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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um verdadeiro social democrata! E é português!

Mira Amaral defende cortes nos salários ou aumento dos horários
Cortes nos salários ou aumento dos horários de trabalho foram soluções hoje apontadas por Mira Amaral para aumentar a competitividade da economia portuguesa, que negou que a saída da zona euro seja uma solução para Portugal. O ex-ministro da Indústria e da Energia de Cavaco Silva defendeu também a extinção de serviços públicos "socialmente inúteis" com o Estado a pagar a funcionários públicos para ficar em casa.
"Em vez de sair do euro, que não seria uma solução mas um grave desastre, acho que de mais bom senso seria uma redução parcial dos salários nominais ou um aumento dos horários de trabalho", afirmou o antigo ministro da Indústria e da Energia de Cavaco Silva, acrescentando que uma "redução da Taxa Social Única" paga pelas empresas também teria os mesmos efeitos.
Já a saída de Portugal da União Económica e Monetária (UEM) não é solução para Mira Amaral já que implicaria uma desvalorização de "40 ou 50% da moeda" e, logo, uma diminuição dos salários reais na mesma proporção.
Estado devia pagar para os trabalhadores ficarem em casa



O ex-ministro de Cavaco Silva defendeu a extinção de serviços públicos "socialmente inúteis" com o Estado a pagar a funcionários públicos para ficar em casa já que isso significaria poupança para o setor público, considerou.
"Se há serviços socialmente inúteis devem ser extintos, isso significa despesa poupada", disse o ex-ministro, afirmando que há um "estado paralelo" que se mantém "só porque não se pode despedir funcionários públicos".
Quanto ao que fazer com os trabalhadores integrados nesses serviços, o atual presidente do banco BIC defendeu que o Estado continue numa primeira fase a pagar os salários como se estes estivessem a trabalhar.
"É melhor pôr os funcionários públicos em casa com salários e depois o Governo ir negociar com os sindicatos o futuro dos trabalhadores, seja rescisões por mútuo acordo seja reciclagem para integrarem outros serviços", acrescentou. Para Mira Amaral, se esta decisão não for tomada "é todo o Estado Social que é posto em causa" com repercussões para os "mais pobres".
O empresário considerou ainda que, caso estes organismos não sejam extintos, vai ser preciso "cortar em funções essenciais do Estado" uma vez que "o dinheiro não chega para tudo”.
Mira Amaral deu como exemplo de uma "medida excelente" a mobilidade especial dos governos de Sócrates, lamentando que tenha sido "pouco aplicada".
Como é que ninguém se lembrou disto antes? Nem os que defendem tanto o Estado Social e os “mais desfavorecidos”?
O homem até já foi ministro do Trabalho e da Segurança Social e duas vezes ministro da Indústria e da Energia (mas o Cavaco perdeu as eleições e…), comprou o BPN (por tuta e meia) só para que todos os trabalhadores não fossem para o desemprego (que tem que lhe agradecer) e é o mesmo homem que luta contra a irresponsabilidade e a demagogia (de se taxar os ricos)…
É Mira Amaral, social democrata (centro esquerda, ou centro direita?) e é português… mas "não diz a bota com a perdigota"!
Mira Amaral diz que imposto sobre ricos é "irresponsabilidade e demagogia"
Foto

Pois! Depende das (o)posições!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ufff! Acabaram e já não perde mais! Só em 2013…

A população alemã votou e confirmou as previsões: Angela Merkel está a perder a confiança do eleitorado germânico.
Tanto o seu partido cristão democrata (CDU) como o seu parceiro de coligação, os Democratas Livres, perderam terreno e votos nas eleições regionais realizadas em Berlim, que transparecem as escolhas a nível nacional.
Resultados finais:
Sociais-democratas: 28,3%
CDU (de Merkel): 23,4%
Verdes: 17,6%.
Partido Pirata: 8,9%
Democratas Livres: 1,8%

Mais uma alegria com mais uma derrota d’ELA e sem comentários adicionais aos que já fiz aqui: Só ganhou 1 regional em 6 e quer a taça Europeia?

Contramarés sem contrapé… 19 Set.

O Governo está a estudar cenários para reduzir os custos na construção da linha de alta velocidade.
Passos Coelho já decidiu que o projeto da alta velocidade é mesmo para avançar.
A pressão internacional, tanto de Madrid como de Bruxelas, pesou na decisão e Portugal será o primeiro país do mundo que terá um TGV em via única.

Processados devem ser os POLÍTICOS e não os países!

Luc Frieden, disparando contra os países devedores
O ministro das Finanças luxemburguês, Luc Frieden, admitiu que os países que desrespeitam os limites da dívida possam ser processados pela justiça europeia, à semelhança das empresas que desrespeitam as regras da concorrência.
"As empresas que não respeitam o direito concorrencial são penalizadas pela Comissão Europeia e processadas no Tribunal Europeu de Justiça. É para isso que devemos tender no seio da união monetária", disse o ministro, no final da reunião de ministros das Finanças em Wroclaw, na Polónia. "Devemos dotar-nos de melhores instituições que garantam o respeito pelas regras" dentro da zona euro, afirmou, respondendo a uma questão sobre o agravamento da crise da dívida.
Hoje em dia não bicho careta que se preze, sendo ministro das Finanças, ou não, a mandar uns “bitaites” sobre a solução da crise, nem que seja através de normas, ou leis, que é o mesmo que dizer, no papel.
E lá vem mais um palpite, de um país rico (à custa do trabalho dos emigrantes), com um território 2,8% do nosso e mais ou menos a população de Lisboa (505.500), com mais uma proposta, descontextualizada de qualquer visão holística do problema, o que me leva a dizer-lhe:
“Sr. Luc Frieden, ao admitir que os países que desrespeitem os limites da dívida possam ser processados pela justiça europeia, à semelhança das empresas que desrespeitam as regras da concorrência, está a falhar em 3 coisas:
1º - As dívidas não tem todas a mesma causa, nem as mesmas premissas, o que permite avaliá-las (e procurar as soluções específicas), mas não permite julgá-las, muito menos tratando-se de “parceiros”;
2º - A levar a ideia avante, quem deverá ser julgado, não são os países, mas os seus governantes, nos quais se tem que incluir, com todas as consequências de um julgamento em tribunal, porque não são os cidadãos dos países (quase sempre enganados pelos políticos) que desenham os Orçamentos, implementam as medidas e conseguem (ou não) os resultados esperados, muitas vezes por razões imprevistas e exógenas;
3º - Finalmente, os Estados não são empresas, exatamente porque os acionistas dos Estado não tem poder de decisão, muito menos repartem lucros, como acontece nas empresas quando desrespeitam as regras da concorrência, nem se percebe por que há-de haver concorrência entre Estados “parceiros” em vez de colaboração. E quando diz que devemos dotar-nos de melhores instituições que garantam o respeito pelas regras, está-se a esquecer de um pormenor, que é a DEMOCRACIA, talvez toldado pela sua ideia de Estado/empresa.
Mas se assim fosse, Sr. Luc Frieden, a sua proposta devia ir mais longe, dentro da tal visão holística, porque teria que propor o julgamento dos causadores da “BOLHA” americana e das consequentes “bolhas” europeias, de quem nos impingiu o euro para os produtos, mas não para os salários, das empresas 
aldrabonas de rating, dos bancos e dos banqueiros colaboracionistas, dos assediadores do consumo, dos especuladores anti sociais do mercado financeiro, dos governantes que não regulam, nem taxam as atividades especulativas e bolsistas, de permitirem a existência dos offshores, dos ditadores, dos fazedores de guerras, dos reconstrutores dos territórios destruídos e de tanto malandro que está na origem das tais dívidas, de que não são os países (territórios com população), que diretamente as geram…
Ainda a 12 de Julho deste ano, à entrada para o conselho de ministros das Finanças o Sr. dizia: “Nenhum país estará em risco se a zona euro e a União Europeia estiverem unidas”. Portanto, são vocês, OS POLÍTICOS, os únicos responsáveis pela crise e são vocês que tem de ser julgados e condenados, ou louvados pelo vosso desempenho técnico e político, enquanto nossos representantes, mas sem “carta branca”!
Passe bem e dê graças por ter mais de 10% de portugueses a contribuir para o vosso sucesso e esperamos que os tratem com o respeito que merecem, pelo mérito que tem e já vos demonstraram.”

Ecos da blogosfera – 18 Set.

domingo, 18 de setembro de 2011

Um retrato “a la minute” INOCENTE(?) …

100% de acordo, mesmo correndo o risco de também ser considerado um “dodó”…
Ouça e leia, depois tire as suas conclusões e pense em agir em consequência, se estiver para aí virado.


O que é... A INOCÊNCIA? - É desejar o impossível: não machucar ninguém, apesar das pressões do mundo corporativo.
O Dodó
No ano de 1598, navegando pelo oceano Índico em direção ao sudoeste da África, as caravelas portuguesas chegaram às praias de umas ilhas de origem vulcânica com pouco mais de 1.800 quilómetros quadrados de área. Essas ilhas, hoje chamada Maurícias, ficava no meio do nada, a 1.000 quilómetros do pedaço de terra mais próximo, a ilha de Madagáscar. Entre outras novidades, os portugueses depararam com um tipo de ave desconhecida que, como se verá a seguir, parecia ser completamente pirada. Por isso, deram ao pássaro o apelido de "doido" - ou, em português arcaico, "doudo". O tempo e a fonética se encarregariam de eliminar o "u", e a ave entraria nos compêndios de ornitologia como "dodó".
Mas, naquele 1598, a primeira coisa que surpreendeu os marinheiros foi o facto de que o dodó, ao contrário de qualquer outro animal selvagem, não fugia quando os humanos se aproximavam. Apesar de ser uma ave, não sabia voar, nem correr, só andava, e extremamente devagar. Também não subia às árvores, e fazia o seu ninho a céu aberto, sem nenhuma preocupação com possíveis predadores. A explicação para isso era simples: não havia predadores nas ilhas Maurícias. Assim como não há cobras em Fernando de Noronha, porque elas nunca conseguiram chegar ao arquipélago, também as ilhas Maurícias ficaram tanto tempo isoladas do resto do mundo que o dodó acabou por se transformar numa criatura absolutamente incapaz de perceber o perigo. E, mesmo que percebesse, não saberia como reagir, nem como se defender. Simplesmente ficava ali parado, sem sentir nenhum receio, a olhar e à espera.
Os portugueses trouxeram cães e porcos para a ilha. Dos porões das caravelas desembarcaram ratazanas. E todos esses bichos descobriram logo o banquete: comida não apenas farta, mas a aguardar que fosse devorada, sem resistir. É claro que não faltou a colaboração do maior dos predadores, o homem. O resultado foi óbvio: em 1681, os dodós já não existiam. Foi, provavelmente, o único animal da história que desapareceu por ser totalmente INOCENTE. Perto do dodó, até uma borboleta pareceria feroz.
Se a gente imaginar que no começo dos tempos havia um “Plano Estratégico para a Criação”, é bem provável que o dodó teria sido escolhido como o paradigma para o relacionamento entre os seres vivos: num futuro perfeito, todos seríamos como ele, bons, sem medos, sem precisar atacar ninguém, ou fugir de alguém. Só que o “Plano Operacional Prático”, que é o que vale, mudou tudo: somos constantemente instados a ser mais agressivos, mais técnicos, mais pragmáticos, mesmo que para isso tenhamos de tomar decisões que possam ferir os sentimentos dos nossos semelhantes. Além disso, somos sempre alertados para ficarmos atentos o tempo todo, caso contrário seremos presa fácil para os predadores corporativos. Daí, ou nos adaptamos às regras da selva, por mais que as achemos injustas, ou seremos devorados pelo sistema. É uma pena, mas nas corporações, assim como aconteceu na natureza, os predadores levam vantagem. E que fim levou a inocência? Bom, a palavra vem do verbo latino nocere, "machucar". O "inocente" é o que "não machuca" ninguém, não importa a pressão ou a situação.
O último a acreditar que a inocência podia ser a forma mais elevada de convivência foi o dodó. E, por agir segundo as suas convicções, acabou extinto.
Artigo escrito por Max Gehringer publicado na Revista VOCE SA.

Contramarés sem contrapé… 18 Set.

A Associação dos Administradores Hospitalares admitiu que possa vir a ser suspenso o fornecimento de medicamentos aos hospitais públicos, à semelhança do que está a acontecer na Grécia, e atribuiu ao governo as culpas pelo endividamento, por não saldar as dívidas estatais aos hospitais públicos.
A farmacêutica Roche suspendeu a entrega de alguns medicamentos, incluindo para tratamento de cancro, aos hospitais públicos gregos e avisou que a medida pode vir a ser aplicada em Portugal, Espanha e Itália, pelas mesmas razões.

Um longo-circuito em leilão! Quem oferece menos?

Era para fazer uns comentários, mas quase todos estão referidos na notícia abaixo e por isso me escuso a fazê-lo, por agora:
O filme já foi visto noutros anos. Primeiro fala-se num valor muito alto, depois diz-se que se vai conter esse muito. Resultado: um aumento alto, mas não tanto quanto inicialmente publicitado.
Depois de Passos Coelho ter avançado no parlamento que poderia ser preciso aumentar 32% o custo da electricidade, multiplicaram-se os recados sobre a tentativa de conter essa subida. "Desde o primeiro dia após a tomada de posse foi muito importante para nós que trabalhássemos para que isso não acontecesse", disse Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia.
Já a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), responsável pela proposta de aumento e que é composta por operadores eléctricos e representantes dos consumidores, garantiu que ainda não está fechada a proposta para a variação das tarifas.
"Ainda não sabemos neste momento a taxa de variação das tarifas que vai acontecer em 2012. Recebemos os dados das empresas, estamos a analisar a informação e a 15 de Outubro estaremos em condições de fazer de forma objectiva e fundamentada a nossa proposta. Neste momento isso não é possível", sublinhou. A ERSE, disse ainda Vítor Santos, "está muito longe de ter valores", sublinhando que qualquer número "é meramente especulativo".
Custos e mais custos
Dentro de duas semanas, o IVA sobre a electricidade vai disparar de 6% para 23% - uma factura de 21,2 euros passa a custar 24,6 euros. Se agora imaginarmos um aumento hipotético de 15% nas tarifas no próximo ano, as contas assustam. A mesma factura que este mês vai sair por 21,2 euros passará a custar 28,3 euros em Janeiro - revisão do IVA somado ao aumento de tarifas em 15%. São 85 euros por ano. Imaginando agora que o aumento se fica pelos 7,5%, então o aumento de Setembro para Janeiro será de 20%: a mesma factura que custa este mês 21,2 euros sairá por 26,5 euros. Se considerarmos os 30% ontem noticiados, então a factura mensal dispara de 21,2 para 32 euros.
Em reacção às notícias, a DECO aproveitou para lembrar que quase metade do que é pago pelos consumidores na factura da luz não é para pagar a luz que consumiram: serve para pagar os chamados custos de interesse geral, como os investimentos da EDP em energias renováveis. Ou seja, e ainda na mesma factura-tipo, dos 21,2 euros em causa perto de 10 são para os "custos de interesse económico geral que decorrem de medidas de política energética", como se lê na factura da EDP.
A DECO foi quem se pronunciou de forma mais veemente contra a hipótese de mais aumentos na luz, tendo classificado os 30% como "despropositados". Jorge Morgado, secretário-geral, avançou que há formas de minimizar eventuais aumentos: "Há aqui uma margem [corte dos custos de interesse geral] para diminuir o impacto do aumento da factura e do IVA."
Pressão
A divulgação dos 30% pode, no entanto, ter sido uma manobra de pressão do governo sobre os privados. O Memorando da troika impõe que as compensações pagas aos produtores - renováveis, cogeração e subsídios à EDP para barragens e centrais a carvão e fuel - sejam renegociadas durante este trimestre e a EDP e o governo encontram-se já a renegociar as compensações que a empresa recebe. A extensão do prazo das mesmas, como forma de diluir os incentivos por mais anos, é uma das opções em discussão.
Mesmo que o aumento fique pelos 7,5%, a factura cresce 20% com a subida do IVA.
Do que se depreende da informação da DECO (que já sabíamos), quase metade do que pagamos na fatura da eletricidade é para pagar os investimentos da EDP em energias renováveis, que engrossam o capital da EDP Renováveis (em que o Estado tem apenas 20%) que paga até 600.000 €/ano aos seus administradores… E ainda a tal taxa de audiovisuais (para a RTP).
O que não dá para entender é tudo isto acontecer antes da prevista privatização do cota do Estado, que terá, forçosamente, de dispensar os cidadãos de continuarem a pagar um cêntimo a uma empresa privada, que já dá “lucros” enormes, convencendo-nos que o sucesso vem de uma gestão excecional. E levando mais longe os interesses dos portugueses, os preços deverão ser regulados pelo poder político, para se mostrar quem manda neste país (soberano).
A não ser assim, haverá um curto circuito, que se espera que seja longo. Como dizia há dias alguém numa “Opinião Pública”, não pagamos e que parem as empresas, as escolas e tudo que precise de um clique!
Tem que haver limites para a exploração e a irracionalidade. Se eu fosse governo, nem Mexia…

Ecos da blogosfera – 18 Set.