terça-feira, 13 de novembro de 2012
Não desisti...
O que caracteriza hoje a UE, em 1º lugar, é o MEDO!
O velho continente enfrenta, ao mesmo tempo, uma crise económica moderada, uma grave crise política, uma dramática crise de civilização e uma crise espiritual que pode ser mortal, avisa o filósofo polaco Marcin Król.
Sabemos que a Europa esteve quase sempre em crise. A diferença entre uma apreensão permanente da crise tal como era sentida no passado e a situação atual tem a ver com o facto de que, antigamente, a Europa mantinha uma capacidade de autorreflexão e autocrítica que lhe permitia ultrapassar as crises sucessivas. Essa faculdade já não está ao seu alcance. A Europa de antes já não existe, simplesmente.
É-nos difícil imaginar o futuro do mundo sem a Europa, talvez não a Europa líder, mas a Europa portadora de normas básicas, bem como de princípios para nós próprios e para as gerações futuras. A Europa é a nossa forma de existência, a única que temos. Quando a Europa foge, desaparece e enfraquece ao extremo, olhamos para ela sem saber o que fazer.
O medo intelectual e espiritual
Na maior parte das vezes, surgem 3 tipos de resposta. A primeira faz apelo a um regresso às soluções já experimentadas, sob as suas diversas formas de Estado-Providência ou social-democrata.
O segundo tipo de resposta consiste em dizer que a crise não é nem única nem principalmente de natureza económica e exige uma mudança política. Entre as visões políticas mais características encontramos a de uma Europa federal, ligada por fortes laços internos. Esta visão simpática é, no entanto, tão velha quanto a Europa e sempre se mostrou errónea. O seu maior defeito é que não há uma única sociedade europeia que deseje uma Europa federal, pela simples razão de que, mesmo que conseguíssemos criá-la, essa Europa seria completamente diferente daquilo que consideramos como a nossa forma de existência.
Por fim, o terceiro tipo de resposta baseia-se na convicção de que a retoma económica irá melhorar automaticamente todos os domínios da vida europeia.
Todas estas respostas têm uma coisa em comum: buscam a solução no presente. Queremos resolver as questões aqui e agora, utilizando, de preferência, meios bem conhecidos, mas usando-os melhor. Fazemos apelo às medidas habituais, não por falta de imaginação ou de coragem, mas por que não sabemos como agir de outra maneira. Se pensarmos bem, poderemos dizer que o que caracteriza, em primeiro lugar, a Europa de hoje é o medo. E não é o medo de um possível colapso da moeda, mas sobretudo o medo intelectual e espiritual.
Os problemas são conhecidos
O atual estado de impotência da Europa foi induzido pelas quatro grandes fraturas da espiritualidade e do espírito dos tempos modernos. A primeira oposição é entre a religião e o mistério como chave de compreensão do mundo e a afirmação de que a religião é uma superstição. A segunda é o nacionalismo e o Estado-nação contra os valores e as práticas do universalismo. A confrontação entre o utilitarismo, ou a procura do prazer e a propensão dos indivíduos para se circunscreverem a objetivos prudentes e limitados é a terceira fratura. Seguida daquela que separa a democracia, ou seja, a comunidade e o liberalismo como motores da liberdade individual.
Sabemos quase tudo sobre a crise atual. Os economistas brilhantes sabem perfeitamente que é impossível suportar a amplitude das dívidas públicas, que a Grécia há muito que ultrapassara os limites, e que deixar a especulação financeira escapar a todo o controlo dos governos conduziria à catástrofe.
Não ignoramos o declínio demográfico e os desastres que estão para vir em áreas como as reformas, a saúde e a educação. […] Tudo isto é bem conhecido, mas os políticos não querem ver ou não são capazes de compreender intelectualmente esses problemas.
Qualquer reação séria requer decisões impopulares e é isso o que mais temem os responsáveis políticos das democracias atuais. Digamos simplesmente que, por exemplo, a reforma das pensões recentemente introduzida em quase todos os países europeus deveria ter sido posta em prática há 10 anos para poder dar resultado. Acrescentemos também que os especialistas em educação da UE pressionam a educação europeia a substituir as universidades por escolas profissionais, o que testemunha uma incompreensão total do facto de as ciências humanas se apoiarem na filosofia e as ciências puras na matemática. Atualmente, estas disciplinas são as menos subsidiadas.
Determinar o interesse comum
Sabemos tudo isto. O nosso problema não é a incapacidade em prever, mas a nossa relutância em agir. Além do mais, os métodos técnicos de saída da crise, preconizados por muitos economistas, são tão ineficazes economicamente como totalmente inadaptados para eliminar as fontes subjacentes, espirituais e intelectuais desta crise.
A democracia enquanto ideia de comunidade por natureza deve referir-se a todos os cidadãos. Deve excluir qualquer caráter elitista, tendo em conta a irracionalidade tanto à escala individual como coletiva. Para unir estes dois elementos convém explicar à comunidade democrática o que é exatamente o seu interesse comum ou, então, produzir um estado de emoção coletiva quando esse interesse é claramente visível (aquilo a que, no passado, chamávamos patriotismo). O interesse comum consegue, mais do que o bem comum, unir os cidadãos, apesar das divergências de convicções sobre muitas questões.
No entanto, para determinar qual é o interesse comum, precisamos de compreender quais são os interesses particulares ou de grupo. Também precisamos de saber como construir as prioridades e hierarquizar os interesses. Só um consenso sobre essa hierarquia nos permitirá seguir em frente, muito para além da simples correção da presente situação. Atualmente, tal coisa é impossível.
à(s)
11/13/2012 10:30:00 a.m.
Publicada por
Contra.facção
0
comentários
Etiquetas:
Culturas,
Democracia,
Demografia,
Economia,
Educação,
Filosofia,
Finanças,
História,
Igualdade,
Património,
Pedagogia,
Política,
Psicologia,
Regulamentação,
Sociologia,
União Europeia
Contramaré… 13 nov.
Vai ser criado um Banco de Medicamentos, que as Misericórdias passam a disponibilizar de forma gratuita aos utentes mais carenciados. Trata-se de uma parceria entre o Estado, o Setor Social e a Indústria Farmacêutica. Os medicamentos que já não vão entrar no circuito comercial, porque estão a 6 meses do fim do prazo serão colocados numa plataforma informática, a que as Misericórdias têm acesso, solicitando os que necessitam.
à(s)
11/13/2012 07:30:00 a.m.
Publicada por
Contra.facção
0
comentários
Etiquetas:
Comunicação social,
Contramaré
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Tudo como então, depois do Forte de São Julião…
Não tenho qualquer tipo de ódio para com a chanceler Merkel. Para mim é apenas uma política em quem não votei e de quem discordo, que considero não estar, nem por sombras, à altura deste momento histórico. Ainda assim, acho o nosso primeiro-ministro bem menos merecedor de respeito.
Daniel Oliveira
Nada tenho contra os alemães. Porque nada tenho contra qualquer povo e porque, no que especialmente toca aos alemães, são um povo que conheço bem. Fiz na Alemanha bons amigos. E, mesmo politicamente, a maioria das pessoas que conheci na Alemanha estão-me muito mais próximas do que aqueles que me governam aqui.
Tenho pela história da Alemanha as perplexidades que muitos europeus têm. Não considero que ela tenha de diminuir os alemães das gerações que se seguiram à guerra e ao Holocausto. Apenas penso que todos os países devem aprender com a sua história. Com o que ela tem de nobre e com o que ela tem de crime. Nós, por exemplo, com o colonialismo e a guerra colonial. E não acho que, nessa matéria, os alemães sejam mais esquecidos do que os restantes povos. Pelo contrário, o que se compreende pela magnitude do crime que mancha a sua memória. Assim como penso que um povo que mereceu de todos os europeus tanta solidariedade - para a sua reconstrução e para a sua reunificação - devia ser especialmente sensível para com a necessidade de ser solidário com os outros.
Penso que, na Alemanha, domina um sentimento em relação aos povos do Sul que resulta de um absoluto desconhecimento da nossa realidade, que pinta os portugueses, os gregos, os espanhóis e os italianos como povos preguiçosos. E considero esse retrato inaceitável. Se os alemães não querem, e têm todo o direito a não o querer, ser retratados como um povo xenófobo e intolerante, não podem cometer a mesma injustiça com os outros.
Como português, responsabilizo, antes de tudo, aqueles que, tendo sido eleitos por nós, se recusam a representar os nossos interesses e se colocam numa posição de servilismo, antipatrótica e complexada. Não somos, ao contrário do que disse o ministro das Finanças, o melhor povo do Mundo. Mas também não somos pior do que qualquer outro. Merecemos o mesmo respeito.
É como europeu que hoje me manifestarei contra a presença da chanceler Merkel em Lisboa.
Porque considero que a Alemanha, depois de se ter oposto à criação do euro e de ter feito exigências pouco sensatas para que ele nascesse, tem fortes responsabilidades na atual arquitetura de uma moeda presa por arames. Porque considero que o atual governo alemão impediu uma intervenção rápida na Grécia, quando a crise começou, não deixando que se travasse uma epidemia europeia e, por razões meramente eleitoralistas, deixou que tudo ganhasse dimensões impossíveis de controlar. Porque considero que o governo alemão tem sido a principal força de bloqueio às alterações mais urgentes no euro e na União: mudança do estatuto do BCE, criação de títulos da dívida europeus, orçamento europeu que não seja apenas simbólico, harmonização fiscal na Europa e um programa para o crescimento.
Porque considero que a política de "contenção salarial" alemã, começada por Schroeder e continuada por Merkel, criou um tal desequilíbrio nas trocas comerciais dentro da União Europeia que torna inviável o mercado único e obrigará os países que queiram sobreviver ao regresso ao protecionismo dentro da própria Europa.
Porque considero que os moldes dos "resgates" aos países em dificuldades tiveram como único objetivo resgatar a banca alemã e francesa, destruindo, para isso, qualquer possibilidade de salvar as economias dos países periféricos. É mentira que a Alemanha esteja a pagar a crise europeia. Ela tem permitido à Alemanha financiar-se a juros negativos e o financiamento da troika tem servido apenas para garantir um saque às economias periféricas com o objectivo de dar tempo à banca alemã para se livrar dos maus investimentos que fez.
Hoje, protesto contra duas coisas: a cegueira e a humilhação.
A cegueira de uma chanceler que abusa dos seus poderes para impor a todos uma política económica e financeira suicida e que trava todas as possíveis soluções para a crise financeira da Europa. Que vive a pensar nos ciclos eleitorais internos e destrói os alicerces da solidariedade europeia. Que está errada na estratégia para combater a crise financeira, económica, social e política da Europa, não tendo aprendido as lições dos anos 30, que tão trágicas foram para o seu próprio país.
A humilhação de quem sente que esta visita é um ato de provocação, para consumo interno alemão. E a humilhação de quem faz parte de um País que passou a ser tratado como um protetorado.
Dito isto, é contra o meu governo que, antes de tudo, estou. Um governo que não se dá ao respeito, que me envergonha de cada vez que se põe ao lado de interesses antagónicos aos nossos e que se rebaixa perante a injustiça da lei do mais forte. O que farei hoje, protestando contra a chanceler Angela Merkel, é explicar a Pedro Passos Coelho que não acompanho a sua subserviência. Nunca a acompanharei. Que, como português, me recuso a perder a minha dignidade. E que, como europeu, me recuso a ser menos cidadãos do que qualquer alemão.
Quem acha que isto representa qualquer tipo de xenofobia contra os alemães não percebe rigorosamente nada do que está em causa.
à(s)
11/12/2012 09:00:00 p.m.
Publicada por
Contra.facção
0
comentários
Etiquetas:
Constituição da RP,
Democracia,
Desemprego,
Economia,
Filosofia,
Finanças,
FMI,
Igualdade,
Impostos,
Património,
Pedagogia,
Política,
Psicologia,
Regulamentação,
Sociologia,
União Europeia
Ecos da blogosfera – 12 nov.
à(s)
11/12/2012 06:00:00 p.m.
Publicada por
Contra.facção
0
comentários
Etiquetas:
Blogosfera,
Culturas,
Democracia,
Direitos Humanos,
História,
Igualdade,
Justiça,
Património,
Política,
Psicologia,
Regulamentação,
Sociologia,
TIC
Afinal os duetos (de género) estão na moda!
Esta é a primeira vez que filiados escolhem quem encabeçará a lista do partido nas eleições parlamentares. São indicados Jürgen Trittin, líder dos verdes, e Katrin Göring-Eckardt, vice-presidente do Parlamento alemão.
![]() |
Jürgen Trittin
e Katrin Göring-Eckardt
|
O Partido Verde alemão nomeou Jürgen Trittin, ex-ministro do Meio Ambiente e líder parlamentar do partido, e Katrin Göring-Eckardt, vice-presidente do Parlamento alemão, para encabeçar a lista do partido nas eleições parlamentares do ano que vem. A dupla foi escolhida entre 15 candidatos – entre eles a presidente dos Verdes, Claudia Roth, e a ex-ministra da Agricultura Renate Künast que encabeçou, junto com Trittin, a campanha de 2009.
É a primeira vez na Alemanha que os cabeças de lista para as eleições federais são eleitos diretamente pela base de um partido. Cerca de 62% dos 60.000 filiados participaram da escolha, cota superior à esperada. Cada filiado pôde votar em 2 dos 15 nomes, sendo que pelo menos 1 dos votos devia ser destinado a uma mulher.
Jürgen Trittin, 58 anos, recebeu 71,9% dos votos e saiu da eleição fortalecido como figura de proa entre os ambientalistas alemães. Originário da Alemanha Ocidental e da ala esquerda do partido, foi um ministro do Meio Ambiente muito popular durante o governo do chanceler Gerhard Schröder, entre 2005 e 2009. Na altura, os verdes formaram coligação com o Partido Social-Democrata (SPD).
Surpresa
Katrin Göring-Eckardt, 46 anos, nasceu no estado da Turíngia, então Alemanha Ocidental, e pertence à ala pragmática. A sua eleição, superando Roth e Künast, duas das maiores figuras femininas do partido, foi considerada uma surpresa, obtendo 47,3% dos votos válidos.
A um ano das eleições, o Partido Verde tem entre 12% e 15% da preferência do eleitorado, segundo as últimas sondagens, e conta com boas hipóteses de voltar ao governo alemão. Os verdes podem tornar-se na 3ª força política na câmara baixa do Parlamento alemão, onde tem atualmente o 5º lugar em número de deputados. Poderão obter uma eleição histórica, ultrapassando o recorde de 2009, quando obtiveram 10,7%.
O líder parlamentar do SPD, Thomas Oppermann, classificou a eleição da dupla como uma boa escolha. "Göring-Eckardt e Trittin são grandes oradores e bons políticos de campanha", elogiou o social-democrata, observando haver boas hipóteses de que, com os 2 verdes, os 2 partidos consigam derrotar a atual coligação de governo nas urnas.
Apenas o reparo que se impõe, registando que o BE só foi original no dueto que fez para a liderança, enquanto na Alemanha o dueto do Partido Verde se confine às próximas eleições…
Um outro registo que se destaca, é a eventual coligação entre um partido Social-Democrata e um partido de esquerda (radical?)…
Outra inovação alemã (afinal há inovação), que devia ser adotada em todo o mundo democrático, é os cabeças de lista terem sido eleitos diretamente pela base de um partido…
Regista-se, fazendo votos de que consigam mandar a Sra. Merkel para a reforma, com os mesmos direitos dos reformados na Alemanha…
à(s)
11/12/2012 04:00:00 p.m.
Publicada por
Contra.facção
0
comentários
Etiquetas:
Democracia,
Filosofia,
História,
Igualdade,
Pedagogia,
Política,
Psicologia,
Regulamentação,
Sociologia,
União Europeia
AS VERDADES custam a ouvir-se…
Hoje, Ângela Merkel vem a Portugal. São 5 horas de alto risco, mas a chanceler alemã está “munida” de várias manifestações populares como acompanhantes ao longo de todo o trajecto.
Também hoje a página de Facebook do Tugaleaks vai acompanhar a par e passo todas as manifestações com informações, fotos e opiniões durante todo o dia.
O vídeo que podia “incendiar” a Alemanha, pela sua verdade, foi feito por Marcelo Rebelo de Sousa, com o título “Ich Bin Ein Berliner” foi rejeitado pelas autoridades Alemãs e assim “impedido” de circular pela Alemanha. O vídeo é algo parecido com o que surgiu há alguns meses quando os finlandeses deram a entender que não queriam participar na ajuda a Portugal.
O produtor do vídeo, Rodrigo Mota de Deus, já enviou uma nota de protesto à embaixada Alemã em Portugal pela recusa da divulgação do vídeo, que conta como Portugal trabalha e se esforça mais do que a Alemanha, bem como apoiou decisões da Alemanha no passado.
Versão Portuguesa
Deutsch Version
à(s)
11/12/2012 09:00:00 a.m.
Publicada por
Contra.facção
0
comentários
Etiquetas:
Comunicação social,
Constituição da RP,
Culturas,
Democracia,
Desemprego,
Economia,
Finanças,
História,
Igualdade,
Impostos,
Justiça,
Política,
Psicologia,
Regulamentação,
Sociologia,
União Europeia
Contramaré… 12 nov.
"Merkel é um símbolo de todas as decisões políticas erradas que têm afetado nosso país", afirma João Camargo, ativista formado em economia pela London School of Economics. "É claro que as dívidas são um grande problema para Portugal e para muitos países europeus. Mas a política de Angela Merkel é um perigo não apenas para Portugal, Espanha ou Grécia e sim para toda a Europa".
Muitos portugueses criticam a relação próxima que o governo português mantém com Angela Merkel e a suposta submissão de Passos Coelho perante a chanceler alemã é tema frequente de graffitis nas ruas e de protestos.
à(s)
11/12/2012 07:00:00 a.m.
Publicada por
Contra.facção
0
comentários
Etiquetas:
Comunicação social,
Contramaré
domingo, 11 de novembro de 2012
Mas quem consegue prever o mundo em 2060? LOL!
![]() |
Isaac Newton previu o fim do mundo em 2060
|
O atual grupo de nações desenvolvidas vai ter a sua importância económica muito diminuída nas próximas décadas e será a Alemanha quem mais vai perder com a globalização. A conclusão, consta de um estudo a longo prazo da Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento. A OCDE prevê que em 2025 a China e a India juntas já ultrapassem o produto interno bruto do atual G7 no seu conjunto e em 2060 os dois colossos asiáticos dominem a economia mundial.
Segundo o estudo, a China deverá ultrapassar os Estados Unidos já nos princípios de 2016 e tornar-se a primeira economia do globo. A OCDE estima que em 2060, o PIB combinado da China e da Índia vai equivaler a 46% do PIB bruto mundial, um aumento de 24% relativamente a 2011.
Nessa altura o Brasil e a Indonésia deverão ocupar as posições que se seguem à China e à India. Quem mais perde são os países industrializados “tradicionais” que verão a sua importância económica diminuir progressivamente nos próximos 50 anos.
Envelhecimento da população "pesa" sobre os países industrializados
Os 34 países membros da OCDE, que atualmente representam 65% da produção industrial mundial, apenas devem representar 43% em 2060. O estudo da OCDE estima uma taxa anual de crescimento na ordem dos 3%.
Entre os países desenvolvidos a Alemanha é o que mais deve perder, segundo a OCDE. O país deve passar de 5º para 10º lugar no ranking das economias mundiais, atrás mesmo da França.
As razões para este “declínio” prendem-se em grande parte com o envelhecimento da população, já que países com populações em média, mais jovens, como o Brasil, não terão dificuldades e ultrapassar em crescimento os países europeus e o Japão que contam com maior envelhecimento populacional.
No caso da Alemanha a OCDE estima que esse fator de envelhecimento populacional não poderá ser compensado pela imigração. “Esperamos que em 2060, a proporção de pessoas com mais de 65 anos quase duplique, relativamente ao grupo etário entre os 14 e os 64 anos, atingindo quase 60%”.
Neste cenário de longo prazo, que a OCDE admite estar sujeito a grandes incertezas, a fatia do PIB mundial que a Alemanha representa descerá dos atuais 4,8% para 2%.
Este decréscimo representa uma queda de 58%, que é a maior entre os 42 países analisados, que incluem os 34 membros da OCDE e as 8 maiores economias emergentes.
O Japão, que também sofre do mesmo problema do envelhecimento populacional, terá uma queda equivalente a 52%.
Gurria: "Um mundo fundamentalmente diferente" para os nossos filhos e netos
Neste contexto, a OCDE prevê que em 2060 a economia alemã cresça apenas 1,1% anualmente, o que deixa o país no fundo da escala de crescimento acompanhado do Luxemburgo.
Na apresentação do estudo o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria resumiu numa frase as consequências que estes números deixam antever: “O mundo em que vão viver os nosso filhos e netos será fundamentalmente diferente do mundo atual” disse.
Estudo da OCDE coloca economia portuguesa a crescer a uma média de 1,4% ao ano, até 2060, número superior a economias como a da Alemanha e a do Japão, prevendo que a Grécia e a Itália acompanhem Portugal.
Em comparação com a Alemanha, verifica-se que Portugal conseguirá melhor desempenho, já que o ‘motor’ da Europa não conseguirá crescer mais do que 1,1% do PIB ao ano, o Luxemburgo se queda pela mesma percentagem, enquanto o Japão se fica pelos 1,3%.
Outro país em crise, a Espanha, crescerá 1,7%, segundo antevê a OCDE neste estudo.
Portugal, Grécia e Itália, no entanto, manterão até 2060 níveis elevados no que diz respeito ao desequilíbrio das contas públicas. O défice destes países deve atingir um mínimo de 10% do PIB e um máximo de 15%, nas próximas décadas, até 2060.
Penso que ninguém acredita em previsões, seja de quem for, para daqui a 48 anos, sobretudo porque a mesma instituição se engana nas previsões para 1 ano…
A maior parte de nós não será testemunha destes astrólogos e até lá, os sobreviventes poderão verificar o “lapso” (é assim que se chama a um desmentido feito pela realidade) ou confirmar o estudo, embora até lá tenham que tomar conhecimento de mais uns 480 estudos, no mínimo…
Uma coisa é certa, quem está em cima só pode descer e quem está em baixo só pode subir (não são precisos estudos nem jogar aos búzios), mas descer ou subir tanto, embora possível, não parece credível. Seria bonito, daqui a 48 anos estarmos a dar (mais) uma “ajudinha” à Alemanha, para mostrar ao mundo, mas sobretudo aos alemães, que somos gratos e pagamos com a mesma moeda e com os mesmos juros e imposições…
Outra coisa é certa, e não sei se o estudo teve em conta, mas para que tal previsão se concretizasse, teria que haver outras medidas económico-financeiras que não estas, talvez muitas convulsões sociais e cambalhotas político-ideológicas, talvez uma guerra (im)previsível embora evitável, talvez um cataclismo natural… Futurologia.
Curiosamente, Isaac Newton previu o fim do mundo, exatamente em 2060, com base na Bíblia e nas profecias de Nostradamus, o que tira todo o interesse às previsões da OCDE…
De concreto, tendo em conta o presente, não deixa de ser absurdo justificar-se a queda abruta da Alemanha, pelo envelhecimento da sua população, com muita gente acima dos 65 anos, já que, hoje, defendem para os outros o aumento da idade da reforma para os 67 anos (e há quem pense nos 70 anos), o que afinal conduz ao descalabro das nações. Isto é que se chama morrer do remédio que receitaram para os outros…
Enfim! Vamos esperar, mas não vamos ver, mesmo que acontecesse…
à(s)
11/11/2012 09:00:00 p.m.
Publicada por
Contra.facção
0
comentários
Etiquetas:
Democracia,
Demografia,
Economia,
Finanças,
História,
Política,
Psicologia,
Regulamentação,
Sociologia,
União Europeia
Ecos da blogosfera – 11 nov.
à(s)
11/11/2012 07:00:00 p.m.
Publicada por
Contra.facção
0
comentários
Etiquetas:
1º ODM,
Blogosfera,
Constituição da RP,
Democracia,
Demografia,
Direitos Humanos,
Economia,
Finanças,
FMI,
Impostos,
Justiça,
Pedagogia,
Política,
Psicologia,
Regulamentação,
Sociologia,
União Europeia
Subscrever:
Mensagens (Atom)









