta muito interessante análise.
Ao invés de um problema inerente a esses países, Koo diz que o que aconteceu é que após o colapso da bolha tecnológica de 2000 (que afetou muito a Alemanha) o BCE utilizou uma política monetária excecionalmente solta para estimular a economia, de modo a que a Alemanha não tivesse de reavivar a sua economia através da política fiscal.
Embora essa política monetária não tenha feito muito internamente pela Alemanha (em recessão), ajudou a resolver as bolhas na periferia, que passou a ter uma maior facilidade de investimento, ajudando ao boom das exportações alemãs e colocando os países periféricos em dívida.
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4/29/2013 10:30:00 a.m.
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Contramaré… 28 abr.
As especialidades de Ortopedia, Ginecologia e Pediatria do Hospital de Vila Franca de Xira receberam a classificação máxima de “Nível III de Excelência Clínica” da ERS, com base no Sistema Nacional de Avaliação em Saúde. As restantes especialidades médicas da unidade foram distinguidas com o nível II de excelência clínica.
O hospital funciona em novas instalações desde 3 de Abril, integra o grupo restrito de unidades a nível nacional com classificação máxima em 3 especialidades e serve cerca de 245.000 pessoas dos concelhos de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Benavente e Vila Franca de Xira.
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4/29/2013 07:00:00 a.m.
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domingo, 28 de abril de 2013
Os cidadãos já estão anestesiados… E siga o baile!
Partidos responsabilizados pelo desastre económico e social do país voltam ao poder em Reiquejavique.
Os eleitores islandeses penalizaram a coligação de esquerda que governa a Islândia desde 2009 e deram a vitória ao centro-direita nas eleições de sábado. Quando estavam contados 2/3 dos votos, o Partido da Independência tinha 26,5% o e Partido Progressista 22%. As projecções davam-lhes quase 40 dos 63 lugares do parlamento.
Os sociais-democratas, da chefe do Governo cessante, Johanna Sigurdardottir, que não concorreu e vai deixar a política, tinham apenas 13,5%.
O novo primeiro-ministro dever ser Bjarni Benediktsson, 43 anos, líder do Partido da Independência, de direita. “É tempo para fazer novos investimentos, criar empregos e começar a crescer”, disse. A confirmarem-se os resultados, o Partido da Independência tem o 2.º pior resultado desde 1944, mas formará Governo.
O outro protagonista das eleições é Sigmundur David Gunnlaugsson, 38 anos, líder Partido Progressista, uma força centrista.
Os dois partidos de centro-direita, que fizeram uma campanha apoiada na promessa de reduzir a dívida e cortar nos impostos, são eurocépticos e o seu triunfo pode levar a que o processo de candidatura da Islândia à adesão à União Europeia não avance.
O Partido da Independência e o Partido Progressista estão habituados a governar em conjunto. Foi um governo formado por ambos que liberalizou o sector financeiro que conduziu à ruína da banca. “As pessoas têm memória curta”, disse um eleitor, depois de ter votado, comentando o regresso, já previsto nas sondagens, do centro-direita ao poder. "Estes foram os partidos que nos lançaram na confusão.”
Benediktsson é formado em direito mas dedicou-se aos negócios e é deputado desde 2003. É oriundo de uma família da elite financeira do país que foi visada nas inéditas manifestações do início de 2009, que conduziram a eleições.
As duas forças do governo cessante sofreram uma pesada derrota: os sociais-democratas perdem cerca de metade dos deputados e devem ficar com apenas 10 eleitos, o movimento Esquerda-Verdes não deve ir além dos 9.
Johanna Sigurdardottir, que aplicou durante boa parte do seu mandato receitas inspiradas pelo FMI, que emprestou 1,6 mil milhões de euros à Islândia entre 2008 e 2011, declarou-se “muito triste” com o resultado das eleições.
O Governo cessante conseguiu reverter a situação em alguns aspectos, mas as dívidas acumuladas pelas famílias islandesas através de empréstimos bancários contraídos antes da crise de 2008 – e também a aversão à integração na União Europeia, defendida pela esquerda – levaram a uma mudança do eleitorado.
Apesar de uma taxa de crescimento prevista de 1,9% e de uma taxa de desemprego abaixo dos 5%, as medidas de austeridade deram espaço de manobra aos 2 partidos que, há 4 anos, os islandeses responsabilizaram pelo desastre económico e social.
Perante tudo que se passou na Islândia: ameaça de bancarrota do país, implosão da Banca pela especulação e sua nacionalização, julgamento dos responsáveis políticos e dos administradores bancários, recusa de pagamento aos especuladores estrangeiros, retificada pela EFTA, controlo da situação financeira sem resgate, redução da taxa de desemprego, crescimento muito superior ao da UE e Eurozona, produção de uma nova Constituição feita pelo povo, mas ainda não aprovada (e não será), o soberano povo reelegeu os soberanos partidos que os lançou no poço…
Se os governantes devem estar doidos, os cidadãos já estão anestesiados!
É significativamente simbólico, nos dias que corremos, que o futuro primeiro-ministro venha de uma família da elite financeira do país, o que, para quem está de fora, conclui 3 coisas: 1) As finanças vão continuar com a brincadeira; 2) os bancos serão privatizados rapidamente; 3) os “criminosos” banqueiros serão amnistiados.
Politicamente, a nova Constituição será rejeitada no novo Parlamento e não haverá qualquer pedido de adesão à União Europeia, o que será a única consequência positiva para os islandeses…
Sociologicamente, será mais um “case study” para os especialistas e politólogos, por nos parecer uma atitude masoquista, incompreensível, por nem sequer ter havido tempo suficiente de luto, muito menos para o esquecimento e o perdão, mas por terem desistindo tão depressa da luta, elogiada pelo mundo e esperança de vários países vocacionados para a resistência ao status quo…
Se os islandeses vierem a perder com esta decisão democrática, será lá com eles, mas desistirem do exemplo para o mundo e da defesa de alternativa para este mundo cão, já é connosco, para nos por de sobreaviso quanto ao futuro próximo…
Como já conhecem o caminho, boa sorte Islândia!
à(s)
4/28/2013 08:30:00 p.m.
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Um homicídio coletivo por psicopatas antissociais?
Neste momento, há 6.202.700 de desempregados em Espanha. Um desastre económico e social que se agrava, apesar da terapia de choque aplicada pelo Governo e ao nível europeu. Até onde será preciso mergulhar mais na crise, antes de se tentar outra política?, pergunta “El Periódico”.
Até agora, as diretrizes pelas quais a União Europeia norteia o seu combate contra a crise têm tido como referência os grandes rácios das contas públicas, uma disciplina que tem em vista não distorcer os equilíbrios financeiros, para os mercados poderem funcionar sem interferências. E pouco mais. O presidente do BCE acaba de exigir uma ação firme perante os incumprimentos do défice, mas não diz uma palavra sobre qual deve ser o objetivo da economia e da política económica, nem sobre o bem-estar dos cidadãos, cuja primeira e indispensável manifestação é o emprego. Em especial, quando a falta de emprego se torna crónica, como acontece em Espanha, e começa a ser sinónimo de exclusão social. No conjunto das grandes instituições internacionais, só o FMI se referiu, pela voz da sua diretora executiva, à calamitosa situação do desemprego em Espanha, para sugerir uma alteração, se não nas medidas, pelo menos no ritmo da sua aplicação.
Um beco do qual será difícil sair
A reação aos números divulgados ontem por parte do Governo, que começou por invocar a herança recebida e, depois, comparou a perda de postos de trabalho do 1.º trimestre deste ano com a do ano passado, sem ter em contra que, este ano, a Semana Santa foi em março, torna bem clara a inexistência de um discurso coerente. Sublinhar que, entre janeiro e março de 2013, se perderam menos empregos do que no mesmo período de 2012 é uma forma de reivindicar – sem o dizer – a reforma laboral que o próprio Governo pôs em marcha há um ano. Mas os dados persistem: os cortes de pessoal continuam, só que com menores custos para as empresas. O EPA revela que, como era de recear, à destruição do emprego temporário se seguiu a dos contratos sem termo, cuja resolução se tornou mais barata com a nova lei. O discurso oficial, que já não diz que, quando a retoma chegar, a reforma permitirá que a criação de emprego dispare, e se limita a confiar em que a saída do túnel melhore as perspetivas, deixa transparecer a convicção de que a nova legislação não produziu os resultados pretendidos.
O EPA do 1.º trimestre é o principal argumento que o próprio Governo deve utilizar para justificar uma mudança na política económica. A persistência da crise está a transformar milhões de pessoas em desempregados crónicos, que não poderão regressar por si mesmos ao mercado laboral. Numa situação como esta, qualquer reforma estrutural da economia ou quaisquer alterações ao sistema de pensões serão inúteis. O país não poderá suportá-las. Até um homem tão ortodoxo e ponderado como Andreu Mas-Colell, conselheiro de Economia da Generalitat [governo autónomo], pedia ontem um “ponto de viragem” nas políticas europeias, ou mesmo uma mudança. Em seu entender, a União Europeia está excessivamente obcecada com a austeridade. Os resultados dessa política não a sustentam: o PIB europeu cai, o desemprego aumenta e, no caso espanhol, conduz-nos a um beco do qual será difícil sair.
Tendo em conta a experiência dos últimos anos, é de esperar que Bruxelas mantenha a doutrina oficial, embora alargando os prazos para o cumprimento dos objetivos do défice, e que só proceda a uma mudança real se os problemas do desemprego e da pobreza no Sul da União afetarem as economias do Norte, como levam a crer alguns indícios. Mas é muito provável que, quando isso acontecer, seja demasiado tarde para nós.
União europeia - Valores subestimados
Segundo as estatísticas publicadas pelo Eurostat, 26.300.000 de europeus estavam desempregados no final do mês de fevereiro, 19.000.000 dos quais no seio da zona euro, ou seja, uma taxa de desemprego que varia entre os 10,9% e 12%.
Mas para Le Soir, este valor “subestima amplamente a dimensão do subemprego”, um dado calculado pelo Inquérito às forças de trabalho, cujos resultados de 2012 acabam de ser publicados pelo Eurostat. Se juntarmos aos desempregados, os “trabalhadores desmotivados”, “a força de trabalho potencial adicional” (as pessoas que gostariam de trabalhar, mas que não estão imediatamente disponíveis) e os “part-time”, realça o diário belga,
45.400.000 de europeus são na verdade afetados pela falta de trabalho, ou seja, 19% da população ativa! Quase o dobro da taxa de desemprego oficial. Não é de admirar que esta “taxa de subemprego” não seja publicada.
Se tudo continuar como até aqui, estamos a um ano de cenário idêntico, mas pior…Imagem
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4/28/2013 10:30:00 a.m.
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