(per)Seguidores

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Aproximação de Culturas ou Aliança de Civilizações? II

O reconhecimento é motivo de orgulho para as cerca de 2.000 pessoas pertencentes a 8 grupos étnicos que habitam a Bacia do Rio Pirá Paraná, afluente do Rio Apapóris, situado em território colombiano, próximo da fronteira com o Brasil, sendo habitado tradicionalmente por populações indígenas da família Tukano Oriental e fazendo parte de um sistema sociocultural, que se estende por uma região mais ampla, dividido entre os dois países.
Existem intercâmbios das associações indígenas e seus parceiros nos dois países, em temas como educação indígena, manejo ambiental e conhecimentos acerca do território. Actualmente, busca-se uma aproximação, incluindo também Ministérios da Cultura de ambos os países, para o reconhecimento e mapeamento das rotas de origem desses povos, também como estratégia efectiva para a defesa da sua cultura milenar e de seu território, diante de ameaças directas, como a mineração.

Aproximação de Culturas ou Aliança de Civilizações? I

Idealizada em 2005 e concretizada em 2010, a biblioteca africana de Berlim incentiva a descoberta da cultura africana. O continente tem mais para dar do que música e dança
Há precisamente 2010 livros, CD’s e DVD’s disponíveis. De facto, 2010 trata-se de um número simbólico e foi importante para o Continente, adianta o jornal Afrik.com., já que muitos países festejaram o cinquentenário da sua independência e pela primeira vez realizou-se um Mundial de Futebol em África.
E além de tudo, 2010 é o Ano Internacional para Aproximação de Culturas.
2010 é(ra) o “Ano Internacional para Aproximação de Culturas”, mas de tal tema quase nunca se ouviu falar, tendo havido um desvio significativo, com a realização do III Fórum da “Aliança de Civilizações”, no Rio de Janeiro, a 27, 28 e 29 de Maio deste ano, sem sequer ter sido noticiado.
Os dois temas, não sendo antagónicos, também não significam a mesma coisa. Terá havido mudança de estratégia? Porquê?

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Finanças/Economia/Impostos/Salários ou Salários Impostos pela Economia e Finanças

Krugman antes de conhecer o PIB dos EUA
O vencedor do Nobel da economia em 2008, acusa o governo dos EUA de estar a "embelezar" a situação económica do país e clama por novas medidas de estímulo.
Na sua coluna no "New York Times", no passado dia 27, Paul Krugman defendeu:
"Precisamos de um crescimento de 2,5%, só para impedir que o desemprego aumente, e de um crescimento muito maior para que efectivamente desça", advertiu.
Ainda segundo Krugman, Obama deveria renovar o apoio às famílias e subir o nível das críticas às políticas monetárias da China: "Já vimos as consequências de jogar pelo seguro, e esperar que a recuperação aconteça por si. Resultou naquilo que, cada vez mais, aparenta ser um estado de estagnação e de subida de desemprego", concluiu.
O presidente dos Estados Unidos afirmou hoje que, após a missão no Iraque, a tarefa mais urgente do seu Governo é restaurar a economia e criar empregos: “A nossa tarefa mais urgente é restaurar a nossa economia e pôr para trabalhar os milhões de americanos que perderam os seus empregos” e reiterou o seu compromisso com a criação de empregos, quando a taxa de desemprego nos EUA está em 9,5%.
Segundo o presidente, é preciso assegurar que todas as crianças tenham a educação que merecem e que os trabalhadores americanos tenham as competências necessárias para competir na economia global.
A economia norte-americana precisa de outro programa de estímulos da mesma dimensão que o pacote levado a cabo pelo presidente Obama ao Congresso em Fevereiro de 2009, defendeu o economista Paul Krugman.
Estímulos adicionais poderiam vir de cortes de impostos, mas não junto dos mais ricos ou das empresas, uma vez que estes não deverão gastar muito desse valor para fazer a diferença, realçou.
Para o Nobel da Economia, um corte de impostos nos salários seria a melhor solução, pois daria mais capital às pessoas, que poderiam aumentar o consumo.
Abriu a época das negociações salariais para o próximo ano e com ela o rol de aumentos reivindicados pelos sindicatos e as expressões de desagrado dos representantes das empresas.
Os Sindicatos (Confederações) defendem:
  • A CGTP reclama aumentos gerais de 3,5%;
  • O SQTE, afecto à UGT, pretende aumentos de 2% na função pública;
  • Os economistas defendem tolerância zero para os aumentos salariais.
Para os sindicatos, a ideia é repor a perda de poder de compra, com o argumento de que fortalece o mercado interno e, assim, o crescimento económico.
Os empresários e economistas lembram que a maior parte do consumo nacional recorre às importações e que, por isso, a economia só crescerá por via das exportações. Além disso, num momento de austeridade, aumentos salariais iriam obrigar a esforços ainda maiores e seriam vistos internacionalmente como uma brincadeira de mau gosto.
Os especialistas reconhecidos e os poderosos opinam:
Krugman (Nobel 2008) defende o emprego, o apoio às famílias e críticas às políticas monetárias da China.
Obama (Presidente dos EUA), justifica a retirada(?) do Iraque para restaurar a economia e criar empregos.
Krugman (Nobel 2008) defende que novos programa de estímulos à economia, não devem ser para os mais ricos ou empresas, mas em cortes nos impostos dos salários (de quem trabalha).
Em Portugal:
As Confederações Sindicais, afinam pelo Paul Krugman e Barak Obama,
Os nossos economistas (com várias reformas, prémios de desempenho, mesmo com medidas desastrosas acumuladas), defendem aumentos de salários ZERO, para os que trabalham e produzem mais-valia, a ver se sobra alguma coisinha para aumentos da corporação…
Os nossos empresários, defensores do Mercado, abrigam-se à sombra do Governo e estão de acordo com os nossos economistas.
Afinal, porque terão laureado Krugman (para não referir outros) com o prémio Nobel da Economia? Provavelmente porque nenhum economista português concorreu…

Nem de propósito - Lusofonia na Galiza

Já não vamos a tempo...
Cartaz

Lusofonia/Lusografia. Acordo ortográfico?

As associações dos media dos países lusófonos, com a excepção de Timor-Leste e São Tomé e Príncipe e incluindo Macau, estão reunidas esta semana no Brasil para a reunião magna anual que se traduz na realização de diversas conferências, que arrancaram na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, e terminam no sábado no 34º Congresso brasileiro de Jornalistas, em Porto Alegre.
Segundo um comunicado divulgado hoje pela Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau, que iniciou esta semana o processo de adesão à Federação de Jornalistas de Língua Portuguesa, as conferências pretendem debater “estratégias de valorização profissional e de intercâmbio de produtos jornalísticos produzidos nos vários meios em todos os países de língua oficial portuguesa”.
Macau deve preservar a grafia do português anterior ao novo acordo ortográfico, por falta de interesse das autoridades chinesas em introduzir as novas regras, prevê o especialista Joseph Levi, da universidade norte-americana de George Washington.
“Não faz sentido mudar, segundo o governo central, porque há manuais já prontos, professores formados que vieram de Portugal. Não há este interesse em usar o acordo”, disse à Lusa o professor de filologia portuguesa, que regressou este ano da Ásia.
Macau é oficialmente uma zona bilingue até 2049, com opção de continuar mais 50 anos.
Para debater a língua de Camões, os escritores José Eduardo Agualusa (angolano) e Mia Couto (moçambicano) revelaram, a um auditório lotado e extasiado, uma cumplicidade que vai muito além das fronteiras literárias e linguísticas. Com pitadas de humor, salpicado de situações ‘saia-justa’, discorreram sobre a convivência entre o português e a cultura local de cada país, além do beber na fonte de Jorge Amado, entre outros autores.
Sem comentários e que cada um faça opinião e tome uma opção. Eu já fiz e é não… porque sim.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A pobreza aumentou para as mulheres! Um n.º razoável enriqueceu. À custa das cotas?

Neste Ano Europeu da Pobreza e Exclusão, torna-se necessário questionar os fundamentos, isto é, os conceitos, os pressupostos, as hipóteses e as intenções dos estudos sobre a feminização da pobreza.
O processo de “feminização da pobreza” teve início quando a mulher, sozinha, teve que prover o seu sustento e o de seus filhos.
O conceito ‘feminização da pobreza’ representa a ideia de que as mulheres se vêm tornando, ao longo do tempo, mais pobres do que os homens.
Sublinhe-se:
1º - A pobreza tem escolhido cegamente homens e mulheres;
2º - A diferença entre sexos, tem a ver com as diferenças salariais, onde contabilizam as circunstâncias de a mulher ser mãe e educadora e ter outros direitos, que os homens não têm (a gravidez e o período/”regalias” pós-parto);
3º - Penso que se está a confundir pobreza com desemprego, em que pelas razões acima, escolhem o elo mais fraco;
4º - As lutas, justificadas no tempo, das reivindicações feministas, feitas por intelectuais e aspirantes aos cargos administrativos, não evoluíram para a realidade da mulher-tipo, trabalhadora e mãe, enquanto as outras feministas foram subindo, subindo, até deixarem de ver o mundo da mulher;
5º - Isto talvez tenha sido o primeiro passo para a violência doméstica sobre a mulher, que emergiu com o beneplácito das feministas-militantes da burguesia dos anos 70…
Depois foi o que se vê e o que não se vê, porque a violência doméstica é mais do que se publicita e mais abrangente no conceito, do que a visão minimalista de “o homem dar porrada na mulher”!
Um dia abordarei o tema, para polemizar, mas informando, sem querer ser juiz em causa própria…

O que é que a escola vai mudar na comunidade educativa?

O próximo ano lectivo vai começar com várias mudanças, além do encerramento de 700 escolas básicas que ainda promete dar muito que falar. O Ministério da Educação garante novidades na formação contínua dos professores, mas há medidas previstas no Plano Tecnológico da Educação, que estão atrasadas.
O novo Estatuto do Aluno
Promulgado na passada 4ª feira pelo PR, vai ser agora integrado nos Regulamentos Internos das escolas, cujo processo de revisão e aprovação só deverá estar concluído dentro de 2 meses.
Alarmes e videovigilância
Foram instaladas câmaras de videovigilância em 700 escolas básicas do 2º e 3º ciclos e Secundárias, a que se somam mais 300 escolas até ao final do ano. Serão instalados ainda 70.000 alarmes.
Formação para professores
O ME vai promover, em parceria com a Universidade de Coimbra, 5 edições de um curso de ensino à distância sobre “Violência e gestão de conflitos na escola”. A 1ª edição terá início em Outubro.
Cartão do aluno
Estava previsto para este ano lectivo, que todos os alunos maiores de 12 anos passassem a ter um cartão Multibanco, carregável pelos pais. O processo está atrasado.
A grande mudança, não para as escolas, mas para as crianças, as famílias e as respectivas comunidades, é o fecho das 700 escolas. Se cada um de nós fosse vítima desta medida, talvez fosse difícil entender o critério “científico”, mas como não somos, talvez seja mais fácil (calarmo-nos).
Porque será que os Regulamentos Internos não são um só, igual para todas as escolas, do mesmo País, se quase todos os RI são “primos” e outros tantos “siameses”?
As câmaras de videovigilância são para aumentar a segurança das escolas e ser um factor dissuasor de intrusões, furtos, roubos e outros actos de vandalismo, pelo que se presume que só vão ser activados fora do horário de funcionamento das escolas.
Formação à distância, para professores, dada por quem vive distante dos problemas do quotidiano, do lugar e do tempo da violência e conflitos.
Há uma coisa que não muda, os atrasos das medidas…

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Um neologismo com (um) sentido: “pauperofilia”

O neologismo “pauperofilia” (“paupere” = pobre + “filia” = desejo patológico) é a palavra que melhor retrata as acções de agentes políticos, sociais, religiosos e económicos, que eternizam o estado de pobreza, para obtenção de vantagens.
Cidades pauperófilas são aquelas cuja dinâmica propicia o surgimento e a manutenção de guetos, que marginalizam os seus habitantes, estigmatizando-os como pobres, em função do lugar onde moram.
A opção pelas directrizes do ordenamento urbano que resultam na perpetuação da pobreza, revela uma perversão política em relação ao ser humano.
Os pauperófilos são tão pragmáticos e dissimulados, que entronizam virtudes na pobreza em si, só para a justificar.
Este neoconceito faz todo o sentido, assim como a praxis, quer no campo do ordenamento territorial, em que o autor do artigo se centraliza, quer em todos os outros campos da estrutura socioeconómica em que vivemos, no passado e no presente, e pior, em que estamos condenados no futuro.
Não sei se o articulista sabia da “existência” de Salazar/Estado Novo e do elogia à pobreza, mas a táctica continua, caso contrário, como se poderá continuar a gostar dos pobrezinhos?

Se rezar chegasse, era bom!

Bento XVI voltou a fazer uma chamada para proteger a Terra, após a tradicional reza do Ângelus dominical que celebrou na residência de Castelgandolfo, lembrando que a 1 de Setembro, a Igreja italiana celebra o dia da salvaguarda da criação.
“Não pode existir paz sem o respeito pelo ambiente. De facto, temos o dever de entregar a Terra às novas gerações num estado tal, que também elas possam dignamente habitá-la e conservá-la. Que o Senhor nos ajude nesta tarefa”.
…E que as (micro, pequenas, médias e grandes) Empresas poluidoras e o Poder que regulamenta, administra e fiscaliza e os conceitos de Desenvolvimento, que norteiam os Países e as entidades mundiais, não rebentem com “isto”.
E que cada um de nós faça também alguma coisinha.

domingo, 29 de agosto de 2010

A paisagem regional é mesmo muito diferente e a demográfica também

A nível nacional, Junho fechou com perto de 1.500.000 precários, entre contratados a prazo e trabalhadores independentes isolados, sendo que uma parte substancial destas pessoas será um "falso recibo verde", verificando-se que:
No Centro e em Lisboa a quantidade de precários manteve-se estável;
Nos Açores, Alentejo e Algarve desceu;
Na Madeira e no Norte disparou.
"Temos assistido a menos e pior emprego", diz Cristina Andrade, do FERVE.
"A sustentabilidade dos mercados é aleatória, é natural que as empresas não queiram comprometer-se com contratos de duração ilimitada", justifica Gregório Rocha Novo, da CIP.
A propósito:
Já se diz (e insistir-se-á neste paradigma até se aceitar como dogma) que "Mais vale um mau emprego do que emprego nenhum", como diria La Palisse;
E descobre-se que afinal o Mercado não está nas preocupações dos Deuses e que até é natural que as Empresas não corram riscos, como diria Maquiavel.