(per)Seguidores

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Claro! (In)evitável é a nossa tia Merkel…

“A credibilidade financeira de Espanha é quase nula”, escreve Ambrose Evans Pritchard no diário The Daily Telegraph 
A credibilidade fiscal é nula. A credibilidade política é nula. O novo governo de Mariano Rajoy esbanjou as vantagens de ter uma maioria absoluta numa questão de meses e perdeu completamente a confiança das instituições europeias.
O editor de economia internacional do Telegraph é direto, criticando a “incompetente elite política europeia” e a sua “política reguladora, fiscal e monetária de terra queimada”. Reserva uma irritação particular para o Banco Central Europeu argumentando que  –
Está na hora de a Espanha e os estados vitimizados tomarem a iniciativa. Não podem forçar a Alemanha, a Holanda, a Finlândia e a Áustria a aceitar eurobonds, dívida comum e união fiscal e nem deviam tentar isso visto que uma iniciativa dessas implicaria a evisceração das suas próprias democracias.
O que podem fazer é utilizar a maioria de votos que têm no Conselho do BCE para forçar uma mudança na política monetária. A Alemanha tem 2 votos em 23 e o apoio incondicional de 7 ou 8, no máximo. O bloco greco-latino pode forçar o confronto. Se a Alemanha abandonar a união monetária, furiosa, em protesto, isso seria excelente.
Os latinos podiam manter o euro – até passar a tempestade – e isso permitir-lhes-ia suportar os seus contratos de dívida. Haveria um risco menor de incumprimento dos países soberanos visto que estes países iriam beneficiar de um choque de crescimento com o estímulo monetário e um euro latino mais fraco em relação ao yuan chinês, ao marco alemão e ao florim.
Esta solução não interessa à Alemanha, refere o editor de economia do diário económico alemão Handelsblatt. Num artigo intitulado “Como uma segunda reunificação”, recomenda aos que criticam a política de resgate do governo a leitura dos mais recentes relatórios do conselho económico alemão de especialistas e da Moody’s.
Ambos provam inequivocamente que o fim do euro seria bem mais dispendioso para a Alemanha do que muitos julgam.
Os conselheiros calculam que o montante de crédito que a Alemanha estendeu aos seus parceiros da zona euro ascenda a 2,8 biliões de euros. Caso a moeda única desapareça, esperam um “choque de incerteza” que representaria um abrandamento de 5% na economia, juntamente com um abrandamento a longo prazo nas exportações devido à reavaliação de cerca de 30% ou mais do novo marco alemão.
A estimativa da Moody’s é inferior – 1,9 biliões de euros – o preço da reunificação alemã – o que leva o Handelsblatt a concluir que a única alternativa de Berlim é insistir na conclusão da união monetária. O governo tem de explicar honestamente  –
...em quanto ficaria cada alternativa à crise do euro em comparação com uma saída do euro. Deveria explicar aos seus cidadãos que a solidariedade entre parceiros é necessária e que, em troca, teríamos oportunidade de criar uma Europa competitiva que correspondesse em grande parte às nossas ideias.

Contramaré… 25 jul.

Sean FitzPatrick, antigo CEO e presidente do banco irlandês, foi preso esta madrugada no aeroporto de Dublin pela polícia irlandesa, acusado de irregularidades financeiras no banco que deixou em Dezembro de 2008, um mês antes de este ser nacionalizado. Esta é a 3ª vez que Sean FitzPatrick é preso nos últimos 3 anos e meio no âmbito da investigação ao colapso do banco.
O Anglo Irish Bank foi nacionalizado em Janeiro de 2009 por 30 mil milhões de euros. 

terça-feira, 24 de julho de 2012

E quem vier a seguir que feche a porta e (a)pague a luz!

Quem, como eu e a generalidade dos portugueses, não percebe nada de Finanças nem consta que tenha biblioteca e ouve repetidamente dizer, ao fim de um ano de inauditos sacrifícios, desemprego, miséria e fome, que "estamos no bom caminho", acabando por descobrir que afinal, em Março, a dívida pública portuguesa cresceu mais 26 mil milhões em relação a Março de 2011 (reinava então Sócrates, cognominado pelo actual Governo de "o Gastador"), perguntar-se-á legitimamente onde irá dar o "bom caminho".
Mas talvez, quem sabe?, seja assim que se combate a dívida, aumentando a dívida. Como o desemprego se combate facilitando e embaratecendo os despedimentos e destruindo emprego.
Dir-se-á que nem eu nem os portugueses mais pobres cuja existência tem sido imolada no altar da dívida, somos economistas, do mesmo modo que o menino que não conseguiu ver a fatiota invisível do Rei e gritou "O Rei vai nu" não era, obviamente, alfaiate. Mas quem escute as homilias diárias dos alfaiates da política de austeridade demonstrando, mediante equações só acessíveis a pessoas inteligentíssimas e com vastas bibliotecas, que "não há alternativa", esperaria ver o Rei, já não digo com sapatos novos, mas ao menos um pouco mais apresentáveis do que há um ano.
Sobretudo depois de, em Janeiro, o alfaiate-mor ter anunciado no Parlamento que 2012 seria o "ano de viragem económica para o país".
Manuel António Pina
 
A Associação Nacional de Proprietários prevê a penhora de milhares de casas por dívidas IMI. Para o presidente da associação, esta vai ser a consequência dos extraordinários aumentos previstos para o IMI que vão agravar o valor anual a pagar pelos proprietários. "O aumento pode atingir os 400% cento", sublinha. As receitas do IMI subiram, nos últimos 11 anos, 128%, atingindo 1,1 mil milhões de euros em 2011. O aumento do IMI consta do memorando da troika.
  

A lista completa das escolas que fecham no ano letivo 2012/2013 - aqui.
Ribeiro e Castro, deputado e ex-líder do CDS/PP, defende que Portugal deve renegociar os juros da dívida com a troika e que essa ser a contrapartida principal pelo facto de Portugal estar a cumprir com o acordo assinado.
Considerou ainda que as renegociações das PPP têm que ser feitas rapidamente e que o que se fez até agora neste âmbito é muito pouco. O deputado contraria assim a tese oficial da maioria que tem insistido na ideia de que a renegociação não é necessária e diz ainda que o Governo deve cortar nas “rendas excessivas, designadamente na EDP. A Comissão Europeia voltou a colocar o assunto na agenda e muito bem”.

Ecos da blogosfera - 24 jul.

...ou seja, democracia, DEMOCRACIA? Quer dizer…

Euromitos (1/10)
Burocrática, gastadora, submissa aos lóbis... A UE é alvo de muitas críticas que não derivam de eurocéticos inveterados. Algumas justificam-se, outras nem tanto. O semanário holandês "Groene Amsterdammer" decidiu distingui-las através da análise de 10 “mitos”. Primeiro mito: o défice democrático.
O famoso “défice democrático” da Europa: um Parlamento Europeu enfraquecido pela ausência de legitimidade, um Conselho de Ministros que não mostra transparência e que não se justifica, comissários europeus nomeados, que não podemos demitir caso fracassem. Aos olhos dos eurofóbicos, todos estes argumentos são suficientes para se opor à União: os eurófilos respondem por sua vez que estas são razões para promover uma integração mais profunda. Será mesmo caso para falar de défice democrático? Se for, qual será a sua dimensão?
A democracia europeia pode ser qualificada de indireta. Não corresponde aos nossos costumes, é “diferente”. O que não quer obrigatoriamente dizer que é pior, ou menos democrática. “De facto a UE, enquanto entidade, não constitui um Estado único, dotado de um Parlamento único que controla um Governo único. É um jogo de equipa, composto por 27 democracias nacionais e um fragmento de democracia europeia”, escreve Middelaar, autor da obra “A passagem para a Europa” e membro do gabinete de Herman Van Rompuy, presidente da UE.
Esta situação suscita diversas críticas. O Parlamento Europeu tem cada vez mais poder e decide quase todas as leis. No entanto, não funciona como uma Assembleia Nacional que pode sancionar o trabalho dos ministros. Da mesma forma que a Comissão Europeia não é um Governo, mas um conjunto apartidário de tecnocratas, dirigido por comissários nomeados para os seus cargos. Será, no entanto, motivo para desejarmos outro sistema?, questionam-se os especialistas. Estaremos preparados para um Governo europeu? Não.
A UE continua a ser dirigida de forma indireta. O Conselho de Ministros, onde se tomam as principais decisões, tem de se justificar perante os parlamentos nacionais. Assim sendo, este não é diretamente responsável a nível europeu, dependendo de um controlo nacional que está, pelo menos na teoria, fortemente enraizado.
Este sistema suscita naturalmente objeções. Na medida em que o Parlamento eleito deve ser composto por um Conselho de Ministros cujos membros provenham de 27 países, a tomada de decisões é um processo longo e enfadonho. “Não se pode dizer que são tomadas decisões, elas simplesmente surgem”, constata Sebastiaan Princen, professor de administração europeia. O que torna o controlo mais difícil. A influência dos eleitores acaba por ser consideravelmente reduzida. Até à data, a ligação entre o resultado das eleições nacionais e as decisões tomadas em Bruxelas era quase inexistente; uma situação que apenas se tem vindo a alterar agora que a Europa se tornou tema de campanha eleitoral.
Por fim, não foram estas velhas objeções que alimentaram o mito do défice democrático na Europa. A fraqueza do Parlamento Europeu e a falta de transparência são problemas que foram maioritariamente resolvidos. “O verdadeiro défice democrático situa-se hoje a nível dos parlamentos nacionais”, realça Rinus van Schendelen, professor de ciências políticas. “Estes não souberam adaptar-se ao processo de europeização”. Isto é, o défice democrático diminuiria sobretudo se os parlamentos nacionais exercessem corretamente a sua função de controlo.
Os presidentes do Conselho Europeu, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu trabalharam recentemente juntos no relatório "Rumo a uma verdadeira união económica e monetária". O presidente do Parlamento Europeu não participou nele. Gostaria que o tivessem convidado ou isso faz parte da ordem das coisas?
Isso reflete a maneira de ver de alguns representantes da União Europeia. Não vivemos na época do Congresso de Viena, onde as potências europeias se reuniam à porta fechada para depois comunicarem aos surpresos súbditos o que tinham decidido fazer. Somos uma democracia multinacional. O Parlamento Europeu – e neste caso o presidente do Parlamento Europeu – ser excluído revela o grau de pensamento democrático dessas pessoas.
Surpreendeu-me que só Durão Barroso [presidente da Comissão Europeia] colocasse objeções. Não espero isso de Van Rompuy [presidente do Conselho Europeu], porque ele é o representante das pessoas que não querem saber do Parlamento. Nem todas, mas da maioria. De Draghi [presidente do BCE], não espero nada e, até hoje, Jean-Claude Juncker [presidente do Eurogrupo] não se expressou sobre este assunto.
Mas obtivemos uma vitória: o Parlamento está agora integrado no processo e vai ser consultado, a par dos governos nacionais, sobre o projeto apresentado por Van Rompuy. E depois se verá.

Estão a brincar com o POVO, mas talvez com o fogo…

Pressão dos mercados, manifestações contra a austeridade, quase falência das regiões: o Governo de Mariano Rajoy não tem grande margem de manobra. E o Banco Central Europeu, que poderia vir em seu socorro, parece tudo fazer para propiciar um resgate global, que implicaria pôr o país sob tutela, denuncia o "ABC".
O documento com as conclusões do último Conselho Europeu contém um parágrafo que consagra o acordo para que o Banco Central intervenha, em caso extremo de crise da dívida soberana. Não se trata de uma ideia subentendida: está escrito preto no branco num papel que Rajoy leva na pasta, como se fosse um salvo-conduto moral. Por isso, o primeiro-ministro está perplexo perante os indicadores financeiros e, em privado, não para de se espantar com aquilo que considera um incumprimento flagrante. O seu aborrecimento é mais que notório; pensa que as instituições europeias não se levam a sério.
Possivelmente a esta hora, com o prémio e as obrigações no ponto de fusão, já se terá apercebido de que o problema talvez não resida tanto na falta de seriedade comunitária, e sim na intenção não declarada mas firme de forçar um resgate do Estado. A impassibilidade de Mario Draghi só pode ser estratégica; por trás dos gestos e, até, das decisões oficiais, parece existir um desígnio imperativo que condena a Espanha à intervenção formal, sob ameaça forçada de suspensão de pagamentos.
Uma situação de emergência 
Se, na segunda-feira, o BCE não intervier para esfriar os mercados com uma compra massiva [hoje, o prémio de risco atingiu o máximo de 6,40%, sem anúncio de compra de obrigações espanholas pelo BCE], será porque Merkel virou o polegar para baixo em privado, enquanto, em público, o virava para cima, defendendo no Bundestag a necessidade de apoiar o nosso sistema financeiro. Com o penoso atraso dos seus erros iniciais, o Gabinete cumpriu com dificuldade a sua parte do acordo; improvisou –sim, improvisou – um ajustamento duríssimo, que encheu as ruas de manifestantes; lançou a confusão entre a sua própria base eleitoral, com novos aumentos de impostos, e preparou um orçamento ainda mais restritivo para 2013. Nada. Os mercados ditaram as regras, deitando por terra as expectativas, sem que, em Frankfurt, ninguém mexesse um dedo para travar o castigo. A desconfiança é muito mais profunda: não atinge só o Governo mas também o Estado. O conjunto do país.
Sem dúvida que há motivos para esse receio visceral. A economia sobre endividada, a resistência governamental a reduzir a estrutura administrativa, o levantamento regional contra a exigência de reduzir o défice, a falência técnica de algumas comunidades, a bandeira branca içada em Valencia, o enorme e intacto aparelho de poderes territoriais e locais. E o mal-estar civil, que mostra uma sociedade incapaz de entender a gravidade da emergência. Mas tudo isso existia, quando o Conselho Europeu, o Eurogrupo, o Ecofin e as figuras ilustres assinaram o compromisso de atuar através do único instrumento possível de política monetária. Foi um qui pro quo do qual se afastou, com fria indiferença, a parte contratante da segunda parte. Pode ser que esse silêncio se torne ensurdecedor, este fim de semana, nos jardins solitários do palácio de La Moncloa; o primeiro-ministro tem 48 horas para comprovar se o – nos – abandonaram.
3 meses à prova
“Espanha dispõe de liquidez para resistir três meses", era o título de La Vanguardia a 22 de julho, retomando as declarações anónimas de um ministro. Com o custo da dívida a revelar-se insustentável com taxas a ultrapassar largamente os 7%, o diário considera que esta margem é
um auxílio modesto para atravessar os “50 dias malditos”. É assim que é considerado em Itália o prazo [12 de setembro] que foi auto acordado pelo Tribunal Constitucional alemão para decidir se o alargamento das atribuições do novo Mecanismo Europeu de Estabilização (MES), para poder adquirir obrigações dos países em dificuldades, que cumpre a Constituição da República Federal. Até lá, vai ser preciso resistir à tempestade em que os mercados deixaram Espanha ao apostarem cada vez mais na falência do país e na rutura do euro. [...] Quanto tempo poderá durar uma situação destas?

Contramaré… 24 jul.

O esclarecimento do DCIAP, dirigido por Cândida Almeida, surgiu depois de a SIC ter noticiado no fim de semana que a investigação sobre a compra de dois submarinos por Portugal aos alemães da Ferrostaal parece condenada ao fracasso, após o único suspeito constituído arguido - o advogado Bernardo Ayala - deixar de o ser, por falta de provas do seu envolvimento no caso antes da assinatura do contrato.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Vemos, ouvimos e lemos e dizemos: GENIAL!

"Estaremos então em condições para permitir às empresas medidas de apoio para poderem contratar jovens e, dessa forma, reduzirem o desemprego em Portugal", informou o secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins.
A redução da Taxa Social Única (TSU) – contribuição das empresas para a Segurança Social – a introduzir pelo Governo em 2013 poderá ser financiada através de subidas no IVA.
Segundo fontes ligadas ao processo, a troika considera que há margem para mexer nos impostos indirectos, para compensar a receita perdida com uma redução da TSU para os trabalhadores mais jovens.
O corte da TSU que o Governo está a pensar introduzir em 2013 terá uma dimensão de 0,5% do PIB, ou cerca de 850 milhões de euros, segundo estimativas divulgadas pela Comissão Europeia.
Para a troika, o IVA poderá ser uma fonte de rendimento para financiar o corte da TSU, apesar de a taxa máxima estar no valor mais elevado de sempre: 23%.
A dívida pública portuguesa atingiu 111,7% do PIB no 1º trimestre do ano, um avanço comparativamente aos 107,8% registados no 4º trimestre de 2011, revelou o Eurostat.
Tal percentagem, aponta o gabinete de estatísticas da UE, representa perto de 190 mil milhões de euros, cerca de 5 mil milhões acima que os 184,3 mil milhões registados no final de 2011.
No fim das férias dos que trabalham, começam(?) a trabalhar aqueles que nada fazem, não porque não queiram, mas porque não os querem, sobretudo os jovens e bem formados. Dizem, mas…
Com tanta lágrima de crocodilo e (in)justificações para a (in)esperada taxa de desemprego, com programas bem planeados (como todos) e promessas de apoio (de várias fontes secas), cá vem a receita do costume, para angariação de fundos para a romaria do “calvário”, sempre pela mão da troika, que são os carrascos, bem pagos, para espalharem a pobreza pelos cidadãos e pelos países…
Genial!
E para “resolver” o assunto, chutando para canto para nos empatar, lá veio à baila a redução da tão falada e milagrosa TSU, compensada com mais uns pós no IVA...
Genial!
Por um lado, põe-se mais em perigo a sustentabilidade da Segurança Social, por outro lado, volta-se a reduzir a receita do IVA e entretanto o povo come menos, gasta menos e acelera a recessão…
Genial!
Que os burros não mudem de ideias, ainda se percebe, mas que “sábios” em casa alheia repitam os erros já propostos, experimentados e avaliados como catastróficos…
Genial!
E como se vê, somando todos os sucessos conseguidos com a aplicação das medidas da troika, Portugal está cada vez mais endividado e ainda nos dizem que somos O MÁXIMO (dos mínimos)…
Nós somos é geniais, mas sem génio: “vemos, ouvimos e lemos e temos que ignorar”

Ecos da blogosfera - 23 jul.

Bocas foleiras e contradições. Organizem-se!

Para o ministro alemão da Economia, Philipp Roesler, “é evidente que Atenas não tem registado progressos no cumprimento do plano de reformas acordado com a UE e o FMI” e considerou, que o cenário de saída da Grécia da moeda única “deixou de ser assustador há muito tempo”.
“Se a Grécia não cumprir as condições que negociou não poderá receber mais pagamentos”, adiantou este ministro que diz que “muitos gregos querem voltar a ter o ‘dracma’ como moeda nacional”.

O FMI sinalizou a União Europeia que não participará de novos pacotes de ajuda financeira à Grécia. Isso quer dizer que o governo grego poderá ficar sem recursos em setembro.
Se os credores multilaterais derem mais tempo para que a Grécia cumpra as metas, será necessário dar ao país uma tranche adicional de 10 mil milhões a 50 mil milhões. O BCE poderá intervir para ajudar o governo grego a ter recursos para funcionar até o final de agosto. A Grécia tem 3,8 bilhões em pagamentos relacionados à sua dívida que vencem em 20 de agosto.
A troika vai a Atenas esta semana para examinar as contas do governo grego e o grau de cumprimento das metas de austeridade e das reformas económicas.

Bruxelas desmente alegado corte de financiamento à Grécia e revela que o plano de ajustamento vai ser alargado por mais 2 anos. Cortar o financiamento seria um procedimento que não está de acordo com as regras que o FMI adota em processos desta dimensão.
Bruxelas apenas confirma que há atrasos no cumprimento dos prazos acordados pela Grécia com a troika, o que se justifica com os 2 atos eleitorais que decorreram em solo helénico, numa longa crise política no país.
Qualquer ministro alemão bota faladura sobre a situação da Grécia, no mesmo estilo que qualquer um de nós discute no café, convencido de que a sua vontade é a verdade a seguir. No entanto, como seria exigível e credível, era bom que para além da ameaça, demonstrasse por que já não é assustador, sabendo-se que há um estudo alemão que diz exatamente o contrário.
Não deixa de ser “Pilatónico” este comportamento de culpar os gregos e ilibar a política económica imposta pela ajuda da troika, que levou, não só na Grécia, aos caos económico e social, apesar de todos os “vícios” culturais que dizem que continuam.
Em consonância, e a propósito do que se passa na Espanha, outro ministro alemão, o dos Negócios Estrangeiros, afirmou que a austeridade é o melhor caminho para criar novos empregos e reduzir o desemprego!
No entanto, o economista e “sábio” Peter Bofinger, conselheiro do governo alemão, veio recentemente dizer que a austeridade nos países intervencionados tem que ser muito mais moderada, caso contrário não se conseguirá o “sucesso” prometido e a própria Alemanha será vítima de tais medidas.
Organizem-se!
Enquanto isso, dizem que o FMI não entra com mais euros para a Grécia, deixando andar o barco à deriva até ao seu naufrágio, para assim também “retirar o cavalinho da chuva”, lavando também as mãos do programa criminoso que impuseram e que deu nisto, como qualquer nabo adivinhava… E o mesmo nos espera, bem como à Irlanda, Espanha e Itália, apesar de todas as “boas avaliações” com que nos vão enganando...
Sobre a ameaça do FMI, Bruxelas veio logo desmentir (o que pode corresponder a confirmação), garantindo que o prazo do plano será esticado por mais 2 anos, que é o que cá se pretende, embora boa gente e qualificada dizer que é pior…
Organizem-se!
Lapidar é o tal ministro alemão da Economia (que não é sábio...) vir dizer agora que os gregos querem voltar ao ‘dracma’ (e os restantes irão desejar o mesmo), quando há meses os PROIBIRAM de fazer um referendo sobre o assunto e “permitiram” que a Grã-Bretanha sugerisse um outro sobre a permanência do país na UE…
Organizem-se!