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sexta-feira, 20 de maio de 2011

E hoje dá-se mais um passo para outra lusofonia!

13 de Maio de 2011 ficará registado com um dia grande na história da lusofonia: a criação da Associação dos Portos de Língua Portuguesa culmina um processo que teve tanto de exigente como de célere.
Trabalho iniciado em Setembro de 2008, no 1.º Encontro de Portos da CPLP, em Leixões. Seguiram-se mais dois encontros, em 2009 no Brasil e em Luanda no ano passado, com reuniões intermédias, em Cabo Verde e em Maputo, onde foi aprovado o Projecto de Estatutos da APLOP.
O objectivo primacial da APLOP tem a ver com a vertente económica, em que o aumento das relações comerciais entre os portos da CPLP é fundamental. E isto porque a cultura e a educação precisam de uma base sólida da parte da economia, sentimento partilhado por todos os responsáveis das administrações portuárias de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Príncipe e Timor.
Parece que o conceito de lusofonia começa a ser mais abrangente e a envolver a economia (real) e esta é uma boa notícia para os nossos empresários transacionáveis arregaçarem as mangas, criarem emprego e deixarem de pensar nos dias de férias dos trabalhadores (desempregados)…
O encontro, no próximo dia 20, em Luanda, instituído no âmbito da criação da organização (CPLP), visa abordar temas como “A consolidação da estabilidade financeira e a recuperação económica no período pós-crise na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e Acordos de dupla tributação no seio da Comunidade” e realiza-se bienalmente, desde 2009.
Para o encontro dos ministros das Finanças está confirmada a participação do Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste (e Angola).
Será mais um passo para a concretização de um projeto (pragmático), que nos liberte, a todos os países lusófonos, das garras da (pre)potência alemã e dos países “do norte”?Só é pena que o nosso governo não fale sobre o tema e anuncie a vontade, para acreditarmos que é possível percorrer outros caminhos, em que não sejamos obrigados a baixas temperaturas e sem calor humano. E é inquietante, tanto silêncio do poder, como dos nossos media…
O governo moçambicano vai propor o perdão do remanescente da dívida a Angola, no valor de 21,6 milhões de euros (resultado de importações de petróleo na década de 1980), para aplicar a verba no "setor produtivo", anunciou o Ministério das Finanças moçambicano, pedido que será feito à margem da reunião dos ministros das Finanças da CPLP.
Afinal, renegociar, ou reestruturar o que devemos, parece que não é tabu, e se este encontro não servir para mais nada, que ao menos Moçambique consiga o perdão, porque a nós ninguém perdoa…

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