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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Contramarés sem contrapé… 22 Ago.

"Um terço dos ataques da NATO contra Kadahfi, um terço do petróleo". Foi nestes termos que o canal I-Télé anunciou esta tarde que o Governo de Paris já garantiu, com o Conselho Nacional de Transição, 35% do petróleo futuro do país.
A França estaria deste modo a "cobrar" o apoio decisivo que deu à revolta e ao CNT, cuja legitimidade foi o primeiro pais do mundo a reconhecer.
Paulo Portas recebe delegação líbia

Sim Sra. Presidenta! NÃO sr. “presidente”!

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, manifestou hoje a sua discordância quanto à emissão de eurobonds como possível saída da crise económica, em linha com a Alemanha e a França, e assegurou que existem outras soluções.
"Não é o momento adequado", afirmou lembrando que a União Europeia (UE) já teve que resgatar três países gravemente afetados pela crise económica (Grécia, Portugal e Irlanda) e que os índices de dívida dos países membros variam entre os 6,6% do PIB, na Estónia, e os 142,8%, na Grécia.
As declarações de Van Rompuy foram feitas um dia após o ministro das Finanças belga, Didier Reynders, ter defendido a emissão de "eurobonds" e ter dito que na prática já se tomaram medidas similares.
Para quem não sabe, (a maioria dos cidadãos europeus) Van Rompuy é o “nosso” Presidente, enquanto cidadãos “europeus”, “democraticamente” eleito pelos Chefes de Estado e de Governo da União Europeia.
Pelas circunstâncias, é fácil perceber, sem aceitar, que este Sr. esteja mais de acordo com quem manda (e o escolheu) do que com quem tem razão (que também o escolheu)…
E é concludente que a justificação apresentada seja: "Não é o momento adequado!" e diga que há outras soluções, sem as especificar…
Como dizia Luís de Camões: "O fraco rei faz fraca a forte gente". 
Temos o que merecemos!
A Bélgica assumiu publicamente a discordância com a Alemanha e a França no que toca aos eurobonds. O ministro das Finanças do país defende, que os títulos de dívida da Zona Euro devem avançar e que o fundo europeu de estabilização financeira (FEEF) deve ser reforçado.
O ministro das Finanças europeu há mais tempo no cargo diz compreender a importância da consolidação orçamental, mas considera que a Europa devia “pôr mais dinheiro na mesa” para fazer funcionar uma economia europeia integrada e para afastar a actual crise. “Se querem acabar com a especulação nos mercados, têm de mostrar que têm bolsos suficientemente fundos”, afirmou.
“Compreendo que seja uma matéria politicamente sensível. Mas quem são os membros da Zona Euro que mais beneficiam da união monetária? É a Alemanha, o Benelux, os países nórdicos”, afirmou.
Claro que do outro lado das circunstâncias está a Bélgica, tão devedora quanto nós, mas que tem razão ao dizer que é preciso dinheiro para superar a crise e mostrar as notas a quem desconfia que a UE está tesa e os bancos sem guita…
E mais razão tem quando afirma que a Alemanha, o Benelux e os países nórdicos são os maiores beneficiários da Zona Euro e como se diz, “os países ricos (à nossa custa) que paguem a crise”, se quiserem ver a cor do dinheiro e continuar um projeto político, que se tem transformado em instrumento financeiro e económico, com mazelas sociais irreparáveis, injustiças aberrantes e desprezo total pelos valores democráticos.
Até agora, tanto a chanceler, Angela Merkel, como o ministro de Finanças e o líder do Partido Liberal e titular de Economia opõem-se radicalmente à implantação dos eurobonds, como pedem alguns dos sócios da zona euro para resolver a crise da dívida.
Segundo cálculos do Ministério de Finanças, a implantação dos eurobonds comportaria para a dívida alemã um aumento de juros de aproximadamente 0,8%
E se os alemães (com “sarkozys” à boleia) dizem não, o que pode dizer o “nosso” presidente? É que mais 0,8% da dívida alemã é muita massa, comparada com as percentagens astronómicas dos empréstimos feitos aos PIIGS por esses senhores, ou interpostas pessoas…
Faz-me lembrar aquela estória da Secretária de Ronald Reagan, que antes de uma reunião do Presidente com os seus Conselheiros lhes dizia: “Olhem que o Presidente não gosta que digam sempre SIM com ele. Portanto, quando ele disser Não, digam Não!”
A vida custa! E há mesmo “uns mais iguais do que os outros”…

Ecos da blogosfera – 22 Ago.

domingo, 21 de agosto de 2011

Contramarés sem contrapé… 21 Ago.

Famílias com 2 filhos foram as mais penalizadas. Alguns agregados chegaram a perder 1.200 euros por ano.
Nos primeiros 6 meses do ano, havia apenas 1.160.000 de beneficiários do abono de família, menos 595.000 que no mesmo período do ano passado, descida particularmente visível desde Novembro de 2010, mês em que entrou em vigor a nova regulamentação para a (não) atribuição do abono de família.

Até pode ser publicidade, mas o remédio é saboroso!

Protetor solar de café?
Pode chegar um dia que, em vez de apenas tomar um café de manhã, irá querer entorná-lo na sua pele para evitar danos causados pelo Sol ou mesmo o cancro da pele.
Um novo estudo reforça a teoria de que a cafeína protege contra determinados cancros de pele em nível molecular, ao inibir uma enzima na pele, conhecida como ATR.
Os cientistas acreditam que a cafeína aplicada diretamente sobre a pele pode ajudar a evitar que os raios ultravioleta (UV) do Sol causem cancro de pele.
Uso tópico da cafeína
Pesquisas anteriores indicaram que os ratos alimentados com água cafeinada e expostos a lâmpadas que geravam radiação UVB, que danifica o ADN das células da pele, foram capazes de matar uma percentagem maior das células danificadas e reduzir o risco das células se tornarem cancerosas.
"Embora seja sabido que o consumo de café está associado a uma diminuição do risco do cancro de pele não-melanoma, agora é preciso realizar estudos para determinar se a cafeína tópica inibe o cancro de pele induzido por luz solar," justifica Allan Conney, da Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos.
Neste novo estudo, em vez de inibir a ATR com água com cafeína, os pesquisadores modificaram geneticamente um grupo de ratos para diminuir os seus níveis de ATR.
O resultado foi que os animais tiveram 69% menos tumores do que os animais normais e desenvolveram 4 vezes menos tumores invasivos. Os que ficaram doentes desenvolveram tumores mais lentamente do que os ratos não modificados geneticamente.
Só funciona na prevenção
Contudo, quando os animais foram submetidos a uma exposição crónica aos raios ultravioleta - por um período prolongado de tempo - os dois grupos desenvolveram o cancro de pele de forma similar.
O que isto parece indicar, diz Conney, é que a inibição da enzima ATR funciona melhor na fase pré-cancerosa, antes que os cancros induzidos pelos raios ultravioleta estejam totalmente desenvolvidos.
Embora vários estudos epidemiológicos apontem que a ingestão de bebidas com cafeína pelas pessoas está ligada a uma diminuição significativa de vários tipos diferentes de cancro, incluindo o da pele, como e por que o café protege contra a doença ainda é algo que não se sabe.
"A cafeína pode-se tornar uma arma na prevenção porque inibe a ATR e atua também como um protetor solar e absorve diretamente a luz UV prejudicial," disse Conney.
Até pode ser que seja publicidade (enganosa), mas que o remédio é bom, é!
Como diz o artigo, desde há muito que se associam virtudes (milagrosas) ao café ingerido, que em alguns casos são contrariadas por quem os toma. A novidade(?) é o uso do café como protetor (solar), aplicando-o topicamente, o que lhe tira o sabor, mas deixa-lhe a virtude…
Por outro lado, parece nunca lhe foram descobertas contraindicações, o que permite aos descendentes dos colonizadores poderem beneficiar, pelo menos, do seu sabor, para não falar do instrumento de socialização, de que somos campeões(?). Curiosamente, os finlandeses, que não nos acompanharam nas descobertas marítimas, são os maiores consumidores de café do mundo, o que contraria a história…
Para quem quiser “informar-se” mais sobre o café e a cafeína, tem mais matéria para as férias, enquanto toma o seu na esplanada de um cibercafé… E boas férias!
Esperemos que não inventem mais embalagens com alumínio para o “novo” remédio, para não ficarmos sujeitos a outros cancros que o café não previne…

Ecos da blogosfera – 21 Ago.

sábado, 20 de agosto de 2011

Contramarés sem contrapé… 20 Ago.

1.500.000 portugueses não tem médico de família nos centros de saúde. O problema é mais grave no Algarve e em Lisboa e Vale do Tejo, onde 1 em cada 4 utentes (25%) não tem médico. Estes dados não incluem os que optam por não ter médico de família e contrariam os números avançados, em Janeiro, pela ex-ministra da Saúde Ana Jorge, que não admitia haver mais do que 500.000 portugueses sem médico atribuído.

A China entende a Lusofonia, para Portugal é chinês!

A China quer aumentar o volume das transacções económicas com os países de língua oficial portuguesa. A aposta passa pela formação de quadros e a abertura do mercado. Macau serve mais uma vez de ponte.
Decorreu ontem a sessão de encerramento do Colóquio sobre a Facilitação do Comércio para os Países de Língua Portuguesa, organizado pelo Ministério do Comércio da China, com o apoio do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que trouxe ao Continente 22 representantes de 5 países de língua oficial portuguesa e durante 21 dias visitaram várias instituições e empresas em Pequim, Shenzhen e Macau.
A China mostrou-se disponível para alargar a cooperação comercial com os países lusófonos, dando especial atenção à formação de quadros. A China já formou mais de 130.000 funcionários dos países em desenvolvimento, sendo que cerca de 1.000 eram oriundos de 7 países de língua oficial portuguesa.
Chang Hexi, secretário-geral do Fórum Macau, destacou que “o colóquio teve um significado muito real”, permitindo um maior conhecimento sobre a importância da facilitação comercial na cooperação económica internacional. Neste sentido, sublinhou que é preciso manter a união entre os países para combater o impacto profundo da crise financeira mundial – ainda muito presente e sem fim à vista – e proporcionar um desenvolvimento sustentável das empresas em expansão.
O papel de Macau
A lusofonia e a plataforma chamada Macau desenham assim caminhos para a promoção e divulgação de empresas junto dos mercados africanos de língua portuguesa.
O secretário-geral dos países de língua portuguesa defendeu a necessidade da criação de medidas com vista à facilitação do comércio entre a China e a Lusofonia para fazer face à crise mundial.
O vice-presidente da Academia do Ministério do Comércio chinês em Macau, Zhu Liugui, considerou que a China deve simplificar os seus procedimentos alfandegários para facilitar e incrementar as trocas comerciais com os países da Língua Portuguesa, salientando que isto se deve ao aumento das trocas comerciais entre a China e os países lusófonos, que nos primeiros 5 meses de 2011, teve um aumento de 31,19% face ao mesmo período do ano passado, para um total de 29,76 mil milhões de euros.
Se a China quer aumentar o comércio com os PLOP e sabendo-se que não é um país virado para a filantropia, quer dizer que esse alargamento é mesmo um negócio da China, que tinha todo o sentido que fosse um negócio de Portugal.
Claro que sustentar 22 representantes de 5 países, durante 21 dias, para promoção dos nossos produtos, talvez precisasse de estar no Memorando da troika e a levar para diante, era capaz de por em perigo a nossa “recuperação”, muito mais se tivéssemos que formar funcionários de países emergentes, mesmo que fossem da China, ou dos PLOP.
A China vê o assunto numa perspetiva de médio prazo, vai acumulando conhecimento sobre a facilitação comercial, sobre a união e a cooperação económica internacional para ajudar a combater o impacto da crise financeira mundial. Nós é que estamos mal e eles é que procuram os caminhos para a crise, que não tem…
E em sequência, o próprio secretário-geral dos PLOP reconhece a necessidade de medidas que facilitem o comércio entre a China e a Lusofonia, a começar pela simplificação dos procedimentos alfandegários na China, para facilitar e incrementar as trocas comerciais, que vão crescendo e beneficiando as partes, enquanto nós...
Entretanto, a plataforma de Macau desenhada para tirar proveito da comunidade lusófona continua imparável na promoção e divulgação de empresas junto dos mercados africanos de língua portuguesa, enquanto nós chegamos ao Algarve e já cansados, deitamo-nos ao sol…
Não se percebe a inépcia dos nossos governantes no que à Lusofonia e ao comércio diz respeito, deixando por mãos alheias o amanho da terra que pertence aos lusofalantes e a uma cultura com raízes muito próprias…
Mas eles é que sabem(?), ou pensam que sabem, porque falam, falam, falam e nem dão um passo, nem dão a mão...

Ecos da blogosfera – 20 Ago.