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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Contramaré… 11 jun.

Maria Luís Albuquerque, questionada sobre se Portugal pode passar sem o último “cheque” da 'troika' - em suspenso até à adoção de medidas alternativas àquelas chumbadas pelo Tribunal Constitucional -, admitiu que sim e que é uma possibilidade que pode ser ponderada pelo Governo. “Poder, pode... Podemos ponderar essa hipótese, mas não há decisões ainda, ainda estamos a ponderar o que fazer”, disse.
O último cheque da troika equivale a pouco mais de 2.000 milhões de  euros, segundo disse ainda a ministra.

terça-feira, 10 de junho de 2014

O “Princípio de Peter”: Do/as fraco/as também reza a história…

Já vai sendo um hábito na instituição liderada por Christine Lagarde. Depois de ter reconhecido "falhanços notáveis" no 1.º resgate à Grécia, e de ter assumido erros no cálculo dos efeitos da austeridade, não só em Portugal mas também na economia global, a directora do Fundo Monetário Internacional (FMI) volta a dizer: "Estávamos errados". Desta vez o alvo da errata de Lagarde é a economia britânica que, ao contrário do que a instituição previa está a recuperar melhor e mais depressa do que o estimado pelo Fundo Monetário Internacional.

A instituição foi, desde sempre, uma forte crítica das políticas de austeridade prosseguidas pelo governo britânico. Há um ano o economista-chefe do FMI, Oliver Blanchard, dizia mesmo que o executivo estava a "brincar com o fogo", referindo-se aos cortes orçamentais previstos. No entanto, um ano mais tarde, o FMI revê as estimativas de crescimento para este ano, agora em 2,9%, a melhor marca entre os G7. Ontem, em entrevista à BBC, Lagarde reconheceu que: "Estávamos errados. Claramente o aumento da confiança que resultou das políticas económicas adoptadas pelo governo surpreendeu muitos de nós". Questionado sobre se teria pedido desculpas ao chanceler do Tesouro britânico, George Osborne, a directora do FMI respondeu: "Tenho de me pôr de joelhos?". "Já dissemos claramente que subestimámos o crescimento no Reino Unido e que a realidade dos desenvolvimentos económicos veio provar que as nossas estimativas estavam erradas".

É mais um caso de erro de cálculo do FMI quanto aos efeitos da austeridade na economia, mas ao contrário dos últimos episódios, desta vez o FMI terá pecado por excesso de conservadorismo.
É uma aposta dos diplomatas europeus. A próxima presidente da Comissão Europeia pode mesmo ser Christine Lagarde, a atual diretora geral do Fundo Monetário Internacional, face à ausência de uma maioria expressiva nas Europeias.
A presidente do FMI, Christine Lagarde, negou ser candidata à presidência da Comissão Europeia: "Não sou candidata. Tenho um trabalho bastante importante e tenho intenção de terminar meu mandato", disse.

Nesta semana, a chanceler alemã Angela Merkel consultou o presidente francês François Hollande para saber se ele estaria disposto a apoiar uma eventual candidatura de Lagarde, ao comanda da Comissão Europeia, o poder executivo da União Europeia (UE).
Lagarde, que foi Ministra das Finanças de Sarkozy, na era Merkozy, como tal, não resolveu os problemas financeiros da França, nem do Euro, mas mesmo assim ou por isso, foi nomeada para Diretora-geral do FMI, destacando-se, nessas funções, o Fundo se ter enganado em todas as erráticas medidas de austeridade (com mais este o caso) aplicadas aos países intervencionados e ela própria ter confessado, várias vezes, embora tenha insistido, contraditoriamente, nas mesmas, talvez aconselhada pela Sra. Merkel, que agora parece querer adotá-la como substituta de Durão Barroso, o “fraco”.
Apesar de a chanceler ir “insistindo” em Junker para Presidente da Comissão Europeia, cuja família política não obteve a maioria absoluta no Parlamento Europeu, o “convite” a Lagarde ou a aceitação da Sra. Diretora-geral, só quer dizer que ELA já se apercebeu das suas fraquezas e dessas vantagens, a exemplo do que aconteceu com o Zé Manel e acontecer(i)á com Junker…
E se Lagarde nega vir a aceitar o lugar “oferecido” por Merkhollande, como no futebol, só quer dizer que será a próxima Presidente da Comissão Europeia, por ter a convicção de ter um trabalho bastante mais importante do que no FMI, lugar que qualquer outro badameco pode desempenhar, desde que tenhas bom feitio e maus fígados…
Dos fracos também reza a História, como demonstra o “Princípio de Peter”…

Ecos da blogosfera - 10 jun.

70 anos depois, os vencedores e a vencedora, 70 anos depois…

Sei lá! Faz-me uma certa impressão saber que na foto estão os vencedores de há 70 anos e no meio, sem se distinguir, os vencedores passados 70 anos… Se não, por que se juntariam às celebrações da “derrota”, mesmo de preto?
Para não esquecer:
Em 8 de junho de 1935, o Ministério do Interior do Reich divulgava a 4.ª lista com nomes de pessoas que perdiam a cidadania alemã, incluindo nomes famosos como Bertolt Brecht e Erika Mann.
A 4.ª lista de desnacionalizados pelo regime nazi foi divulgada em 8 de junho de 1935. Nela constam os nomes de 41 pessoas, entre elas, personalidades como os escritores Erika Mann e Bertolt Brecht e o jornalista Karl Höltermann. Todas foram declaradas indignas de manter a cidadania alemã. Por outras palavras: desde aquele 8 de junho não eram mais cidadãos alemães.
A base para a retirada da cidadania de pessoas contrárias ao regime tinha sido estabelecida já meio ano após a ascensão dos nazis ao poder, com a Lei sobre a revogação da naturalização e a privação da nacionalidade. A lei retirava todos os direitos políticos dos atingidos, e a pessoa que perdia a cidadania alemã não era mais protegida pelo Estado.
Entre as primeiras vítimas da desnacionalização promovida pelos nazis estavam os escritores Heinrich Mann e Kurt Tucholsky (que se matou no exílio, na Suécia), Erich Weinert e muitos outros. Todos foram condenados ao expatriamento. A justificação para a lei era que as pessoas por ela atingidas tinham faltado ao "dever de fidelidade ao Reich e ao povo."
Na prática, a cidadania era cassada mesmo sem justificações concretas. No caso de políticos e escritores, bastava estar no esttangeiro. O património dos cassados era, naturalmente, confiscado – uma boa oportunidade para o enriquecimento dos seguidores de Hitler.
Até 1938, os nazis divulgaram mais de 80 listas, contendo 5.000 nomes de expatriados. No total, a expatriação atingiu 40.000 pessoas – um número que não inclui, entretanto, os judeus deportados pelos nazis. Todas puderam voltar a requerer a cidadania alemã depois da II Guerra Mundial. Atualmente, o artigo 16 da Lei Fundamental Alemã proíbe a cassação da cidadania.
O Analfabeto Político
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguer, dos sapatos e dos remédios, dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e enche o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, desonesto, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
Bertolt Brecht

Contramaré… 10 jun.

Marcelo Rebelo de Sousa diz que o pedido de aclaração ao Tribunal Constitucional por parte do Governo "foi um disparate e um erro de direito" e diz que "o Tribunal Constitucional deve rir-se compulsivamente e devolver ao remetente" o pedido de aclaração.
Marcelo afirma mesmo, "não percebo como é que ninguém sabe de direito naquele Governo. Achou que ainda estava em vigor, que se aplicava uma lei que ele próprio tinha mudado".
Sobre as críticas de Passos Coelho aos juízes do Palácio de Ratton, Marcelo diz que "quem escolheu os últimos juízes foi a maioria. Agora vem queixar-se de que foram mal escolhidos, não foram escrutinados, não foram controlados. E de quem é a culpa? Dele, que estava distraído, que não fez o trabalho de casa: ele e o Paulo Portas. Portanto não se queixe de uma asneira que fez no passado", sublinhou.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Quando se pensa "ao sabor das marés", ninguém pode escapar!

Ao fim de tantos acórdãos, é claro que o Tribunal Constitucional não autorizará qualquer corte nos salários da função pública. Podemos discutir se os argumentos fazem mais ou menos sentido, apontar contradições nos acórdãos, expor a ideologia política subjacente às decisões, contestar a interpretação lata e musculada do princípio da igualdade. Mas para a carreira dos funcionários públicos a conclusão não tem discussão: o salário não volta a cair.
Ricardo Reis
Engana-se no entanto quem pensa que este é o fim da discussão sobre a função pública. As contas continuam a estar desequilibradas e não desapareceram as muitas pessoas que não querem pagar mais impostos, mas querem um Estado mais pequeno, com menor despesa salarial. Muitas delas elegeram este governo e vão continuar a votar na reforma do Estado, que passa por menos gastos com a função pública. Como é que isto pode acontecer?
Por um lado, têm de reentrar nas propostas legislativas os despedimentos na função pública. É verdade que o TC já chumbou uma proposta com este efeito. Mas, na altura, os juízes esclareceram que era a forma de despedir que era inconstitucional, não a possibilidade. Talvez os argumentos do TC mudem no futuro para chegar à conclusão de que afinal não se pode despedir. Mas pelo menos, ao contrário dos salários, não se pode apelar aqui ao princípio da igualdade com o privado.
Por outro lado, uma reação mais construtiva do governo ao acórdão seria rever já, em baixa, o novo quadro remuneratório da função pública. Se os compromissos salariais feitos no passado não podem ser revistos, isto é um forte argumento para que os novos compromissos sejam bem mais conservadores, sobretudo nas promoções.
Terceira possibilidade: se a nova jurisprudência diz que não se pode cortar salários públicos, a única forma de controlar custos é ser extremamente cauteloso com aumentos. Além de congelar os salários, o governo pode tentar rever o processo orçamental para tornar muito difícil qualquer subida de salário na função pública. O próprio TC devia acolher este esforço: se estabeleceu que as subidas no salário são irreversíveis, os importantes princípios da confiança no futuro e da sobrevivência do Estado só podem ser mantidos se aumentos excessivamente generosos puderem ser eliminados e vigiados pelo próprio TC.
Como as marés, as restrições orçamentais têm esta característica: podemos reagir a elas de diferentes formas, mas não lhes podemos escapar. Quando o TC declarou inconstitucionais os cortes dos salários na função pública, isto não resolveu um problema, só iniciou uma nova ronda de problemas e más soluções.
Para o opinador, porque há muitas pessoas que não querem pagar mais impostos (as do Privado, digo eu), mas querem um Estado mais pequeno (e mais Privado, digo eu), com menor despesa salarial (e piores serviços, digo eu) e porque elegeram este governo (enganados, digo eu) vão continuar a votar na reforma do Estado (diz ele), sem referir a maioria necessária para continuar as malfeitorias contra os Funcionários Públicos e reformados…
Para ele, há 3 saídas (para não penalizar os Privados):
Despedir mais na função pública (a qualidade dos serviços, também para os Privados, que se lixe!);
Rever em baixa o novo quadro remuneratório da função pública (que se lixem os jovens) e sem promoções (vira tudo “magalas”);
Congelar os salários (que é mesmo que cortar), como se já não estivessem congelados há anos e reduzidos…
E ao contrário do que sentencia, quando o TC declarou inconstitucionais, entre outras medidas de anteriores orçamentos, os cortes dos salários na função pública para 2014, resolveu muitos problemas de pessoas, de empresas e da economia, eliminando um sem número de problemas e gerando boas soluções, que animaram o comércio interno, abrindo um postigo para o consequente e inesperado “milagre”, que até fez reduzir as taxas de desemprego…
Se eu fosse do Privado, talvez pensasse como pensa o opinador…
Como as marés, podemos reagir a elas de diferentes formas, mas ninguém lhes pode escapar, seja do Público ou do Privado…

Ecos da blogosfera - 9 jun.

Há um muro que separa este governo da nossa Constituição…

O Governo é um delinquente reincidente. E, quando presta declarações, mente. Não seria grave se, com isso, não sujasse a democracia.
Isabel Moreira
“Muro baleado” de Teresa Margolles
Vejamos: vivemos num Estado democrático, mas num Estado de "direito" democrático. É a palavra do meio que Passos, Portas e companhia fingem não entender. Nós, os pretensos súbitos e súbditos estúpidos, por acaso sabemos que a referida palavra dá-nos a garantia de que o poder político está sempre limitado pela legalidade, sabemos que os nossos direitos fundamentais são, através da Constituição e do Tribunal Constitucional (TC), contramaioritários. Estão protegidos seja qual for a maioria política do momento.
O TC é um órgão de soberania fundamental que garante que a lei produzida pelo político não fere a Constituição, ou viveríamos numa selva arbitrária. Como a lei, com as suas normas, é também uma decisão política, 10 dos juízes do TC são eleitos - depois de escrutinados, para usar o vocabulário do PM, na primeira comissão -, por maioria de 2/3 terços. Os restantes são cooptados.
Vem agora o Governo acusar o TC de invadir o domínio da governação, Passos apela ao escrutínio e põe em causa o consenso de décadas em torno do TC, pede uma "aclaração" da última decisão sobre os cortes nos salários dos funcionários públicos, aclaração essa que já não consta do Código do Processo Civil, por ter sido revogada pelo mesmo Governo que a tinha por manobra dilatória e que agora pede por ela envolvendo a AR.
O Governo está desnorteado e é um delinquente propositadamente reincidente.
O TC deixou passar os cortes acima de 1.500 euros em 2011, traçando as linhas vermelhas conhecidas; o TC deixou passar esses mesmos cortes em 2012 e em 2013, com as linhas conhecidas; o TC não deixou passar em 2012 o esbulho adicional de 2 subsídios aos funcionários públicos e aos pensionistas, com as linhas vermelhas conhecidas; o TC não deixou passar o insistente esbulho, nos mesmos, de um subsídio em 2013, com as linhas vermelhas conhecidas; os cortes, aqueles a partir de 1.500 euros e com as percentagens habituais nunca foram chumbados.
De que se queixa o Governo? Sem uma reforma estrutural para apresentar ao país, insistiu e insistiu em provocar a jurisprudência do TC, surgindo com o mesmo: esbulhar os funcionários públicos, pasme-se, a partir de 675 euros brutos, porque, sendo mais do que o salário mínimo, não se trata de gente pobre, alegou o executivo. Se não fosse o TC, que já agora só atua a pedido, não sendo, portanto, ativista, teríamos um Governo que se dispunha a executar o seu desígnio nacional carregando nos funcionários públicos, fustigados há 4 anos, desta feita, não a partir de 1.500 euros, mas a partir de 675 euros milionários.
O significante das palavras "reformas estruturais" é só um: cortes.
O delinquente propositadamente reincidente vai de lei em lei contra a Constituição, sabendo que haverá decisão de inconstitucionalidade e, depois, faz uma ópera desafinada.
Pelo meio, pede aclarações do aclarado a um TC que já ajudou Passos em muito: em 2012 a decisão foi de aviso, não teve efeitos; agora, o TC permite ao delinquente propositadamente reincidente esquecer que roubou durante 5 meses e só repor a legalidade de 30 de maio para a frente.
Isto não é um Governo. É um filme mau do padrinho, abençoado por Cavaco que não pediu a preventiva apesar de saber ler os acórdãos anteriores do TC.
No filme, tenta fazer-se esquecer de coisas como estas: a decisão do TC em nada mexe com os limites do défice; a decisão do TC, como as outras, são sobre cortes cegos, porque não há uma reforma estrutural em curso; as decisões do TC atingiram uma margem magríssima da austeridade; os mercados estão tranquilos porque sabem que a decisão do TC é irrelevante para os objetivos do Governo; o Governo é um delinquente propositadamente reincidente no quadro de uma CRP flexível, moderna, sem direitos absolutos e com um TC atento às circunstâncias especiais de cada momento histórico.
O Governo viola a Constituição porque quer.
Mas não pode.

Contramaré… 9 jun.

Cavaco Silva lançou um aviso aos partidos. O Presidente disse que não é "pressionável". Cavaco responde assim aos muitos pedidos de intervenção que lhe foram feitos devido à crispação política entre o governo e o Tribunal Constitucional. O Presidente apela ainda ao bom senso e serenidade dos agentes políticos porque uma crise política teria um custo muito elevado para o país.

domingo, 8 de junho de 2014

O Estado Social (democrata e cristão) é isto? E vão melhorá-lo?

Os rendimentos auferidos pelos portugueses até 6 de junho, foram para cumprir as obrigações fiscais, tendo-se assinalado esta sexta-feira o Dia da Libertação de Impostos, 8 dias mais tarde do que em 2011.
O relatório “The tax burden of typical workers in the EU 28″ (“O fardo fiscal dos trabalhadores médios na Europa a 28″), da organização New Direction – Fundação para a Reforma Europeia, mostra que os portugueses ficam hoje livres de impostos, ou seja, na prática, o rendimento auferido a partir desta sexta-feira corresponde ao verdadeiro rendimento líquido do ano.
Em 2011, os portugueses tiveram de trabalhar até 29 de maio para cumprir as suas obrigações fiscais e, em 2012, até 3 de junho, data em que puderam celebrar o Dia da Libertação de Impostos, a partir da qual o rendimento ganho já é para encaixe próprio e não para o Estado.
3 anos depois, em média, os portugueses têm de trabalhar mais 8 dias do que os que trabalharam em 2011 para pagarem os impostos devidos este ano.
Em termos gerais, Portugal é o 7.º país das 28 economias da União Europeia a celebrar o Dia da Libertação de Impostos, depois de:
6.º - Chipre (21 de março);
4.º - Malta e Irlanda (28 de abril);
1.º - Reino Unido, Bulgária e Luxemburgo (12 de maio).
Por oposição, os países que têm de trabalhar mais dias para cumprirem as suas obrigações fiscais são:
7.ª - Bélgica (6 de agosto);
6.º - França (28 de julho);
5.º - Áustria (25 de julho);
4.º - Hungria (16 de julho);
3.º - Grécia (14 de julho);
2.º - Alemanha (11 de julho);
1.º - Roménia (1 de julho).
Os autores do relatório concluem que “os impostos continuam a subir na Europa”: em média, um trabalhador da União Europeia viu a sua taxa real de impostos aumentar novamente este ano, passando dos 45,06% em 2013 para os 45,27% em 2014, uma tendência que se verifica desde 2010, ano em que este estudo começou a ser realizado. “O aumento [da carga fiscal] de 1,28% desde 2010 é, em larga medida, uma consequência dos aumentos do IVA em 19 países membros da União Europeia”, lê-se no documento.
O Governo português anunciou a 30 de abril, no Documento de Estratégia Orçamental (DEO), que vai aumentar a taxa normal do IVA em 2015, dos 23% para os 23,25%.
No mesmo documento, o Executivo indicou que o peso do IRS e do IRC sobre o PIB vai manter-se praticamente inalterado até 2018, prevendo ainda que o peso da receita se mantenha nos próximos anos, apesar do crescimento estimado da economia.
 Pronto! Quem fala de Estado Social, acrescentando, a despropósito, o “Social” ao Estado (simplesmente democrático), que cada vez mais saca mais aos cidadãos em trocas de menor retorno em direitos e serviços, anda a atirar areia aos olhos dos iliteratos em matemática…
Quem fala em manter e até melhorar o Estado Social, acrescentando, a despropósito, o “Social” ao Estado (simplesmente democrático) explorando cada vez mais quem trabalha, aumentando-lhe o dízimo, anda a atirar areia aos olhos dos iliteratos em sociologia…
E se quem está à frente, é responsável por este Estado “Social” e o defende(m), porque se intitula(m) de social-democrata(s) e democrata-cristão(s), não deveriam chamar-lhe, apropriada e literalmente de Estado "Social-Democrata e Cristão”?
Ou “isto” já não é social-democracia ou já não é democrata-cristão ou já não é democracia “porra nenhuma” ou anda(m) a atirar areia aos olhos dos iliteratos em política…
“Isto” é muito confuso e complicadamente simples…
Os impostos servem para quê?