(per)Seguidores

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Contramaré… 9 ago.

O Governo prepara uma nova medida que obriga as empresas do sector e as famílias a pagarem todos os custos associados à supervisão, acompanhamento e fiscalização das concessões de electricidade e gás natural que, até agora, eram suportados pela Direcção-Geral de Geologia e Energia.
Os consumidores de electricidade pagam hoje quase tanto em subsídios como em energia. Estes encargos pesam hoje mais de 40% no bolso das famílias.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Até no SISTEMA de esgotos os ratos engordam!

Nas últimas semanas entraram malas de dinheiro em Portugal. Dinheiro que havia saído ilegalmente, passou por cá, foi amnistiado, pagou imposto e voltou, quase todo, a sair. Sem cheiro nem mácula, uma limpeza. Limpando consciências. Limpando até culpas de casos como o Monte Branco, de Michel Canals. O cofre do Fisco é um lavatório.
É conhecido por uma sigla-palavrão, RERT III, e é basicamente uma amnistia fiscal. Terminou ontem, não foi a primeira, foi a mais rentável de todas.
Estamos a falar de dinheiro, muito dinheiro, que ao longo de anos saiu ilegalmente de Portugal. Desde património que saiu depois do 25 de Abril até rendimentos escondidos incluindo, suspeita-se, rendimentos ilícitos. Estamos a falar de dinheiro não declarado ao Fisco, de capitais que saíram pelas enormes nesgas dos sistemas financeiros e dos seus intermediários. Com esta amnistia fiscal, mais de 2,7 mil milhões de capitais que tinham fugido ilegalmente de Portugal vieram, nas últimas semanas, absolver-se de culpa. 2,7 mil milhões. É mais do que o Estado corta este ano em pensões e salários dos funcionários públicos.
Os Estados fazem estes programas por pragmatismo. O dinheiro não voltará doutro modo, mais vale abrir as carteiras e fechar os olhos. Assim é em Portugal, como em Espanha. Quase sempre com grande incidência na Suíça, o país da lucrativa neutralidade. E fazem-no para ter receita fiscal na legalização e para ver capital entrar no país, melhorando a balança de pagamentos e injectando liquidez nos bancos.
Desta vez não foi assim. O Estado abdicou da entrada dos capitais, bastou-lhe cobrar um imposto, 7,5% sobre o capital legalizado. A receita ultrapassou os 200 milhões. O Governo fará disto um sucesso. É o imposto do branqueamento legal. É pragmatismo limpo. É capitalismo sujo.
A Europa está tão ocupada com o risco sistémico que não lhe interessa o risco moral. Está tão sequiosa de capital que não lhe olha à proveniência. Os evasores, se pagarem, são capitalistas bem-vindos. Não somos mais um Estado de bem, tornámo-nos um Estado de bens. Quem os tem, vem.
Há a moral, há a lei e depois há a justiça. E aqui há uma suspeita que se torna legítima, e que é grave. Uma das razões para esta amnistia ter sido tão lucrativa foi o facto de o dinheiro não ter de ficar em Portugal, viajou num vaivém, aninhando-se de novo nas almofadas de uma conta estrangeira onde não se fazem perguntas. Mas há outra razão. A operação Monte Branco. Ou um enorme calafrio.
Como o Negócios hoje revela, nas últimas semanas houve uma corrida à amnistia. Na base dessa corrida terá estado a mediatização do caso Monte Branco, de Michel Canals, e o profuso noticiário sobre gente suspeita, buscada e escutada, que encheu a quota nacional de escândalos de colarinho branco. O próprio secretário de Estado Paulo Núncio admitiu já a correlação. A pergunta é: é para isso que a Justiça se faz notícia, para causar medo e levar os endinheirados a pagar impostos?
Quando alguém adere ao RERT, assina um papel em que assume ter tirado ilegalmente dinheiro de Portugal. É uma confissão de culpa, arquivada no esquecimento do sistema. Em troca, paga 7,5% para ser amnistiado. É uma factura comprada de inocência.
Isto não é justiça, é cobrança de impostos. Já vimos disto na Operação Furacão e está criada a expectativa de arquivamento de casos de evasão fiscal da Operação Monte Branco se os suspeitos pagarem as dívidas que lhes puserem à frente. É difícil ser mais eficaz e, ao mesmo tempo, assustador. Será por isso que os "famosos" que são arguidos, escutados, denunciados nunca são sequer julgados? Porque pagam para não o serem? E, pior, será para levá-los a isso que o circo é montado, manipulando a Justiça? Não, não pode ser verdade. Deve ser o ar de Agosto, sol a mais, as férias, o sal do mar pelas narinas. Ou então… Não, não pode ser.

Ecos da blogosfera - 8 ago.

Assim não dá para gastar latim! Só por vias de facto…

Com um mero clique, os jovens negociantes da City podem derrubar governos ou ameaçar a sobrevivência do euro. Mas, como os próprios admitem, têm dificuldade em interpretar os sinais equívocos dos líderes europeus. Agem com cautela, num círculo vicioso que alimenta a crise da dívida.
Negociantes na corretora londrina ICAP discutem preços numa sala de mercados
James Konrad, de 27 anos, apreciador de livros e bem-educado, costumava ganhar a vida numa empresa de apostas desportivas, avaliando as probabilidades de o terreno lamacento afetar as capacidades físicas dos cavalos nas corridas. Agora, aceita apostas sobre o terreno lamacento da política europeia.
James Konrad negoceia obrigações da zona euro, no valor de cerca de 3.770 milhões de euros por dia em nome do Royal Bank of Scotland. As probabilidades são quase igualmente duvidosas nas duas áreas, mas aos montantes que movimenta no seu emprego atual, e que parecem deixá-lo atordoado, são incomparavelmente maiores. "Como é que faz alguém perceber que negociou obrigações no valor de mil milhões?" "Mil milhões. É fácil perdermo-nos nos zeros."
O mercado obrigacionista revelou-se um protagonista de peso na crise económica na Europa, representando uma deslocação decisiva de poder dos políticos para os investidores e para uma obscura legião de banqueiros. As suas decisões coletivas de rotina podem agora fazer cair governos e detêm a chave da sobrevivência do euro.
Esse mercado parece um enorme Golias para quem está de fora, mas, em entrevistas, os próprios operadores financeiros que negoceiam em obrigações têm confessado que têm medo e se sentem confusos. Presentemente, estes operadores gerem níveis espantosos de risco e riqueza em nome dos investidores – cerca de 6,7 biliões de euros em dívida pública da zona euro, segundo o Banco Central Europeu.
'Até ao enésimo grau'
As preocupações económicas de fundo são que alguns países europeus devam demasiado dinheiro e que o mercado reaja fortemente a esse facto. Muitos investidores temem que deter dívida pública europeia envolva riscos a médio e longo prazo e tomaram a decisão, que consideram racional, de reduzir as suas carteiras ou mesmo de as resgatar. E, apesar de os dirigentes europeus defenderem que a moeda única sobreviverá à crise, nem todos os economistas têm tantas certezas.
Alguns operadores financeiros preocupam-se abertamente com o facto de muitos dos seus colegas não terem as competências necessárias para decifrar sinais contraditórios dos dirigentes europeus, num setor cada vez mais dependente da perceção e dedução política. Admitem que as flutuações a curto prazo das taxas das obrigações nem sempre refletem acuradamente o valor e o risco. No entanto, os operadores financeiros são tidos em conta pelos políticos em todo o leque de políticas governamentais – e são muitas vezes mal interpretados.
Os operadores financeiros são os primeiros a admitir que o resultado das suas decisões não é necessariamente coerente ou racional – ou mesmo claro, na mensagem que envia. Contudo, raramente tiveram tanto poder nas suas mãos.
"Costumávamos ser capazes de medir tudo até ao enésimo grau", disse Tim Skeet, gestor de títulos de rendimento fixo do Royal Bank of Scotland. "Presentemente, nada é mensurável. Tem menos a ver com manipular números e mais com o oráculo de Delfos."
Os economistas tendem a tratar o mercado obrigacionista como um interveniente racional, que impõe disciplina orçamental aos políticos. Os políticos acusam os "bond vigilantes" de porem em causa a recuperação da Europa e o seu prezado Estado-providência. A realidade é menos a preto e branco.
Pagar para emprestar dinheiro a Berlim
O medo existente entre os operadores financeiros e os seus nervosos investidores ajuda a explicar o motivo pelo qual as taxas para países com problemas, como a Itália e a Espanha, aumentaram fortemente e o motivo pelo qual as taxas de juro das mais fiáveis obrigações alemãs flutuaram em terreno quase negativo: os investidores estão tão aterrorizados que pagam efetivamente a Berlim pelo privilégio de lhes emprestar dinheiro.

Contramaré… 8 ago.

O ministro das Finanças do Luxemburgo e atual líder do Eurogrupo disse que uma saída da Grécia “seria gerível, mas isso não quer dizer que fosse desejável. Porque haveria muitos riscos associados para a população da Grécia”.
Instado a dizer se excluía categoricamente uma saída da Grécia da Zona Euro, Juncker respondeu, “pelo menos até ao fim do outono", acrescentando, "e depois disso também”.
Jean-Claude Juncker aproveitou também para dirigir críticas a algumas atitudes  prevalecentes na Alemanha. 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Sorrindo? Só rindo!

Quem disse que os portugueses riem menos?
Os portugueses "manifestam cada vez mais emoções negativas e inibem o sorriso devido ao contexto de crise", concluiu um investigador do sorriso, através da análise de mais de meio milhão de fotografias.
O diretor do Laboratório de Expressão Facial da Emoção e professor, Freitas Magalhães, está desde 2003 a analisar fotografias publicadas nos jornais diários portugueses, um projeto que faz parte de uma iniciativa mundial que termina em 2013.
Os resultados da investigação "Uma década de sorrisos em Portugal" indicam que "as mulheres continuam a sorrir mais do que os homens, apesar do registo descendente acentuadíssimo no primeiro semestre deste ano", ao passo que "os homens apresentam mais o sorriso fechado a partir dos 60 anos".
As crianças, por seu lado, "são as que continuam a apresentar mais frequentemente o sorriso largo, um padrão que se mantém desde 2003".
No universo das fotografias analisadas, explicou o investigador, verificou-se ainda que "a expressão facial de emoções negativas é mais frequente e intensa do que a de emoções positivas", comprovando-se que, no caso português, "a situação económico-social potenciou a inibição da expressão".
Para Freitas Magalhães, "os resultados são preocupantes pelas consequências na saúde e na interação social", uma vez que "a felicidade está na cara das pessoas e o sorriso é um sinal que está a desaparecer a olhos vistos".
Terá alguma coisa a ver com isto?
1 ministro, 9 secretários de Estado e 6 chefes de gabinete recebem subsídio. No término da legislatura, a factura passará dos 750.000 euros.
Já eram mais 10% dos 2.000 milhões do confisco aos FP e Aposentados…
Manada a manada lá se esvazia o pote!
As famílias portuguesas estão a sentir cada vez mais dificuldades em fazer face às suas responsabilidades financeiras. No final de junho, 708.500 delas tinham dívidas por pagar ao banco com mais de 90 dias de atraso, o que significa que 15,6% dos particulares com empréstimos têm créditos malparados, o valor mais elevado desde que o Banco de Portugal começou a compilar a série, em março de 2009.
Se não houvesse o confisco aos FP e Aposentados, não dessem os subsídios aos governantes, nem distribuíssem o nosso pelas Fundações Privadas, nem…
E muitos menos passariam a “vergonha”…

Ecos da blogosfera - 7 ago.

IMPÉRIO ou democracia de fachada? E PARA QUÊ?

Dividida em potentados locais sobre os quais não tem poderes suficientes, levada pouco a sério no resto do mundo, a UE faz lembrar o Japão de 1860, antes da sua modernização, garante um jornalista sueco. Mas erigir-se em verdadeira potência política pode revelar-se contraproducente.
Shogun Tokugawa
Nos anos 1860, entre os cronistas encartados do New York Tribune incluía-se um certo Karl Marx. Este escreveu que o Japão era "o último país verdadeiramente feudal, com toda a irracionalidade e a repartição [de poderes] próprias". Hoje, a União Europeia faz lembrar esse Japão de outrora, com Angela Merkel no papel do shogun.
Na época, o Japão era um mosaico de províncias feudais dirigidas por senhores locais, os daimyos, subordinados ao comandante supremo das forças armadas, o shogun. A administração do shogunato chamava-se bakufu. Havia um imperador na cidade de Quioto, mas os seus poderes eram ainda mais limitados do que os do atual presidente da UE, Herman Van Rompuy.
Os daimyos governavam os seus domínios como bem lhes apetecia, tinham moeda própria, sistema tributário próprio e exército próprio. Ignoravam frequentemente os decretos do bakufu (Bruxelas) e, quando o bakufu enviava inspetores, os daimyos (os gregos) enganavam-nos. A província de Satsuma chegou mesmo a montar aldeias fictícias, pondo os seus samurais a desempenhar o papel de camponeses. A elite japonesa passava muito tempo em Edo (Tóquio/Bruxelas), onde todo o produto das suas receitas fiscais era tragado pelas despesas de representação. Karl Marx traduzia assim o desdém da época pelo Japão: um país atrasado, cuja organização política era demasiado fragmentada para lhe permitir resolver os seus problemas.
A frustração da impotência
Mas, alguns anos mais tarde, o Japão passou a ser um dos países mais centralizados do mundo. Os japoneses esmagaram os russos – um feito não realizável por qualquer um – durante a guerra de 1905 e criaram empresas como a Mitsubishi. Que aconteceu? A resposta a uma crise, que assumiu a forma de uma globalização. O comodoro norte-americano Perry e as suas canhoneiras obrigaram o Japão a abrir-se ao comércio com o Ocidente [em 1854].
Hoje, é a Europa que está em crise. Os países do Sul não souberam adaptar as suas economias a um mundo no qual é preciso ter em conta a China industrializada. E encontram-se prisioneiros de uma moeda que lhes permitiu contrair empréstimos baratos mas que também fez aumentar o custo das suas mercadorias. A única coisa que parece ter hipóteses de salvar o euro é uma união política. Os think-tanks e os burocratas de Bruxelas sentem uma frustração semelhante à do Japão de outrora, que ninguém levava a sério. A frustração da impotência.
A situação requer uma versão europeia da restauração de Meiji: centralizar as atribuições e retirar aos Estados-Membros os poderes de decisão em matéria económica. Um cenário possível seria um reforço considerável dos poderes oficiais de Bruxelas (o imperador), enquanto um grupo de tecnocratas e políticos mexiam os cordelinhos nos bastidores. Uma democracia de fachada.
Um fator de paz? 
Bruxelas deveria em seguida disciplinar as províncias que ainda têm à volta do pescoço um nó corrediço do euro. A UE vende o projeto europeu como um projeto pacificador, desenvolvendo –erradamente – uma fixação no último cataclismo, até ao presente, no nosso caso a II Guerra Mundial. Acontece que alguns outros conflitos nasceram de movimentos de protesto locais contra decretos do poder central. É o caso da Guerra dos Trinta Anos [1618-1648].
A elite japonesa era animada por um sentimento nacional e tinha a mesma casa imperial há mais de 1.000 anos. Mas, apesar disso, foi preciso uma guerra civil, uma guerra e a introdução de um sistema escolar nacionalista, para o povo japonês se tornar verdadeiramente japonês (essa era terminou com o bombardeamento de Hiroshima). Entre nós, é preciso recuar até ao Império Romano para encontrarmos uma Europa unida.
Em resumo: a crise do euro impõe um Estado europeu, mas este tem poucas hipóteses de sobreviver. E também não será necessariamente um fator de paz. Antes pelo contrário.

Contramaré… 7 ago.

‘Eurover’ deve ser evitado a qualquer custo 
Enquanto continua a discussão sobre a eventual necessidade de a Grécia sair da Zona do Euro, os mercados de bónus ficam em pânico só de pensar sobre a Espanha. O destino da moeda comum da Europa poderia, muito em breve, estar dependurado novamente numa corda esticada. Após o ‘Grexit’ e o ‘Spanic’, já é tempo de pensar sobre Eurover.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

“Milagre” grego, bluff, ou a velha “banha da cobra”?

Atenas não consegue honrar os títulos de dívida que vencem a 20 de Agosto, num total de 3,8 mil milhões de euros.
Jornais alemães voltam a prever um futuro ainda mais negro para a Grécia. Agora, o "Der Spiegel" cita "fontes diplomáticas" para afirmar que o FMI está cansado de emprestar dinheiro aos gregos.
A confirmar-se a notícia do Der Spiegel sobre o fim da participação do FMI nas ajudas financeiras, a única solução para a Grécia será, no entanto, abrir falência em setembro e regressar à antiga moeda, a dracma, ensaio sem precedentes na zona euro que deverá abalar profundamente a economia helénica, e afetar também os parceiros europeus.
A um dia de a missão da troika voltar a avaliar a implementação do plano de ajustamento em Atenas, o FMI reitera que está envolvido no programa de assistência à Grécia, mas não desmente que pondera deixar de emprestar dinheiro ao país.
No dia em que os representantes da troika iniciam em Atenas uma nova avaliação do plano acordado para o país receber financiamento da UE e do FMI, o primeiro-ministro grego admitiu que a recessão pode ser superior a 7% este ano. E respondeu com críticas aos “responsáveis estrangeiros” que dizem que a “Grécia não vai atingir os seus objetivos”.
O Governo grego apresentou aos responsáveis da troika presentes em Atenas um novo plano de cortes orçamentais, numa tentativa de convencer os seus credores a concederem novos empréstimos ao país.
O BCE evitou provisoriamente a falência da Grécia garantindo que o banco central do país avançasse com empréstimos suplementares, escreve hoje o diário alemão Die Welt.
O governo grego deverá obter, assim, cerca de 4.000 milhões de euros em fundos suplementares, enquanto espera que a troika decida sobre a entrega em Setembro de uma nova parcela da ajuda financeira ao país, no montante de 31.300 milhões de euros.
As negociações orçamentais entre o Governo grego e a ‘troika’, necessárias para a aprovação de mais uma ‘tranche’ de 31.500 milhões de euros em empréstimos à Grécia, tiveram um “bom progresso” segundo o responsável do FMI para a Grécia, Poul Thomsen.
A economia grega vai sofrer em 2012 o 5º ano consecutivo de recessão, apesar de 2 resgates europeus, o Estado grego continua perto de uma situação de bancarrota.
As metas do programa de saneamento das contas públicas não têm sido cumpridas pelo país.
As autoridades internacionais e o governo grego chegaram a um acordo de princípio sobre o pacote de medidas que vai permitir à Grécia cortar 11,5 mil milhões de euros e garantir a continuação da ajuda europeia. As conversas para fechar o acordo serão retomadas no início de Setembro.
Segundo um membro do Ministério das Finanças grego, o pacote de medidas terá de ser finalizado no início de Setembro, antes da reunião dos ministros das finanças da zona euro. 
Depois dos resultados das últimas eleições, tudo continuou na mesma, sempre a piorar, razão para os novos dirigentes pedirem uns cobres, como prova de solidariedade e reconhecimento por o vencedor ter arredado os esquerdistas radicais.
Uma vez afastados os “anarcas” do poder, que não queriam aceitar os planos de “sucesso” da troika, toca a voltar às ameaças e bluff (sempre propaladas pela imprensa alemã), vindas do FMI, desenhando para a Grécia um futuro com a dracma, como se quem perdesse mais não fosse o euro e não só. Mas o bluff tem sempre algum efeito…
E preparando o terreno para a visita da troika e abrir um pouco o jogo, veio logo o FMI dizer que não era para cortar a ajuda ao país, quanto mais não fosse para Lagarde dizer à sua antiga chefe, que quem manda agora no FMI é ela e não recebe recados dos alemães…
Meio acagaçado, como ficou quando ganhou as eleições e adoeceu no dia da posse, o PM até admitiu que mesmo que a recessão atinja os 7% este ano, quem diz que não vão atingir os objetivos é burro… O pânico torna as pessoas irracionais, mas era mesmo isso que as ameaças pretendiam e conseguiram, só falta saber se o povo pensa o mesmo…
E tentando “enganar” os funcionários da troika, o novo PM, como os anteriores prometeu mais cortes e austeridade (já foi contra este remédio, mas…) só para conseguir mais um empréstimo, que aumentará a dívida e dificultará cada vez mais saldá-la… Os troikianos fazem de conta que acreditam…
Mas à cautela, o BCE emprestou algum para as férias da época alta, adiando para setembro a decisão “definitiva” da sentença…
O crânio dinamarquês, Thomsen, que não chegou a PM no seu país e até viu o seu partido ser afastado do poder (por incompetência), mas sabe como se governa a Grécia segundo os manuais do FMI e dentro da hipocrisia e incompetência já demonstrada nas avaliações dos países em que interveio, veio dizer que afinal as negociações obtiveram sucesso (para a troika), mesmo sabendo, ele e nós, que este é o 5º ano de recessão crescente no país e que as metas não tem sido cumpridas, fruto dos programas da sua autoria e responsabilidade…
E querem convencer o mundo, que se a Grécia continuar pelos caminhos da austeridade e com mais austeridade vão de bem a melhor, quando a realidade mostra que o precipício é o destino…
Mas até setembro, a troika sabe que pode ainda sacar algum do que “empresta” e continuará a emprestar, sempre a fazer bluff e dizendo que agora já se vê algum sucesso(?) com apenas meses de inércia…
Como nas avaliações que nos faz, a troika diz sempre que tudo corre pelo melhor (para eles) porque para os países e sobretudo para os cidadãos corre de mal a pior. Quanto pior, melhor!
Até quando terão estes “ninguéns” a lata e a “coragem” de gozarem com milhões de pessoas? PESSOAS que formam sociedades e nações soberanas e cujos dirigentes eleitos se ajoelham perante estes mercenários, sem ética, sem moral e sem sensibilidade social, curandeiros de 5ª categoria…
 É o milagre da multiplicação do pão e do peixe, mas feito por deuses menores…