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sexta-feira, 15 de julho de 2011

É preciso ser-se “marreta” para dirigir o BCE?

Jim Henson e os seus marretas
A crise da dívida europeia entrou numa nova fase e os decisores devem encontrar uma resposta clara para travar o contágio que ameaça a zona euro. As palavras são de Mario Draghi, futuro presidente do Banco Central Europeu e atual Governador do Banco de Itália, um dos países ameaçados.
A gente pensa que quem ocupa os mais altos postos são os melhores e nem ponho em causa tal critério, no caso do Banco Central Europeu, mas depois de cruzar com esta notícia, fui tentado a conhecer os membros da sua Comissão Executiva e a respetivas nacionalidades, só por coisas, sobretudo porque já sabia que o vice presidente era nosso conterrâneo e por isso… Ei-los:
E deparamo-nos com um francês, que foi duas vezes Governador do Banque de France, um português, que foi Governador do Banco de Portugal, um italiano, que foi Director-Geral das Relações Financeiras Internacionais do Ministério da Economia e Finanças italiano, um espanhol, que foi Membro do Conselho de Administração do Banco de Espanha, um alemão, que foi Vice-Presidente do Deutsche Bundesbank  e um belga (que nasceu na Alemanha) e foi Director Executivo do Nationale Bank van België/Banque Nationale de Belgique.
Assim de repente, nota-se que todos andaram pelos Bancos Centrais, e por isso, supervisão e fiscalização é com eles. Mas quando vemos o português, que conhecemos bem, tem responsabilidades pela situação a que chegou a NOSSA Banca, somos levados a pensar o mesmo dos restantes, sobretudo os dos países que estão como nós (Espanha e Itália) e que devem ter cometido os mesmos pecados que o nosso cometeu.
Se o atual Governador do Banco de Itália, que deixou o seu país chegar onde chegou, vai ser o próximo Presidente do BCE, até parece que são escolhidos na razão inversa da sua competência. Com este critério e esta gente, a Europa só pode chegar onde chegaram os seus próprios países, como é óbvio e “científico”… Ser “marreta” será condição sine qua non para se ir para o BCE?
Mas quem será o Jim Henson?
Comissão Executiva do BCE
Jean-Claude Trichet (França) - Presidente
Vítor Constâncio (Portugal) – Vice Presidente
Lorenzo Bini Smaghi (Itália) Membro da Comissão Executiva
José Manuel González-Páramo (Espanha) Membro da Comissão Executiva
Jürgen Stark (Alemanha) Membro da Comissão Executiva
Peter Praet (Bélgica) Membro da Comissão Executiva

A geração do “eu mereço”, que ficou “à rasca”…

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada.
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o património da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o estrangeiro e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que os seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou, que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho-me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação das suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte amua e desiste.
Como estes estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não às cotoveladas ou aos gritos. Como os seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que lhes anuncia uma nova, não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Duas águias em luta contra uns “ratinhos”…


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Com que então, trocaram as contas à troika! Hummm!

Três notas sobre o lirismo trágico de Passos Coelho (desvio colossal, que frase tão inspiradora, ui!) na reunião da Comissão Política do PSD:
1.º - É uma frase verdadeira, mas despropositada. Revela que Passos Coelho ainda não abandonou o tom eleitoralista, num momento em que é necessário trabalhar arduamente - a todo o gás! - para cumprir os compromissos que derivam do acordo firmado com a troika. Já todos sabemos que os governos de José Sócrates deixaram uma pesada herança para as contas públicas do país que todos teremos de pagar. Os portugueses de hoje e de amanhã. São todos temos noção de que os adjetivos que caraterizam o anterior governo socialista são displicente, irresponsável, mesquinho. Tudo isso é verdade e incontroverso. Contudo, os portugueses já julgaram os responsáveis, castigando-os duramente nas urnas. O tal "desvio colossal" foi reprovado pelos portugueses, que elegeram Passos Coelho porque julgaram que era a pessoa mais adequada para endireitar o "desvio". José Sócrates pertence ao passado; Passos Coelho (e a coligação PSD/CDS em geral) têm como função escrever o futuro. Um futuro melhor para Portugal e para os portugueses. Neste momento, não é José Sócrates que está em causa - é Portugal. Ora, objetivamente, ver um Primeiro-ministro de um país - que é o nosso e de que nós tanto gostamos - afirmar que as finanças públicas nacionais apresentam um desvio colossal é de um mau gosto confrangedor! E não afeta José Sócrates que está lá longe em Paris a estudar Filosofia: afeta Portugal, ou seja, todos nós! Ressuscitar quezílias políticas, no presente contexto, é dar mais uma machadada fatal (?) na credibilidade do país. Será assim tão difícil perceber este facto - tão! - elementar?
2.º - Passos Coelho tornou-se um aliado de peso da Moody's. Então, o Primeiro-ministro indignou-se como todos os portugueses (e muito bem, com toda a razão) quando a Moody's desceu o rating da dívida pública nacional para o nível de "lixo" - para agora, vir confirmar precisamente um dos fundamentos invocadas pela agência de notificação financeira norte-americana para tomar tal decisão! A bota não joga com a perdigota: é o mesmo Passos Coelho que pediu uma reacção forte das instâncias europeias contra a Moody's e confessou que as medidas do Conselho Europeu são insuficientes! Mas então, deixem-me ver se percebi... Passos Coelho versão Primeiro-Ministro revolta-se contra a crescente perda de credibilidade financeira do Estado português; Passos Coelho versão líder do PSD afirma, sem qualquer problema, que há um desvio colossal nas finanças públicas... Pois é, só que os Primeiros-Ministros não devem ter o síndroma do Dr. Jekyl e Mr.Hide: devem defender - SEMPRE! - o interesse de Portugal. Quer seja numa reunião em Bruxelas, em São Bento ou num evento partidário. Tempos excepcionais requerem atitudes excepcionais: o Primeiro-Ministro sabia perfeitamente que as suas declarações, mesmo proferidas preferencialmente para militantes partidários, têm eco mediático. Consequências – e estas, por sinal, são bem negativas para a imagem de Portugal. 
3.º - A desculpa de mau pagador chegou a ser pior do que o pecado original. Qual foi ela? Segundo o gabinete do Primeiro-Ministro, Passos Coelho falou em "desvio colossal" porque se encontrava numa sessão estritamente partidária. Ninguém compra esta desculpa - e só fica mal a quem a invoca. Porque dá a sensação de que quando Passos Coelho fala na condição de Primeiro-Ministro mente (ou distorce a realidade, para não ferir susceptibilidades) - e só fala verdade quando se dirige aos militantes e dirigentes do PSD! Quer dizer: afinal, o que Passos Coelho realmente pensa é o que diz ao seu partido - e não ao país! Ora, isto não ajuda a criar confiança nos portugueses para enfrentar os tempos complexos e agitados que vivemos e viveremos! Das duas, uma: ou Passos Coelho é muito ingénuo politicamente e - coitado! - temos de compreender o erro; ou então a sua equipa de assessores é, no mínimo, incompetente. Verdade seja dita, que ter um governo ingénuo neste momento histórico não é reconfortante. Foi, de facto, um desvio colossal de prudência de Passos Coelho e sua equipa...
Por último, refira-se que, caso a oposição imponha a presença do Primeiro-Ministro no Parlamento para esclarecer o "desvio colossal", creio que Passos Coelho deve comparecer e não fugir ao assunto. Deve clarificar o que disse - só assim poderá atenuar os danos negativos para a credibilidade financeira do país, numa altura em que os holofotes internacionais estão aqui concentrados. Desmentir as declarações ou culpar os jornalistas é o pior que se pode fazer. Ao menos, que fique a lição para que esta situação não se repita no futuro.
João Lemos Esteves

Helicópteros para os CTT e C-212 para os “hiper”, já!

O Estado português pôs à venda 10 aeronaves F-16, tendo surgido interesse na compra por parte da força aérea paquistanesa, que já pediu informações sobre os aparelhos.
De acordo com o Relatório de Execução da Lei de Programação Militar de 2010, as forças do Paquistão mostraram-se interessadas em realizar uma visita a Portugal para avaliar os 10 caças que se encontram à venda.
Além dos dez F-16, o Estado tem também à venda 8 helicópteros Puma e 10 aviões C-212 Aviocar.
Para além da compra (à Alemanha) de submarinos (novos) de que não precisávamos e que só podem atracar em Lisboa, pelos vistos também compramos (aos EUA) uns aviões F-16 (em 2ª mão), de que também não precisávamos e para os quais não há dinheiro para a gasosa, pela alta de preços da mesma e pela baixa cotação das agência de rating, que os transformaram em lixo.
Felizmente que o Paquistão está interessado nas aeronaves, provavelmente para combater os traficantes de ópio e ao mesmo tempo assustar os americanos,
gerando-lhes uns danos colaterais, que justificam sempre os erros das playstations montadas nestes caças bombardeiros…
Se tivermos sorte, livrámo-nos dos caças, mas ainda ficamos com o lixo de 8 helicópteros e 10 C-212.
Como sugestão, podiam vender os C-212 aos hipermercados (sempre investiam algum no país) para recolha de frutas e legumes fresquinhos...
Os helicópteros seriam comprados pelos CTT e aumentavam o valor da privatização…
Os CTT vão pagar mais 12.900 € do que o previsto, devido ao excesso de quilómetros percorridos pelos administradores com os carros de serviço. No espaço de apenas 2 anos, desde o início do contrato com a locadora, os 4 administradores já percorreram a quase totalidade dos quilómetros previstos para 4 anos: 100.000 por cada carro.
A derrapagem vai custar à administração 76.300 € e, ao contrário das regras em vigor, o valor será pago pela própria empresa, porque os CTT alegam que os administradores não têm o estatuto de funcionários e por isso as regras internas não são aplicáveis.
Também tudo serve para dizerem mal dos administradores, sejam do que for…
Relativamente aos CTT, há agências em todo o país e nas aldeias mais remotas e só permitem 25.000 Km/ano para cada carro de cada administrador? Assim como podem avaliar a qualidade dos serviços? Se não trabalham, são criticados por ganharem muito, se trabalham é porque ganham muito só por andar de carro…
É preciso ter calma! Entre pagar 63.400 € e 76.300 €, a diferença não é muita e os CTT até vão ser leiloados e até era uma boa ocasião para comprar os helicópteros, que se não gastarem menos, chegam mais depressa, desde que os pintem de azul, ou verde…
E nos tempos que correm, ainda há quem pense que o estatuto de administrador é o mesmo de um qualquer funcionário…
Com o povo a pensar assim, nunca mais chegamos às metas dos países mais desenvolvidos!

Ecos da blogosfera – 14 Jul.

Do Em@

quarta-feira, 13 de julho de 2011

“Cérebros” portugueses procuram aliviar-nos a DOR…

Fundação Grünenthal distingue trabalhos de duas equipas de investigação portuguesas com o “Prémio Grünenthal Dor”, prémio que reconhece trabalhos desenvolvidos no âmbito da investigação em dor.
O “Prémio de Investigação Básica” foi atribuído ao trabalho “Papel da noradrenalina na facilitação da dor no encéfalo: estudos em modelos de dor crónica”, da autoria de Isabel Martins, Deolinda Lima e Isaura Tavares, da FMUP/IBMC.
Os investigadores do Porto veem o trabalho de investigação reconhecido, pela descoberta de um circuito neuronal que aumenta a dor através da libertação de um neurotransmissor (noradrenalina) que deverá ser responsável pelo desencadear do mecanismo de alerta.
O galardão do “Prémio de Investigação Clínica” foi entregue ao trabalho ”Eficácia da associação de Carbamazepina com o bloqueio analgésico periférico com Ropivacaína no tratamento da Nevralgia do Trigémio” da autoria de Laurinda Lemos, Pedro Oliveira, Sara Flores e Armando Almeida, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) e do ICVS/3B's - Laboratório Associado da Universidade do Minho.
A Nevralgia do Trigémio é uma patologia caracterizada pela disfunção do nervo trigémio (um nervo craniano) que conduz a informação da sensibilidade da face até ao cérebro. No trabalho agora distinguido, os investigadores portugueses conseguiram demonstrar a eficácia da combinação de dois tipos de medicamentos no alívio da dor provocada pela Nevralgia do Trigémio.
Foi atribuída ainda uma Menção Honrosa ao trabalho de um grupo de investigadores da FMUP/IBMC, intitulado: “As neurotrofinas Factor de Crescimento Nervoso (NFG) e Factor de Crescimento Derivado do Cérebro medeiam a dor referida e a hiperactividade vesical que acompanham a cistite crónica”, da autoria de Bárbara Frias, Shelley Allen, David Dawbarn, Francisco Cruz e Célia Duarte Cruz.
A Fundação Grünenthal é uma entidade sem fins lucrativos que tem por fim primordial a investigação e a cultura científica na área das ciências médicas, com particular dedicação ao âmbito da dor e respectivo tratamento.
Três apontamentos:
1 – A matéria, “DOR”, só tem a ver com a qualidade de vida, é universal e gratuita (não o tratamento) e daí o interesse da notícia e das descobertas;
2 – Mais uma vez, uma quantidade de “cérebros” portugueses, demonstra, que não é por falta de massa cinzenta que o país não ganha cores mais alegres;
3 – E é uma empresa estrangeira que vem reconhecer os nossos investigadores e, eventualmente, a ganhar com a inteligência nacional.
Só temos tido azar com os nossos mais altos dirigentes políticos, que não foram feitos da mesma massa, nem estuda(ra)m tanto as matérias da governação, com o mesmo afinco, desinteresse e interesse pela qualidade de vida dos seus concidadãos…
Também nos podemos queixar dos investidores que nos calharam na rifa, que com poucas exceções, apostam mais na distribuição do suor dos outros a preços baixos, acrescentando-lhes uma percentagem que dói, aos produtores e aos consumidores…
É preciso termos azar!
Parabéns aos premiados e a todos os que não chegaram ao 1º lugar, mas que continuarão a trabalhar a bem do país.
Para noções básicas sobre a DOR, sintomas e tratamentos, poder ver:

“Dor e qualidade de vida” - pela Dra. Elsa Soares


Imigração, ou Emigração, eis a questão…

“Migrantes” - Pintura de Déborah Balietti
A "importação" de casais jovens com comportamentos demográficos diferentes dos nossos e um maior apoio a famílias alargadas ou com menores recursos económicos são medidas que especialistas apontam para inverter a tendência de envelhecimento da população portuguesa.
Teresa Marques defende "políticas mais atrativas para captar outras populações que nos ajudem a inverter este processo de perdas", desenvolvendo-se políticas de apoio às famílias alargadas e aos jovens casais com menores recursos financeiros, através, por exemplo, de "menos impostos".
Diogo Abreu entende que na situação de crise que atravessamos, "o que se vai acentuar muitíssimo, será a emigração". "Este será um dos desafios mais importantes que vamos enfrentar, porque quem emigra serão os jovens e nós temos atualmente os jovens mais bem qualificados de sempre. Houve um esforço grande de qualificação que tem estado a resultar, mas o sistema económico não tem conseguido absorvê-los", frisou.
Rio Fernandes aponta como solução para o desequilíbrio demográfico a "importação" de casais jovens, "com uma capacidade reprodutiva muito superior aos europeus, envelhecidos, egoístas e confortáveis".
"A imigração tem de ser encarada como a solução e não como um problema" e uma das linhas políticas a seguir é "o incentivo à natalidade, criando condições para que as pessoas se sintam recompensadas e confortáveis tendo filhos...” e "uma segunda linha de intervenção será considerar a vantagem em fixar residentes jovens de outros países que aumentam a força de trabalho, criam riqueza e ajudam a sustentar a Segurança Social, ao nível das reformas", frisou.
É comum aos três técnicos a preocupação pela demografia portuguesa, preocupados dois com a imigração “necessária” e a do terceiro com a emigração (prejudicial).
Na atual crise, que parece que será longa (e terá fim mantendo-se o mesmo sistema?) em que as taxas de desemprego, de nacionais e imigrantes residentes, já são inadmissíveis e incomportáveis nas suas consequências sociais, pensar em “importar” (onde chega já a insensibilidade dos estudiosos do social) chamar mais gente de outros países, seria convidá-los para a pobreza e para eventuais conflitos xenófobos, por preencherem, eventualmente postos de trabalho, recusado aos que estão cá. E pensar-se, ainda por cima, em dar apoios a essas pessoas, quando tais apoios foram retirados aos nacionais e imigrantes residentes, não faz sentido, porque não há solução financeira e sem trabalho não produziriam mais valias em nenhuma das áreas.
Quanto à emigração (“exportação”) dos jovens portugueses, dizem que não lhes resta outra saída, mas pelo que foi dito acima, não deve ser verdade, pelo défice demográfico de gente e sobretudo de gente qualificada (a acreditar-se no paradigma falacioso). Temos que reconhecer hoje, que os apelos à formação superior só teve efeitos nas tesourarias das faculdades, que o investimento do Estado e das famílias não teve retorno e que as mais valias desse investimento vai direitinho para as economias dos países nossos concorrentes.
Dando razão aos meus comentários, há mais de dois meses, dizia o
O presidente do Partido Socialista Europeu (PSE) e antigo primeiro-ministro da Dinamarca, Poul Rasmussen, disse que a Europa não precisa de “importar imigrantes” e defendeu o auxílio aos países que são fonte de imigrantes.
“À ideia conservadora que diz que precisamos de mais trabalhadores estrangeiros vindos de África ou do Vietname, eu responderia que é necessário fazer um acordo justo: primeiro empregar os desempregados nos nossos próprios países e depois avaliar as necessidades”, acrescentou o líder do PSE, que agrupa todos os partidos socialistas da União Europeia.
A primeira impressão que tive ao ler esta notícia foi lembrar-me de Le Pen, mas depois de relida, não deixa de fazer sentido, sobretudo nas circunstâncias por que estamos a passar, tanto mais que, o auxílio aos países que são fonte de imigração deve ser a primeira e única medida em que devem apostar todos os países, para que cada cidadão tenha o “direito” de viver no seu próprio país, sem se ver obrigado a ser “exportado”, como qualquer mercadoria em excesso…
Ainda somos todos GENTE!
“Migrantes” - Pintura de Déborah Balietti

ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA - CANTAR DE EMIGRAÇÃO

Ecos da blogosfera – 13 Jul.