terça-feira, 12 de abril de 2011
Ecos da blogosfera – 12 Abr.
à(s)
4/12/2011 07:00:00 a.m.
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segunda-feira, 11 de abril de 2011
Se não pensa, há 47 famosos que pensam por si…
Mas depois não se queixe, porque cada um dos signatários representa-se a si próprio e cada um de nós também. O somatório dos votos (iguais) de todos os cidadãos é que conta para a definição do rumo que os portugueses querem para Portugal.
Nota – Faz-me espécie ver o nome de algumas pessoas junto com outros, mas a liberdade também passa por aqui, a deles, mas não a nossa.
à(s)
4/11/2011 07:30:00 p.m.
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O Contraditório da INEVITABILIDADE…
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| Gheorghe Piperea |
Bruxelas devia apoiar o salvamento da falência dos bancos? Não, considera um jurista romeno, porque a manutenção do Estado-Providência é mais importante. E cita o exemplo dos islandeses, que optaram por não financiar o salvamento dos seus bancos.
Entre outubro de 2008 e outubro de 2010, a Comissão Europeia aprovou ajudas aos bancos num montante de 4.589 mil milhões de euros, ou seja, o PIB da Roménia durante 45 anos. Não se sabe quantas destas ajudas estatais passaram despercebidas, porque a Comissão foi (demasiado) generosa com este tipo de financiamento. Foram gastos 1.000 milhares de milhões de euros para salvar os bancos em 2008 e 250 milhões em 2009. Para todos os outros setores económicos reunidos, as ajudas aprovadas, no mesmo período, ascenderam a 73 mil milhões de euros – ou seja, 60 vezes menos.
As ajudas estatais representam um apoio atribuído às empresas pelas autoridades públicas com dinheiro público. São concedidas por decisões administrativas, decisões fundamentalmente anticoncorrenciais e discriminatórias, e para as quais os cidadãos não são consultados. Sem saber, o contribuinte europeu é implicado neste esforço de salvamento dos bancos da falência, de legitimidade duvidosa.
O contribuinte não se limita a pagar impostos, é igualmente um cidadão. E o cidadão tem direitos, não apenas obrigações. Antes de ser tornado solidário com os bancos endividados até à beira da falência e antes de ser associado aos riscos que comportam as suas negociatas, o cidadão tem de ter a certeza de que os seus direitos são acautelados, ou pelo menos ter a legítima esperança de que assim será.
O salvamento dos bancos faz caducar o dever de pagar impostos
Aceitamos pagar taxas e impostos porque esperamos que o Estado financie, corretamente e a tempo, o sistema de educação, a saúde, a ordem pública, a justiça e a Defesa. Os grandes défices destes sistemas, quando o Estado considera como prioritário o salvamento dos bancos da falência, fazem caducar o sentimento de dever dos cidadãos em matéria de pagamento dos seus impostos. Não queremos pagar impostos para que o Estado equilibre os buracos negros de um sistema financeiro que (ainda) é guiado pelo slogan "greed is good" (ganância é bom).
Contribuímos para os sistemas de segurança social porque esperamos que, quando tivermos necessidade, eles nos apoiarão com dinheiro e prestações sociais, que nos permitirão sair de um impasse ou levar uma existência decente nos casos de invalidez, doença, licença parental, acidente, etc.
Estas prestações sociais, financiadas com muito tempo de antecedência pelos que contribuem, são mais importantes do que a necessidade de salvar sistemas financeiros responsáveis pela sua própria crise e que, no conjunto, continuam a obter lucros através de diversos esquemas, no “trading”, nos mercados cambiais, em ajudas estatais ou em malabarismos com dinheiro virtual.
Os bancos e os seus credores, incluindo os detentores de obrigações, devem suportar o risco dos maus investimentos que fizeram. São profissionais do risco, sabem avaliar os riscos de um investimento e os recursos necessários para os assumirem. Especulam mesmo sobre a evolução dos acontecimentos, aceitando a qualquer momento a possibilidade de perder, pelo que não podem e não devem ser protegidos.
Os particulares, no entanto, não têm os mesmos meios que os bancos. É essa a razão pela qual são os destinatários exclusivos das leis de proteção (enquanto investidores, donos de poupanças, consumidores ou contribuintes).
Os islandeses não se deixaram impressionar
Os bancos não são os únicos credores do Estado: os cidadãos são-no igualmente. Com efeito, os cidadãos são os credores mais importantes e mais numerosos. Recapitulemos: a Irlanda não aceitou deixar os seus bancos abrir falência; salvou-os, pagando por eles cerca de 60 mil milhões de euros (o que elevou o défice das contas públicas para 32% do PIB).
Agora, o próprio Estado está em falência e sob o controlo dos credores financeiros, e já não de cidadãos irlandeses. Em contrapartida, a Islândia aceitou deixar todos os bancos irem à falência. As suas dívidas são, assim, suportadas pelos credores. Os islandeses não foram afetados diretamente, apesar de terem sido atingidos pela crise.
A Islândia organizou mesmo um referendo, através do qual os cidadãos rejeitaram o salvamento dos bancos. Não se deixaram impressionar por expressões como "too big to fail" (demasiado grandes para falir), concebidas para manipular os espíritos.
O seu Presidente, Olafur Grimsson, disse, na ocasião: "Como podemos obrigar as pessoas a pagar pelos erros dos banqueiros?" É uma boa pergunta para um Presidente, para um primeiro-ministro, para um governador. Na Roménia, como em qualquer lugar.
Hoje já vai no 2º referendo.
à(s)
4/11/2011 03:30:00 p.m.
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Aqui os bancos pagam as dívidas. CLARO!
Os islandeses rejeitaram claramente – e pela 2ª vez consecutiva – o pagamento da dívida reclamada pelo Reino Unido e pela Holanda depois da falência do banco Icesave em 2008.
Cerca de 58% dos islandeses voltaram a oferecer um rotundo “não” no 2º referendo sobre o tema no espaço de um ano.
Em causa está o reembolso de quase 4 mil milhões de euros de 300 mil clientes britânicos e holandeses do Icesave, que perderam os investimentos quando o banco se afundou em plena crise económica mundial.
O triunfo do “não” deixa pendente o processo de adesão do país à União Europeia, até que se resolva a questão, e enfraquece a coligação no poder desde as legislativas antecipadas de 2009.
Anteontem houve um 2º referendo na Islândia, para decidir se era o Estado (os contribuintes) a pagarem aos clientes estrangeiros, os depósitos que lá tinham, Pouco se falou do assunto nos nossos media, muito menos do(s) resultado(s) e para que conste…
Por um lado, é de realçar a coragem de UM POVO dizer não ao pagamento de dívidas dos “seus” bancos e que se tenha de considerar corajoso tal ato, quando ele é tão básico como absurdo. Teimar é sempre vencer e no caso, defender a dignidade e a soberania.
Por outro lado, tal atitude parece que põe em perigo a adesão da Islândia à UE.
Que bom para eles que não precisaram, nem passarão a precisar de “ajudas” dos “amigos” europeus e conseguirão, mais depressa, chegar a bom porto, fazendo justiça.
Quem deve, que pague!
à(s)
4/11/2011 09:30:00 a.m.
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Eu sei lá, sei lá!
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4/11/2011 07:00:00 a.m.
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domingo, 10 de abril de 2011
5 de junho: uma FARSA democrática e eleitoral!
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| Boletim de voto para as próximas eleições (sugestão) Basta escolher entre as instituições que nos vão (continuar) a governar |
O comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros e o presidente do BCE pediram aos líderes portugueses para falarem menos na praça pública. É preciso trabalho a sério, calmo e rápido, alertaram.
"Para o bem de Portugal e para o bem da Europa, preferia não ter de dialogar na praça pública todos os dias com os dirigentes de Portugal", disse o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn.
No mesmo sentido o presidente do BCE, Trichet, afirmou que o que é preciso "é trabalho sério, certamente não em público, feito com base em todas as sensibilidades (políticas) ".
Olli Rehn defendeu que "é importante que, em conjunto com as autoridades portuguesas, ora com o Governo ora com a oposição e com outros actores-chave, como o Presidente da República (...), consigamos definir uma estratégia que garanta um acordo rápido com todas as partes quanto a um programa de ajustamento orçamental".
E voltou a insistir apelando: "Comecemos agora a trabalhar de forma calma e rápida, não tenhamos diálogos na praça pública todos os dias, concentremo-nos no trabalho de preparação deste programa".
A ajuda financeira a Portugal, que terá de chegar até Maio na sua primeira tranche, só será concretizada depois de um entendimento entre os partidos do arco da governação – PS, PSD e CDS – quanto a um programa de redução do défice público.
Os líderes europeus não aprovarão a ajuda sem que os partidos que possam vir a integrar o Governo que sair das eleições de 5 de Junho assinem um documento comprometendo-se, no mínimo, a concretizar as medidas necessárias para reduzir o défice público para 4,6% este ano, 3% em 2012 e 2% em 2013.
Jean-Claude Trichet, que, um dia antes, admitira ter “encorajado” o pedido do Governo português, reagia à entrevista do presidente da Associação Portuguesa de Bancos, em que António de Sousa afirma que o BCE deu “instruções claras” aos bancos portugueses para cortarem nos empréstimos ao Estado.
Neste “sistema democrático” em que nos meteram, um COMISSÁRIO (não eleito pelos europeus, muito menos pelos portugueses) e o presidente do BCE (não eleito pelos europeus, muito menos pelos portugueses) vem publicamente dizer que os políticos portugueses não devem falar em público, sobre as “negociações” sobre o nosso veredicto. Portanto, degredo e segredo!
E dizem mais, que a negociata deve ser feita com base em todas as sensibilidades políticas, significando “todas as sensibilidades políticas”: os partidos do arco da governação – PS, PSD e CDS. Os outros partidos, BE, PCP e Verdes, têm o mesmo destino factual do Herri Batasuna em Espanha, mesmo só usando a arma dos argumentos e de se oporem ao acorrentar dos cidadãos sem voz e sem poderes.
E para remate ou chave de ouro, uma ameaça: os líderes europeus não aprovarão a ajuda se os partidos (do ARCO) não assinarem um compromisso, que lhes permita concretizar as medidas necessárias(?) para reduzir o défice público…
É a vergonha mais antidemocrática a que se assiste depois do 25 de Abril.
E vão andar os partidos em ELEIÇÕES, a lutar pelo 1º, quando o “importante” é só ficar num lugar do pódio, porque todos eles (os do ARCO) terão que obedecer a estes senhores, qualquer que seja a ordem, que é arbitrária…
Por isto e dentro do pragmatismo mais pragmático, talvez os boletins de voto devam ser substituídos, PARA BEM DA VERDADE, para vergonha dos partidos do ARCO e para que os portugueses tenham consciência desta FARSA DEMOCRÁTICA E ELEITORAL…
à(s)
4/10/2011 07:30:00 p.m.
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Portugal, uma Junta de Freguesia da Europa!
Um dia após o pedido oficial do governo português, a UE decidiu que o acesso de Portugal ao pacote de resgate financeiro deverá transcorrer rapidamente.
Com 80 mil milhões de euros, a UE, o Eurogrupo e o FMI pretendem ajudar Portugal a pagar as suas dívidas e em contrapartida terá de empreender um duro programa de austeridade e dolorosas reformas estruturais, apoiado em condições estritas e negociado com as autoridades portuguesas, com o envolvimento dos principais partidos políticos, acertaram os ministros da EU e outorgaram um mandato a especialistas da Comissão Europeia, do BCE e do FMI, para em Lisboa prosseguirem as negociações.
"A preparação irá começar imediatamente, para se chegar a um acordo interpartidário que assegure que o programa de ajustamento possa ser adotado em meados de maio e implementado rapidamente depois da formação do novo governo", acrescenta a declaração dos ministros.
"Três pilares"
Segundo o texto da declaração conjunta dos ministros da UE, o programa com que Lisboa terá de se comprometer terá por base "três pilares" em que o primeiro será "um ajustamento orçamental ambicioso".
Em segundo lugar, os ministros europeus pedem "crescimento e competitividade para reforçar as reformas com a remoção de inflexibilidades nos mercados de produtos e de trabalho", o que deve incluir também um "ambicioso programa de privatizações".
Em terceiro lugar, o programa deve incluir "medidas para manter a liquidez e a solvência do setor financeiro".
Os ministros das Finanças da zona do euro e da União Europeia repetiram o apelo a todos os partidos políticos portugueses para concluírem "rapidamente" um compromisso sobre o programa de austeridade.
Baseado em primeiras estimativas, o comissário europeu de Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, informou que o país precisaria de aproximadamente 80 mil milhões de euros por um prazo de aproximadamente 3 anos. Após as eleições parlamentares de 5 de junho, os detalhes do programa de austeridade serão discutidos com o novo governo.
O ministro de Finanças da Holanda disse que o resgate a Portugal deverá ser o último no âmbito da zona do euro, acrescentando que "os outros países estão seguros".
Quem não via, tem que começar a ver o que significa SOBERANIA e como ela começou a ser beliscada.
Quando se diz que a UE, o Eurogrupo e o FMI pretendem ajudar Portugal a pagar as suas dívidas, isto significa que nos vão DAR o dinheiro, ou nos vão EMPRESTAR? A dívida vai manter-se (só troca de mãos) e ainda por cima vamos pagar em sacrifícios, o que nos impedirá de pagar a dívida?
Os ministros da UE acertaram as condições a que o apoio nos obriga, acertaram que os principais partidos políticos tem que chegar a um acordo, acertaram que só assim será implementado e acertaram que o será logo após a formação do novo governo, seja ele qual for.
E sobre o “acordo”, andam aqui as altas cabeças a discutir se o PR entra, se o governo avança e se a oposição ajuda… Mas estes senhores ainda não perceberam que já não mandam nada em Portugal? Quem manda são os Ministros das Finanças, mesmo daqueles países que já estão a pagar as favas ao dono e principalmente os dos países que estavam com a corda na garganta e a quem nós a aliviamos. Isto é que vai uma rebaldaria DEMOCRÁTICA… uma caricatura de DEMOCRACIA!
Deixemos de lado os 3 pilares, porque os conhecemos de outros filmes e não sustentarão qualquer soberania derrubada…
Talvez seja bom irmo-nos habituando a brincar aos PEC, porque o PEC 4, chumbado pela maioria dos representantes dos cidadãos, vai ter nova versão (PEC 4/2) para 3 anos, só para pagarmos os 80 mil milhões de euros da 1ª “ajuda”, cujos detalhes serão “discutidos” com o novo governo (seja ele qual for).
É claro que, não se podendo pagar em 3 anos a “ajuda”, haverá um PEC 5 e mais os que os Ministros das Finanças da UE quiserem, porque agora os outros países já estarão seguros e aliviados, por sermos nós a eliminar a ameaça do efeito dominó…
Sorria, chegou à UE e à “demoniocracia”!
à(s)
4/10/2011 03:30:00 p.m.
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Pior do que a Gripe A(mericana), porque existe…
A crise financeira fragilizou a imagem de império dos Estados Unidos e colocou os seus habitantes em vexames típicos de países pobres (como desemprego recorde, endividamento, falência de empresas, redução do consumo). Por outro lado, países emergentes como o Brasil, Índia e China mostraram fôlego nas suas economias, despontando como alternativas para investimentos. A recessão na América também coincidiu com um forte sentimento antiamericano devido principalmente ao clima de "caça às bruxas" por causa do terrorismo e da guerra no Iraque.
No seu livro "Capitalismo Parasitário", o sociólogo polaco, Zygmunt Bauman, analisa factos e comportamentos da atualidade (como a crise financeira, problemas na educação, bulimia, anorexia e medo), traçando um perfil da sociedade contemporânea. Ele contesta avaliações como a de que o fundo do poço norte-americano represente algum sinal do fim do sistema capitalista.
"A atual contração do crédito não é um sinal do fim do capitalismo, mas apenas da exaustão de mais um pasto. A busca de novas pastagens terá início imediatamente, alimentada, como no passado, pelo Estado capitalista, através da mobilização forçada de recursos públicos (usando os impostos, em lugar do poder de sedução do mercado, agora abalado e temporariamente fora de operação). Novas ‘terras virgens’ serão encontradas e novos esforços serão feitos para as explorar, por bem ou por mal", escreve o autor no livro.
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Sem meias palavras, o capitalismo é um sistema parasitário. Como todos os parasitas, pode prosperar durante certo período, desde que encontre um organismo ainda não explorado que lhe forneça alimento. Mas não pode fazer isso sem prejudicar o hospedeiro, destruindo assim, mais cedo ou mais tarde, as condições da sua prosperidade ou mesmo da sua sobrevivência.
Escrevendo na época do capitalismo ascendente e da conquista territorial, Rosa Luxemburgo não previa nem podia prever que os territórios pré-modernos de continentes exóticos não eram os únicos "hospedeiros" potenciais, dos quais o capitalismo se poderia nutrir para prolongar a própria existência e gerar uma série de períodos de prosperidade.
Nos tempos recentes, assistimos a outra demonstração concreta da "lei de Rosa", o famigerado affaire das hipotecas, que estão na origem da atual recessão: o expediente de fôlego curto, deliberadamente míope, de transformar em devedores indivíduos desprovidos dos requisitos necessários à concessão de um empréstimo. A única coisa que eles inspiravam era a esperança (um tanto astuta, mas vã, em última análise) de que o aumento dos preços das casas, estimulado por uma procura artificialmente inflacionada, pudesse garantir, como um círculo que se fecha, que os "compradores de primeira viagem" pagassem os juros regularmente (pelo menos por algum tempo).
Hoje, quase um século depois de Rosa Luxemburgo ter divulgado a sua intuição, sabemos que a força do capitalismo está na extraordinária “engenhosidade” com que busca e descobre novas espécies hospedeiras sempre que as espécies anteriormente exploradas se tornam escassas ou se extinguem. E também no oportunismo e na rapidez, dignos de um vírus, com que se adapta às idiossincrasias dos seus novos pastos.
à(s)
4/10/2011 09:30:00 a.m.
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Ecos da blogosfera – 10 Abr.
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4/10/2011 07:00:00 a.m.
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sábado, 9 de abril de 2011
Liberalismo, Neoliberalismo, ou Ultraliberalismo?
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Diagrama de Nolan |
Fazendo duras críticas "à cegueira contra o PS" do PCP e do Bloco de Esquerda, o secretário-geral do PS alertou para o facto de que nas eleições de 5 de Junho "a escolha vai ser entre um Governo liderado pelo PS ou um Governo liderado pelo PSD".
Continuando na crítica ao PCP e ao BE, Sócrates pediu aos portugueses de esquerda que não cometam "os mesmos erros" que foram cometidos por aqueles partidos e sublinhou: "Só a concentração de votos no PS poderá travar a agenda liberal, aventureira e perigosa" do PSD e, também, do CDS.
O PSD, avisou Sócrates, tem políticas "ultraliberais", que visam acabar com o "tendencialmente gratuito" para a Educação e Saúde e impor o "despedimento livre" no mercando laboral, enquanto o PS quer "um projecto de qualificação da escola pública" e corrigir "os indicadores de rigidez do mercado de trabalho", alinhando por "posições mais favoráveis aos trabalhadores".
O pedido de resgate concretizado esta semana quase passou ao lado do discurso de Sócrates.
Sócrates, depois de limitar a liderança do poder saído das próximas eleições apenas ao PS, ou ao PSd, fez uma leitura do nosso passado democrático e eleitoral, com menos desprezo pelos restantes partidos, como tem feito muitos outros políticos, “analistas”, banqueiros, politólogos, etc., que até se riem publicamente, quando se referem os paridos à esquerda do PS ao contrário, de JS que atirou em todas as direções, da sua esquerda à sua direita, sem discriminação....
Quanto ao BE e PCP, tentou desacreditá-los, desacreditando em consequência os seus eleitores (o que não é muito democrático), mas pediu-lhes os votos.
Em relação CDS, as referências e as críticas políticas não foram muitas, mas não deixou de o catalogar apenas como liberal (o que é mau no seu entender), provavelmente para não fechar Portas a qualquer eventual e necessário acordo pós-eleitoral.
Já sobre o PSd, principal alvo da metralhada, para além de o responsabilizar pelo “Apocalypse Now” alerta-nos para a sua agenda liberal (aventureira e perigosa) e avisa-nos para as suas políticas ultraliberais (mais aventureiras e mais perigosas), na mesma escala das claques desportivas…
Ficamos sem saber se este PS que Sócrates dirige, é liberal, neoliberal (a 3ª via do Blair dos copos), ou ultraliberal, em teoria, porque a prática é que nos permitiu e permitirá classificar as teorias que cada partido adota quando está no poder.
Curioso é Sócrates definir quem é a esquerda e a direita a partir do seu PS, o que o coloca no centro, auto excluindo-se da esquerda.
Entretanto, o
Na ressaca de uma governação socialista “amarrado a uma política de direita”, Bloco e PCP convergiram na urgência de um governo de esquerda, conclusão de um encontro das duas forças. Francisco Louçã instou ao ressurgimento de uma esquerda que se erga num "governo contra a bancarrota", como única saída para a atual situação do país.
"Devemos ter uma política de esquerda contra a bancarrota, que recuse o FMI e que dê consistência a políticas económicas, concentrados naquilo que é essencial: resposta ao desemprego e à recessão", insistiu Louçã.
"O PS está hoje a propor em Budapeste a redução das pensões dos reformados, a redução dos salários". "Por isso é tão importante que a esquerda se erga e que num processo de convergência, de aproximação, diálogos, estabelecimento de pontes, como hoje entre BE e PCP e certamente entre tantas pessoas que partilham a mesma preocupação, haja uma determinação e uma confiança", defendeu, para sublinhar que nesse sentido Bloco e PCP "se têm cruzado na rejeição das políticas de austeridade e de recessão".
PS está "amarrado a política de direita"
Vendo o PS "amarrado a uma política de direita", com um primeiro-ministro determinado em "manter o rumo", Jerónimo de Sousa reiterou que, apesar de não saber "qual vai ser o comportamento do PS depois das eleições”, parece claro que não há disposição para que haja uma “rutura e mudança e encontrar uma solução alternativa, uma política patriótica e de esquerda", propugnando "um envolvimento amplo de todos aqueles que, não sendo do PCP, dos Verdes ou do BE, acham que é tempo de dizer basta e que é preciso um novo caminho".
Sobre a constituição de um "Governo patriótico e de esquerda", Bernardino Soares sublinharia também que é uma "proposta que se dirige a todos" e não "especificamente ao BE".
Francisco Louçã pretende apresentar uma proposta de “unidade à esquerda”, que deixa de lado o PS, por verificar que “há muito vem sacrificando o socialismo e mesmo a tradição social-democrata europeia no altar da terceira via das políticas liberais”.
E no mesmo tempo, em outro lugar, verifica-se que o BE e o PCP, acusam o PS de Sócrates de ter estado e estar amarrado a uma política de direita, que sacrifica o socialismo e mesmo a social-democracia europeia à 3ª via (pragmatismo) das políticas liberais. E por isso, o BE exclui o PS de qualquer acordo da esquerda, enquanto o PCP (pouco convicto) deixa a hipótese no ar.
Neste encontro e no dia a dia político, estes dois partidos, que se classificam de esquerda, englobam também (historicamente) o PS enquanto o PSd e CDS-PP os considera de direita, deixando-nos a pensar que em Portugal não há partidos do centro.
E enquanto no Congresso do PS o pedido de resgate (concretizado esta semana) quase passou ao lado, a preocupação primeira do encontro entre o BE e o PCP centrou-se exatamente sobre as consequências deste pedido de “ajuda”, que no fundo é o que vai definir se a política do próximo governo vai ser liberal, neoliberal, ou ultraliberal…
Pela história recente das intervenções do FMI, pela austeridade que sempre impõe sobre os mais pobres e mais fracos, pelo saque que faz a tudo que é Público (desde que seja rentável) privatizando e distribuindo regalias pelo Privado (setor bancário e financeiro) não há dúvidas de que teremos uma política de Direita, assente em teorias ultraliberais, seja qual for o governo que resulte DA VONTADE DO POVO…
Afinal, vamos votar para quê? E a culpa de quem é? DO POVO!
à(s)
4/09/2011 05:00:00 p.m.
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