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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Programa dos Governos 2011/12/13/14/…

A recessão prolongada que vai afectar Portugal nos próximos anos em consequência do acordo com a “troika” será acompanhada por uma quebra sem precedentes no rendimento das famílias e por um aumento do desemprego.
O alerta é do Banco de Portugal e está no relatório anual de 2010.

Andam estes profetas da desgraça a prognosticar uma quebra (assalto) sem precedentes no rendimento das famílias e um aumento do desemprego (também sem precedentes) para o futuro mais próximo e andam uns senhores por todo o país a tentar convencer o povo de que não será tanto, porque eles lá estarão para nos defender, como fizeram até agora…
E mesmo assim, ainda há muito boa gente, que quer acreditar nos discursos (tipo sermão), nos debates (tipo wrestling), nas sondagens (tipo euromilhões), enquanto 40% ainda estão indecisos e parece que não vão em conversas…
Depois disto, espera-se que a percentagem de abstencionistas também aumente, porque até os lerdos sabem de cor as medidas com que nos troikaram, porque fizeram download do PROGRAMA…
A aprovação do empréstimo a Portugal pelo FMI aconteceu ontem e John Lipsky (a substituir interinamente Strauss-Kahn), diz que a ajuda a Portugal e o programa de ajustamento da economia vão permitir "colocar a economia portuguesa novamente nos carris".
Mas o director americano do FMI deixa um aviso aos portugueses: "o programa vai envolver sacrifícios", embora sublinhe que o plano de ajustamento "tem uma forte preocupação social", deixando de fora dos sacrifícios "as categorias de salários e de pensões mais baixas, e assegurando a protecção dos que são mais vulneráveis".
Para nos dar uma esperança no futuro, veio do banco de suplentes do FMI um senhor (americano) dizer que o PROGRAMA de ajustamento vai colocar a economia portuguesa novamente nos carris, como se a gente acreditasse que alguma vez esteve e que com este PROGRAMA vamos lá chegar. Já nos bastavam os pregadores cá da casa…
E para confirmar o que o BdP disse, sublinha que o PROGRAMA vai envolver sacrifícios, para nós (para o FMI dará lucros), mas (por isso acrescentei o “americano”) vem aliviar o sofrimento moral de quem tem mais consciência política, confessando que houve uma forte preocupação social (que é o forte da cultura americana), deixando de fora dos sacrifícios, os salários e as pensões mais baixas e protegendo os que são mais vulneráveis, o que já estava previsto desde o PEC IV, mas era o isco para sublimar esta caritativa magnanimidade...
Obrigado senhor por toda a ajuda e pelo download do PROGRAMA!
A Caixa Geral de Depósitos, liderada por Faria de Oliveira, formalizou o pedido de garantia estatal para emitir até 1,8 mil milhões de euros em obrigações, que se autorizada, se destina a uma colocação privada no mercado doméstico.
A CGD é o segundo banco a pedir garantias do Estado, depois do BES.
E porque o FMI não mente, nem anda aqui a enganar ninguém, como fazem os nossos candidatos, fica já uma prova de que este PROGRAMA realmente já ASSEGURA A PROTECÇÃO DOS QUE SÃO MAIS VULNERÁVEIS…
Obrigado senhor!
Por que será que os altos técnicos das instituições internacionais são ex-políticos e os políticos não são ex-técnicos?

Ecos da blogosfera – 23 Mai.

domingo, 22 de maio de 2011

Se fosse um do ARCO-IRIA dar sentido ao POTE…

Francisco Louçã referiu um Relatório da CMVM de que "certamente nenhuma televisão ainda falou, mas que é importantíssimo, porque nos diz alguma coisa sobre o retrato do nosso país".
"Há 20 administradores das maiores empresas portuguesas que têm 1.000 cargos de administração em empresas diferentes. Cada um deles tem, em média, 50 empregos", denunciou e esmiuçou que “um deles tem 62 empregos e os outros não lhe ficam muito longe", acrescentando que "o ordenado mais importante que é pago a uma destas pessoas, é o que está à frente, no topo, é de 2.500.000 €". "Os outros receberão um pouco menos. São os homens mais poderosos de Portugal" comentou.
Quando se pergunta "onde é que está a dívida, que problemas é que tem a economia, porque é que nos últimos anos cresceram os problemas, porque é que se fizeram construções desnecessárias, a resposta está aqui”, disse Louçã, "É um pequeno grupo de turbo-administradores que voam de empresa para empresa. Chamam a isto trabalho, talvez, mas certamente a isto chama-se renda", concluiu.
Entre os 426 administradores, pouco menos de 1 em cada 4 desempenhava funções de administração em apenas uma empresa. Constatou-se, porém, que cerca de 20 administradores acumulavam funções em 30 ou mais empresas distintas, ocupando, em conjunto, mais de 1.000 lugares de administração, entre eles, os das sociedades cotadas. A acumulação de funções patente nestes números poderá ser um motivo de reflexão para os accionistas destas empresas.
A eleger a notícia mais importante (pela negativa) desde que me conheço como cidadão, esta seria classificada em 1º lugar!
Tanta gente com potencialidades e competências, travada por esta antropofagia avara e legitimada, que em 426 administradores de empresas, 106,5 só desempenhavam funções em apenas 1 empresa, enquanto 319,5 desempenhavam funções de administração em mais de 1 empresa… Mas pior, apenas 20, dos 426 administradores, acumulavam funções em 30 ou mais empresas distintas, em mais de 1000, numa média de 50 empresas por cada um dos 20 administradores. Ou são super-homens, ou são elos fracos de uma corrente forte, ou são absentistas autorizados, ou…
E para além da adjetivação (julgamento) que possamos fazer a tal situação, pessoas, ou sistema, o que se constata é que esta rede é uma certificação de incompetência a todos os portugueses que investem na qualificação e ficam à espera da igualdade de oportunidades, da apregoada meritocracia e da transparência que lhes apregoam…
E diz o Relatório, que isto é motivo de reflexão para os acionistas destas empresas, como se não fosse motivo de reflexão para os acionistas desta nossa decrépita SOCIEDADE: os cidadãos e contribuintes…
Claro, que sendo o Louçã a trazer a público este escândalo do Relatório da CMVM, ainda corre o risco de ser insultado, mas se fosse algum dirigente dos partidos do ARCO a fazê-lo, teria a credibilidade dos eleitores e alguns votos a mais (talvez PP aproveite e use…) e entenderiam o que significa o tal POTE...
A isto é que se pode chamar: “o princípio da macacada”!

Quem paga não fica a dever: Eduardo Lunardelli


Respondendo com a rapidez da vontade e a ajuda da inspiração, aqui fica a retribuição do presente que o Eduardo me deu ontem, esperando que ele também goste deste.
Foram 5 minutos intensos, saiu à primeira (o que é bom para quem não treina quanto devia) e com uns marcadores quase secos (chineses?), mas é ele…

Afinal a maioria não quer jogar ao(s) monopólio(s)…

Cerca de 70% dos consumidores particulares de energia discorda da construção de uma central nuclear em Portugal, considerando que existem riscos para a saúde pública e segurança, segundo um estudo intitulado "A Energia em Portugal".
O estudo da Associação Portuguesa de Energia mostra que os 30% de consumidores particulares que concordam com a construção de uma central nuclear em Portugal apontam como principal vantagem a produção de energia mais barata.
O estudo é divulgado 2 meses depois do desastre nuclear na central de Fukushima, no Japão.
Em Espanha, a pouco mais de 100 quilómetros da fronteira com Portugal, está localizada a central nuclear espanhola de Almaraz.
No âmbito da mobilidade elétrica, cerca de 31% dos consumidores particulares estão dispostos a pagar mais para a aquisição de um veículo elétrico, sendo que destes cerca de 60% aceitariam pagar até 5% a mais. A maioria dos consumidores considera também a possibilidade de adquirir um veículo elétrico nos próximos 2 a 3 anos.
Sobre a possibilidade de fazer uma mudança de fornecedor de eletricidade ou gás, cerca de 60% dos consumidores particulares mostraram-se recetivos, ou muito recetivos.
Nas empresas, cerca de 44% já mudaram de fornecedor de energia elétrica, maioritariamente da indústria, e cerca de 14% trocaram de fornecedor de gás.
Caramba! Ainda há 30% portugueses, de consumidores de energia, particulares, que concordam com a construção de uma CENTRAL NUCLEAR em Portugal, só por ser(?) mais barata? Então não se contabilizam os prejuízos, economicamente falando, de que temos as contas do Japão?
Sem fazer qualquer tipo de julgamento, quando se diz que o estudo é divulgado 2 meses depois do desastre nuclear na central de Fukushima, no Japão, quer-se dizer que se não houvesse o desastre, as percentagens seriam eventualmente ao contrário? Teremos que ser tão cínicos a ponto de ter que dizer: ainda bem? E será que esses 30% sabem que em Espanha, a pouco mais de 100 quilómetros da fronteira com Portugal, está localizada a central nuclear espanhola de Almaraz, sem que a nossa eletridade seja mais barata por isso e correndo os riscos inerentes?
Terá que se alterar o slogan por: “Nuclear sim! Se de graça!”
Por outro lado, há 31% que até compravam um carro elétrico (não devem ser os 30% nucleares), e 18% (do total) até não se importavam de pagar até mais 5% pelo carro (isso não deviam ter dito!).
Quanto à eletricidade (EDP), que até pensa que faz um grande trabalho e presta um serviço social, 60% dos consumidores particulares mostraram-se recetivos, ou muito recetivos à mudança de fornecedor e nas empresas, cerca de 44% até já mudaram. Porque será? A EDP não estará a passar a mensagem, como é costume dizer-se, ou é mesmo uma posição anti-monopólio (já sei que há uma concorrente espanhola)?
Mas… Privatizando-se é que vai ser o bom e o bonito! Portanto, vote nas privatizações…

Ecos da blogosfera – 22 Mai.

sábado, 21 de maio de 2011

Crise de identidade

QUEM SOU EU?

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou... 
Vejam só o multilema!

Na ficha de qualquer loja sou CLIENTE,
no restaurante FREGUÊS,
quando alugo uma casa sou INQUILINO,
nos transportes públicos e em viatura particular sou PASSAGEIRO,
nos correios REMETENTE,
no supermercado (e lojas também) sou CONSUMIDOR,
nos serviços sociais sou UTENTE, 
para o Estado sou 
CONTRIBUINTE,
se vendo algo importado sou CONTRABANDISTA,
se revendo algo, sou VIGARISTA,
se não pago impostos sou SONEGADOR,
se descubro maneira de pagar menos, sou CORRUPTO,
para votar sou ELEITOR,
para os sindicatos sou MASSA SALARIAL,
em viagens sou TURISTA,
na rua a caminhar PEDESTRE,
se passeio sou TRANSEUNTE,
se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE, nos jornais viro VÍTIMA,
se leio um livro sou LEITOR,
se ouço rádio OUVINTE,
a ver um espectáculo sou ESPECTADOR,
a ver televisão sou TELESPECTADOR,
no campo de futebol sou ADEPTO,
na Igreja católica, sou IRMÃO.

E, quando morrer... uns dirão que sou... FINADO, outros... DEFUNTO, para outros... EXTINTO, para o povo... MAIS UM QUE DEIXOU DE FUMAR... em certos círculos espiritualistas serei... DESENCARNADO, os evangélicos dirão que fui... ARREBATADO...

Para os políticos, sou um ELEITOR, mas quando se tornam governantes, passo a ser apenas um IMBECIL!!!

E pensar que um dia quis ser, simplesmente, EU...


Recebido via mail
Imagem

“Moi même”, visto do outro lado de “tanto mar”…

Eduardo
Obrigado por me fazer de vítima, que é sempre bom para o ego e a auto-desculpa...
Como também faço umas caricaturas, tenho que dizer que o "boneco" sou eu e dele estou a dar conhecimento a Portugal, no meu blogue, de mais um artista brasileiro, em nome da Lusofonia.
Abraço grande e continuaremos a ver-nos pela blogosfera…
do Vítima da Quinta

Para se ser “escravo”, nem é preciso emigrar…

O presidente do Sindicato da Construção de Portugal alertou hoje para a existência de "um novo tipo de escravatura", que atinge portugueses ligados à construção civil e que trabalham em países como a Alemanha ou França.
Albano Ribeiro disse que há trabalhadores abandonados por quem os contratou, mal alimentados, a trabalharem horas a mais e traídos por falsas promessas, contou o sindicalista, após uma recente visita aos dois países.
Diz ter conhecimento de situações tão "anómalas" que vão desde operários a trabalharem 12 horas por dia e a ganharem cerca de 700 euros/mês (quando lhes foi proposto um vencimento de 2.500 euros), passando por outras "em que num quarto destinado a 4 pessoas, estão a dormir 15 trabalhadores em condições desumanas".
Ora cá está uma realidade que “ELA & ELE” (Merkel e Sarkozy) devem desconhecer de todo, caso contrário, não permitiriam que, comportamentos aceitáveis (para eles) para árabes, sejam aplicados aos irmãos europeus, embora de Raça Mediterrânea (dolicocéfala morena).
A trabalhar 12 horas por dia e a ganhar cerca de 700 euros/mês, até eu ficava rico e até podia emprestar dinheiro aos mesmos trabalhadores, se quisessem passar a dormir numa pensão de 3ª…
Quando a verdade vem ao de cima, percebe-se melhor ao que cheira…
Despedimentos mais fáceis e alteração à lei da greve são algumas das mudanças que a CIP pede ao próximo Governo. Para os desempregados, propõe reformas mais cedo.
Por cá, apesar de sermos todos dolicocéfalos morenos, há um Lorde, Sir Aiva, que quer parecer ariano e toca a “arrotar a postas de pescada” na frente dos que não ganham para sardinha…
Resumindo, trabalhar mais pelo mesmo dinheiro e (conseguir) despedir sem justa causa…
Se não percebeu o que o Lorde quis dizer (parece que foi mal interpretado), ouça o vídeo abaixo, mas para perceber, esteja muito atento, porque o melhoramento do artigo 53 da Constituição, que conjugado com o artigo 351 do Código do Trabalho, ponto 1 e 2, resolvem o problema (dele) e não passa de um PORMENOR TÉCNICO-JURÍDICO…
Se à primeira vez não entender, ouça segunda vez e terceira, até o mandar dar uma volta ao bilhar grande…
E pensar que este Lorde já pertenceu à plebe sindicalista…
António Saraiva diz que não quer liberalizar despedimentos


Ecos da blogosfera – 21 Mai.