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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ecos da blogosfera – 5 dez.

A “trolhice” financeira e o rigor dos “tecnocratas”…

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho explicou que o défice deste ano "não estará em causa devido a transferência dos fundos de pensões da banca", sublinhando "algo de muito positivo relacionado com essa transferência: existe uma verba de cerca de dois mil milhões de euros" para "pagamentos à economia".
Mais tarde, explicou que os 2.000.000.000 de euros do fundo de pensões da banca que o Governo vai injetar na economia são para pagar dívidas, melhorando a situação das empresas e a liquidez dos bancos, esclarecendo que o pagamento de dívidas do Estado às empresas permitirá que estas paguem aos bancos e que "essa liquidez bancária" fique "disponível para poder ser recirculada".
A referência do primeiro-ministro a um "excedente de dois mil milhões de euros" prova que "neste Natal, os portugueses só vão ter meio subsídio por opção exclusivamente política do Governo, sem necessidade do ponto de vista financeiro, e com consequências gravosas" para a economia, disse o deputado socialista Miguel Laranjeiro.
No meio de tantos problemas de tesouraria (falta de dinheiro), tão insistentemente martelada pelos nossos governantes e com eco sincronizado nos media, como que por milagre, aparecem 2.000.000.000 de euros do fundo de pensões da banca, de que ELES já tinham conhecimento. Ótimo! Por um lado os pensionistas da banca podem continuar a receber os 14 “salários” para o ano e para sempre (mesmo que integrados no sistema normal) e ainda sobram uns trocos… Que alívio!
Mas… só estes trocos não chegam para nada! Vai daí… E se sacássemos metade do subsídio de Natal ao povinho, pagávamos algumas dívidas a algumas empresas (hospitais, PAGANDO A DÍVIDA DO SNS) e outras aos bancos, aquelas pagavam também as suas dívidas à banca, que por sua vez emprestaria esse dinheiro a outras empresas, fazendo-o recircular e pronto! Mais riqueza, menos desemprego, mais impostos… Brilhante!
Mas para quem sabe pouco desta “engenharia técnica” financeira fica a pensar se não haveria circuitos alternativos para fazer recircular a moeda, concretamente através da manutenção do direito ao 14º “salário”, esse sim, que ou circularia no consumo interno (que querem que seja cada vez menor) dos gastos de Natal, aumentando a produção de bens, insuflando as empresas e mantendo o emprego, ou se sobrasse, iria para a banca como poupança.
Para mais, sabendo-se já, porque o disseram, que os bancos não vão colaborar para o relançamento da economia, ou o tiro saiu ao lado, ou fizeram de propósito para atingir outros objetivos, que dentro das promessas de transparência, ficam muito opacos…
Afinal havia almofada e das boas e a sua negação deve ser contabilizada como mais uma mentira de PPC.
Quando Marques Mendes dizia há dias, que a “tralha” socrática ainda atrapalhava a segurança do nosso futuro, devia estar a incluir também o seu presidente partidário… E adivinhou!
Cartoon do HenriCartoon

Contramarés sem contrapé… 5 dez.

O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, disse hoje que vai abdicar do seu salário de primeiro-ministro e de ministro das Finanças, ao anunciar ao país a adopção de um novo plano de austeridade. "No momento em que exigimos sacrifícios a todos os cidadãos, parece-me ser meu dever renunciar ao meu salário", afirmou.

De Relvas sabem os autarcas das freguesias rurais…

O presidente da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), Armando Vieira, na abertura do XIII Congresso da associação considerou a proposta do Governo de reforma administrativa redutora nos seus métodos e inútil nos seus objectivos. “Esta discussão que entendemos útil e urgente pode travar a aprovação de um equívoco, que responsavelmente não podemos ajudar a construir”.
O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares foi apupado durante o seu discurso de encerramento do XII Congresso Nacional de Freguesias. Aos autarcas presentes na reunião, Miguel Relvas assegurou que o Executivo prosseguirá a reforma da Administração Local reduzindo o número de freguesias.
Nas conclusões dos trabalhos deste Congresso, votadas ao final da manhã, antes do discurso de Miguel Relvas, foi rejeitada "claramente" a Reforma da Administração Local proposta pelo Governo, porque "não preconiza um modelo adequado à realidade social portuguesa", não garantindo ganhos de eficácia e não respeita a vontade das populações.
À saída, o ministro afirmou que o clima de contestação com que foi recebido foi “gerado e estimulado e acrescentou que “era previsível”.
O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, mostrou-se disponível para “ver o que é necessário expurgar” no sector empresarial local após a divulgação das conclusões do Livro Branco - que revelam um passivo de 2,4 mil milhões de euros no sector - mas considerou que nem todas as empresas não lucrativas são mal geridas, exemplificando com os casos das EM que fornecem as refeições ou os transportes escolares. “Qualquer economista sabe que uma empresa pode ser deficitária e ser extremamente bem gerida”, defendeu.
Para se entender o filme, convém seguir o guião cronologicamente.
Logo na abertura do Congresso, o presidente da associação considerou a proposta do Governo de reforma administrativa redutora e inútil, alertando para a utilidade e urgência da discussão para travar a aprovação de um equívoco, que responsavelmente não queriam ajudar a construir.
Um dos equívocos talvez se desfaça, sabendo que 90% dos Presidentes de Junta exercem funções em regime de quase voluntariado e que o Fundo de Financiamento de Freguesias pesou apenas 0,108% do OE2011, o que parece ridículo, tendo em conta o trabalho desenvolvido. Logo, não se pode falar em poupanças como argumento para a “reforma” e tem que se por na balança questões da história e da sociologia, que pesarão seguramente muito mais.
Mas ainda antes do discurso de encerramento, feito por Miguel Relvas, já tinha sido rejeitada claramente a Reforma da Administração Local proposta pelo Governo, que não é do governo, mas da troika, 3 estrangeiros que vieram por aí abaixo dizer que era preciso CORTAR NAS FREGUESIAS, em vez de obrigarem a CORTAR NOS FREGUESES… A história e a sociologia não foram disciplinas que faziam parte do currículo do curso que tiraram, muito menos a História de Portugal…
E depois de ter ouvido o que ouviu, é que Miguel Relvas disse o que disse aos autarcas que se mantiveram na reunião, assegurando que o Executivo prosseguirá a reforma da Administração Local reduzindo o número de freguesias, marimbando-se nas decisões democráticas de uma assembleia… A democracia começa a incomodar muita gente e a acomodá-las à “tecnocracia”…
Perante tudo isto e como disse o ministro, era previsível que sucedesse o que sucedeu, mas não por questões climáticas geradas e estimuladas… a não ser pela Al-Qaeda, mas essa só deve ser referida para questões mais supranacionais e em momentos de crise injustificáveis.
Curioso foi o ministro dizer que não era analista para denunciar os provocadores, como se essa fosse uma das conclusões dos estudiosos resistente do novo conceito de Serviço Público, mas ele lá sabe o que define um analista…
Não se sabe por que aparece colada à notícia da vaia a questão do Livro Branco do setor empresarial local, que é assunto da ANMP e se refere aos municípios, divulgando-se que há um passivo de 2,4 mil milhões de euros, levando-nos a associar às Juntas de Freguesia.
Embora tenha opinião sobre as Empresas Municipais, o que o social democrata Fernando Ruas diz, que nem todas as empresas municipais não lucrativas são mal geridas, eu diria que nenhuma empresa municipal tem que ter lucros, já que prestam serviços aos munícipes, em troca dos impostos que lhes são impostos.
Negócio é negócio e serviço é serviço... Claro que qualquer economista sabe que uma empresa municipal que é “deficitária” não tem relação direta com a qualidade da gestão, mas nos tempos que correm não podem dizê-lo…
Mas vamos esperar pela “coragem” de o governo contrariar as populações, em resposta à troika, sem ganhos de espécie nenhuma …

domingo, 4 de dezembro de 2011

Ecos da blogosfera – 4 dez.

In memoriam

Estou, nesta noite cálida, deliciadamente estendido sobre a relva,
de olhos postos no céu, e reparo, com alegria,
que as dimensões do infinito não me perturbam.
(O infinito! Essa incomensurável distância de meio metro
que vai desde o meu cérebro aos dedos com que escrevo!)
O que me perturba é que o todo possa caber na parte,
que o tridimensional caiba no dimensional, e não o esgote.
O que me perturba é que tudo caiba dentro de mim,
de mim, pobre de mim, que sou parte do todo.
E em mim continuaria a caber se me cortassem braços e pernas
porque eu não sou braço nem sou perna.
Se eu tivesse a memória das pedras
que logo entram em queda assim que se largam no espaço
sem que nunca nenhuma se tivesse esquecido de cair;
se eu tivesse a memória da luz
que mal começa, na sua origem, logo se propaga,
sem que nenhuma se esquecesse de propagar;
os meus olhos reviveriam os dinossáurios que caminharam sobre a Terra,
os meus ouvidos lembrar-se-iam dos rugidos dos oceanos que engoliram continentes,
a minha pele lembrar-se-ia da temperatura das geleiras que galgaram sobre a Terra.
Mas não esqueci tudo.
Guardei a memória da treva, do medo espavorido do homem da caverna
que me fazia gritar quando era menino e me apagavam a luz;
guardei a memória da fome;
da fome de todos os bichos de todas as eras,
que me fez estender os lábios sôfregos para mamar quando cheguei ao mundo;
guardei a memória do amor,
dessa segunda fome de todos os bichos de todas as eras,
que me fez desejar a mulher do próximo e do distante;
guardei a memória do infinito,
daquele tempo sem tempo, origem de todos os tempos,
em que assisti, disperso, fragmentado, pulverizado,
à formação do Universo.
Tudo se passou defronte de partes de mim.
E aqui estou eu feito carne para o demonstrar,
porque os átomos da minha carne não foram fabricados de propósito para mim.
Já cá estavam.
Estão.
E estarão.
António Gedeão, in 'Poemas Póstumos'
No "adeus" à Eduarda

Contramarés sem contrapé… 4 dez.

A TAP, em vias de privatização, reagiu a este reconhecimento, sublinhado a particularidade de que quem vota nesta eleição é passageiro frequente das transportadoras nomeadas. “O concurso está desde logo vedado à participação dos trabalhadores da Global Traveler ou dos membros da indústria de viagens e turismo, que por conseguinte não podem concorrer ao mesmo”, sublinha a transportadora aérea portuguesa.

O trabalho de mérito recompensa!

Recebi por mail esta resposta a um mero pedido de empréstimo bancário, que se diz ser de Obama (o que não consegui confirmar), mas pela fina ironia e pela análise histórica exaustiva, que nos diz respeito, merece a publicação e deve ser lida...
Resposta a um pedido de empréstimo bancário
"A descoberta da América por Cristovao Colombo"
Salvador Dali (1958-59)
Um advogado de nome Barack Hussein Obama II, na época, 1995, líder comunitário, membro fundador da mesa diretora da organização sem fins lucrativos Public Allies, membro da mesa diretora da fundação filantrópica Woods Fund of Chicago, advogado na defesa de direitos civis e professor de direito constitucional na Escola de Direito da Universidade de Chicago, Estado de Illinois (e atual presidente dos Estados Unidos da América) em certa ocasião pediu um empréstimo em nome de um cliente que perdera a sua casa num furacão e queria reconstruí-la.
Foi-lhe comunicado que o empréstimo seria concedido logo que ele pudesse apresentar o título de propriedade original da parcela da propriedade que estava a ser oferecida como garantia.
O advogado Obama levou 3 meses para seguir a pista do título de propriedade datado de 1803.
Depois de enviar as informações para o Banco, recebeu a seguinte resposta:
"Após a análise do seu pedido de empréstimo, notamos que foi apresentada uma certidão do registo predial.
Cumpre-nos elogiar a forma minuciosa do pedido, mas é preciso salientar que o senhor tem apenas o título de propriedade desde 1803.
Para que a solicitação seja aprovada, será necessário apresentá-lo com o registo anterior a essa data."
Irritado, o advogado Obama respondeu da seguinte forma:
"Recebemos a vossa carta respeitante ao processo n.º 189156.
Verificamos que os senhores desejam que seja apresentado o título de propriedade para além dos 194 anos abrangidos pelo presente registo.
De facto, desconhecíamos que qualquer pessoa que fez a escolaridade neste país, particularmente aqueles que trabalham na área da propriedade, não soubesse que a Luisiana foi comprada, pelos EUA à França, em 1803.
Para esclarecimento dos desinformados burocratas desse Banco, informamos que o título da terra da Luisiana, antes de os EUA terem a sua propriedade, foi obtido a partir da França, que a tinha adquirido por direito de conquista da Espanha.
A terra entrou na posse da Espanha por direito de descoberta feita no ano 1492 por um navegador e explorador dos mares chamado Cristóvão Colombo, casado com dona Filipa, filha de um navegador de nome Perestrelo.
Este Colombo era pessoa respeitada por Reis e Papas e até ouso aconselhar-vos a ler sua biografia para avaliar a seriedade dos seus feitos e intenções. Esse homem parece ter nascido em 1451 em Génova, uma cidade que naquela época era governada por mercadores e banqueiros, conquistada por Napoleão Bonaparte em 1797 e atualmente parte da Região da Ligúria, República Italiana.
A ele, Colombo, havia sido concedido o privilégio de procurar uma nova rota para a Índia pela rainha Isabel de Espanha.
A boa rainha Isabel, sendo uma mulher piedosa e quase tão cautelosa com os títulos de propriedade como o vosso Banco, tomou a precaução de garantir a bênção do Papa, ao mesmo tempo que vendia as suas jóias para financiar a expedição de Colombo.
Presentemente, o Papa – isso, temos a certeza de que os senhores sabem - é o emissário de Jesus Cristo, o Filho de Deus, e Deus – é comummente aceite - criou este mundo a partir do nada com as palavras Divinas: Fiat lux que significa "Faça-se a luz", em língua latina.
Portanto, creio que é seguro presumir que Deus também foi possuidor da região chamada Luisiana porque antes, nada havia.
Deus, portanto, seria o primitivo proprietário e as suas origens remontam a antes do início dos tempos, tanto quanto sabemos e o Banco também.
Esperamos que, para vossa inteira satisfação, os senhores consigam encontrar o pedido de crédito original feito por Deus.
Senhores, se perdurar algumas dúvidas quanto à origem e feitos do descobridor destas terras, posso adiantar-lhes que desta dúvida, certeza mesmo, só Deus a terá porque Inúmeros historiadores e investigadores, concluíram, baseados em documentos, que Cristóvão Colombo nasceu em Cuba (Portugal) e, não em Génova (Itália), como está oficializado:
Em primeiro lugar, segundo eles, Christovam Colon, foi o nome que Salvador Gonçalves Zarco, escolheu para persuadir os Reis Católicos de Espanha, a financiar-lhe a viagem à Rota das Índias, pelo Ocidente, escondendo assim a sua verdadeira identidade.
Segundo, este pseudónimo não aparece por acaso, porque Cristóvão está associado a São Cristóvão, que é o protetor dos Viajantes (existe inclusive uma ilha batizada de São Cristóvão).
Cristóvão, que também deriva de Cristo, que propaga a fé por onde anda, acresce que Cristo, está associado a Salvador (1º nome verdadeiro do ilustre navegador).
Colon, porque é a abreviatura de colono e derivado do símbolo das suas assinaturas".." (Duas aspas, com dois pontos no meio).
Terceiro, Salvador Gonçalves Zarco, está devidamente comprovado, nasceu em Cuba (Portugal) e é filho ilegítimo do Duque de Beja e de Isabel Gonçalves Zarco.
Quarto, era prática usual na época os navegadores darem às primeiras terras descobertas nomes religiosos, no caso dele, foi São Salvador (Bahamas), por coincidência ou talvez não, deriva do seu primeiro nome verdadeiro, a segunda batizou de Cuba (Terra Natal) e, seguidamente Hispaniola (Haiti e República Dominicana), porque estava ao serviço da Coroa Espanhola.
Quinto, à "paixão" pelos mares, estava no sangue da família Zarco, nomeadamente em João Gonçalves Zarco, descobridor de Porto Santo (1418), com Tristão Vaz Teixeira e da Ilha da Madeira (1419), com o sogro de "Christovam Colon", Bartolomeu Perestrelo.
Por fim, em sexto, existem ilhas nas Caraíbas, com referência a Cuba (além da mencionada Cuba; São Vicente, na época existia a Capela de São Vicente, da então aldeia de Cuba).
Posteriormente (Séc. XVI), foi edificada a atual Igreja Matriz de São Vicente.
São coincidências (pseudónimo, nome das ilhas, família nobre e ligada ao mar, habitou e casou em Porto Santo, ilha que fica na Rota das Índias pelo Ocidente), mais do que suficientes, para estarmos em presença de Salvador Gonçalves Zarco e, consequentemente do português Christovam Colon.
Christovam Colon, morreu em Valladolid (Espanha) em 1506, tendo os seus ossos sido transladados, para Sevilha em 1509, contudo em 1544, foram para a Catedral de São Domingos, na época colónia espanhola, satisfazendo a pretensão testamental do prestigiado navegador.
A odisseia das ossadas não ficaria por aqui, porque em 1795, os espanhóis tiveram de deixar São Domingos, tendo os ossos sido transferidos para Cuba (Havana), para em 1898, depois da independência daquela ilha, sido depositados na Catedral de Sevilha.
Coincidência ou não, em 1877 os dominicanos ao reconstruírem a Catedral de São Domingos, encontraram um pequeno túmulo com ossos e intitulado “Almirante Christovam Colon".
Existem na Ilha da Madeira e nos Açores, pessoas da famílias Zarco, descendentes diretos de João Gonçalves Zarco e, consequentemente da mãe (Isabel Gonçalves Zarco) de Christovam Colon, disponíveis para darem uma amostra do seu cabelo aos cientistas, para analisar o seu ADN e, para comparar os seus resultados nas ossadas do navegador, se efetivamente forem as pretensões deste Banco para certificar-se da origem do navegador.
Quanto a Deus, ainda não tenho a sua biografia, só sei que caso a conseguisse, até o maior e mais potente computador do planeta não seria suficiente para comportar um resumo do resumo da mesma, por isso sugiro-vos educadamente e após muito pensar, que, por serem banqueiros e, portanto poderosos, tentem por vossos meios.
Agora, que está tudo esclarecido, será que podemos ter o nosso empréstimo? "
Barack Hussein Obama II - Advogado
*O empréstimo, claro, foi concedido.*
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sábado, 3 de dezembro de 2011

Ecos da blogosfera – 3 dez.

Sabe o que é o “crowding out”? Então é um ignorante!

Foto montagem da sapatada do Nikita Khrushchov na ONU
O antigo líder do PSD, Marques Mendes, considera que esta "foi uma semana horrível para o líder do PS" que "saiu muito fragilizado" do debate sobre o OE2012, isto porque António José Seguro recuou na intenção de votar a favor da proposta da maioria, que reduzia o impacto dos cortes nos subsídios de Natal e Férias.
Marques Mendes justifica a oposição interna a Seguro com a influência dos deputados escolhidos por Sócrates e não tem dúvidas: a "tralha socrática faz vida negra a António José Seguro" e considerou ainda que "Seguro deu o dito por não dito" quando se absteve na votação dos cortes nos subsídios de Natal e de férias e acha que "daqui a um ano, Seguro estará a votar contra orçamento".
Pode parecer sinal dos tempos, mas por muito que não gostemos dos deputados que elegemos, mesmo que não votando neles, no papel que a Constituição lhes atribui, de nossos representantes é preciso ter tento na língua e dizer o que deve ser dito sem cavalgar em cima deles.
Vem isto a propósito de o antigo líder do PSD e tantas vezes deputado, Marques Mendes (a atravessar o deserto), ter baixado o nível da “análise” política a tal ponto de chamar aos deputados como ele já foi, de “tralha”…
Fica-se assim sem saber se a “análise” é política, ou partidária, apesar do ressabiamento que Mendes tem em relação a Passos e outros do seu partido. E fica ainda a dúvida se a adjetivação se refere apenas aos deputados socialistas “socráticos”, ou a todos os que agora exercem essas funções no Parlamento, ou a todos os deputados de sempre.
Na 1ª hipótese, o tempo das análises de MM deviam ser contabilizados como Tempo de Antena do PSD.
Na 2ª hipótese, o partidarismo de MM retira-lhe toda a credibilidade da análise, pelo que devia ser dispensado, ou despedido com justíssima causa.
Na 3ª hipótese, fica a sensação de ter uma auto estima tão grande, que se pode traduzir por dor de cotovelo.
Na 4ª hipótese, MM tem que se incluir na “tralha”, o que parece mais plausível, porque do tempo que lá esteve, o que resultou foi esta “tralha” que nos classificam como “lixo”.
Há horas em que o silêncio é a melhor “análise”…
Carlos Costa chama “ignorante” a João Galamba – (com vídeo)
O Governador do Banco de Portugal qualificou de “ignorância” o facto do deputado do PS João Galamba não saber o significado do conceito económico crowding out durante uma audição nas comissões parlamentares de Orçamento e Finanças e de Economia e Obras Públicas. O deputado sentiu-se ofendido e pediu mesmo um “pedido de desculpas”, mas foi ignorado.
“Peço desculpa, isto ultrapassa os limites do bom senso”, disse o governador do BdP. Ainda para João Galamba, afirmou: “É a realidade em que chegamos em Abril, se não quiserem reconhecer a realidade, não a reconheçam, batam com a cabeça na parede, porque a realidade é sempre mais resistente do que a cabeça”, disse, acusando o deputado de “má fé intelectual”.
Na segunda ronda, Carlos Costa não pediu desculpas nem voltou a fazer qualquer referência ao incidente, ignorando o pedido de João Galamba e à saída da comissão, não prestou declarações aos jornalistas e João Galamba também não quis comentar a atitude do governador.
Entretanto, durante uma audição nas comissões parlamentares de Orçamento e Finanças e de Economia e Obras Públicas, o Governador do BdP, um funcionário superior do Estado, teve um comportamento tão inopinado como malcriado e prepotente contra um deputado, que até parecia que ele é que foi eleito e tem poder para insultar quem o foi, com a complacência do presidente da comissão e nenhum reparo de qualquer outro deputado. E a reação do funcionário superior foi de tão baixo nível e num tom tão intimidatório, que até bateu furiosamente na mesa com as mãos, só faltando tirar o sapato, como o camarada Khrushchov …
O que se pode inferir são duas coisas:
A primeira é que o funcionário superior, por lidar com finanças, já está imbuído do poder financeiro, desprezando já a democracia;
A segunda é usar a violência motora e verbal para nos convencer de que ELE é que sabe, menorizando um colega economista, que de certeza absoluta sabe o que é o crowding out, mas numa perspetiva política, que o funcionário superior não domina, mas quer dominar.
Carlos Costa até ganha muito bem, pode saber o que é o crowding out, mas falta-lhe muito para mostrar que é um português de primeira, porque também não vai prescindir dos subsídios de férias e de Natal, para bem da Nação e dos problemas que tem em mãos.
Para não ser acusado de ignorante, fique informado sobre o crowding out, mesmo que não perceba, porque quem sabia e percebia, levou-nos à “tralha” em que estamos…
O Efeito de Crowding Out (em português, Efeito de Deslocamento ou de Evicção) corresponde a uma redução no investimento e de outras componentes da despesa agregada sensíveis às taxas de juro, sempre que o Estado aumenta a despesa pública. Este efeito é justificado pelo facto de existir um mecanismo de transmissão entre o mercado monetário e o mercado de bens e serviços. De facto, quando o Estado aumenta os seus gastos (ou quando reduz os impostos) ocorre, no curto prazo, um aumento da despesa agregada, aumento esse ampliado pelo efeito do multiplicador da despesa. Contudo, o aumento da despesa agregada (e consequentemente dos preços) originará um aumento da procura de moeda por motivo de transacções, que por sua vez irá provocar um aumento das taxas de juro. As taxas de juro poderão aumentar também pela emissão de dívida pública para financiar o acréscimo de despesa do Estado. Este aumento das taxas de juro irá por sua vez provocar uma descida do investimento e de outras componentes da despesa agregada mais sensíveis às taxas de juro. É a esta redução de algumas componentes dadespesa agregada após o aumento das despesas públicas que é dada a designação de efeito de crowding out. Devido a este efeito, o impacto da política orçamental é atenuado, ocorrendo também uma alteração nas componentes da despesa agregada.