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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Contramarés sem contrapé… 24 nov.

A agência de notação financeira chinesa Dagong baixou o rating da dívida soberana de Portugal de BBB+ para BB+, com perspetiva negativa "devido à deterioração da situação económica e fiscal do país" e prevê que o Produto Interno Bruto de Portugal desça 1,7% em 2011 e 3,5% cento em 2012.
A agência de notação financeira Fitch cortou  hoje o rating de Portugal de 'BBB-' para 'BB+', passando  a nota do país para um nível já considerado 'lixo' ('junk'). 

Democracia, tecnocracia, povo, mercados financeiros...

A roda continua a girar. Com as eleições do dia 20 de novembro, a Espanha é o 3º país da UE a mudar de Governo desde o início do mês. E o 6º, após Irlanda, Portugal, Eslováquia, Grécia e Itália, cujo executivo caiu ou renunciou, arrastado pela crise.
Democracia, tecnocracia, povo, mercados financeiros... Estes termos têm vindo a aparecer muitas vezes nos teclados dos colunistas. A forma como George Papandreu e Silvio Berlusconi foram empurrados para a saída e substituídos por especialistas que respondem ao mesmo tipo de perfil – Lucas Papademos e Mario Monti são economistas, que exerceram altas funções no seio da UE e trabalharam para o banco de negócios Goldman Sachs – levanta questões legítimas sobre a governação da Europa e a responsabilidade democrática.
Além dos todo-poderosos mercados financeiros, os dois principais arguidos são o Presidente francês Nicolas Sarkozy e, sobretudo, a chanceler alemã Angela Merkel.  O doravante célebre “Grupo de Frankfurt”, que reúne à volta dos seus dois dirigentes os presidentes de diversas instituições europeias e a diretora do FMI, fomenta uma fantasia de conspiração que visa colocar os países europeus sob uma direção de inspiração alemã e rigorista.
Mas fazemo-nos, por instantes, de advogado do Diabo. Após o acordo de 26 de outubro sobre a dívida grega, o comunicado de um referendo na Grécia destruiu por completo os pequenos progressos feitos para uma resolução da crise, e George Papandreu, apesar das suas competências, foi desacreditado até mesmo perante os seus amigos políticos.
Quanto a Silvio Berlusconi, que prova há anos a sua inaptidão pessoal e política a governar, não houve quem se queixasse por ele ceder o seu lugar a um homem que inspira confiança aos seus parceiros.
Há muito que nos queixamos da falta de um líder na Europa para denunciar o facto de Merkel e Sarkozy terem assumido a responsabilidade de travar a aceleração de uma crise, que todos sabem que coloca em perigo a própria existência da construção europeia.
Assim sendo, essas medidas de urgência não passam de um tapa-buracos. Por um lado, constata-se claramente que a crise continua a propagar-se, passando agora a ameaçar a França e a Áustria, além da Espanha e da Bélgica. Por outro lado, o fosso que separa os 17 países da zona euro dos outros 10 países da UE faz com que se receie uma nova paralisia política da União. Esta última será portanto incapaz de definir as linhas de uma saída da crise e de um projeto político que permita remediar o défice democrático.
Deste ponto de vista, convém estar atento ao confronto crescente entre a Alemanha e o Reino Unido, cujo início se presenciou esta semana. No mesmo dia, em dois discursos, Angela Merkel e David Cameron expressaram duas visões totalmente contraditórias da Europa.
A chanceler pede mais disciplina, coordenação e controlo e mostra-se disposta a ceder partes de soberania nacional. O primeiro-ministro britânico prefere “a flexibilidade de uma rede, mas a rigidez de um bloco”, e quer recuperar competências em Bruxelas.
Numa União onde os governos não sabem quanto tempo esta irá durar e onde a desconfiança face à Alemanha aumenta, prevê-se que o debate necessário sobre o modelo político seja agitado.
PS – Já depois deste artigo de 18 de Novembro, a Hungria pede "assistência" ao FMI e a Bruxelas e a Comissão Europeia avança três modelos de eurobonds, contra a opinião de Merkozy, mas já sem uma recusa vigorosa, assistindo-se, pouco a pouco, à aceitação de todas as propostas dos partidos da “esquerda radical”, de muitos economistas de renome, incluindo prémios Nobel e académicos de várias faculdades de economia de todo o mundo.
Realmente, a urgência é para ontem!
Foto

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ecos da blogosfera – 23 nov.

Pelas razões que entender... e HÁ MUITAS e más!

Acho uma moral ruim
trazer o vulgo enganado:
mandarem fazer assim
e eles fazerem assado.
Sou um dos membros malditos
dessa falsa sociedade
que, baseada nos mitos,
pode roubar à vontade.
Esses por quem não te interessas
produzem quanto consomes:
vivem das tuas promessas
ganhando o pão que tu comes.
Não me dêem mais desgostos
porque sei raciocinar...
Só os burros estão dispostos
a sofrer sem protestar!
Esta mascarada enorme
com que o mundo nos aldraba,
dura enquanto o povo dorme,
quando ele acordar, acaba.
António Aleixo

Contramarés sem contrapé… 23 nov.

O presidente do Conselho Supremo das Forças Armadas, que dirige o Egito desde o derrube de Mubarak em 11 de Fevereiro, admitiu a realização de um referendo para decidir se o povo egípcio pretende que os militares abandonem o poder. Em paralelo, assegurou que as eleições presidenciais vão decorrer "até ao final de junho de 2012".
Milhares de pessoas responderam ao discurso com a palavra de ordem "Fora, fora!".

Não queremos ser europeus alemães!

“A Europa fala alemão” - Quem teme a Alemanha? (2)
“A Europa fala alemão”, anunciou o deputado da CDU, Volker Kauder. Mas, não exageremos, previne o Berliner Zeitung. Uma associação de democracias livres tem um aspeto um pouco diferente.
Matt Kenyon
Já lá vai o tempo em que se podia dar uma gargalhada inocente ao ver a caricatura de turistas alemães em Itália, como retratado por Gerhart Polt no seu excelente filme de 1988, "Man Spricht Deutsch" ("Aqui fala-se alemão"). Dois anos antes da unificação da Alemanha, era evidente que este chauvinismo néscio alemão existia, de facto, nos parques de campismo e estava bem enraizado nas ‘Stammtischen’ (mesas reservadas para os clientes regulares) dos bares em diversos locais – mas que, apesar disso, a classe política da Alemanha ocidental tinha uma atuação bastante europeia, sem indícios de quaisquer ambições hegemónicas.
Agora, o escritor britânico Timothy Garton Ash recomenda que se adicione um novo verbo ao idioma inglês: o verbo 'to Kauder', que joga com a palavra alemã ‘Kauderwelsch’, que significa "disparate". Ou seja, "a linguagem das conversas dos bares de esquina catapultada para a cena política europeia". Ash referia-se ao discurso proferido no congresso da CDU pelo presidente do grupo parlamentar CDU/CSU, Volker Kauder. Nele, o homem de confiança da chanceler Merkel declarou, com alguma vivacidade: "De repente, a Europa está a falar alemão!"
Kauder não se referia ao projeto liderado pelo partido, tão persistente quanto mal sucedido, para fazer do alemão o idioma comum europeu em Bruxelas. Referia-se ao desejo alemão de uma política europeia de poupança e estabilidade – ou, por assim dizer, uma política de austeridade. Não passaram 25 anos, e a caricatura tornou-se realidade.
Desejo de hegemonia alemã
A Europa receia a superioridade alemã, e para os alemães esta não apresenta qualquer problema. Os governantes alemães celebram-na como um sucesso. A convicção expressa pelos turistas no filme de Polt – de que a Itália seria um país bonito se não fossem os italianos – não é muito diferente do que se ouve dizer hoje junto do Governo de Berlim.
Depois das catástrofes provocadas pelo desejo de hegemonia alemã, exercido por Bismarck, Wilhelm II e Hitler, que terminou no completo colapso político e moral do Estado-nação alemão, a integração da República Federal na Comunidade Europeia (ocidental) sempre seguiu dois objetivos: o regresso a uma comunidade internacional, e a garantia de que a Alemanha nunca mais aspirasse a ter um grande poder.
É uma conquista histórica de Konrad Adenauer, Willy Brandt e Helmut Kohl, que seguiram esta política durante décadas, de forma credível e com êxito. Mas quando em 1990 se tornou previsível que iria voltar a emergir no seio da Europa uma Alemanha reunificada e muito mais forte, a partir dos dois estados alemães anteriormente divididos, nos países vizinhos e também em alguns círculos alemães, a garantia desse status quo deixou de ser a mesma.
Helmut Kohl e os seus seguidores responderam com uma citação de Thomas Mann: "Não queremos uma Europa alemã, mas uma Alemanha Europeia." Como penhor, até abandonaram o marco alemão, o estimado símbolo do milagre do pós-guerra na Alemanha.
Palavreado otimista diplomático
Mas, com isto, começou a dar-se uma mudança na mentalidade, subtil no início, mas que se tornou tangível em 2009, com a decisão do Tribunal Constitucional da Alemanha sobre o Tratado de Lisboa, uma decisão que reforça a soberania do Estado-nação alemão de uma forma que aponta para uma Europa alemã. Na verdade, foi preciso a crise do euro para transformar uma opinião teórica legal numa prática política, e num estilo muito mais rígido do que os juízes de Karlsruhe, alguma vez, poderiam ter planeado.
É de certa forma meritório para Volker Kauder que, com o seu discurso convencido e arrogante, tenha conseguido penetrar a névoa do palavreado otimista diplomático. O que tem isso a ver com uma Europa democrática e diversificada, onde todos são iguais perante a lei, quando, sob a liderança alemã, as medidas de austeridade sonhadas por Berlim são impostas aos países do sul da zona do euro como uma necessidade essencial para a qual não há alternativa, e postas em prática pelos chamados governos de especialistas? E como é que a pressão política de Berlim sobre o Banco Central Europeu deverá enquadrar-se com a sua tão proclamada independência?
Pode dar-se crédito a Angela Merkel por não se ter voluntariado para este papel. Mas o poder económico da Alemanha, adquirido através do grande sucesso do euro e da política de austeridade dos últimos anos, está agora a obrigá-la a cuidar dos interesses da Alemanha. E assim, o desejo grego de fazer um referendo foi recebido com ameaças, e até a França foi conduzida para o rumo alemão. E assim, este trilho vai acabar por levar a uma Europa central personalizada pelos desígnios alemães, constituída apenas por países da zona euro – e em breve, talvez só os mais fortes.
A paixão de Angela Merkel pela Europa, só agora descoberta, parece uma coisa boa. Mas é uma Europa muito diferente da união de democracias livres e iguais que um dia os seus mentores sonharam.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ecos da blogosfera – 22 nov.

O “Centralão” centraliza as mesmas preocupações…

Nunca como antes o país viveu “uma crise tão grave”, nem estiveram tão em causa as “conquistas sociais” da Revolução dos Cravos: “O Serviço Nacional de Saúde, as pensões sociais, a dignidade do trabalho, a tendencial gratuitidade do ensino”. “Tudo isto pode estar em jogo de perder-se, mas também é a própria democracia que pode vir a ser posta em causa, dadas as exigências dos mercados especulativos e desregulados e a dependência que deles tem a comunicação social”, alerta.
Mário Soares questiona a fraqueza dos líderes europeus perante a crise económica e financeira, para a qual, lembra, veio a avisar nos últimos anos e que já levou 3 países a pediram ajuda externa: Grécia, Irlanda e Portugal (ao que se deve acrescentar a Itália e a Hungria).
Europeísta convicto, Soares admite que Portugal, desde a adesão à então CEE, “habituou-se a viver acima dos seus recursos”. Portugal está a ser “a 3ª vítima da ganância dos mercados especulativos e da audácia criminosa das agências de rating”.
A crise - diz ainda Soares – “só pode agravar-se” quando se chega “a uma situação tão estranha”, em que “os mercados comandam os Estados ditos soberanos - em vez de ser o contrário”.
A presidente da Assembleia da República portuguesa, Assunção Esteves, defendeu que a política deve voltar a assumir o papel central na sociedade, sendo vital que a Europa decida a revisão dos tratados europeus e criticou a atuação dos partidos europeus na atual crise. "Os partidos europeus estão a falhar o seu papel. Estão silenciosos. Ninguém ouve falar do papel do PPE do PSE nesta crise", afirmou.
Segundo a responsável, a "política perdeu peso para o poder económico", pelo que é necessário que a União Europeia esteja unida e decida a revisão dos tratados europeus e acredita que "numa folha A4 se podia mudar a Europa toda."
Das duas análises feitas por duas figuras com crédito político que chega e basta, quer se concorde com cada um, ou não, há algumas preocupações comuns, seja a da sobrevivência da DEMOCRACIA como regime europeu no futuro muito próximo, seja a constatação e o repúdio de uma inversão de poderes, entre o político e o económico, ganhando preponderância este (embora hoje se deva apelidar de poder financeiro).
E enquanto Mário Soares sublinha a ameaça da perda de direitos e a desregulação do mercado pelo poder político, com a conivência do poder dos media, Conceição Esteves denuncia o silêncio dos partidos do Parlamento Europeu e fruto da democracia por terem sido eleitos diretamente por nós, reduzindo a solução (política) a uma folha A4.
Perante tão lúcidas visões, que qualquer cidadão bem informado aceita e assina por baixo, tem que haver tramas e tramóias que cegam aqueles que não querem ver. Inocentemente divertidos com uma pseudo guerra entre a esquerda e a direita, a extrema direita avança em todos os países, ameaçando mesmo a democracia, levando-nos a ver filmes que já vimos a preto e branco, mas agora de tão coloridos, até nos podem parecer socialmente aceitáveis…
Cautela com caldos de galinhos, podem fazer mal a muita gente, como já se sente.

Contramarés sem contrapé… 22 nov.

Após mais de uma década em banho-maria, a Comissão Europeia avança com 3 propostas concretas para dar corpo à possibilidade de os Estados do euro emitirem conjuntamente eurobonds, abrindo caminho a um expediente considerado fundamental para travar a crise de confiança e salvar o euro. A Alemanha repete que não são solução para a crise, mas não fecha a porta.

Primeiro ELA, depois ELA e só depois ELA!

O mito da disciplina germânica - Quem teme a Alemanha? (1)
Berlim revela estabilidade em plena crise – e os mercados financeiros mostram-se confiantes. No entanto, o país não respeita os critérios de disciplina orçamental. Uma atitude simultaneamente arrogante e perigosa.
Os investidores dos mercados financeiros e os dirigentes políticos alemães, de facto, têm pouco em comum: regra geral, os primeiros não compreendem por que motivo os segundos precisam de tanto tempo para aplicar as decisões tomadas nas cimeiras de crise. Em contrapartida, os primeiros são os bodes expiatórios apontados pelos segundos assim que se trata de atribuir a culpa da crise a alguém.
Surpreendentemente, uns e outros estão de acordo sobre uma questão: a opinião que têm sobre a política orçamental alemã. Sendo sólida, é um exemplo para todos os países endividados do sul da Europa. Mesmo quando a realidade mostra algo bem diferente, ninguém quer pôr em questão esta verdade geral.
Isto permitiu a Volker Kauder, chefe do grupo parlamentar da CDU-CSU [no Bundestag], regozijar-se recentemente, no congresso do partido, com o facto de, na Europa, agora, "falar-se alemão". Este chauvinismo fanfarrão resume bem a política da chanceler alemã. Desde o início da crise do euro, na primavera de 2010, que o leitmotiv de Angela Merkel se pode resumir a isto: se toda a gente conseguisse, como os alemães, fazer economias, não haveria problemas.
Há uma coisa que temos de reconhecer em Angela Merkel: realmente foi bem convincente. Os investidores dos mercados financeiros, em todo o caso, acreditaram visivelmente na chanceler. Enquanto impõem um aumento das taxas de juro na quase totalidade dos países da zona euro relativamente à aquisição de obrigações do Estado, entregam o dinheiro quase a troco de nada ao ministro alemão das Finanças.
Guardiões europeus da disciplina
Os argumentos racionais não permitem sequer compreender como chegámos a este ponto. Naturalmente que, se olharmos mais atentamente, percebemos que países como a Espanha ou a Itália não estão assim tão mal, bem pelo contrário, se tivermos em conta a subida das suas taxas de juro. E que a Alemanha, em especial, não é o exemplo de rigor que pretende fazer crer.
Nos primeiros prognósticos, a Comissão Europeia conta com uma taxa de endividamento de 81,7% do PIB para a Alemanha, em 2011. É claramente mais que o limite de 60% prescrito no Pacto de Estabilidade Europeia – o mesmo que o governo federal repete consecutivamente aos países do sul da Europa e que tanto gostaria de reforçar. Quem quer prescrever um endurecimento das regras melhor faria que as cumprisse primeiro.
Jean-Claude Juncker, chefe do Governo luxemburguês, tem direito a sentir-se indignado com o paternalismo alemão. Apesar da crise que atravessa, a Espanha, por exemplo, está muito mais próxima de cumprir o pacto de estabilidade, com uma taxa de endividamento de 69,6%, que a Alemanha. Até mesmo os holandeses (64,2%), ou os finlandeses (49,1%) estão mais bem colocados que os alemães para se arvorarem guardiões europeus da disciplina orçamental.
A única coisa que nos deixa confiar atualmente nas finanças públicas alemãs é o nível do défice relativamente baixo do país, ou seja, a dívida suplementar atribuída ao desempenho económico. O facto de ser muito inferior ao dos países em crise do sul da Europa tem múltiplas razões – mas nenhuma que esteja ligada à imagem de exemplo de rigor que o Governo dá de si próprio.
Gastos do orçamento federal aumentaram
Pelo contrário: a Alemanha não poupa. Os gastos do orçamento federal chegaram mesmo a aumentar recentemente e é provável que se situem à volta dos 300 mil milhões de euros nos próximos anos, de acordo com a previsão orçamental. O programa de austeridade adotado durante o período mais crítico do outono passado pouco evoluiu para além da regra de ouro que os alemães gostam de apregoar na Europa.
Se o nível do défice baixar é apenas por causa da conjuntura favorável destes últimos 18 meses. Permitiu que a Alemanha arrecadasse receitas fiscais superiores ao que havia sido previsto, estimulando o PIB. Como é uma proporção calculada com base no endividamento suplementar, o rácio défice-PIB regride. Mas nada disto está muito relacionado com as medidas de austeridade.
A boa saúde económica do país até este momento não é o resultado de uma ascese – pelo menos não a do Estado. Se o made in Germany também chega ao estrangeiro é sobretudo graças aos empregados alemães que fabricam produtos de qualidade a custos relativamente vantajosos.
Ao fazer o elogio arrogante da disciplina do estado alemão, o atual Governo faz imensos estragos na Europa. Na Grécia, em Espanha ou na Itália, onde eram estimados pelas suas virtudes – pelo menos, antigamente – os alemães são agora considerados os pais arrogantes do rigor, que pretendem ensinar às pessoas do resto do continente como devem viver e trabalhar. E isto não pode funcionar indefinidamente.