(per)Seguidores

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ainda as vias “Sem Custo para os Utilizadores”

Assunto: Pagamento de Passagens na Ex-SCUT de Alfena
Exmos. Senhores,
Sendo morador em Alfena e trabalhando no Porto, utilizo, como sempre utilizei, o seguinte trajecto: Porto-VCI-A3-A42-Alfena, sendo o regresso feito em sentido inverso utilizando as mesmas vias.
Não vou dissertar agora no facto de que Vs. Exas. me estão a cobrar a utilização de uma via que foi construída com os meus impostos e com as verbas provenientes da União Europeia, porque esse infelizmente é assunto ultrapassado pelas Leis abusivas deste País.
Vs. Exas. em conluio com os (des)governantes deste País, não prestam nenhum serviço... disponibilizam uma determinada estrutura (estradas) que caso queiramos utilizar terão que ser pagas, mas como vocês, pobrezinhos, ganham pouco e não têm dinheiro para criar postos de trabalho, não disponibilizam nenhum funcionário para receber o que devo no fim da utilização desses serviços...
Assim, de acordo com a leitura sobre as diversas formas de pagamento, cheguei à conclusão de que não vou comprar nenhum dos dispositivos que Vs. Exas. têm(?) à venda, nomeadamente o DECP, o DEM ou o DT, uma vez que tal não faz sentido!
Desgraçadamente, mesmo que quisesse adquirir uma dessas máquinas registadoras, as mesmas encontram-se esgotadíssimas... porque se calhar vos dá jeito cobrar os "serviços administrativos" que são um autêntico roubo.
Então EU é que compro o dispositivo da v/ cobrança? Isso tem tanta lógica como ir a um café, pedir umas águas que custam 0,80 € e cobrarem-me 0,90 € sendo que os 10 cêntimos a mais são como contribuição para o café ter comprado a sua máquina registadora..... NÃO FAZ SENTIDO!
Atentem nesta "JÓIA" exemplificativa de autêntica extorsão: No trajecto A3-Alfena, utilizando cerca de um quilómetro da A42... o valor da passagem são 0,20 € e o valor do serviço administrativo são.... 0,30 €! É para RIR? Então o custo administrativo é superior ao custo do Serviço? Vão gozar com o c……!
Posso realmente fazer o pagamento postecipado, conforme foi divulgado por Vas. Exas., mas... dou o exemplo concreto de um pagamento que efectuei e do qual junto cópia: No passado dia 21-10-2010 fui a uma Payshop e o recibo total foi de 5,02 €... sendo que esta verba diz respeito às parcelas de 2,60 € de custos de portagem e... 2,42 € de CUSTOS ADMINISTRATIVOS! 93% de aumento!
AINDA POR CIMA, O REFERIDO RECIBO NÃO IDENTIFICA OS LOCAIS EXACTOS DAS PASSAGENS NEM AS HORAS... NADA! Como eu utilizo uma viatura da Empresa onde trabalho, acabo por não ter forma de justificar se os recibos são referentes a utilizações particulares ou em serviço da Empresa...
Verifico ainda que, quando termino a passagem das ex-SCUT, no respectivo local, não tendo ninguém para me cobrar a passagem, nem sequer tenho UM LIVRO DE RECLAMAÇÕES!
Não me venham dizer que tal livro está ao meu dispor na VIA VERDE ou em qualquer uma das Lojas existentes neste País..... Porque qualquer Empresa onde eu vá, tem Livro de Reclamações nas suas filiais, não me mandam para a SEDE a reclamar...
Tenho o Direito de reclamar no local onde me foi prestado o Serviço, não sou obrigado a deslocar-me para o fazer!
Ainda por cima, com tantos nomes nas estradas, nem sei se estou a utilizar um serviço da Ascendi, da Brisa ou de qualquer um dos outros Exploradores de cidadãos deste País... pelo que nesses casos podiam sempre dizer "Ah! coisa e tal... a sua reclamação não é para a Brisa... é para a Ascendi... ou é para não sei quem... olhe, pague e não bufe..."
Face ao exposto, considerando que a inexistência do Livro de Reclamações no Local onde o Serviço me é prestado; considerando também que não tenho que suportar os custos das v/ máquinas de registos; considerando ainda um abuso que seja eu a pagar uma comissão de 93% ao Payshop que se substitui a vocês para efectuarem a v/ cobrança que, lembro, não fizeram porque não estavam presentes no respectivo local quando eu passei e quis pagar...
Vou continuar a utilizar a ex-SCUT em questão, sendo certo que aguardarei que no respectivo local esteja alguém da v/ Empresa! Se isso não acontecer, QUERO utilizar o respectivo Livro de Reclamações (podem pendurar no último poste antes da saída para Alfena, é uma sugestão...). CERTO mesmo, é que não pagarei mais multas (custos administrativos, comissão do Payshop, ou outro nome que lhe queiram dar), por não efectuar o pagamento atempadamente por CULPA VOSSA!
Ninguém reclama? Todos falam e no entanto pagam e calam? Portugal tem mesmo o que merece...
Dava-lhes os meus cumprimentos, mas só se fosse ao murro, seus
Manuel Monteiro Matos
Recebi por mail, com identificação do reclamante, que não posso confirmar.
Comentários para quê?

Quando a perspectiva é distorcida e retorcida…

O presidente do Governo Regional da Madeira afirmou ser necessário “acabar com a hipocrisia” e a “vigarice” do sistema criado pela República que “dá azo a golpadas” de pessoas que querem estar no desemprego.
Jardim, de quem gosto por razões inexplicáveis, referia-se aos “beneficiários” do RSI, porque é moda e quem não ataca os pobres, não mostra ser CORAJOSO.
Mas, a realidade da análise sintetizada na afirmação,acima, podia e devia ser reconstruída, sem erros de paralaxe e daria mais ou menos isto, digo eu:
O presidente do Governo Regional da Madeira afirmou ser necessário “acabar com a hipocrisia” dos nossos governantes e com a “vigarice” do sistema bancário e financeiro criado pelas Repúblicas ocidentais, que “dá azo a golpadas” de Pessoas, mas sobretudo de Empresas Privadas e Público-Privadas, que fogem aos impostos, por falta de regulamentação, ou aproveitando a legislação feita pelos seus representantes e ainda querem e conseguem sacar o dinheiro das pessoas que trabalham e não querem estar no desemprego.
Isto é que era ter coragem, que é do que precisamos para limpar a loja.
Um abraço para os madeirenses, um dois dos quais são seguidores do Contra…

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Afinal, quem produz a riqueza? Os Administradores!!!

Trabalhadores que aderirem não ganham. Dia pode custar 38 € para quem ganha o salário médio
A greve geral que está a deixar Portugal a meio gás pode ter custos pesados para a economia e para os trabalhadores. De acordo com as contas da TVI, a paralisação pode custar perto de 400.000.000 € aos cofres do Estado.
Tudo vai depender da adesão à greve. A economia nacional produz 447.000.000 € de euros por dia, por isso, se a adesão rondar os 40%, por exemplo, a economia perde 179.000.000 €. Mas se houver quase uma paragem total da economia (adesão de 90%), o custo sobe para os 400.000.000 €.
Há quem diga que as greves não resolvem nada e esta GERAL também não. Se não, por que andam preocupados tantos militantes e simpatizantes dos Partidos do Poder e do Poderio?
Mas serve para uma coisa, que outros tantos vêm condenar por “desgraçar” a economia, que é simplesmente chamar a atenção dos que trabalham, que são eles que produzem e serve para lembrar aos que administram e usufruem das mais-valias, que sozinhos não fazem nada, porque não criam riqueza.
Tão simples quanto isto. E para diminuir o impacto da GREVE GERAL, vale tudo e seguramente não é porque ela não valha nada…

A iliteracia intencional dos Jorna(l)is(tas)

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), que cita o Eurostat, em 2006, o país gastou 9,4% do PIB em despesa corrente em saúde.
De 2000 a 2008, os gastos com saúde aumentaram 4,9% por ano, revela ainda a Conta Satélite da Saúde divulgada pelo INE. No último ano em análise, a despesa total nesta área atingiu os 17,2 mil milhões de euros. Este valor correspondeu a uma despesa per capita de 1.627,4 €. Os menores crescimentos verificaram-se em 2006 e 2008.
Com o crescimento da despesa do Estado a abrandar e os gastos dos cidadãos a subirem, de acordo com a Conta Satélite da Saúde, divulgada hoje pelo INE - Instituto Nacional de Estatística.
O Ministério da Saúde reconheceu hoje que, entre 2006 e 2008, houve um abrandamento significativo do crescimento da despesa em saúde, mas salienta que essa contenção "foi acompanhada pelo aumento da actividade do Serviço Nacional de Saúde".
A despesa total em saúde aumentou, em termos nominais, 4,9% por ano entre os anos 2000 e 2008, de acordo com a informação compilada no âmbito da Conta Satélite da Saúde divulgada Instituto Nacional de Estatística (INE).
Este ritmo de crescimento compara com um crescimento médio anual do PIB em valor de 3,9%, nota o organismo público.
Este comportamento foi basicamente determinado pela despesa corrente em saúde que aumentou em média anual, no mesmo período, 5,2%.
A despesa corrente das famílias portuguesas nos hospitais privados praticamente duplicou entre 2000 e 2008, passando de 353.139 milhões de euros para 684.073, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no âmbito do relatório Conta Satélite da Saúde.
A despesa total do sector ascendeu a mais de 17 mil milhões, o que representa 10% do PIB. No entanto, olhando para a despesa per capita, esta ficou-se pelos 1.627,4 € – muito abaixo da maioria dos países, o que denota o fraco crescimento da economia.
Como se vê nestes 5 jornais (e podia apresentar mais) os títulos sobre o mesmo tema (SNS) chegam a ser contraditórios e a leitura de um mesmo Relatório também.
Ou os jornalistas, ou os jornais, percebem tanto da matéria como eu, ou estão enfeudados, que até me sinto com autoridade para falar do assunto.
1 – Os dados param em 2008. E em 2009 e 2010? Subiu, desceu…
2 – Somos os 5ºs a contar de cima, ou de baixo?
3 – A despesa per capita foi de 1.627,4 €, só faltou dizer (em quase todos os jornais) que foi muito abaixo da maioria dos países…
4 – Mas afinal, o Estado gastou menos e o Contribuinte pagou mais!!! E o Ministério da Saúde reconhece-o.
5 – Os números não são sempre coincidentes e aparece sempre o PIB, para confundir o (e)leitor…
6 – Felizmente que a despesa corrente das famílias portuguesas nos Hospitais Privados duplicou entre 2000 e 2008, o que quer dizer que o OBJECTIVO está a ser atingido, paulatinamente…
ALERTA: Estas notícias e o Relatório, vêm dizer-nos que vem bronca por aí, no Serviço Nacional de Saúde. Ou este, ou o próximo Governo, vão continuar a cortar no DIREITO À SAÚDE, a torto!
Quem nos avisa, nosso amigo é?

Amigos, amigos, promessa cumprida!

Amigos de Peniche - A história da expressão
"Amigo de Peniche", um doce típico da cidade de Peniche
Em 31 de Janeiro de 1580, faleceu em Almeirim, sem deixar descendência, o décimo – sétimo rei de Portugal, Cardeal D. Henrique.
Na crise de sucessão, que se seguiu, apresentavam-se como pretendentes três netos de D. Manuel I: Filipe II, rei de Espanha, D. Catarina de Bragança e D. António, Prior do Crato.
Filipe tinha a força das armas em seu favor -  um exército espanhol, comandado pelo Duque de Alba, invadiu o Alentejo, e Filipe foi proclamado rei de Portugal, com o título de Filipe I.
D. António, porém, não o reconheceu, e pediu o auxílio de Isabel Tudor, rainha de Inglaterra.  Em 16 de Maio de 1589, uma armada inglesa, constituída por 170 navios, fez desembarcar em Peniche cerca de 20 mil homens, comandados pelo general John Norris.
Os ingleses tomaram a praça de Peniche, enquanto a esquadra que os trouxera rumou a Cascais, sob o comando do almirante Francis Drake.
Os Antonistas, partidários do Prior do Crato, receberam com muitas esperanças a notícia do desembarque dos seus amigos ingleses, em Peniche.
O exército invasor, constituído principalmente por mercenários, a quem havia sido prometido que seriam recebidos de braços abertos, em Lisboa, e não teriam necessidade de lutar, avançaram para a capital, ao mesmo tempo que devastavam e roubavam as povoações por onde passavam – Atouguia, Lourinhã, Torres Vedras, Loures… até que chegaram a Lisboa e acamparam nos altos do Monte Olivete.
Pouco depois, com grande surpresa dos ingleses, os canhões do Castelo de S. Jorge, por ordem de D. Gabriel Niño, começaram a despejar metralha sobre eles.
O acampamento foi, por isso, mudado várias vezes para outros lugares, até que, depois de um breve recontro com os castelhanos, as tropas inglesas acabaram por se abrigar em Cascais, na mesma esquadra que os tinha trazido para Peniche.
Os partidários de D. António, Prior do Crato, viram assim esvair-se todas as esperanças que tinham depositado nos seus AMIGOS DE PENICHE.
Aqui está a explicação porque se aplica esta expressão a “amigos” traiçoeiros, falsos ou hipócritas.
Nem Peniche nem os seus naturais têm que ver com essa ideia de falsidade.
Texto do blogue História das Palavras
No dia 18 passado intitulei um artigo da autoria de Boaventura Sousa Santos sobre a intervenção do FMI e do BCE: Os “Amigos de Peniche”, que nos querem ajudar(?) e que deu origem a um comentário de um penichense, que transcrevo:
"Mais de 400 anos depois, continuam os naturais e Amigos de Peniche a ver o seu nome injustamente manchado por falcatruas com origem em países do Norte da Europa.
Faz bem o autor do post em divulgar a desmontagem destas artimanhas financeiras, mas já agora deixe Peniche fora da contenda e desmonte também a verdade histórica que está na origem da injusta expressão que tão ligeiramente utilizou.
Pode fazê-lo, por exemplo, no fim da faixa lateral deste blogue: Amigos de Peniche
Um orgulhoso Amigo de Peniche."
Como me comprometi a publicar aqui a história da expressão, aqui fica o prometido, com um texto mais curto, mas elucidativo.
Nota – a utilização, por mim, da expressão, está contextualizada com a história da expressão.
Cumprimentos a todos os penichenses, sem preconceitos.
Foto


Post com link no Vlogue do Ângelo Ochôa: IAVEMARIA

A “Banha da Cobra” das medidas de AUSTERIDADE

De tanto se falar de austeridade e nas virtudes que ela tem para o nosso futuro, mas que nenhum burro gosta desta palha que lhe querem dar, é bom que alguém explique, explicadinho.
Ora aqui está uma aulinha, de borla, para que se atirem ovos a quem a vier defender, mesmo que seja professor de Economia ou mesmo Economista (do sitema)!

Vejam o vídeo até ao fim (legendado em português)

Oh p’ra eles, a combater a Pobreza!

"Os amigos de Zidane e Ronaldo enfrentam o Olympiakos FC num amistoso para combater a pobreza", conforme estabeleceram com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) de quem o francês e o brasileiro são embaixadores de Boa Vontade.
A partida será no dia 15 de Dezembro, dia em que está programada uma Greve Geral na Grécia contra as medidas de austeridade tomadas pelo governo.
"Espero que esta 8ª edição anual da Partida Contra a Pobreza ajudará a transmitir o seu carácter de urgência", declarou Zidane.
O PNUD ficará com metade das receitas do jogo, revertidas em ajuda à população do Haiti, para que possa recuperar-se do terramoto que devastou o país, e às vítimas das inundações no Paquistão.
O Olympiakos doará a sua parte a ONGs locais que ajudam os pobres na Grécia.
É louvável a boa intenção e o esforço dos 2 jogadores, que não sendo pobres, só por darem uns chutos na bola, não furtaram nada a ninguém.
Mas é notório que isto é show off, que não resolve nada, caso contrário à 8ª edição tinham-se visto resultados e basta ver o que rendeu o ano passado.
O problema é destinarem metade das receitas para ajudar o Haiti e o Paquistão, porque se tiverem o mesmo destino(?) dos donativos bem mais avultados de há um ano, vai demorar muito tempo a lá chegar, se chegar. Pode ser que entretanto morram mais haitianos e a ajuda nem seja precisa.
Curioso, diria mesmo MACABRO, é programarem essa sensibilização para a POBREZA, num dia de GREVE GERAL na Grécia, exactamente para os gregos denunciarem a pobreza que lhes bateu à porta.
Maquievelismo do mais genuíno e a gente vai nessa…

LUTO

Quando a pátria que temos a tememos
Num tempo de injúria e servidão
A própria pátria geme no seu ventre
Os filhos que gerou em podridão.


Poema da Ibel do blogue Frutos de Mim e Mar

O contra de se ter que pedir e ter que se obedecer

“Bois com Jugo ou Canga”, foto de Zita Madeira
A subida, ou não, da taxa de IRC praticada na Irlanda está a provocar divisões entre os líderes europeus. Depois do presidente do Eurogrupo ter afirmado que essa questão está em discussão, é agora a vez do ministro das Finanças britânico defender que qualquer decisão cabe apenas à Irlanda. George Osborne defendeu esta tarde no Parlamento que a Irlanda deve decidir sozinha se aumenta ou mantém o nível de IRC nos 12,5%, um dos mais baixos da União Europeia.
Questionado sobre a possibilidade da União Europeia obrigar o país a subir o IRC, Osborne afirmou que a política fiscal deve continuar a ser "uma matéria soberana".
O Governo tem-se mostrado inflexível face a esta questão e já afirmou diversas que não irá subir a taxa de IRC. Ontem, após ter anunciado a formalização do pedido de ajuda à União Europeia, Brian Cowen voltou a garantir que a taxa de IRC vai permanecer no actual nível de 12,5%.
No entanto, o Presidente do Eurogrupo afirmou que a subida da taxa do IRC na Irlanda "está em discussão" no âmbito do pacote de ajuda internacional.
Antes de ser confirmada a ajuda externa à Irlanda, o Presidente francês afirmou que a Irlanda não está obrigada a subir a taxa de IRC para aceder ao fundo europeu de estabilização financeira. "Quando tem que reduzir o défice, tem duas alavancas: despesas e impostos", disse Nicolas Sarkozy durante a cimeira da Nato que decorreu em Lisboa e acrescentou: "Não posso acreditar que os nossos amigos irlandeses não olhem para os dois lados, dado que têm mais margem de manobra pois têm taxas de imposto muito baixas. Mas isso não é uma condição ou exigência, apenas uma opinião".
Com uma taxa de IRC de 12,5%, a Irlanda é o país da Zona Euro com a fiscalidade aplicada às empresas mais reduzida, uma vantagem que a Irlanda não quer perder, apesar de estar em vias de recorrer à ajuda financeira da União Europeia e Fundo Monetário Internacional para socorrer o sector financeiro.
No início deste mês, a 8 de Novembro, o Comissário Europeu Olli Rehn tinha afirmado que a Irlanda iria deixar de ser um país com uma taxa de imposto baixa para as empresas.
Quatro apontamentos:
1 – O problema financeiro da Irlanda, como em todos os países, não é do Estado irlandês, mas da Banca irlandês e por arrasto dos cidadãos, que andam a pagar as misérias dos ricos;
2 – Por sua vez, os bancos emprestam dinheiro às empresas irlandesas a juros mais baixos, como método de não arruinar a estrutura empresarial e produtiva, entrando em concorrência (tão do agrado do neoliberalismo) com as empresas dos outros Estados-membro;
3 – O Sr. Sarkozy, apesar de ser neoliberal, ainda admite (como se mandasse nos outros países e manda, quando se alia à Sra. Merkel) bem como o Ministro das Finanças britânico, que toleram que o Governo irlandês decida por si, como sinal de soberania, que é uma coisa que há quem diga que já não existe;
4 – Um Comissário Europeu, que foi designado pelo Presidente da Comissão, que também foi designado, ainda tem esperanças de impor decisões a um País Soberano, por causa da Dívida Soberana.
Só contradições e desorientação política, numa altura em que os “líderes” políticos são de tão baixo calibre, que só se safam quando se baseiam no pragmatismo das soluções e esquecem o pragmatismo da análise e das terapias, que foi o que nos conduziu (a nós) ao barranco sistémico.

limpeza necessária

Cartoon do Antero do blogue “anterozóide”
Obrigado.