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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Efeméride do dia

Emblema do Afeganistão
Eventos históricos
293 AC. - O mais antigo templo romano dedicado a Vénus é fundado no monte Esquilino.
1692 - Julgamento das Bruxas de Salém: 5 mulheres e 1 clérigo são executados após terem sido acusados de bruxaria.
1917 - 4ª Aparição de Nossa Senhora de Fátima em Ourém
1969 - É fundada a empresa brasileira de aviação Embraer.
Nasceram neste dia…
1883 - Coco Chanel, estilista francesa (m. 1971).
José Mendes Cabeçadas, político e militar português (m. 1965).
1897 - Roman Vishniac, fotógrafo e microbiologista russo-norte-americano (m. 1990).
1946 - Bill Clinton, político norte-americano.
Morreram neste dia…
1662 - Blaise Pascal, filósofo, físico e matemático francês (n. 1623).
1994 - Linus Pauling, químico norte-americano, ganhador de dois Prémios Nobel: de Química e da Paz (n. 1901).
1936 - Federico García Lorca, escritor espanhol, morto na Guerra Civil Espanhola (n. 1898).

2003 - Sérgio Vieira de Mello, diplomata brasileiro (n. 1948).

Contramaré… 19 ago.

Laszlo Andor, comissário europeu para o Emprego, terá dito a um jornal alemão, que o excedente comercial alemão está a prejudicar os seus parceiros europeus e desafiou a Alemanha a estimular a procura interna, através do aumento dos salários dos trabalhadores alemães e da despesa pública. "O aumento dos salários foi mais baixo que o aumento da produtividade na Alemanha" durante mais de uma década, afirmou o mesmo responsável, acrescentando que "seria melhor se os salários subissem ao mesmo nível que a produtividade".

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Há uma supervisão e uma subvisão, cada uma para cada qual…

De expressão desconhecida para as primeiras páginas dos jornais. Há 4 instituições a serem alvo de auditorias forenses em Portugal, por determinação do Banco de Portugal (BdP).
A expressão ‘auditoria forense’ ganhou relevo mediático, em Portugal, quando o governador do BdP anunciou, enquanto falava perante os deputados no Parlamento, que tinha solicitado uma auditoria forense ao BES. Antes disso, raramente havia sido dita.
Apesar disso, a entidade dirigida por Carlos Costa afirma que estas análises fazem parte do trabalho de supervisão: "As auditorias forenses são um instrumento complementar de supervisão que visam confirmar o cumprimento rigoroso das matérias que se inscrevam nas competências do Banco de Portugal".
No regime geral de instituições de crédito e sociedades financeiras, é indicado que o regulador do sector financeiro "pode exigir a realização de auditorias especiais por entidade independente, por si designada, a expensas da instituição auditada". Essa auditoria insere-se numa "medida de intervenção correctiva" e pode incidir sobre "toda" ou "parte da actividade" de tal instituição. Não há, contudo, qualquer especificação relativa a auditorias forenses.
Mas uma ‘auditoria forense’ será uma dessas auditorias especiais (que não apenas uma mera auditoria financeiras às contas, como normalmente acontece). O objectivo será perceber se as medidas e normas de controlo foram cumpridas. Não parece haver, contudo, uma obrigatoriedade de desconfiança de fraude para a sua ocorrência. O objectivo do regulador é que estas auditorias deixem de ser excepcionais e passem a ser regulares.
Carlos Costa já disse que há mais 3 auditorias forenses a decorrer. "As situações analisadas e em análise são de carácter muito pontual e não têm o grau de materialidade que justificou a auditoria forense ao BES", adiantou já o BdP. Sabe-se, que a Caixa Económica Montepio Geral é outro dos visados. Os objectos das duas restantes auditorias forenses não são conhecidos.
Apesar de haver todo o tipo de ferramentas para fiscalizar e supervisionar os grandes “trutas” da banca, parece que poucas vezes são lançadas as redes ou a malha das mesmas é mais larga do que os peixes que se quer capturar ou pode-se por a hipótese de não serem trutas, mas enguias… Mas há métodos e “artes” para a faina e constata-se que há fugas e perdas…
Já quanto à pesca da petinga no SNS, proibida para impedir o seu crescimento e até extinção, inventam-se ferramentas que detetem os infratores, peixe miúdo, que por isso, não terão oportunidade de fugir aos “arrastões” das taxas moderadoras…
2 infratores, 2 medidas, e quem se lixa?
Valha-nos Nossa Senhora da Boa Viagem!
Arranca em Setembro, no Centro Hospitalar do Alto Alve, um projeto-piloto para cobrar coercivamente taxas moderadoras. A ferramenta, denominada SITAM, enviará informação para o fisco para que possa ser feita a cobrança das taxas quando estas não são pagas dentro do prazo legal.
O novo sistema informático permitirá que o utente traga consigo uma referência para pagar as taxas em qualquer multibanco, até 48 horas depois do acto médico. Em caso de falta de pagamento, os hospitais têm liberdade para decidir quando querem enviar uma carta de aviso de pagamento.
Caso o utente não pague novamente, o processo passa a ser automático através do SITAM. Depois de um novo aviso sem efeito, a informação chega à Autoridade Tributária. O organismo só poderá cobrar valores que não prescreveram, o que acontece ao fim de 3 anos.
A fonte da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) informa que a lei para cobrança coerciva de taxas moderadoras em atraso e aplicação de multa – com um mínimo de 30 euros e sempre 5 vezes o valor em dívida – existe desde 2012, mas "ainda não entrou em aplicação".
Novas aplicações tecnológicas estão a ser postas em marcha na saúde, através da Plataforma de Dados de Saúde, como os casos de exames digitalizados em 2015 e de receitas sem papel (a ser testada no Baixo Alentejo até ao final do ano).
Em reacção, o Movimento de Utentes de Saúde considerou que a criação desta ferramenta "não tem cabimento", devendo a preocupação do Governo assentar na eliminação das taxas moderadoras.
Existem já propostas, em sede da Assembleia da República, para revogação da medida que visa a cobrança coerciva de taxas moderadoras.

Ecos da blogosfera - 18 ago.

Efeméride do dia

18 de agosto: Dia Mundial da Fotografia
Eventos históricos
1964 – A África do Sul é banida dos Jogos Olímpicos pelo Comité Olímpico Internacional, por não renunciar ao regime de apartheid.
1991 – Colapso da União Soviética: o Secretário-Geral do Partido Comunista da União Soviética, Mikhail Gorbachev, é colocado sob prisão domiciliar durante as suas férias na Crimeia.
Nasceram neste dia…
1830 – Francisco José I da Áustria, imperador austro-húngaro (m. 1916)
1933 – Roman Polanski, cineasta franco-polaco.
1936 – Robert Redford, ator e diretor estado-unidense.
1942 - Lauro António, cineasta e crítico de cinema português.
1947 - Osmar Prado, ator brasileiro.
Morreram neste dia…
1227 – Genghis Khan, líder mongol (n. ca. 1162).
1503 – Papa Alexandre VI (n. 1431).
1850 – Honoré de Balzac, escritor francês (n. 1799).
1897 - José Tomás de Sousa Martins, médico português (n. 1843).

Contramaré… 18 ago.

Em 2013 o Montepio tinha quase 2.000 milhões de euros em empréstimos sem garantias, revelou a SIC. Esta é uma das situações que está a ser analisada nas auditorias pedidas pelo Banco de Portugal (BdP). A SIC encontrou o valor desses empréstimos sem garantias no último relatório do banco e diz também que este tem vindo a subir, tendo sido registado, no espaço de um ano, um aumento superior a 500 milhões de euros.

domingo, 17 de agosto de 2014

Combater a “nova” ordem mundial, fora e dentro de portas!

Ucrânia, Síria, Iraque: tanto os conflitos violentos quanto a constante formação de alianças inesperadas marcam o mundo atual. O Ocidente precisa reagir a essa realidade.
Alexander Kudascheff
O mundo está a ser abalado por crises dramáticas. Na Ucrânia. E ainda mais no Médio Oriente, mesmo que um novo cessar-fogo de 5 dias entre Israel e o Hamas permita uma pausa para respirar. Na Síria, a guerra civil prossegue com intensidade homicida, embora quase que despercebida: em breve se atingirá a marca de 200.000 mortos, num país em dissolução.

E no norte do Iraque, o mapa territorial está a ser retraçado por uma soldadesca inimaginavelmente brutal, que ultrapassa todos os limites em nome de Alá, e cuja área de dominação já se estende da cidade de Aleppo até ao Curdistão iraquiano: o chamado "Estado Islâmico" (EI). O EI pretende destruir a ordem vigente, não reconhece fronteiras, Estados ou governos: para ele, o que conta é apenas a sua própria interpretação do Alcorão.
E isso abala a diplomacia, pois, de repente, as antigas conceções não valem mais. Os Estados Unidos apoiam os curdos – e, portanto, indiretamente, os xiitas em Bagdad e em Teerão – na luta contra os terroristas do EI. O país dá essa ajuda à própria revelia, pois, na realidade, ele quer uma troca de poder e de política no Iraque, e as suas relações com o Irão prosseguem tensas e abaladas.
Na Síria, os EUA também não sabem se insistem na queda do tirano Bashar al-Assad, pois isso abriria o caminho para a Frente Al-Nusra, que eles combatem no norte do Iraque. Uma desordem diplomática para a qual não há respostas fáceis.
O prémio Nobel da Paz, Barack Obama, decidiu-se cedo por uma retirada de tropas do Iraque. Ele não acredita nos êxitos das intervenções militares e, no entanto, teve que interferir agora. O papel dos EUA no Médio Oriente desgastou-se. Antes, o país era considerado insubstituível, devido às suas estreitas conexões estratégicas com Israel e com as monarquias e países árabes conservadores e com lideranças autoritárias, como o Egito, a Jordânia e a Arábia Saudita.
Porém, Obama tem fama de fraco, indeciso, hesitante e incapaz de se impor. Nem mesmo Israel lhe dá ouvidos – como tem mostrado, nos últimos 12 meses, a vã "diplomacia de ponte aérea" do incansável secretário de Estado John Kerry. Israel segue sendo o parceiro dos EUA, porém, age de forma mais autónoma do que nunca.
Na grande crise europeia em torno da Ucrânia, por outro lado, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, revela-se um mestre da falta de transparência tática. Depois da anexação da Crimeia, será que também pretende avançar sobre o leste ucraniano? Será que só quer desestabilizar a região? Ou quer desestabilizá-la para depois anexá-la?
Será que o desafio de Moscovo se dirige apenas ao malquisto governo em Kiev, ou por trás dele esconde-se a gritante ambição de poder de um novo imperialismo russo, que se insere no vácuo político aberto pelos EUA, tão ocupados consigo mesmos, e pela hesitante e indecisa União Europeia?
As sanções do Ocidente contra os russos apresentam os primeiros efeitos, mas o clima vai-se congelando; e apenas telefonemas, até mesmo da chefe de governo alemã, Angela Merkel, não bastarão para desfazer o nó ucraniano. Como a Rússia foi excluída do círculo do G8, é a UE que precisa, em primeira linha, encontrar uma via de acesso ao Kremlin.
A Alemanha, por sua vez, – que desde o início do ano vem debatendo, com maior ou menor alarde, sobre um maior engajamento político no mundo – é forçada a assumir um novo papel.
O país é uma potência líder e a sua opinião é ouvida. Contudo, Berlim precisa avançar ainda mais, não pode se esconder por trás da UE na esperança de não ter que assumir nenhuma responsabilidade. A Alemanha precisa assumir uma posição definida: na crise da Ucrânia, sem dúvida, e possivelmente mais ainda no caso do norte do Iraque.
Se o "Estado Islâmico" age com brutalidade quase sem precedentes, se seres humanos são massacrados, assassinados ou expulsos de seus domicílios, então, Berlim não pode acomodar-se no seu bem-estar e prosperidade e esperar tranquilizar a própria consciência com alguns milhões de entregas de ajuda humanitária.
No entanto, as intervenções militares das últimas duas décadas foram raramente acompanhadas de sucesso. Isso vale tanto para o Afeganistão como para a Líbia – onde o derrube de Muammar Kadafi transformou a ditadura de um homem só num "Estado caído".
O mundo ficou mais difícil de compreender. A nova ordem mundial é uma ordem em que novas alianças são constantemente formadas. Pois quem poderia ter imaginado, apenas há alguns meses atrás, que o mundo se colocaria do lado dos curdos? Ainda mais com a intenção de que combatentes peshmerga vitoriosos desenvolvam uma nova consciência curda e que talvez exijam a fundação de um Estado curdo transfronteiriço!
Entre os polos da superpotência americana em retirada, as pretensões neoimperialistas de Moscovo e uma China que, por enquanto, muitas vezes ainda, age à sombra da política mundial, é necessária uma política externa nova e livre de preconceitos por parte da UE e, sobretudo, da Alemanha. E isso numa época sem certezas diplomáticas.
Quem fala assim tem alguma razão, no que respeita ao desrespeito pelos Direitos Humanos, não só nas áreas de conflitos bélicos, de caráter religioso ou político, que por isso são mais visíveis e manipuladores das consciências, mas também e sobretudo no que aos valores da vida humana, aos direitos conquistados e às condições de sobrevivência de milhares de milhões de pessoas, que sem outro motivo senão a ganância, mata mais gente do que as guerras reais ou imperiais…
É fácil perceber que é a miséria extrema que alimenta as guerras, gerando líderes fortes de maus instintos e motivando o alistamento de gente sem esperança…Também é fácil perceber que é a riqueza desmesurada que alimenta as guerras, aproveitando-se de líderes fracos com “boas intenções” e convencendo os contribuintes de que o bem-estar futuro passa pelo mal-estar do presente…
Os motivos (pseudo) religiosos tanto se encontram no Oriente como no Ocidente, de um e de outro lado com mais uns pozinhos de outros interesses sem qualquer interesse para a humanidade…
No caso, que mais responsabilidades cabem à Alemanha, que não sejam de toda a União Europeia, que como Obama, foi Nobel da Paz?

Ecos da blogosfera - 17 ago.

Agora é que o Acordo Ortográfico vai ao xarco…

Do Fundamental ao Médio gastam-se 400 horas-aula com ortografia, para decorar muito e aprender quase nada.
Ernani Pimentel
Teresópolis ou Terezópolis? Responda de imediato, por favor. Se você for do Estado do Rio, respondeu TereSópolis; se de Goiás, TereZópolis. Porque as muitas placas de sinalização nas duas cidades e nos seus acessos ora apresentam o S, ora o Z. E isso acontece porque as duas letras representam o mesmo som de Z, e não há uma regra clara para escolher uma delas. A letra X também representa o som de Z em exame e exonerar. Quem está aprendendo a escrever não entende por que e quando se usa uma ou outra letra.
Responda você o motivo de três letras para representar o mesmo som de Z: fuso, fuzo, fúsil, fuzil, laser, lazer, casar, bazar, exumar... Mesmo que o professor se desdobre para arranjar uma explicação para cada caso, o aprendiz, quer brasileiro ou estrangeiro, se sente perdido, confuso, desanimado... e o pior: conclui que apreender português é muito difícil, que nada tem lógica etc. 
Perto de Natal (RN), no caminho e nas adjacências de uma bela praia, muitas placas apresentam a grafia Genipabu, e várias outras, Jenipabu. Nem as autoridades sabem, portanto, usar G ou J, porque antes de E ou I as duas letras representam o mesmo som. Há uma regra dizendo que palavras de origem indígena, árabe ou africana se escrevem com J, mas ninguém está preparado para usá-la, porque já não se ensinam mais origens e radicais. Seja sincero. Você é capaz de saber todas as palavras de origem africana, indígena e árabe? Então essa regra não serve. O iniciante mais uma vez se frustra e acaba deixando de lado o estudo da grafia, ampliando sua dificuldade de escrever e ler. O mesmo acontece com o uso de outras letras e do hífen. 
Do Fundamental ao Médio gastam-se 400 horas-aula com ortografia, para decorar muito e aprender quase nada. É nesse interregno que nasce o desânimo e a crença de que português é muito difícil, criando o bloqueio gerador do analfabetismo funcional e causador do fato de que apenas 20% da população pode ser considerada plenamente alfabetizada. 
Quando algumas dessas regras forem simplificadas, haverá uma economia de tempo (250 horas-aula) e dinheiro (R$ 2 bilhões por ano) e um aprendizado mais eficaz e prazeroso. Pode-se prever uma forte redução nos índices de analfabetismo e na taxa de rejeição ao estudo da língua, simultaneamente fortalecendo a inclusão social. E mais: a quantidade de cidadãos plenamente alfabetizados (capazes de ler e produzir textos mais profundos) pode ser multiplicada por dois, três, quatro ou cinco. 
Isso significa dizer que na mesma proporção crescerá o número de leitores e autores, permitindo uma produção literária, intelectual e científica jamais vista, criando saber e riqueza suficientes para colocar estrategicamente nossos povos e países em estágio muito superior de respeito e influência internacionais. 
Ernani Pimentel é professor e presidente do Centro de Estudos Linguísticos da Língua Portuguesa
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O novo Acordo Ortográfico entrou em vigor em Janeiro de 2009. Mas, até 2015, decorre um período de transição, durante o qual ainda se pode utilizar a grafia actual.
Daniel Ricardo

Contramaré… 17 ago.

Os serviços de espionagem da Alemanha ficaram comprometidos neste sábado pelas revelações que apontam que escutaram "por engano" conversas de Hillary Clinton e John Kerry e fizeram um acompanhamento sistemático da Turquia, em contradição com a afirmação da chanceler Angela Merkel de que não se espionam aliados e um mês após pedir ao chefe da CIA que deixasse a Alemanha por práticas de espionagem "entre amigos" e da detenção de um espião duplo alemão que vazou aos EUA documentos internos.